18 de out. de 2010

Capítulo 1

Posted by sandry costa On 10/18/2010 7 comments


Notas do Autor


É isso aí minha gente... demorou mais saiu... O começo de Candor Lunar: Livro 2.

minhas sinceras desculpas pela demora, sei que é ruim esperar. Infelizmente eu não poderei postar este livro tão rápido quanto o anterior onde os cap. saíam sempre semanalmente. Candor Lunar 2 será postado apenas a cada 15 dias, minha rotina louca nao me permitirá postar antes destas datas.

Vai demorar, mas, ao menos... será um livro longo e todos poderão aproveitar por mais tempo.

É isso ai, boa leitura e vamos ver aonde isso irá nos levar...srsrsr

Atenciosamente....

Ang.



Prólogo - Segredos da Alma



Prólogo – Segredos da Alma


Ironicamente eu me pego pensando no passado, e por mais que considere este habito um tanto quanto perigoso... não consigo evitá-lo; o passado, muitas vezes, funciona como uma âncora e nos obriga a encará-lo com uma pontada de culpa, receio e rancor. O esplendor de nossa existência nos cega de forma considerável, afinal, consideramo-nos deuses sobre a face deste mundo caótico, somos imortais... poderosos, ricos e imperdoáveis.
Volturi. Meu nome é temido em todas as partes deste mundo pela comunidade vampira, um nome moldado com muita luta, sangue e desgraça... por vezes me questiono sobre o porquê disto tudo, sobre as razões ou as desculpas que damos para tudo o que fazemos. A morte agora se tornou nossa alcunha e carregamos a escuridão para onde quer que nos dirijamos, parece-me que agora mais do que nunca o meu nome será odiado...
Penso em Carlisle e sua família... tantas mortes e tanto sangue... meu antigo amigo agora jaz solitário no campo de batalha que deixamos para trás, ele sobreviveu pois eu ordenei que ninguém o matasse... entretanto, seu coração está destruído pois sua família foi despedaçada e a maioria de seus filhos partiu para o outro mundo. Eu sei que Caius não apoiou minha decisão de manter Carlisle vivo, mas eu o estimo demais para vê-lo morto em um campo no meio do nada... apesar de não parecer eu ainda possuo um coração.
Agora eu encaro os meus aposentos no navio que transporta minha família e os Mercadores da Morte para Volterra, além, é claro de nossos convidados. Há muitos anos nós adquirimos um navio cargueiro... um petroleiro prestes a ser aposentado e o transformamos em um navio de luxo, obviamente, para quem vê de fora, o navio não passa de um encardido e velho navio... por dentro ele possui o esplendor de um palácio de reis.
A vantagem de possuir um velho cargueiro é que ele é suficientemente grande para comportar com folga um exército gigantesco como o nosso: Mercadores da Morte. Ao mesmo tempo, não precisamos cruzar a pé todo o percurso até a Itália e com isso evitamos a fatiga e a deselegância da viajem terrestre; o navio é muito mais ostentoso e fácil e, além disso, nos permite cruzar os mares em total sigilo carregando milhares de vampiros a bordo.
As cabinas apesar de luxuosas são muito pequenas e não há janela, apenas uma pequena escotilha redonda que permite que o ar marinho entre no aposento, a lua agigantava-se sobre nós refletindo toda a sua luminosidade prateada na água espelhada do oceano... o brilho da lua sempre me entristece... mas eu nunca soube o motivo.
Perdido em pensamentos olhando a lua refletir-se no mar pela pequena escotilha eu quase não percebi a suave batida da porta de meu quarto, um segundo depois, Jane entrou no cômodo... seu rosto lindo terrivelmente marcado pelas garras do lobo, um ferimento que deixaria cicatrizes profundas, afinal, os lobos eram animais mágicos e suas potentes garras marcavam nossa pele profundamente.
- Meu mestre Aro – chamou Jane com uma reverência.
- Sim, Jane – eu perguntei num suspiro.
- Meu mestre Caius deseja falar-lhe.
- O que Caius quer?
- Ele não comentou, meu senhor.
- Jane, bambina – eu disse acariciando seu rosto marcado – Como está seu irmão?
- Quase recuperado... ele já está falando – ela respondeu trincando os dentes e eu sabia que seu ódio a corroia por dentro.
- Algo a está incomodando, criança?
- Meu senhor – ela começou levantando os olhos para mim – Eu me pergunto sobre o motivo de manter as Cullens e o lobo vivos... elas são dispensáveis, não são?
- Ora, minha criança... elas possuem poderes interessantes, cada uma delas. E o Lobo, bem, servirá talvez como cão de guarda e o poder dele também é grande apesar de limitado. Enfim, não preocupe sua linda mente com estes pormenores... limite-se a servir-nos Jane, isso não é suficiente para você?
- Claro que sim... meu mestre – ela respondeu num suspiro e eu a abracei tentando diminuir seus sofrimentos.
- Então vamos ao encontro de meu irmão para saber o que perturba Caius.

