22 de jan de 2011

capitulo 15

Posted by sandry costa On 1/22/2011 4 comments


  E mesmo os momentos mais perfeitos tem que acabar, tá, tá, não que tudo fosse acabar, mas a noite sim.
         Nosso momento romântico acabou quando nós ficamos cientes de nossa platéia, papai olhava com uma espécie de raiva contida, minha mãe estava com aquele olhar preocupado e o resto de minha família apenas sorria.
         Eu nem preciso falar que Angelina junto com um grupinho do colégio também assistia, ela me olhava cheia de fúria.
        Engole essa cabelo de milho, comedora de capim, agora ele é meu! Háháhá.
         Nathan veio atrás de mim pedir desculpas e falar que fez aquilo por que Angelina o chantagiou, Jake ouviu e sem se controlar deu um soco bem dado em seu rosto, eu fiquei com pena do Nathan e briguei com jacob, mas no fundo bem que ele merecia.
         E como em toda briga juntou aquela rodinha, mas papai e Emment seguraram Jacob enquanto algumas meninas e Luke ajudavam o Nathan que provavelmente teria um nariz quebrado.
         O Sr. Priest ficou furioso com o estrago da peça e falou que Nathan agora estaria praticamente reprovado, eu também levei um bom esporro apesar de não ter sido minha culpa o que aconteceu no final.
         Enfim nós fomos para casa e papai chamou eu e Jacob para uma conversa.
         Por que será que eu já sabia que meu pai dificultaria todas as coisas para a gente?
         Ele e mamãe nos disseram que aceitavam nosso namoro, mas nós tínhamos que ter respeito e limites. Limites que meu pai iria impor para Jacob, afinal eu ainda era o seu bebê e ele não queria nenhum marmanjo tirando vantagem.
         Eu corei muito é claro e estava achando tudo aquilo muito ridículo, bom é nessas horas que ter um pai leitor de mentes era extremamente ruim, e também morar em uma casa onde todos tinham uma super audição não seria tão bom.
         O meu deus, eu mal comecei a namorar com Jake e já estou pensando nisso? São os hormônios só pode.
         No fim Jake concordou com tudo obviamente e até que enfim, aleluia, Deus seja louvado, nós estávamos namorando.
         Isso mesmo, eu e o meu lobo, namorando.
         Agora eu teria seus braços quentes, seus lábios carnudos, seu cheiro deliciosamente amadeirado somente para mim, inteiramente para mim.
         Eu sonhei tanto com esse dia, tanto. Eu não podia estar mais radiante e feliz, Jake era tão perfeito e agora eu podia ter toda essa perfeição em meus braços, poderia entrelaçar meus dedos em seu cabelo macio e beijá-lo com vontade até perder todo o ar de meus pulmões, por que agora ele era meu, somente meu namorado.
         Se bem que eu ainda procuro a palavra certa pra intitular essa relação, eu sabia que Jacob era bem mais que isso, bem mais que um simples namorado, ele era uma parte de mim, uma parte da minha vida, a melhor parte.
         Depois de tantos choros, tantas reviravoltas e peças pregadas pelo destino nós estávamos juntos, unidos por aquele amor conturbado, que ora era lindo e calmo, ora fogoso e turbulento. O amor muitas vezes pode ser dolorido, sofrido, conquistado com o tempo ou com apenas um olhar. O amor pode ser interpretado de mil maneiras e nenhuma delas se encaixar em seu contexto, ele é complexo e simples ao mesmo tempo, maduro e imaturo, egoísta e altruísta. Ele nos leva aos extremos e nos faz tomar decisões antes de pensar.
         Poderíamos comparar ele com várias coisas, uma criança mimada, uma mula quando empaca, um adulto ao ganhar na mega-sena, uma grávida ao ver seu filho nascer. O amor é um sentimento traiçoeiro que chega devagar e de pouco em pouco vai tomando forma e quando se vê ele tomou conta. Mais como em todas situações nós presenciamos o amor em todas as suas formas, seja ele por um cachorro ou pessoa, pode ser um amor fraternal ou até mesmo passional, mas mesmo tendo seus extremos, seus desalentos e acalentos nós não vivemos sem ele. Sem sua magia e ternura, o amor não escolhe dia ou hora, do nada ele surge e do mesmo jeito pode ir embora, mas o amor sempre está onde ele quer estar.
         Eu me sentia perdidamente apaixonada por Jake, irremediavelmente louca por ele, irrevogavelmente o amando.
         E eu sentia, sentia que por mais que os anos se passem, por mais que caiamos em uma rotina, eu nunca iria me enjoar de Jake, eu nunca deixaria de me surpreender com ele.
         - Nessie, você nem ta me ouvindo não é? – Jake reclamou.
         Olhei para ele que agora estava deitado no sofá com sua cabeça em meu colo.
         Passei a mão em seus cabelos macios, afaguei sua bochecha lentamente como eu sempre desejava fazer, toquei suas sobrancelhas e logo depois as expressões em sua testa. Fitei seus olhos negros e meu sorriso refletiu o seu.
         - Desculpa Jake – continuei sorrindo – É que eu só estava pensando.
         - Não se arrependeu ainda? – ele brincou.
         - De namorar com você? – eu ri – Nem um pouco e se você espera isso, bom, espere sentado.
         Ele sorriu abertamente ficando impossivelmente mais lindo.
         - Eu já falei que eu amo você? – ele sorriu.
         Eu rocei meus lábios nos dele.
         - Já – dei mais um selinho – diversas vezes.
         - É que é tão bom poder falar isso. – ele retribuiu meu selinho.
         Sorri abertamente como ele.
         - Então, o que você estava falando? – perguntei.
         Ele me fitou intensamente, e como sempre eu me senti pequena diante daquele olhar complacente, me senti aquecida com todas as emoções que ele possuía.

