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21 de dez. de 2011

Capitulo 20

Posted by sandry costa On 12/21/2011

Provavelmente, todos já haviam percebido que algo tinha acontecido, que eu sumira.
- Então.. me conta sobre seus poderes. – Ele me cutucou com uma cotovelada no braço.
Olhei para ele, e fiquei encarando seus olhos vermelhos como sangue, e depois de alguns segundos virei meu rosto novamente para encarar o sol, que logo tocaria sua pele de mármore.
- Não to afim. – Respondi.
- Tanto faz mesmo, já sei tudo. – E riu.
- Cala a boca, serio, sua voz e irritante. – Seu sorriso alargou.
- Primeira vez que alguém diz isso. – Rapidamente ele se aproximou e sussurrou no meu ouvido. – Você logo mudara de idéia.
- Vai sonhando camarada. – Empurrei ele que bateu contra uma arvore derrubando-a. – Não chegue perto de mim, nunca, em hipótese alguma, desse jeito. Sou casada, e muito bem casada.
- Hmm, acho bom você ir se acostumando com uma vida sexual bem inativa. – Ele se levantou, parecendo um pouco irritado. – Vamos logo, não aturo mais você. – E começou a correr de novo, bem rapidinho por sinal.
Segui ele, mais ao invés de estar ao seu lado, ficava sempre um pouco atrás, porque eu queria distancia desse vampiro idiota.
Os raios de sol bateram em seu corpo ao longo de nossa corrida, o que me dava muita saudade dos meus vampiros, e de como eu ficava deslumbrada quando eles brilhavam, como diamantes impossíveis de se ter.


[...]

Um dia inteiro já havia se passado, e nos já estávamos na Itália. A cidade era bonita, apensa de eu não poder ver muito por estar nos locais afastados, para os humanos não verem o vampiro brilhando.
- Ei. – Chamei a atenção do vampiro. – Qual é o seu dom? – Ele me olhou e sorriu.
- Agora quer conversa né? – Seu rosto debochado nunca mudava. – Pois bem, não vou te falar.
- Ta. – Dei de ombros.



- Eu copio os poderes dos outros. – Ele disse assim que viu meu descaso. – Tipo, eu tenho o seu poder aqui, comigo, e mais todos os da guarda, e o da sua família e de muitos outros.
- Hmm.. – Ta ai o motivo pra ele não ter medo de mim.
Ele me olhou e fez que sim com a cabeça, provavelmente estava lendo minha mente, e novamente fez que sim com a cabeça.
Da licença? Perguntei mentalmente. Você deve ser velho, mais, a palavra privacidade existe a um bom tempo. Ele riu, e corremos mais um pouco.
Agora, estávamos parados em um local onde parecia um castelo, só que um pouco menor. Era realmente bonito mais, ao mesmo tempo, era extremamente assustador.
Estávamos parados em frente ao grande portão, que parecia ficar na parte de trás do castelo, o local não era de acesso fácil para humanos.
Logo, vampiros com vestias pretas apareceram e abriram o portão. Suas ires vermelhas, era bem assustador, e me deixava uma duvida. Será que eu conseguiria manter minha dieta, de só animais?
- Olá. – Um dos vampiros me cumprimentou.
Ele era alto, musculoso, e bonito, me lembrava ate um pouco o Emmett, mais seu rosto, seu olhar, não eram tão amigáveis quanto o do meu tio, ele era assustador.
- Oi. – Respondi baixo.
Sua face de pedra me deixava nervosa e estranhamente me intimidava, eu sentia medo, medo de estar ali com aquelas “pessoas”.
- Eu já falei pra você relaxar não é? – Victor disse andando tranquilamente. – Eles são gente boa. – Depois que ele falou isso, o mais baixo, e que tinha os cabelos meio loiro, deu um tapa em sua cabeça, reprovando suas palavras.
- Fale descentemente seu moleque. – Victor revirou os olhos para ele e fez cara de tédio.
- A, qual é Dimi, relaxa. – Nos entramos pelas grandes portas que dava para uma sala, sem nada.
- Demitre. – Falou todo serio, pra depois encarar uma pirralha loira que nos encarava, com a aparência bem irritada.
- Victor, o que já falamos sobre esse seu temperamento irritante? – Perguntou a pirralha toda prepotente. – E você. – Me encarou. – E uma dos Cullens certo?

- Sim. – Falei em alto e bom tom.
Sentia que essa garota, tentaria me esmagar por aqui, e eu não deixaria isso acontecer, mesmo não dando a mínima para esse lugar.
- Percebe-se, fede tanto, por andar com os cachorros. – Suspirou. – Vamos, Aro nos espera. – E correu em direção a uma porta que aparentava ser de ouro.
Essa pirralha me lembrava alguém, mas.. quem? Bom, não tive muito tempo para descobri, porque a porta se abriu, e um monte de vampiros me encarava.
Um homem de aparecia muito pálida e de cabelos negros e cumpridos se levantou ao me ver e caminhou ate mim, com um sorriso que me dava calafrios.
- Bem vinda à guarda. – Ele segurou minha mão e a beijou.
Seus lábios eram tão frios, e quando sua boca desgrudou de minha mão, dava para perceber o cheiro de sangue humano se impregnando nela.
- Todos estamos muito contente com sua presença aqui. – Ele deu mais um de seus sorrisos sombrios.
Ninguém, alem dele, abriu um sorriso se quer para mim, e a pirralha loira, me olhou torto. O clima começava a ficar tenso e eu mal tinha chego ao local.
- Mas como você esta pálida. – Comentou o que eu achava que era Marcos, pelas fotos que eu vi de Carlisle. – Era de se imaginar, com uma alimentação tão precária. – Ele sorriu. – Por isso, preparamos um banquete, mande entrar Jane. – A pirralha saiu às pressas da sala.
Segundos, que mais pareciam séculos, se passaram, e Jane, abriu a porta entrando na sala, e passando a língua nos lábios.
Atrás dela, vinham humanos, uns 15 acho, e eles estavam vendados e perguntando sem parar, “O que está acontecendo?”
Isso era meu banquete? Não que eu não goste de sangue, mas.. era humano, totalmente errado. Eu não podia matar, não assim, sem mais nem menos, para tirar minhas olheiras e me senti um pouco mais forte do que o normal.
- Vamos, você é a primeira. – Aro disse soltando minha mãe e me incentivando a atacar um dos pescoços que passavam um sangue grosso e cheiroso.

- Não sei se devo.. – Falei incerta e dando um passo para trás.
- Talvez, você precise de um empurrãozinho. – Aro caminhou ate uma mulher e cortou seu pescoço, fazendo o sangue jorrar.
Eu estava a tanto tempo sem beber sangue, que meu corpo pedia tanto para eu não deixar o liquido divino ser jogado fora e ir lá, e beber tudo.
Minhas mãos tremiam de tanto que eu tentava me controlar no lugar.
Era perceptivo os vampiros ao meu redor, querendo atacar os humanos que já começavam a gritar de pavor.
Aro começou a beber o sangue da mulher, que já estava amolecendo em seus braços, e assim, quando ele começou, os outros vampiros também partiram para os outros humanos.
Cheiros diversos de sangue impregnavam a sala, e começavam a me pirar.
Quanto tempo mais eu resistiria? Eu conseguiria ficar todo tempo aqui sem me alimentar de sangue?
Andando em passos largos e desesperados para trás, me encostei na parede fria, e sentei, eu definitivamente, precisava me controlar, porque, não seria agora, que eu estou longe de minha família, que eu quebraria a regra, o nosso dilema, de nos alimentarmos apenas de sangue animal.



POV Brian.


Dias haviam passado e nenhum sinal da Hinnata. Era como se ela tivesse desaparecido do mapa, ou nunca esteve ali, junto de todos nos.
Seu cheiro havia sumido junto dela, e a única coisa que ficava, era uma leve fragrância doce, que dizia que um vampiro, sem ser da família, tinha passado por ali.
Mas, como ela podia sumir em uma hora dessa? Hinnata, nunca nos abandonaria na situação que estávamos, em uma guerra que não estava muito longe.
- Alice, você não vê ela? – Alice estava sentada no tapete da sala, com as mãos nas têmporas e balançou a cabeça.
- Não vejo ela, mais também não vejo mais a guerra. – Ela abriu os olhos que estavam distantes. – Tudo sumiu.
- Tia Alice, como pode tudo sumir assim? – Nessie murmurava. – Ate mesmo, nos todos lutando, e morrendo você não vê mais?



- Não. – Ela olhou para baixo. – E como se a guerra não estivesse mais para vir. – Ela encarou Nessie. – Seja o que quer que a Hinnata tenha feito, ela mudou tudo, não há mais guerra.
- Os Voltures simplesmente pararam com a idéia de vir ate nós? – Rosálie perguntou. – Ate parece! – Ela bateu seu salto no chão. – Eles fizeram algo com ela, só pode.
- A mamãe pode está com eles. – Kelly disse do nada, aparecendo na escada. – E a única explicação.
- Mas, ela ir assim? Sem nem avisar? – Perguntei angustiado. – Não..
- Todos seriam contra se ela falasse um “To indo para os Voltures, beijos me liga!” – Kelly disse irônica. – Ate parece pai, como se você não conhecesse a mamãe. – E revirou os olhos.
A Hinnata andava meio distante, pensativa, e quase não falava com ninguém, mais isso? Não, ela se despediria, não era possível ela ir embora sem explicar a situação.
Os Denali, estavam sentados no sofá, parecendo tão preocupados quanto todos da família mesmo.
- Talvez Kelly tenha razão. – Alice falou por fim.
- Isso não é possível! – Eu disse na defensiva. – Ela nunca nos deixaria assim, não, ela não faria isso, ainda mais sabendo que ficaríamos preocupados.
- E o que Kelly disse, nós nunca iríamos deixar que ela partisse. – Jacob disse. – Eu, não deixaria, se fosse preciso, pregaria ela no chão mais não deixaria, e duvido que seja diferente para os outros Brian.
- A mamão só queria o nosso bem.. – Adam falou.
- Eu vou atrás dela. – Me levantei do sofá. – Não vou deixar ela com eles! Não vou.
- Pai, da pra parar? – Kelly terminou de descer as escadas. – Eu ein, pior do que criança para entender as coisas. – Bufou. – Ela fez isso para proteger todo mundo, e você quer dar uma de idiota? Fala serio pai!
- Mas eu não posso.. – Ela me interrompeu.
- A mamãe vai voltar ok? – Ela tocou minha mão. – Quando ela souber que pode, ela vai voltar, agora, você não pode estragar tudo.

16 de nov. de 2011

Capitulo 19

Posted by sandry costa On 11/16/2011



POV: Adam.

Eu tava com saudade da mamãe que nem consegui dormi. Ela nem deu tempo para eu abraçar ela direito, e conversar, e rir, e beijar o rosto dela, que um tempo depois que eu estava no quarto e as meninas já tinham dormido eu fugi pro quarto dela.
Abri a porta do quarto devagar para não acorda ela e o papai, e vi que tinha espaço na cama para mim.
Fechei a porta devagarzinho e corri para a cama me encolhendo perto da minha mão e do meu pai. Na verdade, empurrando ele para fora da cama. Ele já tinha matado a saudade e eu não!



- Ai. – Meu pai resmungou quando estava com a bunda no chão de madeira. – Adam.. – Ele me olhou com os olhos apertados e balançou a cabeça já rindo.
- E minha. – Abracei minha mãe que acordou e riu da cena.
- Sua nada. – Ele disse se levantando e indo para o outro lado da cama.
- Minha, minha, minha. – Apertei minha mãe que ria. – Sai pai, já ficou com ela tempo demais.
E na hora que ele ia resmunga alguma coisa, a porta do quarto se abriu com minhas irmãs entrando.
NÃO! Eu não posso ter um minuto sozinho com minha mãe? Poxa, a Luna ate vai, mais a Kelly? Ela ficou um tempão com a mamãe só pra ela. Injusto.
- Deixa de ser possessivo garoto. – Kelly se jogou na cama e eu abracei mamãe mais forte. – Sai Adam, deixa a Luna matar a saudade dela também. – E revirou os olhos.
Luna sorriu pidona para mim e mamãe se sentou, com um braço em minha volta e o outro chamando Luna e Kelly, que foram abraçar ela.
Meu pai, que foi expulso da cama, se sentou na pontinha e fez bico, como se o que acontecesse era injusto. Egoísta!
- E eu? Como fico? – Ele cruzou os braços, e mamãe sorriu para ele, com o mesmo olhar pidão que Luna tinha acabado de fazer, e que todos nós, eu, Luna e Kelly, sabíamos fazer.
- Amor, são nossos filhos, eles estão com saudades.. – E mandou beijo pra ele no ar, que sorriu mais depois revirou os olhos.
- Não é justo. – E se levantou indo para o banheiro.
Todos nós nos deitamos e dormimos felizes. Nem aqueles caras lá da Itália, seriam capazes de tirar nossa felicidade agora. A mamãe estava por perto, e isso bastava.