No nível mais baixo do navio fora confeccionado um grandioso e luxuoso salão... onde os três tronos que ocupávamos reinavam absolutos no silêncio sinuoso do espaço vazio, tapetes de linho foram espalhados pelo chão e pelas paredes a fim de extrair a feiúra opressiva do metal corroído, o teto era pintado de negro e as luzes parcas e amareladas davam ao lugar um aspecto sombrio e pesado.
Caius e Marcos estavam lá... ocupando seus respectivos lugares, Caius mantinha uma carranca azeda e desgostosa e Marcos estampava a indiferença habitual no rosto; eu caminhei lentamente até meu trono e me sentei com um suspiro cansado, não estava disposto a ouvir as reclamações de Caius. 
Com um gesto brusco da mão, Caius dispensou Jane que caminhou rapidamente até a saída fechando a pesada porta de aço atrás de si, no salão imenso e silencioso permanecemos apenas eu e meus irmãos; eu encostei-me ao respaldo da poltrona e fechei meus olhos... em seguida falei numa voz tranqüila, porém chateada.
- Posso perguntar meu caro irmão, sobre os motivos que o levaram a me retirar de meu merecido descanso?
- Não ouse falar comigo com esse tom melodioso, Aro. Eu não estou satisfeito.
- Não? – eu disse encarando-o e erguendo uma sobrancelha sínica para ele – Nós vencemos pelo que eu pude constatar, ou estou enganado?
- Estávamos vencendo... – Caius respondeu com raiva – E poderíamos ter garantido totalmente essa vitória, não entendo porque permitimos que Carlisle vivesse ou porque não invadimos a vila daqueles selvagens e dizimamos totalmente os embriões de futuros lobisomens.
- Por várias razões, Caius – eu respondi com desgosto – Carlisle agora é um homem só e seus filhos foram todos mortos... para rever as filhas e a neta ele terá que vir até nós e se juntar à nossa família novamente; eu prezo Carlisle, como você bem sabe.
- E porque nosso general se deu ao trabalho de cruzar um campo de batalha apenas para cutucar Carlisle com sua lança?
- Eu não sei – respondi – Talvez ele quisesse apenas dar um aviso para que Carlisle não nos seguisse...
- Que seja... mas e quanto aos malditos lobisomens?
- Pensei que havíamos decidido que eles não são lobisomens, irmão. E que vantagem teríamos em destruir todos eles? Ou sua vila? As autoridades daquela pequena cidade notariam a ausência de uma tribo inteira, Caius, seria imprudente de nossa parte massacrá-los a todos... e além disso, o líder-lobo deles está morto, Flávius Aurélius cuidou de empalá-lo junto àquela árvore caso você tenha se esquecido.
- Eles virão atrás delas... Aro.
- Talvez. Mas se o fizerem, não terão outra escolha a não ser a de se unirem a nós... é o único caminho; e não sobrou muito deles, não é mesmo?
- Deveríamos tê-los destruído quando tivemos a oportunidade – disse Caius desgostoso.
- Eles foram destruídos, irmão – eu respondi peremptoriamente.
- Mas eles possuem aliados...
- Que sabem quem somos e que conhecem nosso poder... acho que está se preocupando demais. O que você me diz, Marcus?
- O que está feito está feito... – resmungou Marcus encerrando a questão.
- Era só isso? – eu perguntei enfadando fitando Caius.
- Não. O que pretende fazer com nossas... convidadas?
- Elas servirão a nós, com o tempo.
- Você acha mesmo? – perguntou Caius desconfiado – Eu não tenho tanta confiança de que o coração selvagem das meninas Cullen possa ser tão facilmente domado.
- Para isso temos a eternidade, Caius, além do mais, a filha de Edward Cullen é nossa cativa e Isabella e Alice farão qualquer coisa para proteger a criança, não se preocupe, ela é nosso trunfo... nossa carta da sorte.
- Veremos... – ele disse por fim e apoiou o queixo sobre as mãos perdendo-se em pensamentos. Marcus continuava fitando o vazio.

