31 de dez de 2010

Capitulo 8

Posted by sandry costa On 12/31/2010 3 comments

Os Volturi



Alguns dias depois, nos arredores de La Push...

            - Tem certeza que ela está por aqui? – indagava uma voz suave, quase infantil.
            - Eu nunca erro. Senti a vibração neste lugar. – a voz grave, masculina respondeu.
            - Ainda não acredito naquela bruxa. Mas, se você diz tê-la sentido. Tenho certeza que os mestres ficarão satisfeitos. Será o grande achado, a arma de destruição perfeita contra os lincantropos e por consequência os Cullen.
            - Eles não são filhos da lua. São apenas metamorfos metidos a heróis. – respondeu o homem. – O que quero saber, é como vamos pegá-la se ela está na reserva. Dois vampiros, mesmo fortes como eu... contra um bando inteiro de lobos é suicídio.
            - Deixe isso por minha conta. Sem aquela Bella – disse com evidente desgosto, como se tivesse tido uma sensação enauseante. – Com ela fora do caminho, eu nos guio até lá.
            Assim, os dois vampiros voltaram e fizeram acampamento nas proximidades de Seattle. Aguardando o momento certo de agirem.

Em La Push...
           
            - Kate, como é mesmo que se dança esse tal forró?
            - Kim, eu já disse. Você segura nas mãos e nos ombros dele assim... – colocou a mão direita sob a mão de Collin e a esquerda sobre seu ombro. – E depois se movimenta de um lado para o outro, ao som da música. Geralmente dois passos para cada lado.
            A festa ocorreria em dois dias. Todos ensaiavam os passos de dança que Kate lhes mostrava. Afinal, ninguém queria passar vergonha.
            - Leah e Embry eram os mais animados. Chegaram a criar um concurso, o melhor casal, ganharia um prêmio em dinheiro. Simbólico, mas foi o suficiente para atiçar os lobos.
            Alice, Rosalie e Esme vinham todas as noites, ajudar Kate com a matilha desajeitada. Por terem moradia no Brasil, estavam habituadas com os ritmos. A coisa toda já parecia uma grande festa.
             A proximidade com as vampiras, fez com que novamente, Kate tivesse reações estranhas: pesadelos, dores musculares, febre.
            - 40ºC... desse jeito, não vou viver para minha festa. – pensou a brasileira em seu quarto, após mais um ensaio.
            - Kate? Querida, posso entrar? – Emy percebera que a sobrinha não estava bem.
            Ao abrir a porta, se deparou com a bela mulata deitada na cama. Estava coberta com 2 edredons, o que era estranho, já que reclamava do calor da aldeia. Seus olhos amendoados estavam opacos, profundas olheiras, um suor frio sob a pele.
             - Por Deus! O que você tem? A quanto tempo está assim? – olhou para o termômetro nas mãos de Kate.
            - Eu.... eu não queria incomodar Emy, é só uma virose. -  tentava disfarçar. – Amanhã estarei melhor, você vai ver.
            - Isso não é normal. Está ardendo em febre. – disse e se dirigiu para fora do quarto. – Farei um chá, descanse. Amanhã Sam, irá comprar uma medicação. – virou-se e saiu, fechando a porta atrás de si.
            Kate adormeceu; um sono turbulento, repleto de sensações desagradáveis. Acordou no meio da madrugada, sentindo-se incendiar, os músculos retesados, seus ossos pareciam estar sendo puxados, como se estivesse em uma câmara de tortura.
            Sam, percebendo a agitação, foi até seu quarto. Porém ela não estava mais lá. A janela estava quebrada e Kate, havia sumido.
            Ela correu pela reserva, em direção a praia. As dores a levavam a um estado de torpor, porém, ela insistia em manter-se com um pouco de lucidez. Percebendo que a praia não estava vazia, correu até o penhasco. Era o mesmo que vira em seus sonhos.
            Ao chegar, recostou-se em uma árvore. O corpo, em espasmos violentos, se contorcia furiosamente. Kate tinha a certeza de que iria morrer.

Nas proximidades de Seattle...