POV Hinnata.

1 semana depois.

Preciso dizer que eu era uma pilha de nervos? Ta, eu sou uma grande pilha de nervos.
As visos de Alice sobre minha morte eram constantes, e não mudavam, nunca, nem quando eu pensava em treinar, me esforça para superar qualquer barreira de meu poder, minha morte era certa!
E o pior de tudo, a aniquilação dos Cullens também. O que significa, meus filhos mortos, e meu Brian morto.
E, pra completar meu desespero, os Denali estavam aqui, em casa, e eles morriam também, com uma humana junto! Humana! Uma menininha linda, meiga, e que olhava fofo para Adam, mais humana.
E eu começa a temer por isso, afinal, minha família ser destruída já não seria o bastante?
Olhei para o mato úmido ao meu redor, percebendo que eu estava ficando muito tempo por lá ultimamente. Meus pensamentos são tão corridos ultimamente, que olhar para as pessoas, conversar, me parece estranho demais para minha mente que corre a velocidade da luz.
Suspirei, uma decisão seria tomada, e era agora. Olhei para a casa que estava um pouco afastada mais com a luz ainda visível.
Sabia que decisão teriam que ser tomadas, por mim, para mudar o futuro, mais qual?
Abaixei a cabeça fracassada. O que adianta querer solucionar o problemas sem propostas que deram em tragédia?
Levantei do mato úmido e passei a mão em minha calça, limpando-a, e suspirei.
Talvez, correr ajudasse a pensar em uma solução. Comecei a correr me afastando da casa.



Enquanto eu corria, sentia minha mente trabalhar tão rápido que nem eu mesma a acompanhava muito bem.
Mas eu tinha noção de que me afastava da mansão, o bastante para não consegui detectar a mente de nenhum deles, o suficiente para seus cheiros não estarem mais no ar.
Parei no meio da floresta e subi em uma arvore me sentando, suspirei.
A floresta estava tão sombria, o vento era gélido e me causava arrepios, os galhos das outras arvores se mexiam assombrando ainda mais a noite escura.
Então, um cheiro diferente invadiu minhas narinas, era cheiro de vampiro, mais não dos meus vampiros.
Fechei os olhos tentando reconhecer o cheiro, e me veio à mente o cheiro do dia em que eu estava com Adam, caçando.
Abri meus olhos a sentir ao meu lado um ser frio, e o dono do cheiro adocicado, mas que começava a me irritar.
- Tenho a solução para seu problema. – Ele sussurrou.
Encarei seus olhos vermelhos,que denunciava que ele aproveitava da vida de humanos e disse, tão baixo que cheguei a me assustar.
- Qual?
- Seu desespero acabara se vier comigo.
- Para onde? – Perguntei um pouco mais alto, mais minha voz ainda tremia.
- Voltera. – O vampiro ao meu lado sorriu.
Tudo ficaria bem se eu fizesse isso? Nada mais de desespero e angustia se eu fosse embora? Então, no final das contas, tudo dependia de mim?
Assenti, e vi o vampiro pular da arvore caindo com perfeição no mato. Fiz o mesmo e segui ele, em direção ao que me deixou assustada por dias.

9 de nov. de 2011

Capitulo 18

Posted by sandry costa On 11/09/2011




[...]

Eu agora, depois da maravilhosa e perfeita transa com meu Bri, estava só de calçinha, e com meu vestido enrolado em meu corpo como se fosse uma toalha, bem curta por sinal.
- Desculpa amor, não queria rasgar sua roupa, e que.. você tava me deixando louco. – Brian passou a mão nos cabelos levemente crescidos e sorriu, depois beijando meu rosto. – Desculpa? – Fez cara de anjo.
- Ta, eu pulo a janela do quarto. – Sorri para ele.
Eu nunca ficaria irritada por causa disso. Sempre que fazíamos amor era assim, uma sempre roupas rasgadas, não dava para controlar, era o instinto animal.
- Vamos juntos. – Ele sorriu e depois corremos para casa.
Não era como se nenhum deles não soubessem o que tinha acontecido na floresta. Mas bem, eu precisava disso. Para relaxar e melhorar meu raciocínio, sem contar, a IMENSA saudade que eu estava do Brian e das nossas relações selvagens.



Pulamos a janela do quarto e ouvimos barulho de nossos três filhos conversando. Eu mandei Brian parar para poder ouvir a conversa deles. Não que eu fosse fofoqueira, mais era sobre eles e bem, eu tinha o direito de saber.


POV: Luna.

Kelly tinha voltado mais legal, não que ela fosse muito legal antes, porque, ela batia em mim, mais ela estava mais esperta, inteligente, e não parecia à doida que saiu daqui.
Só que ela insistia em dizer que mamãe e papai estavam fazendo mais irmãos para nós.
Eu sabia de onde os bebês vinham e não achava que mamãe e papai ficavam fazendo o ato nojento sempre, já que mamãe não havia engravidado mais.
- Deixa de ser tapada? – Kelly perguntou assim que eu, ela e Adam sentamos na porta do quarto dos nossos pais para pergunta porque eles gemiam tanto.
Eu já tinha dito que era mamãe chorando, já que ela tinha saído arrasada de casa por causa dos Voltures.
- Não fala assim Kelly. – Adam fez bico para ela, todo bobão. – Mamãe não faz isso, você e muito pra frente. – Kelly olhou para ele, com o seu olhar do tipo “Você me da pena” e riu.
- Você e um garotinho muito bobinho pro meu gosto. – Ela fez uma voz como se ele fosse retardado e apertou a bochecha dele. – Não se preocupe, você será o primeiro meio vampiro gay, revolucionará o mundo. – E riu dele.
- Não sou gay. –Ele cruzou os braços e Kelly riu.
- Eu espero mesmo. – Ela olhou para mim.
- Que? – Perguntei.
- Acha mesmo que o papai ta acudindo a mamãe que chora? – Eu fiz que sim com a cabeça e ela riu.
- Ele está acudindo sim, de.. – A porta do quarto se abriu com mamãe olhando para nos com uma sobrancelha arqueada.
- Fala pra ela mãe. – Eu disse sabendo que ela tinha escutado a conversa de longe.
- Kelly, olha o que você fala, e sim, o que a Luna falou e a verdade – Papai colocou a cabeça para fora do quarto e sorriu. – Agora já pra cama, todos os três. – Fizemos que sim com a cabeça e fomos para o quarto. Kelly balançava a cabeça rindo.



POV: Hinnata.

Ai Meu Deus! O momento com o Brian aquela hora estava tão bom que eu nem pensei em diminuir o volume dos meu gemidos. E meus filhos tinham escutado tudo!
Uma coisa e a família ouvir, que já e bem vergonhoso, só que eles também fazem, mais outra e os meus bebes escutares! Ai minha nossa! Isso e horrível.
E pra completa a situação constrangedora, a engraçadinha e muito espertinha da Kelly sabia bem o que fazíamos, e já ia fica “explicando” para seus irmãos.
Por sorte Luna e bem inocente e Adam também e não deram ouvidos a Kelly, isso por sorte.
Mas daqui alguns anos, eles saberão exatamente o que eu estava fazendo e ela vai ate rir, mais eu não.
- Amor, relaxa. – Disse Brian deitando na cama. – Eles nem tem noção do que fazíamos e eu já passei por uma coisa bem pior. – E riu.
- O que aconteceu? – Perguntei me juntando a ele na cama e me aconchegando em seus braços.
- Lembra o dia do telefone? – Ele ainda ria.
- E tem como esquecer? – Sorri, respondendo com outra pergunta.
- Então, todos ouviram com detalhes, tudo, tudinho. – Ele riu e me apertou em seus braços. – Você tinha que vê a cara do seu pai. – E gargalhou.
- Posso ate imaginar.
- Ah, mais você não viu a do seu avô. – Riu mais ainda.
Ri junto dele, imaginando a cara dos dois homens mais ciumentos que eu já vi na vida.
Porque, meu avô Edward e meu maluco de ciúmes. Lembro quando mamãe contou de como ele ficou pra matar meu pai depois do primeiro beijo deles. Mesmo ele sabendo que era algo que aconteceria no futuro.
E meu pai. Eu lembro muito bem de quando eu voltei de La Push e me transformei na frente de todos para depois ficar nua, ou quase porque Alice jogou uma manta em mim. Mas mesmo assim, quando Brian me secava na cara de pau, eu lembro bem do olhar assassino do meu pai para ele.



Parei de rir e fechei os olhos abraçando meu Brian e sentindo o quentinho do seu corpo me aquecer.
O passado nem havia sido tão ruim se eu for olhar como será daqui para frente. Pensando agora, o passado tinha sido e muito agradável, e amigável. Ele não colocara minha família em risco, apenas em fez amadurecer com o pouco do sofrimento que eu passei. Mas no final das contas tudo ficou bem.
- Hi. – Brian me tirou do meu mar de pensamentos me trazendo para a realidade.
- Oi. – Falei baixinho, sabendo que ele escutaria.
- Você ficou quieta de repente, o que foi?
- Você sabe.. – Voltei a fechar meus olhos e suspirei. – E toda essa coisa de Voltures, me deixa assim, nervosa, angustiada.
- Não fica assim amor, tudo vai dar certo. – Não respondi mais.
O silencio respondia por mim. Brian sabia que eu não confiava que tudo daria certo, ele sabia que eu duvidava muito disso. A situação era complicada demais para tudo dar certo.
Mas, eu me sentia cansada por fim. Talvez, eu precisasse de uma boa dose de sono, sem acordar, e quando eu finalmente acordasse, ainda estaria me La Push, com Kelly ao meu lado e tudo isso aqui fosse um pesadelo. O pior!

2 de nov. de 2011

Capitulo 17

Posted by sandry costa On 11/02/2011

- Que? – Emmett perguntou alto. – Explica isso que você acabou de dizer.
- Os psicopatas querem meus bebês. – Falei histérica. – Não, não, e não!
Eu só podia está em um dos meus mais novos piores pesadelos. Porque meus bebezinhos? Que eles eram diferentes, especiais, ate mais do que mamãe, eu sei, só que pra que isso? Sem sentido.
Três crianças, fruto de dois meios vampiros e lobos, algo totalmente surreal e que há um tempo atrás poderia ser dito impossível. Porem.. Eles existem e estão aqui, meus filhos. E eu, não os deixaria ser levados por os tais supremos dos vampiros.
Mas.. o que eu faria? Meu deus, que pesadelo! Levantei-me do sofá e sai da sala, deixando minha família com olhares preocupados para mim e para minhas crianças.
Eu tinha que treinar, aprender a lutar. Passar ao extremo a minha capacidade de meus dons. Eu teria que me transforma em uma coisa, alem do imaginável. Eu os defenderia, e se necessário, morreria como na visão.
Meu coração apertou ao pensar na visão... Eles estariam em mais perigo ainda se eu tomasse aquela atitude não pensada.
Eu corria pela floresta, sem querer saber de mais nada. Eu precisava me senti mais leve. Parei, já afastada da mansão Cullen, e arranquei minhas sandálias, as pulseiras que se prendiam em meu braço e prendi meus cabelos com eles mesmo, dando um nó.
- Hinnata. – Ao longe, a voz de Brian era trazida pelo vento.
Mas eu voltei a correr, eu precisava pensar, e não queria que Brain sentisse minhas frustrações, medos, e tristezas, mesmo sabendo que eu não podia com isso tudo sozinha.
O que iria fazer? Era a pergunta que se repassava em minha mente, escrita em vermelho berrante.
Meus poderes seriam o suficiente? NÃO! A resposta veio rápida e dura para mim. Eu precisava da minha família, eu precisava dos meus filhos, eu precisava do Brian.
Joguei-me em meio ao mato úmido, me sentindo um lixo. Como eu os defenderia? Sei que eu não poderia levar tudo para cima de mim, mas.. Isso era minha culpa certo?

Eles tinham vindo de mim, e minha família não poderia enfrentar toda essa guerra por causa disso. Eles eram apenas crianças.
Poderia eu, esconde-los? Mandá-los para a Antártida, ou qualquer lugar extremamente distante e de pouca população? Os Voltures iriam mesmo assim atrás da minha família caçando-os?
Braços fortes e quentes cobriram meu ombro, transmitindo amor, e me relaxando um pouco.
- Amor, eu estou aqui, nada vai acontecer.. – A voz de Brian parecia à melodia do amor. Calma mais ao mesmo tempo tensa. Confiante mais ao mesmo tempo incerta. E totalmente apaixonada.
- Me prometa uma coisa? – Pedi depois de suspirar e escolher bem minhas palavras.
- Amor, tudo que você pedi. – Virei para ele e selei nossos lábios, encarando o oceano azul de seus olhos.
- Que assim que eu morrer, não vai tentar se vingar, vai pegar as crianças e fugi. – Seus olhos se cerraram e seus lábios tremeram, depois ele balançou a cabeça.
- Foi isso que você viu na mente de Alice? – Olhei para o lado. – Não importa Hi, eu não vou deixar nada acontecer com você ou com as crianças.
- Não se pode mudar o futuro. – Falei certa de minhas palavras. – Se não arranjarmos um esconderijo, uma toca, ou seja lá o que for, não podemos mudar o futuro.
- Estamos falando de vampiros Hinnata, e não de traficantes querendo cobra à droga vendida. – Brian se sentou no chão e me encarou. – Temos que nós preparar para a luta, chamar amigos.
- Certo. – Meu rosto estava serio, mais minha cabeça e meu coração gritavam de dor, medo e angustia. – Então me prometa o que eu te pedi.
Um pouco de raiva passou no seu olhar. Ele provavelmente estava pensando no porque eu não confiar nele, de o porque eu subestimado como quando éramos adolescentes.
Porem.. nessa situação, se não fugíssemos, nada daria certo. Apenas, morte, e provavelmente extermínio da família Cullen.