Eu permaneci por alguns instantes no salão ruminando tudo o que Caius havia me dito, realmente, talvez tenhamos sido um pouco afoitos demais em partir do campo de batalha; deveríamos ter ficado e nos certificado de que nossa vitoria tenha sido total? Os relatos de Felix sobre a morte de Edward deixam algumas dúvidas se de fato ele morrera sepultado nas corredeiras daquele rio veloz... mesmo o líder lobo nos deixa algumas dúvidas, ouvimos seu coração parar de bater mas, em nosso mundo sobrenatural, isso não significa muita coisa.
Para tanto, talvez Caius esteja exagerando e se preocupando além da conta... afinal, ainda contávamos com a guarda insuperável de Flávius Aurélius e todo o seu exército de Mercadores da Morte... não havia nenhum ser na face da terra capaz de detê-los. Bem, havia um... mas ele estava totalmente isolado do mundo.
O que fizemos à Carlisle pode ser considerado uma traição, não apenas a meu antigo amigo mas para a comunidade vampírica em geral, afinal, os Volturi existem para preservar nosso mundo e nosso segredo... infelizmente, perdemos um pouco o foco e nossa antiga magoa com o clã dos Cullen resultou em uma injustiça sem tamanhos.
Mas essa não é a primeira vez e muito provavelmente não será a ultima em que eu fique remoendo os fantasmas de uma vida... Carlisle agora se uniu a muitos dos rostos que assombram minhas lembranças, rostos que me olham das sombras e me condenam por meus atos. Meu coração de rocha é marcado por feridas de pessoas que eu amava e prezava e que foram sepultadas pelo peso de meu nome... pelo peso de uma regra... de uma lei. Hoje não passo de uma casca vazia, um recipiente de lembranças tristes. Afinal, sou o homem que traiu amigos e aliados, o homem que matou inocentes e dizimou aldeias inteiras para alimentar suas fileiras de serviçais... sou o homem que aprisionou para sempre o próprio filho.

Enfim, a escuridão depressiva do salão me incomodava, o silêncio modorrento que se espalhava pelas paredes e o fedor das tapeçarias boloradas fez com que minha alma clamasse por ar puro. Eu me levantei de meu trono sem que Marcus ou Caius dissessem qualquer palavra, no corredor do navio imenso eu não encontrei ninguém... provavelmente, Jane estava ao lado de Alec cuidando de sua recuperação, eu subi lentamente os ecoantes degraus de metal do navio em direção ao convés de onde eu poderia olhar o céu noturno e sentir a pureza do ar marinho em meu rosto.
O convés do navio estava vazio e silencioso, a tripulação que nos serve é humana e seus marinheiros não têm muito contato conosco por um pedido claro de nossa parte, obviamente, ordens foram bradadas a todos os vampiros deste navio para que não incomodassem a tripulação, afinal, precisamos destes homens para navegar com segurança. Estamos inclinados a oferecer a imortalidade a alguns marinheiros para que eles configurem uma perene tripulação a manter conservado o nosso navio cargueiro... mas ainda analisamos esta proposta.
O céu estava glorioso, não totalmente negro, mas de um azul escuro e profundo onde as estrelas infinitas e numa quantidade absurda brilhavam no firmamento com seu brilho eterno e faiscante, aqui, no meio do oceano, onde não há luzes artificiais, o brilho das estrelas se destaca de forma impressionante. A lua cheia refletia-se na água espelhada e todo o seu esplendor prateado fulgurava em minha pele de diamante... havia fiapos de nuvens flutuando silenciosas e tudo estava silencioso e calmo. O frio do mar do Alaska tudo branqueava com uma fina camada de gelo.
Foi quando notei mais distante em direção à proa uma pequena reunião de guardas, estranhando o pequeno grupo eu me dirigi até lá de forma sorrateira até encontrá-los em silencio montando guarda. 
- Algum problema? – eu perguntei sobressaltando-os
- Mestre Aro, nenhum problema senhor, apenas uma das prisioneiras desejou vir até o convés para respirar o ar da noite e como o senhor pediu para que atendêssemos aos pedidos delas... – falou um dos guardas se desculpando.
- Onde ela está?
- Na proa, meu mestre. As outras duas e o lobisomem continuam lá em baixo.
- Mantenham seus postos – eu falei.