            Uma mulher, de longos cabelos loiros, aproximava-se dos vampiros a campana. Observou-os atentamente e disse:
            - Vamos, é chegada a hora. – dito isso, seguiu em disparada rumo a Forks.
            Os dois vampiros a seguiram, tendo consciência de quão importante era aquela missão. Quando já estavam nas proximidades da reserva, o vampiro de cabelos negros se pronunciou:
            - Ela está no penhasco. Temos 10 minutos em média, para fazer o serviço. – inflou as narinas e fez uma careta - Sinto o fedor daqueles cachorros, não muito longe.
            - Certo Demetri. Caso eles cheguem antes, eu cuidarei deles.
            - Vamos logo Jane, deixe esse blá, blá, blá para depois. – ordenou a mulher, a frente deles.
            Chegaram ao penhasco e viram Kate quase desacordada. A simples presença destes provocou reações de ira na brasileira. Mesmo mal se aguentando, ela se ergueu. A única coisa que sabia, precisava matá-los. Sentia isso em suas células, seu cérebro ordenava.
            Cautelosamente, a mulher se aproximou. Atenta a cada movimento da garota a sua frente. Kate se preparou para um ataque, mesmo não entendendo o porquê de seu corpo agir daquela forma.
            - Agora! – gritou a mulher.
Imediatamente, um ganido de dor, se fez ouvir. O corpo da jovem foi arremessado ao chão. Sentia como se milhares de agulhas perfurassem seu corpo. Pode ver o sorriso sádico da pequena loirinha. Tinha um rosto que aparentava no máximo, uns 14 anos. Porém, seus olhos vermelhos denunciavam sua maldade.
- Demetri, segure-a. O restante é comigo.
O vampiro segurou-a de forma a deixá-la indefesa.
- Vamos logo Chelsea. Não temos a noite toda, eles estão se aproximando.
Chelsea olhou dentro dos olhos de Kate. Um silêncio se fez.
- Temos apenas 3 minutos. Ande logo com essa hipnose.
- Calma Demetri, eu já estou terminando. – disse sem se mover um milímetro. – Eu nunca falhei, não será agora.
Telepaticamente, Chelsea fazia com que Kate esquecesse seus sentimentos mais arraigados. No lugar destes, colocava um sentimento de devoção aos Volturi. Sua mente estava sendo conectada a dela e a Demetri. Dessa forma, seria fácil mantê-la sobre controle. Para que a ligação fosse plena, os 2 Volturi derramaram gotas de seu sangue – filtrado o veneno – na boca de Kate. Aro havia preparado dois frascos pequenos, junto as bruxas. Exclusivamente para essa ocasião.
Ao chegarem ao penhasco, Sam e Jake encontraram o corpo da brasileira recostado a uma árvore. O restante da matilha foi de encalço aos invasores, mas nada acharam.
- Ela...  – Sam não conseguia terminar a frase.
- Ela está bem, está viva. Apenas desacordada. – Jake a pegou nos braços, por um instante contemplou sua linda face de ébano. – Vamos, temos que levá-la.

Na casa de Sam...
           
            - Por Deus, Sam... o que aconteceu?
            - Se acalme Emy. Ela está apenas inconsciente. Não sabemos de fato o que houve. Os outros não acharam nada na floresta. É como se não passassem de alucinação coletiva.
            - E talvez seja. – pronunciou-se o velho Billy. – Vocês estão sob constante pressão psicológica. Com o sumiço da menina, já imaginaram o pior. E como compartilham os pensamentos, isso pode ter sido uma alucinação coletiva. – ao terminar, o ancião aproximou-se da garota.
            - Ela está bem. Logo acordará, mantenham as coisas como estão. Sigam com os planos. Não queremos que ela desconfie de nada.
            - Tem certeza pai? – Billy acenou positivamente e saiu.
            Emy e Leah revezavam em vigília. Kate acordou por volta das 15h.
            - Você está bem? – Lee perguntou preocupada.
            - Estou, apenas, com o corpo dolorido.
            - Não é pra menos. Você estava queimando em febre. – Emy entrou no quarto. – Pode deixar que, eu irei cuidar dela agora Lee. Obrigada.
            - Se precisar é só me chamar. – acenou para as duas e se retirou.
            - Emy, eu tive sonhos estranhos, acho que por causa da febre. Eu vi lobisomens...
            Emy sentiu seus músculos retesarem.
            - Você estava delirando minha querida. Apenas isso, onde já se viu? Lobisomens... você anda vendo muita TV.
            - Eu sei isso é ridículo! – ouviu-se então uma sonora gargalhada – Desculpe ter preocupado vocês. Creio que peguei uma virose, não é a primeira vez. Assim que cheguei tive algo semelhante, mas logo passou. Achei que essa também seria amena.
            - Tudo bem, o importante é que está melhor. E se eu fosse você, saia logo dessa cama. Faltam apenas 2 dias para a festa.
            Mas que depressa, Kate se levantou, banhou-se e foi em direção a cozinha.
            - Olha só... a bela adormecida acordou!
            - Boa tarde pra você também Seth! – deu um forte abraço e um beijo na bochecha, que deixou o lobinho cor de areia vermelho.