- Amor, somos fortes, sem conta, que seu pai ira chamar os lobos de La Push...
- E todos lá ficaram desprotegidos Brian? – Perguntei franzindo a testa.
- Não, e lógico que ficaram lobos lá, os mais jovens.
- Não e certo! – Balancei a cabeça. – Sem contar, que na visão de Alice, as crianças estavam grandes.
- Mais tempo para nos prepararmos.
- Você não entende! – Disse por fim, fazendo bico e abaixando o olhar.
Todos teriam que entender que a minha idéia de fuga era a melhor. Afinal, eles não eram os pacíficos? Lutar não resolveria problema algum, apenas trariam mais, e mais.
- Entendo sua razão para achar que fugir e a melhor solução. – Brian me abraçou e beijou meu pescoço, um beijo sem malicia, apenas carinho. – Eu entendo tudo que se passa aqui. – E tocou minha cabeça, depois alisando meus cabelos. – Mas, eles tem vampiros rastreadores, e a vida, seria totalmente péssima para todos, ate pior do que uma luta. – Não respondi nada.
Brian alisava meus cabelos, enquanto minha cabeça estava ao lado de seu pescoço sentindo o seu aroma gostoso. Brigar, nessa situação, seria péssima escolha.
Na verdade, sentindo seu cheiro imensamente gostoso, eu queria outra coisa. O calor que emanava de seu corpo, aquecia partes que não eram apropriadas para o momento, partes que sentiam tanta falta dele, como ninguém poderia imaginar alem de mim, que era torturada.
- Não vamos brigar, ok? – Falei com meus lábios perto de seu pescoço. – Senti tanta sua falta, meu amor. – Eu sussurrei sabendo que ele ouvia. – Amo tanto você. – Pela minha visão aguçada pude percebe que ele sorria, um sorriso bobo e encantador nos lábios.
O típico sorriso de quando éramos adolescentes, e eu o elogiava por algo, sem ao menos saber que éramos feitos um para o outro.

- Eu acho que eu ainda amo mais. – Ele falou confiante, mais em apenas sussurros.
Levantei meu rosto e encostei meus lábios em seus macios e quentes lábios, apenas sentindo o saber que por tanto tempo eu não pude sentir.
Ao mesmo tempo em que eu fui passar minha língua ao redor de sua boca avermelhada, ele fez o mesmo, encostando nossas línguas. Uma choque, delicioso, passou por minha coluna, fazendo me lembrar, do quão éramos perfeitos um para o outro, e de como nos inchávamos tão bem.
Meu corpo todo clamava por toques seus, minha alma gritava pelo seu nome.
Sem esperar mais, e prolonga o momento de reconhecimento corporal, aprofundei nosso beijo, o tornando quente o bastante para saber que já estava pronta para qualquer hora que ele quisesse me possuir.
Nossas línguas guerrilhavam uma com a outra, e era tudo totalmente delicioso. Já havíamos entrado na bolha particular de prazer Brian&Hinnata, e nada, nos faria sair dela.
Desgrudei nossas bocas e fui beijar seu pescoço. Como eu sentia falta de fazer isso. Fui traçando um caminho de seu peito nu e musculoso ate chegar perto de sua orelha. Os beijos delicados se tornaram chupões e mordidas, fazendo a situação se esquenta ainda mais. Como se isso fosse muito possível.
Brian já gemia alto o bastante, que, provavelmente todos em casa poderiam escutar. Malditas audições aguçadas!
- Oh.. Como eu senti saudade disso.. Hi.. – Ele tentava falar mais os gemidos atrapalhavam.
Minhas mãos alisaram seu peitoral e foram descendo, indo para o seu imenso volume, enquanto minha boca trabalhava em seu pescoço.
- Oouuh.. – Seu gemido era uma mistura com uivo, enquanto minhas mãos apalpavam seu membro grande. Como senti falta dele.

- Você ta mais gostoso Bri. – Murmurei em seu ouvido, apertando seu volume.
Ele não respondeu, apenas ficou com os olhos fechados.
Com pressa, puxei sua bermuda que veio junto de sua boxe, deixando amostra seu membro grande.
- Oh.. senti muita falta disso.. – Sussurrei antes de abocanhar seu pênis.
Minha língua passou ao redor da cabecinha e Brian gemeu. Seu gemidos eram como a melodia mais bonita para meus ouvidos.
Movimentos de vai e vem eram feitos sob seu pênis, que já pulsava em minha boca. Mas antes de seu liquido ser despejado me minha boca eu parei com os movimentos, indo beijar sua boca vermelha.
O beijo era adocicado porem cheio de fogo. O que era normal, já que eu tinha fogo para dar e vender a Brian não era muito diferente.
Nossos movimentos foram ficando mais agressivos. Eu ainda estava totalmente vestida, e isso pareceu incomodar Brian, que se levantou e me pegou no colo, sem parar o beijo tão excitante que tínhamos.
Fui jogada contra a arvore, com força, e meu vestido fora rasgado, sendo jogado a terra úmida de qualquer modo.
Nossas bocas desgrudaram-se e Brian começou a beijar meu colo, enquanto uma de suas mãos apertava meus mamilos e a outra minha coxa.
- Oh.. – Gemi quando sua boca finalmente encostou no bico de um de meus seios.
Sua língua passava ao redor do bico do meu peito, me causando arrepios e calafrios extremamente gostosos.
Agora, eu estava prestes a ter um orgasmo a qualquer momento.
A mão de Brian que apertava minha coxa, foi alisando minha perna ate chegar a minha virilha. Suas mãos quentes faziam-me ficar ainda mais excitada.
Seus dedos longos puxaram minha calçinha para o lado, e seu indicador fez movimentos circulares sob meu clitóris, como sua língua fazia em meus mamilos.

Senti seu pênis roçando em minha intimidade, e isso me fez ir ao delírio. A quanto tempo eu não o sentia assim.. Tão próximo? Tanto, que ao pensar nisso arranhei suas costas com força.
Ele gemeu alto e me penetrou ao mesmo instante, parando com os movimentos em meu mamilo mais continuando em minha vagina.
- Você.. – Eu ofegava enquanto apenas sentia seu volume dentro de mim. – E.. tão.. – Brian deu uma estocada. – GRANDE. – Gritei, ao senti uma imensa aonde de prazer.
Suas estocadas eram profundas e fortes, totalmente deliciosas. Não era atoa que tínhamos uma impressão, nós éramos moldados um para o outro e nossos corpos igualmente.
Nossos movimentos em sincronia já me deixavam para chegar ao orgasmo, e eu sentia que Brian vinha junto.
Ele continuava com suas estocadas e eu rebolava sob seu pênis, gemíamos juntos.
Senti eu corpo ter espasmos, e logo eu e Brian já tínhamos um delicioso orgasmo juntos. Seu líquido dentro de mim era quente e me preenchia.



[...]

26 de out. de 2011

Capitulo 16

Posted by sandry costa On 10/26/2011



No Alasca...

Todos se preparavam para ir fazer a visita surpresa para os Cullens, não que eles acreditassem que seria uma surpresa total.
Provavelmente Alice já tinha comunicado a eles tudo, o que deixava Tânia com o pensando de “Que estraga prazer”.
Mas, mal eles sabiam que Alice não tinha tempo para visões que não fossem relacionadas com os Voltures.
Suas visões sobre a guerra agora eram mais nítidas, mas a deixavam com o pressentimento de que aconteceriam daqui a algum tempo, nada de imediato.
As coisas estavam esquentando e o clima começava a ficar tenso na casa Cullen.
Monic, a humana que tinha visto os Denali caçar, parecia que tinha nascido para viver no meio onde todos nunca acreditariam. Ela amava saber que eles eram vampiros e que um dia seria um deles, se tornando literalmente da família.
Carmem estava totalmente realizada, e tratava a menina como princesa, e Eleazar se sentia a pessoa mais sortuda de todo mundo, pois agora, tinha sua família totalmente montada, com sua pequena filha.
A menina que não era de muitas palavras, apenas sorrisos e canções para todo o lado, rodopiava e cantarolava na sala, empolgada para embarca logo em um avião e conhecer outros vampiros.
- Querida vamos. – Carmem chamou ela na porta que parou de rodopiar e correu para os braços de sua, agora, mãe.
- Sabe uma coisa que não me acostumei? – Carmem fez que não com a cabeça. – Com a rapidez de vocês. – Riu e correu para o carro onde todos já esperavam.
Agora, os Denali já estavam envolvidos em toda a enrolação que estava para acontece na pequena cidade Tut, onde os Cullens residiam atualmente.
Mas.. dessa vez, não seria igual quando tudo aconteceu para salvar Nessie.

POV Brian.

A situação por aqui, andava de mal a pior. Alice não conseguia ver mais nada do que os Voltures planejavam, e isso a deixava frustrada.
A baixinha andava pelos cantos forçando sua mente, e nada, nem ao menos uma visão embaçada vinha.
Sem contar, que, todos, tinham ouvido minha relação quase sexual pelo telefone com Hinnata. Jacob ainda me olhava torto, Emmett ria da minha cara, mesmo estando em uma situação complicada. O cara só dizia “Pode vim, que eu to pronto para atacar”, e ria, sem preocupação alguma.
Se pelo menos Alice pudesse ter certeza de quando eles chegariam, tudo seria diferente. Afinal, não poderíamos chamar reforços, sendo que nem ao menos tínhamos noção se tudo aconteceria amanhã, mês que vem ou ate ano que vem.
Eu estava sentado na janela do quarto, que seria meu ate essa bagunça toda acabar.
A porta do quarto abriu um pouco, ficando só uma gretinha aberta, onde as cabeças de Luna e Adam se enfiaram.
- O papai ta triste, vamos sair daqui Adam. – Luna sussurrou para ele, não fazendo diferença alguma para meus ouvidos.
- Mas ele precisa da gente, a mamãe não ta aqui pra deixar ele feliz. – Adam sussurrou de novo.
- To com saudades da mamãe e da Kelly. – Luna continuou a sussurrar.
- Eu só da mamãe, a Kelly e chata e bate em mim. – Luna riu baixinho e deu pra ouvir ela dando um tapa nele.
- Eu também bato. – E riu baixinho de novo.
Meus filhos agora conversavam mais um com o outro, brincavam juntos, e acima de tudo tinha um ao outro como amigos.
Como Luna tinha dito no inicio, eles saíram da porta sem entrar pra falar comigo. Adam ainda reclamava dizendo que eles tinham que ficar comigo.
Na verdade, nesse exato momento, eu preferia ficar sozinho e a única pessoa que não me incomodaria se estivesse comigo seria Hinnata. Nossa.. como eu sentia sua falta.



A lua hoje estava cheia, e iluminava a floresta, dando um aspecto bonito porem sombrio. Mas diferente do costume, a noite hoje estava ventando bastante, porem sua brisa era fresca e não uma brisa que alertava a chuva que estava sempre presente.
As folhas das arvores se mexiam muito, e no meio delas, eu vi duas pessoas. Uma criança corria com sua mochila nas costas, e ria, parecendo contente. Atrás dela, vinha uma mulher, linda. O vento bateu em meu rosto trazendo o cheiro das pessoas.
Meu coração acelerou a percebe que era Hinnata e Kelly. Mas.. o que elas duas estavam fazendo aqui? Não era para elas voltarem depois?
Pulei da janela e corri na direção delas. Em meio dessa confusão toda, só agora eu conseguia realmente me senti feliz, bem, confortável.
Kelly continuou a correr na minha direção enquanto Hinnata apressou sua corrida. As duas chegaram a mim no mesmo tempo. Estávamos um pouco afastados da mansão Cullen, mas com certeza eles já tinham sentido o cheiro delas.
- Papai que saudade. – Kelly pulou no meu colo quando estávamos mais próximos, e beijou meu rosto.
Hinnata vestia um vestido branco, e seus cabelos estavam soltos, ela sorria pra mim, e quando chegou mais perto selou nossos lábios.
- Meu amor, que saudade. – Ela falou e eu sorri.
- Faço suas palavras as minhas. – Olhei para Kelly. – Como foi lá? Eu estava com saudades de você.
- Foi... nem tão ruim. – Fez uma careta.
- Foi agradável em certas horas. – Hinnata respondeu.
Caminhamos lentamente para casa. Kelly tinha ido para o chão e correu na frente, enquanto eu e Hinnata apenas absorvíamos a presença um do outro ali.
Nossas mãos estavam dadas e o sorriso iluminava o rosto de cada um de nós. Como a noite estava mais calorosa, era assim que eu me sentia também.