         - Eu preciso falar com você... – Seu belo sorriso se desfez – Mas... Hoje ta um domingão bonito, o que você acha de a gente dar um mergulho?
         - Naquele riacho?
         - Sim – ele viu minha careta – Por que, você não gosta de lá?
         - É um lugar bonito... – tentei sorrir – Mas só me trás memórias tristes e ainda mais que você precisa conversar comigo... Eu só... Ah, esqueça, vamos.
         - Relaxa Ness – ele falou enquanto se levantava e me puxava gentilmente do sofá – Vai lá se arrumar, que eu te espero aqui.
         - Ok – Antes de sair dei um beijo no canto de seus lábios.
         Subi rapidamente e por um instante me olhei no espelho, encontrei uma estranha ali. Uma nessie febril com olhos brilhantes e os lábios inchados, conscientemente eu sabia que eu não havia crescido mais, só era algo novo em minha expressão, talvez a felicidade, talvez quem sabe o amor que deixam as pessoas assim.
         Sorri e segui para meu closet, coloquei um biquíni preto com detalhes dourados, um short jeans, uma regata e um tênis. Penteei meus cabelos, me olhei mais uma vez no espelho e desci.
         - Vamos? – sorri quando ele assentiu.
         - Paaai! – chamei – Eu e o Jake estamos indo ao riacho ok?
         - Não demorem! – eu o ouvi responder.
         Segurei o impulso de revirar os olhos.
         Jake pegou na minha mão e nós fomos andando até metade do trajeto, cansada dessa velocidade eu resolvi o desafiar.
         Mostrei pra ele uma tartaruga e ele correndo, e a tartaruga ganhando.
         Ele riu.
         - É assim é? Me espera aqui então.
         Eu sorri e o vi ir atrás de algumas árvores e voltar na sua forma de lobo.
         Antes que eu pudesse falar alguma coisa ele saiu correndo a todo vapor e eu o segui, nós estávamos lado a lado, mas no fim ele ganhou e adentrou na mata para colocar seu short.
         Ele saiu de lá e eu não pude deixar de reparar na perfeição que era seu corpo, nos seus bíceps, tríceps, seu abdômen... Me obriguei a olhar seu rosto antes que a baba transbordasse por meus lábios.
         - Viu só tartaruguinha! – ele me abraçou – Ganhei de você.
         - Só por que eu deixei tá? – passei a mão por suas costas, absorvendo seu calor.
         - Ah, nem vem com essa! – ele ralhou – Eu ganhei, você sabe que eu corro mais... Agora, cadê minha recompensa?
         - Háháhá – me afastei dele e fiz um beicinho – Fecha os olhos.
         - Olha lá em! – ele sorriu e fechou seus olhos.
         Eu ri da careta que ele fez e lentamente tirei meu short, minha regata, sai correndo e pulei no riacho, deixando ele lá esperando um beijo.
         - Heeeeey! – ele reclamou vindo atrás de mim – Isso não vale!
         Eu ri.
         - Não falei que você ganharia qualquer recompensa. – Joguei água nele.
         - AH é assim? – ele falou entrando na água com sua bermuda surrada.
         - É, bem assim – falei enquanto ele vinha até mim.
         - Mas... – Ele se aproximava cada vez mais e o calor que eu sentia me fez corar – E se eu insistir?
         Ele ficou a alguns centímetros de distancia, notei que ele me fitou por inteira.
         - Ai, eu vou ter que negar – eu ri e dei as costas pra ele nadando até a outra margem – novamente.
         Ele nadou até mim e eu pude ouvir sua risada quando ele puxou meu pé.
         - Saaaaaaai Jake – reclamei e nadei para a parte mais funda.
         Ele ainda continuou atrás de mim, então eu cheguei até aquelas outras pedras que ficavam no final.
         Ele me alcançou rapidamente e dessa vez sem me dar chance de escapar ele prendeu minhas mãos acima de minha cabeça, seu corpo estava a milímetros do meu, eu sentia o seu calor emanar, seu cheiro era tão bom que quase me fez ronronar.
         - Então – ele falou enquanto apertava sua mão em volta das minhas – eu vou ter que roubar.