Assim, por curiosidade, eu dei a volta em alguns contêineres que serviam para encenação do navio cargueiro e caminhei até a proa, lá, próximo às amarras das enormes correntes que sustentavam a âncora, estava Isabella. Ela olhava para o mar e seus olhos estava tristes e distantes mas em nenhum momento desde que a conheci ela esteve mais bela. A vida de vampira caiu bem em Isabella, sua tez clara como a neve refletia-se num brilho comportado com a luz da lua e seus olhos dourados sobressaiam-se com uma beleza sobrenatural em contraste com seus cabelos escuros. Isabella não era escancaradamente linda, mas ela possuía uma beleza recatada e charmosa que a deixava ainda mais interessante e, ao mesmo tempo, chamativa.
- Una bella notte, non è vero... Isabella?
- Nenhuma noite é realmente bela, Aro Volturi, depois de perder toda a minha família... e o homem que amava.
- Você não compreende nossos motivos, não é mesmo? – eu disse tentando manter uma conversa pacífica.
- Não há motivos em suas decisões, apenas a ânsia de poder impelida pela ganância.
- Não é ganância, minha cara Isabella. Mas imagine agora ter de controlar seres poderosos como os vampiros... não é uma tarefa fácil e nós, muitas vezes, somos obrigados a cortar um mal pela raiz. A vida social de vampiros não deve ser pregada ou difundida como algo normal e viável...
- E por que não?
- Porque não é seguro. Entenda Isabella, nós somos poderosos demais... você sabe disso, um vampiro poderia sozinho dizimar uma cidade inteira. Além do mais, nós não somos humanos e não podemos permanecer omitindo o perigo de vampiros tentarem manter uma vida humana... esse foi o pecado de Carlisle.
- O pecado de Carlisle foi o de tentar viver em paz. – ela disse me encarando e seus olhos me fulminaram numa raiva mal contida, eu desviei daqueles olhos furiosos e caminhei até a amurada do navio me apoiando sobre ela enquanto olhava para as profundezas do mar escuro e sem fim.
- Você não compreende – eu disse num suspiro – É perigoso demais, se um grande clã de vampiros se descontrolar seria quase impossível manter nossa identidade diante do mundo, e você sabe o que aconteceria se isso ocorresse... se fossemos descobertos? O caos Isabella... o caos.
- Essa é a sua desculpa? – ela perguntou e a raiva ainda estampava seu rosto.
- Ah, eu sei por que Edward se apaixonou por você... você é uma mulher impar, Isabella, tem uma força imensa e um temperamento espirituoso que não lhe permite recuar. Realmente algo difícil no mundo de hoje... um mundo de pessoas falsas e superficiais. Se fossemos descobertos nós não teríamos outra escolha a não ser dominarmos os seres humanos e fazer deles escravos de nossa vontade e de nosso governo.
- Você só pode estar brincando, Aro.
- E porque estaria? Nós somos deuses, Isabella... deuses sobre a face deste mundo bagunçado, somos imortais, poderosos, belos e mortíferos... teríamos que dominar a existência do homem e fazê-lo coexistir em paz. Mas vivemos à sombra, vivemos escondidos para que o homem não enlouqueça com a consciência de seres sobrenaturais e desta forma eles podem viver suas vidas insignificantes com uma liberdade falsa.
- Vocês se cercam de mentiras Aro. Uma mentira dita muitas vezes pode até soar verdadeira mas isso não significa que ela tenha real validade para os outros.
- Então, além de bela e forte... você também é sabia...
- Eu sou esposa e uma mãe que não suporta ver seu marido morto e sua filha escrava... não me venha com suas idéias distorcidas, Volturi, eu não as aceitarei de forma alguma.
- Você pensa que meu coração não se entristece de ter visto meu amigo Carlisle caído no meio de uma batalha? – eu disse realmente sentido com a inflexibilidade de Isabella.
- Coração? – ela perguntou numa dúvida sarcástica, seu rosto assumiu uma expressão de ceticismo e ela se encaminhou para perto de mim a fim de encarar meus olhos rubros – Você não possui coração, Aro Volturi, pessoas que possuem coração são capazes de amar... e você ama apenas o poder e seu mundo de mentiras.
- Você considera que eu não sou capaz de amar, Isabella? – eu disse olhando-a com uma intensidade incomum – Eu que já vivi por séculos e sei o tamanho da dor que o amor pode causar, eu que já amei esposas e um filho... você acha realmente que não sou capaz de amar?
- Talvez até a sua idéia de amor seja deturpada, Aro... sua esposa é apenas o enfeite da corte, não é alguém que significa algo para você como Edward significa para mim. Acho estranho esta palavra saindo de sua boca, você conhece apenas a destruição... e isso o destrói por dentro... lentamente.

