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20 de nov. de 2011

Capitulo 30

Posted by sandry costa On 11/20/2011


 Irrevogavelmente Predestinados

Ponto de Vista da Carol
----Meses depois----


Acordei cheia de sede e fui à cozinha. No meio disso encontrei uma foto da Elena vestida de noiva no nosso casamento.



Hoje fazia 3 semanas que eu e Nahuel casámos, a Sara e o Embry, a Elena e o David e ainda…inesperadamente a Leah e o Tom. É Leah descobriu que também estava grávida e não perdeu tempo, foi quadruplo casamento…

- Nahuel, Nahuel! – eu tentei o acordar. 

- Bom-dia. – ele sussurrou me beijando.

- Olha, eu amo muito você, mas acorda. Isso é sério! – eu falei apressada.

- Que passa? – ele se sentou esfregando os olhos – Tá um cheiro esquisito aqui…

- É isso que eu tou falando. Minhas águas rebentaram! – eu evidenciei.

- AGORA? Nossa criança vai nascer agora? – ele perguntou mais desperto do que nunca.

- Filha? – mamãe entrou de roupão e pijama correndo no meu quarto.

- Sim. Vai nascer. – eu informei todos.

- Bella, Edward, Carlisle!!! – papai chamou chegando também.

- Oh meu deus. – Nahuel coçou a cabeça nervoso.

- Não entre em pânico. – tia Bella pediu chegando – Carol começa respirando assim que as contrações vierem.

Não foram as horas mais fáceis da minha vida. Eu tinha que admitir isso. Eu gritei, eu soei, eu segurei a mão de minha mãe e de Nahuel e meu pai me deu apoio moral.

No fim, todo esse esforço valeu a pena.

- Que linda menina! – mamãe entregou ela para mim.

- Já pensaram num nome? – tia Bella questionou.

- Já. – Nahuel olhou para mim. Nós já tínhamos decidido isso.

- Qual é? – mamãe quis saber.

- Lillian. Como você, mamãe. Como todos sabemos o nome completo da mamãe é Rosalie Lillian Hale. – eu falei e ela começou chorando (soluçando) vampiricamente.

- Oh meu deus, eu tou tão orgulhosa. Meu amor! – ela nos abraçou às duas.

- Sabe, ursinha e filhota, eu gosto muito do nome, mas… – papai começou.

- Pai, veja o que vai dizer! – eu olhei para ele.

- Mas é grande. Deixa eu pensar…Lillian, Lillian…já sei! A terceira loira da minha vida pode se chamar Lilly!

- Que posso eu fazer né? Todo o nome que você altera acaba por ficar…



- Gente! Gente! – Collin subiu até o quarto – Vim avisar que Leah tá em trabalho de parto. Carlisle podia ir lá? – Collin pediu.

- Claro. – vovô disse e saiu.

- Que menina linda! – ele disse olhando com super devoção para minha filha Lilly.

- Oh não…não, não e não! – mamãe disse negando com a cabeça.

- Oh sim. – Jacob riu.

- Você tá tendo um imprinting com minha filha? – eu perguntei o que eu já sabia.

- Eu acho que sim. – ele disse dando de ombros se tirar os olhos de minha bebê.

----7 anos depois----


- Cuidado crianças! – eu avisei.

Lilly estava cuidando da Melanie (filha de Leah e Tom), da Mia (filha de Maggie e Nick que nasceu no mesmo ano que minha filha Lilly) e ainda do Matt (o segundo filho da Rachel e do Paul que também nascera no mesmo ano que Lilly) no jardim. Hoje era o aniversário da Lilly e da Melanie.

Mas a grande diferença era que minha filha crescera num ritmo acelerado, sendo filha de dois híbridos e estava completando 18 anos enquanto que a Melanie só estava fazendo 7. Às vezes eu tinha alguma inveja saudável da Leah. Sua filha crescia a um ritmo normal e humano…

- Claro. – Melanie disse.



- Mãe, eu tou nervosa. Ainda não vi o Collin hoje… – Lilly disse. Ela estava tão linda e crescida…



- Oh filha. Ele deve estar quase pronto. 

- Jess, você sabe onde está o Peter? – Stella perguntou para a Jess.

Ponto de Vista da Jess

- Não, Stella. – eu respondi.



Eu era mais parecida com meu pai. Embora fosse “tia” da Stella, eu a tratava como uma amiga/irmã. Nós eramos muito chegadas.

Eu e Stefan estávamos namorando. E Stella estava namorando o irmão gêmeo, o Peter. Peter e Stefan deviam tar atrasados. Eles iam trazer os pais hoje para a festa da Melanie e da Lilly. Claire e Quil nos tratavam a mim e à Stella muito bem. Eram os melhores sogros do mundo.