12 de out. de 2011

Capitulo 15

Posted by sandry costa On 10/12/2011



POV Kelly.

Meios vampiros ficam possuídos? Ai minha nossa, eu to me sentindo mal. Não que sangue humano não fosse gostoso e aquele sabor adocicado descendo minha garganta, tão quentinho, tão saboroso..
PARA COM ISSO KELLY, AGORA! Aquilo que eu fiz não fui eu, não pode ter sido eu, alguém tava fazendo isso, alguém me fez fazer aquilo. Senti uma lagrima escorrer no meu rosto.
Eu nunca fui de ter problemas em me controlar sobre sangue.. Porque logo agora? Com ele? O índio chato que minha mãe adorava paparicar.
Agora, como eu nunca tinha me sentindo antes, se passou na minha mente que um monstro se escondia dentro do meu ser, que eu não era apenas uma criança bonitinha e que sim, lá no fundo, um grande monstro estava doido para sair e da voltinha em forma de Kelly.
Todos saberiam do que eu fiz, e todos virariam a cara para mim... Mamãe pareceu tão chateada com tudo aquilo, parecia ate envergonha de mim. E saber que ela estava chateada comigo e muito pior, estava envergonhada por minha causa, pela primeira vez me magoou. Não queria ser o problema, ser a vergonha da família, ser o desgosto. Na verdade, eu sempre quis ser a melhor, mais bonita e mais legal.. só que sempre minhas tentativas para tudo isso deva errado.
E agora, com esse ultimo acontecimento, eu seria crucificada, ignorada e acima de tudo esnobada. Todos me olhariam torto, e eu novamente iria fazer besteira, tacando raios neles, porque eu não suporto que me olhem dessa forma.
Assim que isso se passou em minha mente, minhas pequenas pernas se apressaram mais e mais, eu precisava fugir dali, talvez eu conseguisse viver sozinha e quando estivesse adulta, reconstruía minha vida. Até parece que seria fácil assim, não e mesmo?



POV Hinnata.

Eu estava logo atrás de Kelly, e sabia que ela chorava. Mas pelo visto ela não me percebia por perto, deveria está com tantas coisas em sua cabecinha que nem ao menos abusava de seus sentidos aguçados.
Minha vergonha e mesmo raiva pelo o que ela havia feito, estava passando. Eu não queria agi feito o meu pai quando eu cometi meus erros, e não faria isso.
Kelly começou a correr mais rápido andando em ziguezague pelas tantas arvores que nos rodeavam.
Não queria ler sua mente, para saber o que se passava. Acho que o momento não estava propicio para eu começar com minhas pequenas inconveniência, e ler sua mente.
Mas então ela parou com seu corre-corre e sentou se encostando em uma arvore, e abraçando o próprio joelho, e seu choro ficou mais alto.
Aproximei-me dela, sentando do seu lado e a acolhi em meus braços, era de machucar meu coração que era tão incrivelmente forte e resistente, ver minha pequena filhinha assim.
- Kelly.. – Chamei baixinho e com a voz calma. Ela não respondeu. – Filha, olha pra mamãe. – Falei no mesmo tom de voz.
Kelly levantou a cabeça e deixou amostra seus olhos vermelhos e inchados, seus olhos pareciam se perde olhando para mim, e depois ela abaixou a cabeça novamente.
- Eu sei que fiz besteira, não precisa ficar lembrando. – Sua voz saiu abafada por causa do choro e por seu rosto esta escondido entre seus braços.
- Hmm. – Não sabia bem o que dizer. – Não vim falar nada, só queria vê como você está.
Novamente Kelly levantou sua cabeça amostrando seus olhos vermelhos e deu um leve sorriso.
- Não ta com raiva de mim? – Perguntou.
- Não filha, não estou. – Passei a mão em seu rosto e sorri. – Só um pouco magoada, mas raiva, não.



-Desculpe. – Murmurou baixinho. – Ele, ele.. deu um soco no meu rosto, e eu fiquei com muita raiva, e cortei ele, e ai, o cheiro de sangue tava me chamando...
- Certo. – Abaixei um pouco e beijei o topo de sua cabeça. – Que tal caçarmos para isso não acontecer mais?
- Seria bom. – Sorriu e nós nos levantamos.
Corremos para uma parte mais avançada da floresta, onde encontramos veados.
Alimentamo-nos e depois fomos nós sentar nas pedras perto da praia de La Push.
Não seria bom voltarmos para casa, ou muito menos para a casa de Brad, pelo menos não agora.
POV Matheus.


Eu sabia que tinha gente em volta de mim, só que eu não queria abrir os olhos, porque todos ficariam fazendo milhares de perguntas, que eu não ia querer responder.
Eu tinha provocado uma menina que era mais forte do que eu e muito mais agressiva. Nunca deveria ter feito isso.. e ainda por cima, ter batido nela.
Eu errei e acho que esse foi o preso do meu erro, ter virar “doador de sangue” dela, involuntariamente, claro.
Dava para senti as mãos leves da minha mãe passando por cima dos meus cabelos, e o choro leve.
Vanessa, Jeff e Lilian rodeavam o outro lado da cama e Lilian tinha suas mãozinhas em minha mão direita.
Um cala frio passou pelo meu corpo ao lembrar dos olhos vermelhos de Kelly, eu realmente tinha ficado com medo dela, e sem duvida nenhuma, queria distancia.



Um mês depois...
POV: Narrador.

Matheus já estava bem, fingia que não sentia medo de Kelly e às vezes ainda teimava em provocá-la.
Hinnata ficava sempre de olho em ambos quando estavam na casa de Mari e Brad ou na própria casa de Billy, ela não queria que nenhum acidente voltasse a acontecer.
Ela já havia se encontrado com Guto e sua Esposa, e ficará encantada com seus filhos. Eles conversaram por horas, colocando todos os assuntos em dia.
Mas agora, após um mês e alguns dias que estava em La Push, Hinnata tinha muita vontade de voltar para casa, para os braços de seu amado e de sua família.
Sentia falta dos outros dois filhos, ate mesmo das brigas que os três sempre tinham. E estranhamente, ela sentia que não poderia mais adiar sua volta.
Se ela tinha conseguido com sucesso o propósito da viagem? Bem, Kelly estava melhor do que quando chegou a La Push. Não totalmente mudada e sem causar suas confusões e brigas diárias, mas melhor.
Hinnata andava de um lado para o outro no quarto, pensando o que deveria fazer.
Agora, ela parecia à mesma adolescente confusa que chegará a La Push tantos anos atrás. A certeza de que sua atitude seria boa, tanto para ela quanto para a filha, que esta em um processo de melhora, era nenhuma.



Sem mais alternativas, Hinnata saiu do quarto e foi falar com Kelly que assistia TV na sala, e ria vendo um desenho animado.
- Filha. – Chamou, tirando a atenção da menina da TV.
- Hm? – Kelly respondeu olhando-a.
- O que você acha se voltarmos para casa? – A menina deu de ombros e voltou a olhar a TV.
- Tanto faz. – Respondeu indiferente. – Você está com saudades do papai né? E dos meus irmãos. – Disse a ultima parte fazendo uma leve careta.
Kelly vinha tendo sonhos repetitivos com Luna e Matheus, e isso a deixava bem irritada, ainda mais com o fato de que em todos os sonhos ela virava uma loba, o que não queria.
- Certo, arrume suas coisas, vamos embora então. – Hinnata sorriu e foi andando para o quarto.
- Daqui a pouco. – Kelly respondeu se deitando no sofá.
Hinnata assentiu e adentrou o quarto, arrumando sua mala e a da filha também. Sabia que a menina não arrumaria nada e não queria perde tempo para voltar para casa.

30 de set. de 2011

Capitulo 14

Posted by sandry costa On 9/30/2011



[...]

Estávamos correndo em direção a casa de Mari, mais mesmo antes de chegar, pude sentir o cheiro de Vanessa e de Jeff, e um cheiro de rosas que eu deduzi que fosse da filha deles.
Chegamos a porta da casa e estava Lilian, filha de Vanessa, e Mat, ele fazia cócegas na barriga da pequena que ria descontroladamente.
Kelly assim que viu ele fez cara de raiva e um bico.
- Não quero ficar aqui hoje. – Falou.
- Mas hoje iremos passar a tarde aqui. – Ele fez um barulho como se fosse de raiva, e não falou mais nada.
Vanessa ficou parada fora da casa perto de Mat e de Lilian, e eu entrei para falar com meus amigos. De primeiro só vi Jeff e fui falar com ele, falei com Mari e depois fiquei procurando Vanessa para conversarmos, sentia saudades dela, muita por sinal.
Logo ela apareceu na sala, me surpreendendo com um barrigão, que deveria ser de grávida de 6 meses, ela sorriu e seus olhos brilharam quando percebeu que eu analisava sua barriga.
- Que isso? Não vai fecha a fabrica não? – Brinquei levantando do sofá e indo da um beijo em suas bochechas, agora rechonchudas.
- Olha quem fala, mãe de trigêmeos. – Brincou, me fazendo rir.
- E diferente, e diferente. – Nós sentamos e começamos a conversar normalmente.
Jeff e Mari conversava junto de nós, e riamos contando o que vinha acontecendo a todos os anos que não nos



POV Kelly.

Não quis entrar, porque entre ficar no meio de adultos, que só tem papo chato, e perto do índio idiota, eu prefiro ficar perto dele, porque pelo menos eu faço algo.
Mas o ridículo me olhou com desprezo e foi brincar com a menininha de 5 anos, vê se pode?
Fiquei na minha pra não da bandeira de que aquilo tinha me irritado e ainda por cima magoado. Poxa, se não fosse por mim, euzinha aqui, ele estaria num caixão mortinho e pálido.
Mas gente mal agradecida e um coisa né? Por isso, se depender de mim a parti de agora, vai morrer. Não ajudo mais.
A menininha, que eu fiquei sabendo que se chama Lilian, estava todos sorrisos. Mas que garotinha safada, só tem 5 anos e já está dando em cima dos outros, credo.
Eles corriam pelas arvores, rindo e brincando, idiotas! Já que não me convidaram, eu iria estragar a brincadeira deles.
Mirei e um galho de arvore e joguei um raio nele, fazendo o cair perto do Índio idiota que deu um grito de susto.
Fingi que não era comigo, virei o rosto e comecei a rir, de vagar e lógico e bem baixinho.
Mas o garoto veio andando, se achando o macho do pedaço, e parou na minha frente me encarando.
- Eu sei que foi você, maluca. – Disse apontando o dedo pra mim.
Eu ri, mais ri com gosto, debochando da cara dele que mesmo sendo moreno ficava com um leve rubro nas bochechas.
- Não sei do que fala. – Disse simples e sorri. – Acho que entrou água demais no seu cérebro, que já era pouca coisa, e ta fazendo você ficar meio paranóico.
- Não estou! Eu sei do seu poder, ta legal? – Parou mais alguns segundo olhando dentro dos meus olhos. – Faça mais alguma coisa, que eu juro que não vou te considerar mais como menina e vou te arrebentar. – Dita essas palavras, gargalhei.
Desde quando um mero humano ganharia em uma briga comigo? Nem um homem adulto.



POV Matheus.


Como uma menina podia ser tão chata e irritante? Serio, eu sou considerado na escola o garoto mais gente boa e legal, mais com essa garota.. era impossível.
Parecia que ela queria mostrar que era melhor, que tinha poderes. Eu não dou a mínima para isso, não dou mesmo.
E quando ela quase me machucou, e isso me deixou irritado, disse logo às palavras que viam em minha mente.
Se ela quer briga, vamos ter briga! Não acredito que ela seja mais forte do que eu, não acredito mesmo, na verdade, eu duvido que isso seja verdade. Te poderes, tudo bem.. Mas mais forte? Nunca. Afinal, eu sou homem, e nós homens somos muito mais fortes do que garotinhas.
Mais quando sua gargalhada, abusada, ecoou pelo espaço eu fiquei com raiva, muita raiva mesmo, e dei um soco em seu rosto, fazendo ele virar.
Acho que eu tinha posto força demais, e que os ossos dela eram bem duros, porque meus dedos estavam doendo e sua cabeça estava virada para o lado.
Mais o rosnado que saiu de sua garganta, me deu medo, de verdade, e me fez da um paço para trás, e meus pelos da nuca eriçarem. O que era isso, eu estou mesmo com medo de uma garota? Nossa!
Seu rosto que estava virado para o lado virou novamente encarando meus olhos, e eu fiquei assustado.
Seus olhos tinham um tom de vermelho, seu rosto estava em uma forma muito assustadora, como se ela estivesse prestes a ataca sua presa tão esperada, e foi isso que aconteceu.
Kelly deu um pulo ate mim, me fazendo cair no chão, e com uma força que eu nunca pensei que ela teria acertou meu queixo, provavelmente quebrando-o.
Ela era um monstro, e só agora eu estava percebendo isso, e sentindo na pele que nunca deveria ter brincado com fogo.