Dito isso, ela desviou seus olhos dourados e cintilantes dos meus e pousou suavemente a mão delicada na amurada do navio, ficou admirando o luar e não fugiu de mim... ela demonstrava que não temia a minha presença e que não se curvaria diante da força dos Volturi. Isabella era uma mulher forte... uma mulher... impar.
Ela disse algo que me deixou sem palavras, disse que conheço apenas a destruição e que isso me corrói por dentro... e de fato, esta é a verdade. Uma verdade que guardo apenas para mim e que foi descoberta por esta jovem peculiar e timidamente linda, uma jovem que me surpreendeu desde o primeiro instante em que a vi quando ela surgiu ao lado de um vampiro depois de correr meio mundo para impedir que ele fosse destruído. 
- Você me julga mal, Isabella – eu disse suavemente ainda a encarando.
- Eu julgo seus atos pelo que eles representam – ela respondeu irascível sem se dar ao trabalho de me olhar.
- Eu não a culpo de me odiar tanto.
- Eu não o odeio, Aro... – ela disse então, voltando seus olhos para mim.
- Não? – eu perguntei surpreso.
- Não, sinto apenas pena... de um homem que tem de destruir a família dos outros para construir uma para si mesmo.Você não é e jamais será metade do homem que Carlisle é... ele reúne ao seu lado as pessoas que o amam; você, por sua vez, é reverenciado e seguido por medo. Medo e amor são totalmente diferentes, Aro, e você jamais saberá o que é ser seguido por respeito e amor... você aprisiona, corrompe e distorce tudo o que toca. Eu jamais me curvarei a você... e agora, se me dá licença, eu tenho que descer e cuidar de minha filha.

E ela deixou minha presença como se eu fosse um mero nada, qualquer outra vampira que ousasse um ato tão ofensivo como este teria sido desmembrada instantaneamente e suas cinzas atiradas pelo ar... mas não Isabella. Uma menina extraordinariamente forte e que mesmo com o coração despedaçado pela perda do marido ainda tem forças para me enfrentar e cuidar da bela filha que também é minha prisioneira. Isabella não tremeu nem por um segundo ao me jogar a verdade na cara, sua voz não perdeu a força e a verdade quando disse que nutria apenas pena pelos meus atos... uma mulher surpreendente.
Então senti algo estranho... algo que não sentia há tantos séculos, senti isso enquanto Isabella caminhava graciosamente até a guarda que a esperava junto dos contêineres, ela movia-se com uma delicadeza sem igual e seus cabelos flutuavam pelo ar desprendendo uma fragrância adocicada de flores silvestres... e antes de desaparecer ela ainda lançou um ultimo olhar para mim, um olhar de desafio e altivez com aqueles olhos espantosamente dourados e luminosos.
Um suspiro de absorção se desprendeu de mim e eu segurei meu peito com a mão tentando sentir um coração que há séculos não bate; tantas guerras e batalhas, tanta destruição e glória, tantas vidas ceifadas e tantas riquezas acumuladas para que uma criança linda me encarasse sem medo e ousasse dizer que eu não era nada mais que uma casca vazia... um receptáculo infértil de mármore.
Ah, eu senti algo que Sulpicia não me fazia sentir a décadas... eu me senti vivo, me senti atraído por uma vampira que me desafiou, aqueles olhos dourados que dissecaram minha alma e que atiraram contra mim o que eu sentia de fato: uma grande tristeza, um grande vazio que teimava em ramificar-se pelo meu ser dizendo que tudo o que eu fazia não tinha mais sentido.