         Sua voz rouca me provocou arrepios profundos, as borboletas já voavam em meu estômago freneticamente.
         Ele se roçou seus lábios lentamente por toda minha clavícula e eu soltei um suspiro pesado. Eles seguiram caminho para meu pescoço e Jake soltou minhas mãos e logo ele apoiou as suas na pedra na altura de meu abdômen.
         Tudo que eu conseguia sentir era calor, um calor incômodo que se alojava na parte inferior de meu abdômen e que implorava por alivio.
         Senti seus dentes em minha pele e estremeci junto com a onda de calor e eletricidade que aquilo me causou, aquela mesma corrente elétrica que passeava por todo meu corpo me deixando alerta dos lugares em que ele poderia me tocar.
         - Mas... – tentei falar algo coerente enquanto ele ainda continuava a explorar a minha pele – roubar é f-feio J-Jake.
         Uma de suas mãos foi parar em minha cintura, aproximando mais ainda nossos corpos, ele agora mordia meu queixo e logo depois o outro lado do meu pescoço.
         Não consegui conter e deixei escapar de meus lábios um som prazeroso. Pude sentir ele sorrir e continuar a beijar meu pescoço, deixando assim rastros de calor por onde passavam, seus lábios eram tão macios, por Deus, Jacob queria me deixar louca?
         - Eu gosto de roubar – ele sorriu enquanto ele se afastava um pouco para me olhar.
         - Isso, é por que – eu passei minhas mãos por toda a extensão de seus braços quentes e fortes, sentindo-o arrepiar-se inteiro, eu entrelacei meu dedos em suas úmidas madeixas negras aproximando-o de mim – Você é um lobo mal, muito mal.
         Rocei meus lábios no canto dos seus.
         - Sim – ele murmurou enquanto colava seu corpo no meu – muito mal.
         Mordi meus lábios ao ouvir sua voz rouca ao pé do meu ouvido.
         Ele me lançou um daqueles olhares quentes, aquelas duas piscinas negras pareciam me queimar e por deus eu queria ser queimada. Ele desviou o olhar para minha boca que eu ainda mordia e finalmente me beijou.
         De uma coisa eu tinha certeza... Ele nunca havia me beijando assim antes, por que eu teria lembrado, Oh Deus eu lembraria, sua boca era faminta, sua língua explorava toda a minha boca e seu hálito me inebriava, agora suas mãos envolviam minha cintura me fazendo esquentar, quase me deixando em ponto de ebulição.
         Eu gemi em seus lábios quando senti suas mãos se apertarem em minha cintura. Eu puxei levemente seu cabelo e afaguei sua nuca, o senti estremecer e suas mãos subirem por toda minha cintura, parando na altura do laço de meu biquíni, eu arfei enquanto ele brincava com a ponta do laço, eu podia sentir seus dedos ali, eu podia sentir jake por tudo.
         Ele mordeu meus lábios e mais uma vez eu gemi, eu já estava sem fôlego, meu coração acelerava cada vez mais de antecipação.
         Oh Deus eu iria derreter em suas mãos e nem a água desse riacho poderia impedir isso.
         Eu parei o beijo arfando, o ar parecia ser mais rarefeito agora do que nunca e eu não conseguia recuperar meus pulmões, Jake agora beijava meu maxilar enquanto eu tentava em vão respirar.
         A água estava mais ou menos na altura de meu busto, deixando aparecer apenas um pouco da parte de cima de meu biquíni, eu senti Jake beijar meu pescoço e descer lentamente, deixando por toda extensão rastros de fogo, eu inclinei minha cabeça para trás sem conseguir me controlar, soltei um som de puro prazer enquanto seus lábios roçavam lentamente quase chegando na borda de meu biquíni. Quase que inconscientemente eu apertei sua nuca em um incentivo.
         Ah, eu amava essas sensações, sensações que só meu Jake poderia me dar.