POV Kelly.

Assim que Matheus, o índio idiota, acertou meu rosto com seus punhos fechados, foi como se tivesse acordado uma parte de mim que nunca, nem em meus momentos mais atacados, tinha sido acordada.
O que eu sentia agora era diferente de tudo que eu já senti em minha vida. Era como se ele fosse um lago de sangue me chamando, era como se fosse minha presa, como se eu precisasse matar ele, imediatamente, porque se não o sangue seria desperdiçado, e isso, nunca poderia acontecer.
Passos vinham desesperados para perto de nós, mais hoje, eu não deixaria ninguém interromper isso.
Como eu nunca havia feito em toda a minha vida, uma idéia maluca surgiu em minha mente que estava pedindo sedenta para matar, como se uma voz sussurrasse “Faça um escudo de com seus raios, impenetrável” e como se meu poder ouvisse a voz, assim fez o escudo.
Sorri diabolicamente sabendo que beberia sangue humano, um sangue que era um tanto apelativo para minha garganta que queimava por não caçar a 3 semanas.
Minhas unhas não muito grandes, mais bem duras, passaram pelo pescoço de Matheus, que arregalou os olhos, me fazendo rir, baixo, mais me sentindo confortável com tudo aquilo.
Porque eu não agia assim sempre? Era tão mais natural do que ficar tentando me concerta para me encaixar ao padrão perfeito de todos.
- Não faça isso Kelly. – Ele sussurrou antes de eu crava meus dentes onde eu tinha feito o corte. – Não. – Implorou.
Isso tornava tudo tão mais gostoso, ele implorando, o medo fluindo de dentro dele, era uma coisa deliciosa e inevitável não ter desejo de matá-lo.




POV Hinnata.

Eu estava tão distraída na nossa conversa que nem ao menos tinha parado para prestar atenção nos acontecimentos lá fora.
Foi quando Lilian entrou correndo pela sala, e chorando que fomos descobri que Kelly, minha filha, estava atacando, literalmente, Matheus.
Se eu não soubesse que meu coração era bem resistente, teria jurado que estava tendo um ataque cardíaco.
- Ela ta bebendo sangue dele tia Hi. – Lilian chorava, e quando ela falou em beber sangue, sangue humano, foi como se meu corpo tivesse levado um choque.
Levantei abruptamente do sofá e corri para fora, vendo uma bola que jogava raios para todos os lados, quase impossível de se penetrada.
Se não fosse pelo meu escudo, talvez nesse exato momento eu já teria sentado em um canto e começado a chorar. Balancei a cabeça percebendo que agora, eu não podia ficar tagarelando em meus pensamentos e que tinha que agir.
Corri e entrei com facilidade dentro da bola de raios, puxando Kelly de cima do Matheus, que já estava pálido e quase inconsciente.
Assim que desgrudei sua boca do pescoço dele ela rosnou para mim, e eu só a olhei com desaprovação, e assim ela se encolhei, seus olhos voltando para a cor normal, e seu rosto ficando pálido.
- Mãe.. –Ela começou mais eu não dei tempo para suas desculpas.
Ela iria matar um humano, um humano que nós conhecíamos, e mesmo assim, se não conhecêssemos, ela sabia muito bem que nós não atacávamos humanos.
- Desfaça agora essa bola de raios. – Assim que eu falei a bola de raios sumiu.
- A CULPA NÃO FOI MINHA, ELE ME BATEU, E..E.. EU PIREI. – Assim que gritou saiu correndo adentrando a floresta.



Peguei Matheus no colo e entrei a Jeff que me olhava horrorizado. Não tinha tempo para ficar conversando ou sentindo vergonha das atitudes de minha filha.
Ela estava descontrolada, sedente e com raiva. Isso quer dizer de que mesmo tendo partes humana, seu corpo agia como o de uma vampira pronta para atacar.

21 de set. de 2011

Capitulo 13

Posted by sandry costa On 9/21/2011



POV Hinnata.

Eu tava indo à loucura, eu enfia meu dedo indicador na minha entrada e suspirava ao ouvir Brian do outro lado da linha.
- Brian, oh, Brian, como eu preciso de você aqui. – Eu gemia sem nem ao menos presta atenção nas palavras que saiam de minha boca.
- Para agora, e começa a massagia-lá, com cuidado e carinho, como se fosse eu ai.. – Eu fiz o que ele mandou com prontidão.
Meus dedos começaram a passar por cima do meu clitóris massageando, bem devagar, e isso me fazia suspirar.
- Passar os dedos de forma circula por cima do clitóris Hi, e geme, geme que eu quero ouvir. – Brian pediu e assim eu fiz.
Os movimentos eram mais rápidos, mas gostoso, e muito, muito mais excitante.
Eu precisava dele, e eu não podia ter, era realmente uma droga estarmos tão distantes.
POV Brian.

Minha voz saia tão calma, que nem parecia que eu estava indo a loucura só de imaginar ela se tocando.
Eu queria poder tocar nela, beijar, acariciar e possuir minha Hinnata, mas agora não dava.
O que eu podia fazer? Ficar me masturbando e dizendo palavras obscenas que a levasse a sentir prazer.
- Ah, isso e tão bom..q-que eu nem sei mais o que dizer. – Eu ri em meios as suas palavras.
Na hora do sexo ela sempre ficava assim, meio fora de orbita, meio apenas curtindo o momento, e somente palavras sem nexo saia de sua boca.
- Enfia dos dedinhos dela, e fica fazendo esse movimento bem rápido amor.. – Pedi, e assim que eu falei ela arfou.
- Ah,ah.. Oh.. – Ela dizia.



Enquanto isso, eu aumentava o ritmo, minha mão ia em um ritmo totalmente frenético, e eu já sentia que estava chegando lá.
Só de ouvir a voz de Hinnata gemendo era o suficiente para me deixar excitado ao bastante para alcançar o auge.
- Bri.. acho, eu acho.. – E a voz morreu em um delicioso gemido. – Aaaah..
Logo em seguida senti-me latejar, e gozei.
- Oh.. – Deixei sai.
Meu coração estava acelerando demais. Isso tinha sido tão diferente, mas totalmente excitante, bom, quente.
POV Hinnata.

Meu corpo ainda estava um pouco tremulo, devido eu ter chego ao auge. Meu coração tinha batidas rápidas e pesadas, e eu respirava com dificuldade.
Acho que devia repeti varias, e varias vezes esse tipo de sexo.
Era extremamente bom, quente, e sem sombra de duvida, fazia um bem danado.
POV Edward.


Eu estava muito incomodado em ouvir Brian dizer aquelas coisas. Seus pensamentos só tinha uma direção, sexo, e ficava toda hora visualizando Hinnata nua, isso não era legal, nem um pouquinho, afinal, ela era minha neta, e eu não queria ver ela assim.
Os outros, tinham um olhar um tanto distante, e suas mentes tentavam afastar tudo que era dito entre ele e Hinnata pelo celular. Bem, nem todos estavam assim, Emmett tinha uma mente um tanto sacana, e estava pensando em levar Rose pra cima para.. bem, não quero saber mais nada.



POV Jacob.

Ta legal, o Brian e a Hinnata podem ser casados, ter uma impressão, mas isso não me impede de ficar um tanto irritado com suas palavras obscenas. Poxa, eu sou pai!
Nessie passava a mão no rosto, que estava levemente corado, e me olhava, com a testa enrugada. Logo em seguida ela pegou minha mão, que só agora eu tinha percebido que tremia, e sorriu de leve, me passando uma mensagem.
- “ Jake, eles são casados amor, não precisava ficar nervoso.” - E sorriu.
Concordei com a cabeça e fechei os olhos.
Não queria imaginar Hinnata naquela situação, se..se.. não importa.
Não queria nem imaginar.
Olhei pro lado e encontrei o Emmett prendendo uma risada. Com toda certeza ele deveria ta imaginando sacanagem, ele sempre imaginava. Acho que era o único presente na sala, que não estava incomodado com toda aquela situação.
POV Hinnata.

- Amor, isso foi incrível. – Eu soltei após suspirar varias vezes.
- Foi bom mesmo. – Brian concordou.
- Agora, acho que eu consigo dormi. - Suspirei. – Boa noite, eu amo você, muito, muito, muito.
- Boa Noite Hi, eu também te amo, demais. – Sorri, ouvi aquelas palavras mesmo por telefone me fazia bem.
Desliguei o celular, me lavei, e coloquei minha roupa novamente. Andei devagar ate o quarto para não acorda Kelly, mas pena que ela estava sentada na cama com um olhar de interrogação.
- Eca. – Ela disse assim que me viu, se deitou novamente e colocou o travesseiro na cabeça.
Acho que minha filha tinha escutado tudo, e isso, sem duvida alguma me deixava envergonhada.



Assim que me deitei, senti como se meu corpo flutuasse, eu nunca havia me tocado daquela forma, e era sem definição, acho que só podia dizer que era maravilhoso.
Quando Brian começou a me estimular do outro lado da linha, tudo ficou mais incrível ainda.
Mas o cansaço me bateu, vencendo meus pensamentos de tudo que eu havia feito e me levando para a inconsciência me fazendo encontrar com Charlie, como eu não me encontrava há tempos.
- Olá Charlie. – O cumprimentei, sorrindo.
Eu ainda sentia muita falta dele, só que guardava para mim, e ele estando ali, era tão real, como se estivéssemos nós encontrando casualmente.
- Oi Querida. – Ele se aproximou e beijou minha face.
Estávamos em local onde a noite predominava, mas a brisa quente batendo em meus cabelos que voavam era o bastante para saber que não estávamos em La Push, ou muito menos nenhuma das cidades chuvosas em que morei.
- Tenho sentido sua falta. – Comentei e ele sorriu.
- Também sinto a sua, mas não estou aqui para isso. – Olhei em seus olhos chocolates, querendo dizer que ele poderia continuar. – Tempos difíceis estão por vim.
- Aconteceu algo com minha família? – Perguntei preocupada.
- Não, não com eles, mas irá acontecer com você, mudanças. – Estreitei meus olhos, sabendo do fundo do meu coração que isso envolvia o vampiro rápido, que eu havia visto quando caçava com Adam, a pouco tempo atrás.
- O que vai acontecer? – perguntei rápido e seria.
- Bem, isso e dever do futuro lhe falar.
E Charlie desapareceu, me deixando sozinha no local, que agora, a brisa tinha se tornado mais fria. O que ele havia me dito tinha me deixado nervosa.
Era como nos meus antigos sonhos, de adolescência.
Acordei logo em seguida, me sentindo nada bem, esses tipos de sonho me deixava um tanto casada e irritada.

Levantei, e fui para o banheiro fazer minha higiene. Logo em seguida fui para a cozinha preparar um café-da-manhã. Percebi que dentro da casa só batiam dois corações, e nem Billy e Amélia estavam presentes. Esses dois viu.
Deixei a torradeira ligada preparando algumas torradas para mim e Kelly e fui para a sala. Será que era cedo demais ligar para a casa do Brad para vê como tava Matheus? E para falar com Mari? Olhei para o relógio que ficava atrás da TV, era 9horas, o pessoal da reserva acorda cedo. Decidi por liga.
Disquei o numero e quem atendeu foi Matheus, que parecia outro menino já.
- Boa Dia Mat. – Falei com ele.
- Boa Dia Dinda, tudo bem?
- Quem deveria pergunta isso sou eu, não? – Ele riu fraquinho.
- Eu to ótimo, quer falar com papai? – Perguntou.
- Não, com sua mãe.
- Ok. – Parecia que ele tinha afastado um pouco o telefone. – Mãããe, a Dinda no telefone. – Mari disse um já vou no fundo. – Ela disse que já vem.
- Eu ouvi. – Ele riu. – Aé, você tem super audição.
- E, eu tenho. – O telefone passou para outra mão.
- Oi Hi, bom dia. – Mari falou.
- Bom dia Mari, vai comigo hoje visita o Guto, e depois a Vanessa? – Ela riu.
- Claro que vou, mais que horas? – Perguntou.
- Não sei, depois do almoço, pode ser?
- Claro, a propósito, vem almoçar aqui hoje. – Engoli em seco lembrando da ultima vez que tinha comido sua comida.
- Tudo bem.. hmm.. quer ajuda com a comida? – Achei melhor pergunta, porque agora, eu era uma ótima cozinheira.
- Bom, eu não precisaria, mais pode ser.
- Tudo bem, vou acorda Kelly,e vou para sua casa.
- Vou está esperando.
- Beijos, e até logo Mari.
- Beijos Hi. – E desligou o telefone.
Me levantei do sofá começando a senti cheiro de queimado. Desliguei a torradeira, e fui para o quarto chamar Kelly, que não acordou nada bem.
Ela acordou irritada, mais eu mandei ir toma banho pois iríamos sair, e ela foi.