Então, aqui, olhando o mar infinito e sentindo-me ultrajado por uma vampira tão envolvente... eu tive uma idéia súbita e estranha. Uma idéia que surpreendeu totalmente minha própria consciência, afinal, talvez, o que faltava em minha vida era uma nova sensação... uma nova capacidade de amar. Eu, que segundo Isabella, possuo apenas o dom da destruição poderia novamente ser capaz de amar? 
Eu, Aro Volturi, senhor de vampiros e de exércitos seria capaz de conquistar o coração de uma mulher cujo marido morreu por minhas mãos? Seria loucura? Sim, seria, mas o amor é feito de loucuras e eu sinto essa estranha sensação quando me aproximo de Bella... a vontade de ter uma vida um pouco mais voltada para a contemplação do que para as guerras. Estaria eu me interessando amorosamente por esta menina?

Seria uma idéia a planejar... eu não mais sentia amor por minha esposa Sulpicia, talvez fosse a hora de libertá-la e conquistar um novo relacionamento que poderia mudar o rumo de minha existência... com certeza eu já sabia quem seria a candidata a se tornar a minha nova esposa.


Isabella Volturi...


Até seu nome ficará lindo.

7 comentários:

PQP! Ele ae apaixonou por ela. :o
Felizmente ele ñ tem chances com ela. Ou tem Angus. :e
Espero q ñ. Tá na hora do Edward chegar logo.

Lindo !!!um triângulo lindo!! parabéns!!!tomara, que tudo de certo....pena que vai demorar pra postar!!!!

Oi, Angus!!! Tava quase infartando, "precisando" de novos caps da sua fic... Sabe como é?! "Síndrome de Abstinência" :o. Sem palavras, maravilhosa!!! Se vc aceitar pitacos, além de toda emoção que vc consegue incorporar na sua fic, eu gostaria de "ver" um pouco mais de romance entre a Nessie e o Jake nessa temporada... Mais intensidade, mais ardor... Eu sei que homens preferem a parte da ação, da aventura, mas plisss sacie com o seu dom essa minha necessidade de romance... Parabéns!!!:n

Oi gente... valeu pelos comentário e já me desculpo com antecedência pela demora, mas, infelizmente é bem possível que os capitulos sejam postados apenas quinzenalmente... eventualmente saírão antes... mas a cada 15 dias é mais certeza...

Enfim, valeu por sempre acompanhanrem Candor.

Quanto`ao pedido da Manu... eu até tenho planos para os dois... ahaha, mas, infelizmente, Jake e Nessie vão demorar um pouco pra se reencontrar... srsr

Vamos ver o que rola mais pra frente...

Abraços a todos.

ANGUS MEU CORAÇÃO NÃO É FORTE...
E VC NÃO AJUDA MUITO ESCREVENDO DESSE JEITO...
EU AMO TUDO Q VC ESCREVE POIS PARECE Q VC ESCREVE COM O CORAÇÃO...
E NOSSA O ARO REVENDO OS ATOS É ATÉ ILÁRIO...
MAS É MUITO INCRÍVEL A FORMA QUE ELE VÊ AS COISAS...
E ESSA AGORA DE ESTAR APAIXONADO PELA BELLA É A ÚLTIMA DAS LOUCURAS DELE...


ANG

PARABENS E ESPERO ANCIOSAMENTE PELO PROXIMO CAP...


PARABENS E BEIJOS


VC É INCRÍVEL

Angus primeiro desculpa a demora em ler
segundo
a para o Aro se apaixonou pela Bella?
a naoooooooooo
nao mexe com ela nao.
menino eu tentei imaginar isso, mas é nojento imaginar o Aro tendo qualquer coisa com Bella

kde o Edward????
a tive uma ideia kkkkkkkkk vc como rei da matança, mata o Arooo kkkk

mas, como sempre o cap esta otimo, ja tinha ate esquecido do filho do Aro, achei q ele fosse ter mais participaçao no livro 1 e como nao teve quem sabe agora.

curiosissima pelos proximos caps

bjss vc é demais

tomei coragem tirei a preguisa de lado para ler !!!!
depois de semanas consegui ler o primeiro cap !
continua lindo ang
ta de parabens como sempre !

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