         Suas mãos desceram para a minha cintura de novo e me davam aqueles apertos que quase me faziam derreter. Senti seus dentes roçarem em meu biquíni e mais uma vez aquele som rompeu por minha garganta, deixando-me com um calor incômodo em meu ventre, fechei fortemente minhas pernas em busca de alguma fricção que o fizesse cessar, mas ao invés disso pareceu aumentar.
         Ondulei meu corpo em sua direção, sentindo meus hormônios trabalharem a toda, eu senti...
         Oh Deus, eu senti.
         Mordi fortemente meus lábios notando que Jacob estava extremamente excitado, eu podia sentir tudo aquilo e meu calor aumentava cada vez mais.
         Não agüentando mais aquela doce tortura eu o puxei para meus lábios, dando um beijo sôfrego, incitando o tamanho do meu prazer, o tamanho da minha vontade.
         Minhas mãos desceram para seu abdômen, memorizando-o através do tato, arranhei sua cintura e senti ele estremecer, soltei um gemido enquanto sua língua travava uma deliciosa batalha com a minha, inconscientemente eu ondulei meu corpo mais uma vez contra o dele e senti novamente o quão excitado Jacob estava, o movimento me vez gemer mais alto ainda e Jake parecia hipnotizado por esses sons, quanto mais eu os proferia, mas suas mãos me apertavam e passeavam por meu corpo, eu as senti no fim de minha cintura, tocando a lateral de meu biquíni.
         Oh meu santo Deus, suas mãos eram tão quentes quanto o seu corpo que roçava em mim por completo, senti suas mãos em meus quadris e dessa vez eu suspirei pesadamente interrompendo nosso beijo e soltando um som de pura satisfação.
         Jake agora mordia seus lábios tão fortemente que parecia que iria romper a qualquer momento, ele fechou seus olhos e apertou meu quadril me fazendo sentir o seu real estado, seu calor e toda sua excitação.
         - Hmmm Jake... – sussurrei sem conseguir me conter.
         Ele lançou aquele olhar extremamente sexy, mas logo depois os fechou de novo e respirou fundo.
         Senti suas mãos saírem de meus quadris e sabia o que ele estava fazendo, respeitando aquelas drogas de limites.
         - E-Eu m-me desculpa... – ele murmurou ainda excitado – eu me d-descontrolei...
         Ele começou a se afastar com aquele olhar reprimido em seu rosto e se virou.
         Ah não Jacob Black, agora você vai voltar.
         Sem pensar duas vezes apoiei minhas mãos nas pedras e circundei sua cintura com minhas pernas, ficando praticamente deitada, com apenas a pedra e a cintura de jake me sustentando.
         Ele se virou e eu apertei mais ainda meus joelhos que agora estavam da altura de seu abdômen.
         Meu corpo todo emergiu na água e eu senti seu olhar minucioso percorrer toda a extensão de meu corpo, o vi arfar e morder freneticamente seu lábio inferior. Tentando provocá-lo eu deixei meu corpo emergir mais um pouco e passei meu pé por suas costas.
         - Pelo amor de Deus Ness... – ele falou roucamente – Para, você não sabe o estado que eu to... hmmm...
         Eu sorri quando vi ele fechar seus olhos, tocar meus joelhos e novamente se aproximar de mim.
         Eu sabia que estado ele estava, há eu sabia.
         - Ness... – sua voz rouca acariciava meu apelido.
         Fixei meu olhar ao dele e assim como ele mordi meu lábio inferior, suas mãos percorreram lentamente toda a extensão de minha coxa, meu quadril e pararam em minha cintura, Jake me olhava e me tocava com tanto desejo que eu simplesmente não sei o porquê de eu ainda não ter derretido.
         - AH nessie, me para agora – ele gemeu – Ou por Deus eu não vou conseguir mais parar.
         Minhas pernas continuavam em volta da sua cintura e eu podia sentir toda a sua excitação, apertei minhas pernas a sua volta o encarando profundamente.
         - Renesmee – ele falou com tanto tesão que eu me senti mais quente – Eu to tentando... Ah, eu to tentando me controlar...
         - N-Não jake – minha voz saiu rouca.