31 de ago. de 2011

Capitulo 12

Posted by sandry costa On 8/31/2011





Em La Push...
POV Hinnata.

Eu estava assistindo um dos programas porcarias que passa na TV tarde da noite, a única coisa que eu ouvia mesmo era a risada forçada do publico inexistente e o resto nem mesmo conseguia captar. Eram essas horas da noite que eu sentia saudade de estar em casa, beijando a testa dos meus outros filhos e indo para o quarto fazer amor com meu querido Brian.



Meu celular tocou e eu quase tive uma crise de preocupação, quando vi que estava escrito “Amor” na tela. Logo pensei que algo tinha acontecido com minhas crianças, e depois com minha família, e que eles estavam em perigo, mas tudo ficou tranqüilo quando ele disse que Adam, meu menininho, queria falar comigo.
- Mãe? – Ele disse inseguro.
- Oi filho, como você ta?
- Com saudade. – Sua voz parecia mais tranqüila. – A Kelly não ta te irritando, ta?
- Não, ela está sendo boazinha, e espero que você e sua irmã também estejam sendo.
- Eu to. – Ele falou rapidamente me fazendo rir. – Tava com muita saudade, não consegui dormi.
- Certo, mas agora pode ir pra cama, já esta tarde. – Na minha mente eu vi ele assentindo e fazendo bico.
- Certo.
- Boa Noite querido.
- Boa Noite Mãe.
- Te Amo, um beijo e bons sonhos.
- Ta. – Percebi que o telefone havia sido trocado de mãos.
- Amor, espera um pouquinho que já te ligo, vou colocar Adam na cama.
- Ta bom. – Brian desligou o celular.
Eu me sentia feliz e nas nuvens após conversar, mesmo sendo rápido, com meu filho. Era bom saber que ele sentia saudade de mim tanto quando eu dele. Amanhã eu iria ligar pra falar com Luna, sentia muito saudade dela também.

Decidi por fim ir dormi. Amanhã sem falta eu iria ver Guto e sua família e eu estava bem desgastada com todos acontecimentos do dia.
Desliguei a TV apaguei a luz da sala e fui para o quarto deitando do lado da minha filha que dormia serena e em total paz. Fechei meus olhos tentando relaxa, mas, isso não aconteceu. Eu ainda tinha necessidade de falar com Brian, eu queria ele, por inteiro comigo, agora!
Levantei da cama abruptamente e agarrei meu celular indo para o banheiro e me sentando na beirada da banheira. Disquei o numero e ele atendeu no primeiro segundo toque. Provavelmente estava no banho, porque eu ouvia barulho de água ao longe.
- Eu não consigo dormi. – Dissemos juntos. – Sinto falta de você e do seu corpo. – Repetimos igualmente, e rimos.
- Porque você acha que to aqui no banho congelante? – Ele perguntou com uma voz engraçada. – A situação ta um tanto complicada. – Eu ri.
- Meu corpo sente sua falta. – Ficamos em silencio. – Vamos fazer sexo por telefone? – Perguntei rápido e sem pensar.
Acho que Brian engasgou ou algo assim, porque ele começou a tossi.

O que foi? Eu precisava, certo? Ele também, então, o que mais poderíamos fazer com essa distancia toda a não ser sexo por telefone?
- Bri, amor, e só uma inovação, vamos estimular um ao outro.. – Deixei as palavras no ar.
- Certo. – Ele disse. Eu conseguia imaginar um leve sorriso brotando em seu rosto perfeito.
- Ta pelado? – Perguntou.
- To de toalha, quer que eu tire? – Disse ainda inocente.
- Já era para está sem. – Ele riu.
- E você? Como está vestida?

- To de camisola preta e calcinha vermelha.
- A não Hi, eu vou pra i correndo, serio, você sabe que eu não resisto quando você fica assim. – Eu comecei a rir.
- Relaxa, e faz o que eu manda, ta bom? – Ele soltou um “uhum”. – Toca nele, e pensa que sou eu, pensa que eu estou acariciando com as mãos para logo em seguida devorá-lo com a boca.
- Ah, isso..issoo é tortura. – Ele gemia.
POV Brian.

Ela conseguia me enlouquecer ate mesmo por telefone. Meu pênis latejava em minha mão, pedindo por Hinnata, que estava no interior de Washington, longe de mais para poder aliviar tudo que eu sentia.
- Amor, me imagina passando o dedo nela e fazendo movimentos circulares. – Enquanto eu ia dizendo eu ia fazendo movimentos de pra cima e pra baixo com meu pênis.
- Hmm, isso.. e bom. – Hinnata gemeu do outro lado da minha, fazendo-me aumentar o ritmo.
- Agora, eu estou alisando a lateral do seu corpo, passando por sua cintura e subindo, chegando perto dos seus deliciosos seios.
- Hmm..
- Estou beijando o biquinho duro, um de cada vez, primeiro o esquerdo, agora o direto, passei a língua..
- Ah, Bri...
- Chupei seus dois seios, e novamente desci minha mão para ela.
- Ah..
- Toca nela, toca, enfia o dedinho nela, e geme meu nome.

(NA: Acho que eu to virando uma tarada, kkkkk)

19 de ago. de 2011

Capitulo 11

Posted by sandry costa On 8/19/2011




POV Hinnata.
Eu sabia que uma parte ela escondia. Assim que eu fui ao quarto mais cedo percebendo que Kelly estava demorando a sair e ver TV ou ficar conversando sobre suas curiosidades na cozinha enquanto eu preparava a comida eu vi que ela dormia e seu rosto parecia contente, e como eu sempre fui curiosa li sua mente.
Ela sonhava com Matheus quando estivesse mais velho, e quando ela estivesse mais velha também, e ela gostava dele, o sonho era estranho, mas de qualquer modo foi interessante ver que ela sonhava isso, e voltei pra cozinha, só que minutos depois ela estava gritando e eu fui ver o que havia acontecido.
Porque ela dormia tranquilamente e eu logo pensei que alguém tinha invadido o quarto da minha filha, porque eu estava com mau pressentimento, e fui pro quarto pronta pra matar, se necessário.
Só que ainda bem não foi preciso e eu vi que o sonho não havia acabado tão legal. Só que decidi não fazer muitas perguntas e deixar ela com seus próprios pensamentos confusos.



No Alasca...


POV Narrador.
No Alasca Tânia andava de um lado para o outro nervosa e passando as mãos em seus cabelos loiros avermelhado.
- Não devíamos pegar essa criança, não e certo. – Ela repetia isso sem parar.
- Tânia, fica calma. – Carmem disse. – Tudo vai certo, ela e só uma criança, e viu-nos caçando, não podemos matá-la, ela tem que ficar conosco.
- Não, e só dizer pra ela não falar nada. – Tânia dizia. – Os voltures! Se eles descobrirem vão matar-nós.
- Mas ela e tão bonita Tânia, e está sozinha, coitadinha. – Kate disse.
Eles estavam caçando na floresta e uma linda menina loira de olhos castanhos e pele bem clarinha viu-os. Ela era de rua, e não gritou nem nada quando viu eles, simplesmente pediu para que eles a levassem embora e assim Carmem fez.
Ela queria uma filha e Monic, assim como a menina gostava de ser chamada, era perfeita para isso.
No futuro eles poderiam mudar ela e tudo ficaria bem, mas Tânia cismava em dizer, que o melhor era manda a menina ir embora e esquecer dela.
Eleazar já a considerava filha dele assim como Carmem sua mãe, e era só manter ela em casa, sob os cuidados do clã que tudo ficaria bem.
A menina deveria ter seus 8 anos, e parecia gosta muito de Carmem, e isso a deixava feliz.
Agora, mesmo Tânia dizendo que não era para ficar com a criança, eles ficariam, e agora, pretendiam ir ver os Cullens, para comemorar a felicidade que sentiam.



De volta a La Push...


POV Kelly.

Minha mãe estava sendo legal em não fazer interrogatórios. Assim que eu acabei de jantar fui escovar os dentes e me deitar, me sentia cansada ainda. Mas mesmo com o corpo cansado não conseguia dormi, o sonho maluco ficava passando na minha mente como se fosse um filme, e isso me deixava irritada e com vontade de gritar. Qual é? Ter sonhos ruins e uma coisa, mas eles ficarem me assombrando direto e péssimo!
E pra completar minha grande irritação, era com pelo índio que eu chorava, minha nossa, essa reserva faz coisas com a cabeça das pessoas, só pode.
Eu nunca que choraria por aquele ser, e ainda mais, ninguém nunca com cérebro iria preferir minha irmã sem graça Luna do que a mim.
Qual é? Eu sei ser legal e agradável quando quero, bem, eu sou quase sempre assim, só não sou quando fico nervosa. E a Luna, o que ela é? Chata, nerd, e totalmente sem graça.
Não, Não, Não! Mesmo eu não querendo nunca que o índio ficasse na minha cola, eu nunca que iria perde pra ela! NUNCA! Essa situação, mesmo sendo em sonho, me tirou do serio.
Eu queria pular da cama e sair correndo de volta pra casa e da uns bons socos na Luna, nem raios seria, seria socos de verdade. Onde já se viu, eu perde algo para aquela coisinha sem graça? Só em meus piores pesadelos, e em coisas que provavelmente nunca aconteceria.
Fechei os olhos tentando me acalmar. Deixei minha mente como se fosse um mar calmo e que tudo ia com as ondas, e acho que acabei pegando no sono.



Na residência dos Cullens...


POV Brian.
O clima por aqui estava bem chato. Depois da visão da Alice, todos andavam alarmados e prontos para entrar em contato com amigos, caso houvesse uma luta com os Voltures.
Mas Alice não acreditava que isso fosse acontecer agora. Ela dizia que seria como se isso fosse acontecer daqui uns quatro anos, nem ela mesma conseguia especular a data correta, ela só sabia que não seria nesse exato momento.
Minha vontade era de ligar pra Hinnata e dizer pra ela ficar atenta a tudo que se acontecia ao seu redor. Pra ela dizer aos lobos para tomarem cuidado e proteger as pessoas da reserva. Mais ai, se eu fizesse isso, Hinnata ficaria louca de preocupação e iria querer voltar imediatamente achando que as crianças estavam em perigo, como a mãe louca que ela era.
Eu queria minha linda esposa do meu lado, mas pelo visto, melhoras aconteciam em La Push, e eu não queria interromper.
A, só de pensar isso, a saudade sufocante latejou em meu peito, subindo e começando a me deixar sem ar. Como eu sentia saudade de seus olhos verdes, sua boca avermelhada, seu corpo em encontro do meu, sua palavras suaves dizendo que me amava.
Eu tinha acabado minha ronda e estava pra entrar na grande casa dos Cullens, onde todos se reuniam, por precaução, tínhamos decidido ficarmos todos unidos em uma única casa.
Antes de eu entrar literalmente pela sala eu parei na varando e me sentei.



Hoje diferente do que costumávamos ver, a lua estava presente sob o céu e as estrelas rodeavam-na deixando tudo lindo. Hinnata gostava de ver a lua quando ficava assim, ela achava encantador. Suspire. Um céu realmente lindo era difícil de aparecer assim. Levantei-me e entrei em casa, encontrando todos, que não dormiam, na sala conversando baixo.
- Boa Noite. – Eu disse. Minha voz tinha saído mais cansada do que eu me sentia.
Eu tinha aumentado minhas rondas, ficando sempre muito atento e isso era realmente bem desgastante.
Todos me cumprimentaram normalmente e eu fui para o quarto de hospedes, um dos quartos que agora era meu.
Tomei meu banho e coloquei uma bermuda confortável, e fui ao quarto onde meus dois filhos dormiam juntos. Luna dormia tranquilamente enquanto Adam estava sentado na janela do quarto. Assim que eu entrei ele logo disse:
- Estou com saudade da mamãe e da Kelly, como elas devem esta? – Seu olhar não desviou da floresta, que para muitos que não a conhecia poderia ser assustadora e que rodeava a casa.
- Elas estão bem, pode ter certeza. – Ele assentiu.
- Será que a Kelly ta irritando a mamãe? Ela sempre faz isso! – Um leve tom de irritação apareceu na sua voz de garotinho.