Em Volterra.....

            Grande lavoro di mio Chelsea faccia. Magnifico!¹ – Aro estava encantado com a sublime execução de seu plano. – Posso sentir a mente dela através das suas, magnífico!
            - Obrigada mestre.
            La mia piccola Jane, è sempre più luminoso. ² - o Volturi mais velho acariciava as mãos de sua fiel escudeira.
            - E você Demetri, ha portato le mie ragazze per la sicurezza, molto bene.³  Estou realmente satisfeito com os resultados. Cosa ne pensate miei cari fratelli? 4
            - Realmente, não sei o que pensar Aro. Mi scusi. 5 – respondeu Marcus, mantendo-se indiferente em seu trono.
            - Espero que valha a pena. Não gosto de bruxas, e a ideia dessas é muito estúpida. Così stupido che potrebbe funzionare.6  Veremos o resultado em pouco dias, não é isso? – Caius, sempre astuto e desconfiado. – Quero me livrar desses Cullen e daqueles transmorfos fedorentos.
            Aro andou suavemente pelo grande salão. Parou de frente a seus irmãos, olhou na direção de Caius e lhe respondeu:
            - Caius meu irmão, esse é o nosso plano mais ousado. Também eu, quero acabar com os Cullen. Se não posso ter as mais belas joias, ninguém as terá. – fez um ar de pesar – O que infelizmente seria uma pena.
            Voltou a caminhar em direção a seu trono. Sentando-se entre seus irmãos concluiu:
            - Porém, vincere senza combattere, è quello di trionfare senza gloria. E la pazienza è una virtù cari fratelli.7
            Segundo o plano de Aro, Kate vai aos poucos sentir a necessidade de estar com eles e obedecer aos Volturi. O sangue, de Chelsea e Demetri, fora filtrado junto ao de seu mestre. Criando assim um laço de sangue. Por não conter o veneno vampírico, a vítima levaria alguns dias para estar sobre total subserviência. Graças ao laço, Aro pode influenciar sob a vida se suas vítimas.
            Quando descobriram, através das bruxas Zíngaras, que possuía dons especiais, logo os Volturi resolveram agir. Ela foi considerada a melhor arma de destruição, desde que tudo corra como o planejado.
            O primeiro passo fora dado, resta agora apenas esperar.

Como prometido... cap postado rapidinho!! O texto está desconfigurando, por isso desculpe pela numeração ao final das frases em italiano.

Seguem as traduções!


1- Grande lavoro di mio Chelsea faccia. Magnifico! = Grande trabalho, minha cara Chelsea. Magnífico!

2- La mia piccola Jane, è sempre più luminoso. = Minha pequena Jane, sempre brilhante.

3- ha portato le mie ragazze per la sicurezza, molto bene. = trouxe minhas garotas em segurança, muito bem.

4- Cosa ne pensate miei cari fratelli? = O que acham meus caros irmãos?

5- Mi scusi. = Me desculpe.

6- Così stupido che potrebbe funzionare. = Tão estúpido que pode funcionar.

7- vincere senza combattere, è quello di trionfare senza gloria. E la pazienza è una virtù cari fratelli. = vencer sem lutar, é triunfar sem glória. E a paciência é uma virtude meus caros irmãos.

Autora Alexa

3 comentários:

karaka por essa eu nao esperava
eles sao mesmo diabolicos
ai como eu odeio esses volture
o cap estava incrivel
parabens
beijos


D+, realmente foi incrível oq os Volturi fizeram!
Estou surpresa!
A fic ta d+ mesmo, excelente, espetacular! PARABENS!!!:p


Lupimix

obrigada meninas!!! *_*

se não for pedir demais indiquem !!

bjs

Rafaela ( Alexia Black )

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