         - Deus! – ele avançou mais dois passos e praticamente me prensou na pedra – Nessie...
         - Ah Jake – sussurrei sem ar ao sentir seu corpo inteiro se comprimir ao meu.
         O calor em minhas pernas era deliciosamente torturante, eu precisava de mais, meus instintos me exigiam mais.
         Sem saber o que fazer enquanto ele beijava meu ombro, eu desci minhas mãos por seu peitoral, chegando até o botão de sua bermuda velha, senti Jake me morder não tão fraco assim e suspirar pesadamente enquanto eu lutava com aquele maldito botão.
         Minhas mãos trêmulas não ajudavam nada em todo o processo.
         Olhei para baixo tentando visualizar aquela droga de botão que escapava a toda hora de minhas mãos, e minha boca secou com a visão que eu tive.
         O tecido de sua bermuda parecia que iria ceder a qualquer momento, eu engoli seco, como Jake podia ficar assim tão excitado? Como poderia ser desse tamanho?
         Ele sorriu maliciosamente quando me viu boquiaberta.
         Sem querer me deixar intimidar eu tentei mais algumas vezes até que eu abri aquele maldito botão.
         Acho que aquilo tinha demorado tanto que Jake já desistira de fazer.
         Ele tentava passar isso em sua expressão, mas dando uma olhada abaixo eu sabia que aquilo era mentira.
         Ele colocou suas mãos em cima das minhas quando eu fui descer o zíper.
         - Ne...ssie – ele falou enquanto puxava ar por seus pulmões – Vamos parar, eu não posso, não agora.
         AH, qual é? Nós teríamos que usar cinto de castidade agora? Por que meu pai queria aquilo?
         Ele vinha com essas brincadeiras e quando isso ficava mais quente ele sempre tinha uma desculpa, agora que nós somos namorados ele usa meu pai como desculpa.
         Argh, e o pior é que aquele calor em meu ventre não se dissipava, eu o queria. Meu deus, como eu o queria.
         - Você acha que eu não quero você? – mais uma vez eu mostrei meus pensamentos sem querer para ele, aquele dom não me parecia conveniente nessas horas – Você realmente acha isso?
         Desviei de seu olhar fitando a pedra ao lado.
         Sem nem me avisar Jacob me prensou novamente na pedra, só que com mais vontade, com mais fogo, oh deus, ele que não ousasse parar agora.
         Seus lábios sugaram os meus e sua língua era rude e deliciosa contra a minha. Ele me pressionava cada vez mais contra a pedra e eu podia sentir toda sua excitação roçar em mim, gemi alto demais dessa vez e mesmo assim ele não interrompeu nosso beijo, ele sugava minha boca tão rudemente, aquilo era tão delicioso que meu ar escapou facilmente por meus pulmões.
         Senti suas mãos se apertarem em meus quadris me fazendo odular e tirar meus pés do chão.
         Eu interrompi nosso beijo a procura de ar e ele mordeu meu queixo, meu pescoço...
         Agora uma de suas mãos repousava em minha cintura enquanto a outra subia em direção os meus seios, um som de prazer rompeu minha garganta me fazendo ofegar quando ele tocou meus seios, inclinei minha cabeça para trás aproveitando tudo, todas essas emoções loucas que Jake podia me proporcionar.
         Voltei a olhar pra ele, vi que ele me fitava com um olhar um tanto quanto engraçado, ele parecia tão excitado e tão torturado quanto eu. Mas ele sabia que ele podia acabar com isso agora mesmo, ele podia tirar essa agonia de nós dois em apenas alguns movimentos.
         - E agora? Você ainda acha que eu não quero você? – suas mão fez um pequeno movimento circular em meu seio e voltou a descer para minha cintura.
         Oh meu deus, continue Jake!
         - Eu quero você – ele respirou fundo e se afastou um pouco – Meu deus eu quero você mais que qualquer coisa, tudo que eu mais queria agora era arrancar essa droga desse biquíni e...