- Acho que ela não está irritando sua mãe, bem, ela já arrumou suas brigas por lá, mas acho que as coisas estão melhores. – Cheguei perto da janela e fiquei do seu lado.
- Às vezes sinto que estão observando a casa, esperando a gente fazer besteira. – Ele comentou baixo.
- Hmm. – Foi só o que eu disse. – Agora, que tal você ir dormi?
- Queria falar com a mamãe primeiro. – Ele me olhou e sorriu.
Eu assenti e peguei meu celular olhando à hora, eram exatamente 23h55min, então resolvi ligar para Hinnata, ela não se incomodaria.
Disquei o numero do céu celular e ela logo atendeu. Barulhos de risadas vinham parecidos que eram de TV.
- Amor, que saudade. – Ela disse rapidamente.
- Também estou com saudades.. – E ela me interrompeu.
- Aconteceu alguma coisa? Fala logo Brian! – Eu ri do nervosismo dela.
- Esta tudo bem Hinnata, e só o Adam que queria falar com você.
- A sim, claro, passa pra ele. – Ela disse contente, passei o celular para Adam que sorriu todo contente.

19 de jul. de 2011

Capitulo 10

Posted by sandry costa On 7/19/2011


Reencontrado alguns amigos.

POV Hinnata.

Levamos Matheus para o hospital porque algo poderia acontecer após um afogamento, afinal de contas ele era apenas um humano, e obviamente mais sensível.

O Dr. Johnson disse que ele estava bem, e que havia sido apenas um susto, mas também nos alertou para ficarmos atentos e tomarmos mais cuidado.
Bem, ele falou somente comigo e com Brad, porque Mari se desabou a chorar fora do consultório.

Havíamos passado o resto da tarde toda no hospital, fazendo diversos exames, e já eram 19h da noite, o cansaço e o estresse do dia começavam a me bater.
Não seria hoje que eu iria ver o Guto sua mulher e seus filhos, o que me deixava bem triste. Eu queria realmente ver eles, saber como estão, jogar conversa fora, mas o dia não estava própricio para isso.
Quando saímos do consultório encontramos Mari já mais calma com Kelly a abraçando e murmurando coisas do tipo “Ele ta bem Tia Mari.” Era bonitinho da parte da minha filha fazer isso, e me fazia olhar para ela com outros olhos.

Assim que Mari viu Matheus, muito bem por sinal, pegou seu filho e abraçou, e foi assim para o carro.

À noite fora do hospital de Forks era bonita, e bem diferente. As estrelas banhavam o céu encantando a todos que parassem por um segundo para olhar-las.
Kelly ficava olhando disfarçadamente para Matheus, que estava sentado no banco do meio do carro, entre Kelly e eu, e seu olhar parecia ate um pouco preocupado, só que como eu sabia ela nunca pararia para pergunta.

POV Kelly.

Alguma parte dentro de mim sentia pena dele. Acho que não era dele e sim da Tia Mari, que ficaria realmente arrasada se o índio chato tivesse partido dessa pra pior, é sim, pior porque comigo não tem essa de que a morte e melhor.

Eu tinha ficado bem cansada com o fuzuê todo que teve no hospital, e pra falar a verdade minha bunda estava com cãibra por ter ficado mais de 5 horas sentada acudindo tia Mari que lamentava toda hora se achando uma péssima mãe.

Graças ao meu senso de heroína eu salvei ele, de verdade. Porque se eu não tivesse salvado imagina a baderna que seria isso aqui. Eu estaria realmente mais cansada e aposto que uns iriam parti pra cima de mim me culpando por não ter salvo o índio pirralho.

E ainda viriam aqueles lobisomens tirar satisfação comigo, me chamando de sanguessuga e blábláblá, seria literalmente um estresse.

Assim que Tio Brad nós deixou em casa, peguei minha toalha e corri para o banheiro. Queria tirar o cheiro de hospital e de mar de mim.

O banho era relaxante e acalmava minha cãibra, o que era extremamente bom.
Após uns minutos, devo dizer uns longos e deliciosos minutos, sai do banho enrolei uma toalha em meus cabelos e outra no meu corpo, fui para o quarto e encontrei minha roupa de dormi em cima da cama. Minha mãe provavelmente deveria está preparando algo para nós comermos.

Me vesti e me sentei na cama penteando meus cabelos molhados.
A janela do quarto estava aberta o que me dava a vista das lindas estralas e de uma linda Lua Nova.

Meus pensamentos se perderam em como um astro poderia ser tão bonito e legal de se olhar. Pensei que quando eu fosse mais velha e tivesse meu marido e filhos, adoraria morar em um lugar onde a lua sempre aparecesse, só para podermos nós reunir no quintal de nossa casa e admirar a lua, conversar e ser uma família feliz.

Mas... depois desses pensamentos outro me invadiu. E se eu nunca conseguisse me casar, ter filhos ir para o quintal da minha casa e sermos uma família feliz? E se ninguém aceitasse esse meu jeito impulsivo e às vezes ate bem ignorante de ser? Sacudi a cabeça expulsando esse tipo de pensamento.

Independente de como eu era, existiria alguém nesse mundo que havia de ser compatível com meu gênio, sempre existe não é? Eu realmente esperava que sim.
Parei de admirar a lua e as estrelas e me joguei na cama fechando meus olhos.
Minha mente voou para quando eu fazia respiração boca a boca com o índio chato, o meu pequeno coração se acelerou quando fiz tal coisa, e foi realmente estranho.
Porque ele havia de acelerar? Não fazia sentindo! Afinal de contas, eu o detestava, certo?

Minha mente tinha tantas perguntas que acho que nunca poderia ser respondidas.
Eu era só uma menina de 9 anos, que mal sabia da vida e do meu futuro. A única coisa que eu tinha certeza era que vampiros e lobos existiam, fora o resto, nada era uma certeza para mim.

Acho que acabei cochilando em quanto me questionava com minhas tantas perguntas.



***

Eu corria em direção a um menino incrivelmente bonito. Ele sorria para mim, ou eu achava que era para mim. Olhei para baixo corando e vi que eu tinha seios grandes e era bem maior do que o normal. Eu me aproximava dele a cada instante e seu rosto com um belo sorriso também.

Mas diferente do que eu pensava quando chegamos mais perto um do outro ele passou direto por mim sem se quer me olha e abraçou outra menina que era realmente linda.
Ela tinha olhos claros e uma pele levemente morena. Seus cabelos eram longos e ela parecia muito feliz.



Enquanto eu analisava o belo casal algo dentro de mim parecia sofrer e gritar de dor. Acho que eu amava o rapaz que estava com outra menina, esse era a única explicação. Mas ele não me amava e só tinha olhos para outra.

A menina era-me familiar, seus traços era como o da minha irmã Luna. E quando ele a soltou de um abraço caloroso que me causara inveja eu percebi que era ela, e o rapaz, nada mais era do que o índio chato.

Inacreditável, eu amava ele e ele estava com minha irmã!

Lagrimas escorriam dos meus olhos molhando rapidamente minha bochecha. Ele parecia cego e obcecado por ela, como se nunca fosse solta-lá, isso me machucava mais do que devia, então algo dentro de mim começou a querer pular pra fora. E então eu me transformei.



***

Acordei assustada e gritando. Que diabos de sonho louco eu tinha acabado de ter.
Desde quando eu ficaria chorando por Matheus, o índio insuportável?
Só em pesadelos obviamente.

Minha mãe entrou no quarto correndo após o meu grito, fino e alto, e ela tinha um rosto que parecia pronta para atacar.

- O que aconteceu? – Perguntou, depois de percebe que não tinha nada no quarto.

- Um pesadelo, só isso mamãe. – Sorri e ela passou a mão na minha cabeça.

- Certo, então venha comer. – Me levantei e segui minha mãe ate a cozinha.

Billy e Amélia não estavam em casa, provavelmente tinham ido namorar ou sei lá o que adultos casados e que moram sozinhos costumam fazer, e pra ser sincera não quero saber, deve ser algo nojento.



Na mesa da cozinha tinha uma lasanha de queijo que parecia deliciosa, mamãe sabe que eu amo lasanha. Sentei-me correndo na mesa e esperando minha mãe colocar um pouco de lasanha no meu prato. Mamãe se sentou, serviu-me e depois se serviu e ficou me olhando.

- Teve pesadelo com que filha? – Ela ate parecia preocupada.

- Nada. – Ela levantou uma sobrancelha. – Eu tinha virado loba, só isso.

- A sim. – Ela riu. – Lembro que antes de me transforma só de pensar em ser loba ficava nervosa, não queria ser de jeito nenhum.


13 de jul. de 2011

Capitulo 9

Posted by sandry costa On 7/13/2011


Enquanto isso, na residência dos Cullens



/
POV Jasper.

Alice estava com um sentimento ruim, uma angustia que começava a me atacar também. Eu já havia perguntado o motivo, mas a única coisa que ela disse foi “Eu também não sei o que é Jazz”,e ela nunca mentia para mim.

Era perturbador eu estar vendo, e sentindo o mesmo, que minha pequena e amada Alice e nem ao menos mexer um dedo para melhorar a situação.

Alice agora descia a escada e sorria.

- Agora vocês vão ver a nova Luna. – Ela disse descendo em velocidade humana para a Luna se preparar para se amostrar.

Só faltavam 5 degraus para ela chegar a superfície da escada então seus olhos perderam o foco e ela caiu. Rapidamente todos nós já estávamos ao seu redor. Era uma visão, e pelo sentimento que ela emanava era aterrorizante.

- Alice. – Chamei de vagar.

Edward me olhou reprovando e querendo dizer que eu deixasse Alice terminar sua visão, mas eu não queria, ninguém naquela sala tirando eu e ela podia sentir o terror da visão, o pânico, o sentimento de perda. Queria tanto entender o que se passava naquela cabecinha.

De repente seus olhos voltaram ao normal e a única coisa que ela conseguiu pronunciar foi.

- Voltures. – Senti que meu coração morto por décadas, pudesse ter voltado a martelar em meu peito. Eu estava desesperado e angustiado.

Por que eu sabia, com toda certeza, que isso significava problemas. Dos grandes.




De volta á La Push.



POV Kelly.


Eu sentia uma leve vontade de mudança. Acho que nunca tinha conversado com mamãe daquela forma, e ver que ela também já havia errado e nem sempre sua vida fora perfeita teve um leve efeito sobre mim, eu disse leve.

Era meio que impossível me conter enquanto me irritavam, então eu ia lá e errava de novo. Bem isso estava acontecendo agora, com o índio feioso. Eu estava a um pingo, um pingo mesmo, de voar no pescoço dele e estraçalhá-lo.

- Sabe, você não tem cara de quem sabe nadar, então fique somente na beirada. – Ele dizia se achando o índio rei.

Nós estávamos na praia de La Push, mamãe conversava com Tia Mari e o Tio Brad, matando a saudade, e bem, ela havia mandado eu ir “brincar” com Matheus, na hora que ela disse isso, eu bem que pensei, posso brincar de matar? Mas ela leu minha mente e fez cara feia então eu somente sorri amarelo e sai de perto indo para o mar, e com o Matheus me seguindo.

- Sabe, você não deveria dizer o que não sabe. – Falei em tom nada calmo, o que não era novidade, porque vamos dizer assim, eu não sou a rainha da calma.

- Só estou avisando. – Disse andando para o fundo.



Bem, tomara que ele se afogue. O que? Não vou matá-lo mais bem a mãe natureza podia fazer o trabalho.

Eu fiquei na parte que a água batia em meu peitos, que começavam a nascer, e ele estava só indo pro fundo. Já dava para perceber que a água logo cobriria ele por inteiro, mas eu ligo? Não!

De longe eu via que uma onda, muito grande por sinal, se aproximava. Bem, não posso dizer que o índio viu, porque ele não tem uma visão aguçada o suficiente para isso, mas eu que não avisaria.

A onda já estava se aproximando, e bem, ela engoliu, totalmente, o índio, eu me abaixei antes que tomasse um caldo e quando levantei não vi o índio em lugar algum.

Deveria eu salva-lo? Ri com meu pensamento insano. Mas pensando bem, todos ficariam gratos a mim apos eu salva-lo.

Abaixei-me e abri meus olhos de baixo d’água. Sim ele estava totalmente apagado, fui ate ele e puxei seu pulso, o trazendo para o raso. Eu poderia ficar um bom tempo de baixo d’água, eu tinha resistência para isso.

Estávamos na areia e todos olharam espantados para a cena. Eu puxando o índio que estava inconsciente.

- Ele se afogou, a onda engoliu ele, e bem, eu salvei. – Sorri toda orgulhosa.

Tia Mari já estava chorando, porque ele não acordava. Eu já tinha visto numa serie de TV que deveríamos ficar meio que pressionando o peito de alguém que se afoga e depois se não der certo fazer respiração boca a boca.

Mas acho que os adultos estavam em choque porque só ficaram olhando.

- Sabe, vocês deveriam fazer algo. – Percebi que Mamãe já chorava e tio Brad tinha água nos olhos. Revirei meus olhos, qual é? E só eles agirem, minha nossa.

Então lá fui eu, Kelly a salva vidas, isso soa bem cômico para mim. Fiquei meio que pressionando seu peito, magro, mas o carinha não fez nada.

A primeira pessoa que eu encostaria minha boca seria a do índio? ECA!