         - Oh meu deus Jake! – eu falei irritada – Tire, faça, termine. Mas por favor não me deixe assim.
         - Hoje não Ness – ele beijou minha testa – Eu quero você, por favor não pense que é isso, eu só tenho que te contar algumas coisas antes...     
         Revirei os olhos.
         - Ah, senhor lobão gostosão! Vem me coloca nessa pedra – suspirei – Me beija daquele jeito, me pega daquele jeito e agora você acha que eu tenho que aceitar e te ouvir?
         - Nessie – ele sorriu ao me ver irritada – Pelo amor de deus, você me faz sentir um daqueles caras bad boys que vão lá abusam da mocinha e somem.
         - Mas é diferente! – falei me virando de costas – Você nem conseguiu fazer direto!
         Senti ele vindo em minha direção e me abraçar por trás.
         - Quando for pra valer – ele sussurrou em meu ouvido – Você vai ver o que é fazer direito – ele falou me provocando.
         - É só o que eu quero – inclinei meu pescoço para o lado e deixei minhas costas eretas. Pude ouvir ele arfar – É só o que eu to pedindo.
         - Para de me provocar Ness... – eu pude sentir o sorriso em sua voz e sabia que a batalha estava perdida.
         Ah, por que será que até na merda do autocontrole o meu namorado tinha que ser perfeito?
         - argh, fala logo o que você quer me contar! Já entendi que hoje não vai acontecer nada mesmo! – falei com um beicinho.
         - Ah Ness, não fica brava vai – ele sorriu – Até parece que você não ouviu o que seu pai falou.
         - AH Jake, tudo bem! - murmurei estressada enquanto saia do riacho e me sentava na pedra.
         Senti ele me fitar de cima a baixo.
         - Você não vai sair? – perguntei – Afinal, você tem que me contar essa coisa misteriosa.
         - É que... han, eu meio que... – ele gaguejou e eu pude perceber que ele corava, mesmo com sua pele sendo daquele belo tom bronzeado.
         - Fala logo Jake.
         - É que a minha situação agora não é das melhores... – ele falou sugestivamente.
         - Han? – eu não conseguia entender.
         - É que eu ainda continuo... – ele suspirou – Eu ainda to...
         - Excitado? – perguntei.
         Por que será que ele enrolava tanto pra falar?
         Ele engasgou quando ouviu eu falar diretamente.
         - Ok, eu.. han, espero. – falei.
         Ele veio até a margem ficando com a água na altura do seu umbigo e se encostando na pedra em que eu estava sentada.
         Eu sorri e me sentei mais perto dele.
         - Então...
         - Então... que eu nem sei como começar isso.
         - Que tal do começo? – falei sarcástica.
         - Ah Nessie, é sério...
         - Ok, Ok, eu só to meio estressada. – falei – continue.
         - Você lembra daquelas coisas de lobo que eu te falei?
         - Qual?
         - Daqueles negócios de quando nós estamos em forma de lobo nós podemos nos comunicar por pensamento, do Impriting...
         - Ah sim – afirmei não sabendo onde essa conversa ia dar – Você me falou, do Impriting da Emily e do Sam, do Quil com a Claire...
         - Isso... – ele murmurou meio nervoso – Eu nem sei como te contar isso.
         Meu coração acelerou consideravelmente. Será que Jacob teria tido um Impriting e agora quer me contar?
         - Calma – ele sussurrou como se lesse meu pensamento – Não tive um impriting, ou melhor tive sim mas...
         - Mas o que Jake? – falei angustiada com aquele suspense – fala logo.
         - Foi com você Nessie – e antes que eu pudesse falar algo ele levantou o dedo indicador – Espera eu terminar de falar, por favor.
         Eu assenti ainda pasma com a idéia, era por isso, por isso que nós tínhamos aquela ligação estranha.