Abaixei e encostei minha boca na sua. O problema todo era: Eu assoprava ar para ele ou sugava? Ok, vamos fazer os dois.

Eu suguei o ar, mas não adiantou de nada, então eu assoprei, bem forte mesmo, e o desgraçado cuspiu água na minha boca.

- ECAAAAAAAAAAAAAAAAA. – Gritei enquanto ele colocava água para fora.

Por isso não faço boas ações, sempre me ferro.



POV Hinnata.

Preciso dizer que estava em choque? Meu afilhado tinha uma batida de coração lenta e meu corpo parecia não saber como reagi.

Mari do meu lado já estava aos prantos, mas igualmente a mim, não fazia nada. Esperava que ao menos o Brad fosse capaz de tentar ajudar o filho dele, mas nada também.

Percebi Kelly olhando para nossa cara, tipo “Vocês vão ficar parados?” Ela revirou os olhos e massageou o peito dele, que não teve reação alguma. Então numa ação que eu achei que nunca iria ver na minha existência, ela se abaixou e fez algo com ele, na primeira tentativa nada aconteceu e depois ela fez outra coisa, que eu acho que foi um assopro ele voltou, jogando água na boca dela, que gritou.

- ECAAAAAAAAAAAAAAAAA. – Kelly cuspia para todos os lados enquanto Matheus cuspia água.

- Meu filho, meu filhinho, você está bem? – Mari finalmente se mexeu, e abraçou Matheus, que arregalou os olhos.

- Eu quase morri. – Disse ele baixo.

- Sim, e pode começar a beijar meus pés, te salvei. – Kelly disse toda arrogante. – Ou melhor, nunca mais fale comigo. – Ela virou a cara.

Todos ficamos intercalando um olhar surpreso para Kelly e outro preocupado para Matheus.

Minha nossa, que loucura, minha cabeça ate doía um pouco.

6 de jul. de 2011

Capitulo 8

Posted by sandry costa On 7/06/2011


Coisas infantis.




POV Hinnata.

Após ver que Kelly estava dormindo, peguei meu celular e fui para a varanda da casa, me sentando na escada. Meu coração parecia que ia se rasga de tanta saudade, de todos da minha família, e eu nem estava tanto tempo fora de casa. 

Primeiro disquei o numero do celular de Brian, que infelizmente não atendeu. Juro que fiquei ate com vontade de chorar, mas logo me lembrei que ele deveria está na ronda. 

Liguei para a casa do meu Biso Carlisle, porque lá deveria estar todos, tendo suas conversas de toda noite, como já era de costume. Quem atendeu foi tio Emmett. Logo me lembrei de pergunta se ele estava ensinando besteiras para meu menininho.

- Fica calma Hinnata, não estou falando nada para o Adam. – Aposto que ele estava revirando os olhos. – Você e muito cismada.

- Passa o telefone para Tia Alice. – Ele suspirou, mesmo não precisando, e passou. 

- Fala querida. – Ela disso com seu tom de fada encantada.

- Tia, ele não está ensinando nada para as crianças, não é? – Tia Alice, soltou uma leve risada.

- Não, fique tranqüila. 

- Ta bom então, manda um beijo para todos, por favor.

- Claro.

- Amanhã eu ligo de novo. 

- Ta bom, bom noite.

- Boa noite Tia, beijos.

Desliguei o celular, e voltei a tentar ligar para Brian. Não liguei para casa porque as crianças deveriam está dormindo, ou pelo menos eu esperava que estivessem. Fiquei sentada na varando, sentindo o vento fresco bater em meus cabelos, e esperando o tempo passar um pouco, para poder ligar para meu amor novamente.

Eu estava em uma ronda, chata e solitária. 

Minha mãe fazia poucas rondas, porque eu tinha ficado com quase todas dela, Seth, bem, ele estava andando por ai. Ele havia se afastado de todos dizendo que iria encontrar a impressão dele, e sei lá o que... Ele foi embora antes mesmo da Hinnata ter as crianças e depois disso, não voltou mais.

As únicas poucas noticias que temos deles não são lá muito gloriosas, e aposto que o deixa triste sempre.

Primeira: ele não achou a sua alma gêmea.

Segunda: ele está mal por causa disso, mas mesmo assim não vai voltar.

Terceira: ele sente saudades de todos.

Senti uma mente conectar-se a minha, e logo percebi que era ele, pois seus pensamentos vinham repletos de tristeza. 

- Oi Tio. 

- Ah, oi.

E sem mais nem menos ele se desconectou. Pelo o que eu pude percebe estava bem perturbado, e senti um pouco de pena dele.



(...)


Finalmente depois de duas longas horas minha hora havia acabado. Voltei para minha forma normal e vesti-me. 

Sai correndo para casa, e ao entrar no quarto vi o celular tocando, já sabia quem era.

- Oi amor, ai que saudade. – A voz de Hinnata vinha do outro lado nervosa, mas não irritada. – Liguei já umas 10 vezes, onde você estava? Ta eu sei que era na ronda, deixa pra lá. – E riu nervosa.



- Oi Hi, e eu realmente estava na ronda, também estou com saudade. – Ela suspirou. – Como estão as coisas ai?

- Mais ou menos, Kelly já arrumou briga. – Percebi um pouco de decepção em sua voz, ao dizer que Kelly já estava brigando. – Mas e as crianças, como estão?

- Bem, já estão todos dormindo. – Como eu sentia saudade dela. – E você também deveria ir dormi.

- Eu vou, só não conseguiria dormi antes de falar com você. – Sorri. Pude escutar ela soltar um resmungo de relutância. – Eu já vou indo então. Beijos, e... Você sabe, eu amo você Brian. 

- Também amo você, muito mesmo, e sei que você sabe disso. – Ela riu do outro lado da linha. – Vai dormi querida, beijos, muitos mesmo, na sua boca.

- Vou ficar imaginando isso. 

- Eu também. – Suspirei não querendo desligar, mas mesmo assim sabendo que era necessário. – Tchau.

- Tchau. – E desligou.

Senti o vazio me preencher. Fui para o banho e logo depois me deitei caindo em um sono profundo,mas que nele a única coisa que eu via era minha Hinnata correndo em minha direção e me abraçando.


POV Hinnata.

A minha noite após falar com Brian foi perfeitamente tranqüila e feliz. Quando eu ouvi sua voz foi como se eu estivesse ouvindo a melodia mais linda e que era feita somente para mim e somente isso fez tudo ficar bem. Certo, eu dei um ataque típico de mulher ciumenta, mas eu sabia que ele nunca me trairia, éramos um encaixe perfeito demais para tal ato de as partes, só que bem, eu era possessiva. 

Deixei meus pensamentos tolos de lado e fui dormi.

O dia havia sido cansativo, mas bom e ao mesmo tempo ruim, e eu realmente precisava fechar meus olhos e entrar no mar da inconsciência.



(...)Acordei com Kelly cutucando o meu rosto e com um sorriso nos lábios, era até encantador, se eu não soubesse o quanto ela aprontava.

- Pensei que não iria acorda mãe. – Disse ela dando um beijo no meu rosto, o que de fato eu estranhei. – Sabe quanto tempo eu estou tentando acordá-la? 

Bocejei, e passei as mãos nos olhos, me sentia bem e com o animo renovado.

- Não, quanto tempo querida? – Beijei o topo de sua cabeça e me sentei.

- Quase 10 minutos. – Ela soltou uma risadinha. – E a única coisa que você disse foi, “Brian, deixe-me dormi.”

- E que seu pai adora acorda as pessoas. – Disse, esperando que aquilo encerrasse a conversa. – Agora, que tal a mocinha ir toma banho?

- Até que não e má idéia. – Sorriu e deu um pulo da cama.

Ela estava sorridente demais. Eu conheço minha filha, e por trás daquele sorriso tem coisa. Sou mesmo desconfiada demais, mas com Kelly é sempre bom. 

Certo, se alguém estivesse ouvido meus pensamentos pensariam “Que mãe horrível”, mas eu não sou, só gosto de está alerta e de não ser passada para trás, coisa que Kelly adora fazer com todos.

O tempo passou rápido em quanto eu tagarelava mentalmente comigo mesma, e eu só percebi quando minha filha voltou do banheiro, com seus lindos e longos cabelos escuros e molhados, vestida com um biquíni azul marinho e um short jeans curto.

- Mãe, penteia meus cabelos? – Ela fez um pedido de algo que eu não fazia a tempo, acho que uns á uns três anos, porque ela não queria. – Mãe? – Ela perguntou enrugando a testa, talvez estranhando minha demora para responder.- Claro querida. – O sorriso que apareceu em seu rosto foi totalmente iluminado.

Kelly me entregou o pente e se sentou na minha frente, cruzando as pernas.

Ficamos em silencio, um silencio agradável, pois cada uma de nós estava tagarelando mentalmente consigo mesma. Definitivamente, minha filha era igual a minha, e a mesma mania que eu tinha ela também carregava consigo.

- Mãe? – Ela me chamou enquanto eu desembaraçava seus cabelos. 

- Oi. – Respondi normalmente.

- Faz tempo que você não faz isso né? – Não precisei olhar para seu rosto para saber que em seus lábios tinha um pequeno sorriso, mas seus olhos estavam distantes.

- Sim. – Suspirei. – Você me pediu para parar de pentear seus cabelos quando tinha 6 anos.

- Eu sei. – Ela pareceu relutante para dizer às palavras que viam a seguir. – Desculpe.

O seu pedido de desculpa foi extremamente baixo, que mesmo com minha audição perfeita foi extremamente difícil escutar, pareceu mais um sopro distante enviado pelo vento.

- Pelo o que? – Eu sabia o motivo, mas e sempre bom ouvi da boca da própria pessoa que pede desculpa.

- Pelas coisas que eu faço. – Sua cabeça se inclinou um pouco para baixo. – Acho que vocês são perfeitos demais, e parecem gostar disso, eu não sou assim, e cometo bastantes erros. – Kelly soltou uma risada sem humor algum. – Acho que eu tenho, mas há mais partes humanas em mim do que vocês imaginam.

Preciso dizer que estou em choque? Nunca, nunca mesmo imaginei que ela fosse dizer algo como, “Vocês são perfeitos demais”, eu estava me vendo na minha própria filha. Meu coração de mãe desesperada se apertou e eu a abracei fortemente, não queria que ela passasse por sofrimentos como eu passei, e era como se em meus braços ela estivesse protegida do mundo, dos rapazes, e de qualquer coisa que fosse capaz de fazer uma ferida em seu coração.- Eu já tive o mesmo tipo de pensamento. – Murmurei com ela ainda em meus braços. – E acredite, isso passa.

- Como? – Sua voz saiu rouca meio ao choro, que só agora eu havia percebido. – Duvido que você fosse culpada de tudo, mesmo quando os outros te irritam e te levam a fazer besteiras.

- Kelly, você já reparou que praticamente todos falam que você se parece comigo? – Ela fez que sim com a cabeça. – E você acha que eles dizem isso por quê?

- Porque meu rosto, não sei, parecesse com você? – Ela disse insegura.

- Não. – Disse em tom suava. – Porque eu era assim como você. Só que diferente de bater, ou melhor dizendo, jogar raios em meus irmãos, eu sufocava seu pai. – Ela riu. 

- Como você mudou? – Perguntou realmente curiosa.

Eu nunca havia contado a minha historia, da época que passei em La Push para meus filhos, eu somente havia dito que eu fui morar com Billy, mas não expliquei o por que. As lembranças que estavam vindo não era tão agradáveis, balancei minha cabeça, mandando as lembranças desagradáveis embora.

- De uma maneira que eu não quero que aconteça com você. – Respondi suavemente dando um beijo nos cabelos de Kelly.

- Não vai me contar não é mãe? – Perguntou já com o seu tom mais arrogante.

- Não hoje, talvez no daqui um tempo... – Percebendo como minha voz ficou distante e bem abatida ela sorriu tirando toda a arrogância que vinha para seu rosto.

- Foi uma época ruim. – Ela afirmou. – Não precisa dizer, não quero mais saber, se você não fica confortável... – Eu sorri. – Vamos na casa do tio Guto hoje mamãe?

- Sim, quero ver os filhos dele. – Sorri, ela ficou pensativa.

- Eu também. – Ela sorriu encarando meus olhos verdes. – São gêmeos não são?- Sim. – Sorri e a fiz levantar de meu colo para poder ir tomar meu banho. 

Já no banho a água morna batia em minhas costas que continha muita tensão, viajar costumava causar esse efeito, e o pressentimento que eu sentia também. Fechei meus olhos colocando meu rosto debaixo d’água que o acariciou me fazendo esquecer quase que de imediato do sentimento de que problemas chegariam. Afinal de contas, era só um pressentimento bobo, eu não era a Alice e nem nada do tipo, e isso que eu estava sentindo obviamente não era correto e coerente.

Terminei de tomar meu banho, anulando todas as coisas ruins, e deixando apenas as positivas penetrarem meu ser.