         - Independente de toda essa coisa de lobo Nessie eu amo você e amaria mesmo que esse impriting não existisse, eu não contei isso antes por que eu não queria tirar suas opções, eu não queria que você se sentisse obrigada a me amar – Sua expressão era angustiada – Eu havia prometido para mim mesmo que ficaria ao seu lado mesmo se você não correspondesse meus sentimentos, e seria seu amigo acima de qualquer coisa. E era isso que eu vinha sendo até alguns dias atrás, mas eu quero que você entenda que isso não interfere em nada, que eu amo você e queria que você me amasse por opção e não forçadamente. Só por isso eu não te contei.
         Eu o encarava chocada, agora fazia sentido... Aquela ligação que eu sentia com Jake que era tão forte a ponto de eu sentir sua dor, seus sentimentos extremos, aquilo que nos conectava além do nosso próprio amor, a certeza de que Jake era a pessoa certa para mim, o meu par, a metade da minha laranja.
         Ele me olhava apreensivo, como se eu fosse brigar ou não aceitar tudo isso.
         Como eu poderia odiá-lo um segundo sequer? Oh meu Jake sempre tão altruísta, tão abnegado de si, sempre me dando o que eu quero mesmo que aquilo provoque dor.
         Aquilo era apenas mais uma certeza de que Jake seria para sempre meu, que nós nos completávamos e que o destino havia reservado um para o outro, sabendo que éramos compatíveis e que não tínhamos segredos entre nós.
         Notei que ele esperava uma resposta, mas minhas cordas vocais não funcionavam.
         - Ness?
         Eu pisquei seguidamente.
         - A-Agora eu entendo... – falei incoerente.
         - Entende o que? – Jake falou angustiado – Nessie, eu só escondi por que..
         - SHH, eu não to falando isso! – eu levantei rapidamente da pedra e me atirei em seus braços.
         Ele me segurou ternamente ainda um pouco confuso.
         - Agora Jake eu entendo o porquê de eu me sentir tão ligada assim como você a ponto de pressentir seus sentimentos – sorri – Agora eu tenho certeza que você é meu e que nada mais pode se interferir entre nós. Eu também amo você.
         Ele me fitava com um brilho que jamais vi em seus olhos, um sorriso abrasador enfeitou seu lindo rosto moreno acabando com todo meu ar.
         Lentamente ele roçou seu nariz no meu e me beijou tão docemente que fez uma lágrima rolar por minha bochecha.
         - Obrigado Nessie – ele interrompeu nosso beijo.
         - Pelo que?
         - Por me aceitar, por gostar de mim, por ser minha garota. – ele me abraçou fortemente.
         Por que será que eu sentia uma vontade profunda de chorar?
         - Então.. Acho melhor a gente ir, o leitor de.. Quer dizer seu pai vai ficar preocupado.
         - Você já ta mais...?
         Ele riu.
         - Já.
         - Então acho melhor nenhum de nós dois pensarmos nessa tarde – falei – papai iria enxer o saco.
         - Eu acho difícil, mas vou tentar – ele falou enquanto saia da água.
         Eu sorri e fui colocar meu short e minha regata.
         Ele me esperou paciente, pegou minha mão e nós andamos para casa.
         Por que de repente a velocidade humana não me pareceu tão ruim assim.

4 comentários:

Ai que lindo. Esssa fic é muito Show. Tem tanto sentimentos lindos.
Eu to amando, escreve mais viu.
Beijos

Nossa é perfeito. Eu comecei lendo faz um tempinho, ai eu ñ consegui parar.

AVISO: é crime deixar nós leitores viciados em cada capitulo e às vezes demorar a postar.

Amei seu fanfic

Nessas horas vc faz o amor parecer tão simple
gostaria de poder amar assim com Jake e Nessie,
eles fazem tudo ser tao perfeito, vc cada dia me
deixa mais viciada nesse fic e no romance de Jake e Nessie.

Bjs e Abraços And

aunn
o cap tava muito fofo
e eu ri com a Nessie
aii se fosse comigo....
Ele que nçao enventasse de começar e depois parar.
Onde ja se viu deixar menina pegando fogo daquele jeito e depois correr?
Tah parei
kkk'
Parabéns
Beeeijos

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