Peter tinha tido imprinting na Stella assim que ele se transformou pela primeira vez e Stefan tinha tido imprinting por mim assim que virou lobo também.

O Leo é que tinha tido um imprinting pela pequena Melanie. Sim, pela filha da Leah e do Tom… Ele ainda ia ter de esperar um tempo…



Diane (a filha de Rachel e Paul) tinha agora 14 anos e namorava com o lobo Roli que tinha tido um imprinting por ela. Bryan também tinha 14 anos.

- Você acha que Stefan e Peter ainda vão demorar muito? – eu perguntei para Stella impaciente. Eu tinha saudades de meu amor…

- Jess, Stella venham aqui. – minha irmã Mary nos chamou.

- Que foi, mamãe? – Stella perguntou.

- Seus namorados gêmeos já chegaram. – Mary nos informou sorrindo.

Nós praticamente corremos para a porta de entrada. Eu beijei o Stefan assim que o vi. Parecia uma eternidade desde ontem…



Peter e Stefan não eram gêmeos verdadeiros. Eles não eram iguais. Mas eram parecidos… Eles tinham herdado a cor dos olhos da mãe, da Claire.



- Tive tanta saudade de você! – eu o abracei.

- Venham para a rua. Vamos cantar os parabéns. – Elena nos chamou com David bem ao lado dela.

Depois dos parabéns cantados, Alec e Angie reuniram todos para fazer um anúncio.

- Que anuncio, Alec? – vovó Esme perguntou.

- Eu e a Angie vamos viajar.

- Viajar? – Maggie perguntou.

- Sim, viajar. Vamos tirar uma espécie de lua-de-mel mais longa, vamos viajar pelo mundo, sem destino certo, tirar um tempo só para nós dois. – Angie explicou.

- Vou ter saudades de vocês. – Jane disse.

- Eu também! – um coro de todos se fez ouvir.


----4 anos depois----


- É hoje que minha irmã e Alec chegam, não é mesmo? – Maggie perguntou para tia Alice pela 3ª vez hoje.

- Sim, Maggie. É hoje. – tia Alice respondeu.

- Tenho tanta saudade deles. Puxa vida, uma viagem que dura 4 anos é muito tempo!!! – Maggie se queixou.

- Tou com você nessa. – vovó Esme disse impacientemente andando de um lado para o outro.

- Também tenho saudades do tio Alec e da tia Angie, mas se acalma mãe. – Bryan disse para Jane.

Bryan tinha sido transformado o ano passado, pelo Nahuel. E tinha ficado meio-vampiro também. Jane e Victor tinham chegado a acordo nisso e decidido que era o melhor para todos. Seu regime era bem vegetariano como o nosso.



Algumas horas mais tarde, em Forks, eles chegaram com sorrisos na cara. E não vinham sozinhos…

- Angie, Alec!!! – todos corremos para os abraçar.

- Oh meu deus, que saudade! – vovó Esme abraçou Alec com muita força.

Depois de todos se abraçarem, Angie chamou a garota que vinha no carro com eles.

- Camille, vem aqui. – ela chamou e Camille veio se abraçar a Angie. Ela era vampira vegetariana como a gente.

- Camille, essa é nossa família. Família, essa é a Camille. – Alec fez as apresentações.



- Olá Camille. – nós a cumprimentámos ainda sem percebermos o que ela estava fazendo aqui.

- Bryan, como você tá crescido garoto! – Alec comentou.

- Obrigado, tio Alec. – Bryan sorriu.

- Família, Camille é nossa filha agora. Nós a encontramos quando ela era recém-nascida há 4 anos atrás. Seu criador a abandonou e nós decidimos ajudar ela. A ensinámos nossos hábitos vegetarianos e aos poucos nos afeiçoámos a ela. – Alec explicou. Nós ficámos perplexos.

- Espero que a aceitem como nossa filha e membro da família. – Angie disse abraçando forte a Camille.

- Bem-vinda à família, Camille. – eu fui a primeira a ir a cumprimentar. Abracei ela para a confortar – Eu sou a Jess.

- Bem-vinda! – meu irmão a cumprimentou – Eu sou o Nick.

Aos poucos e poucos, e já dentro de casa, todos se apresentaram e ela relaxou um pouco. Ela parecia ser legal.

Uma química inegável nasceu entre Bryan e ela quando ele a beijou na face. Eles combinavam um com o outro.

Passados esses anos, cada casal da família Cullen tinha um chalé construído ao lado e em volta da casa grande em Forks. Lá viviam os casais e os filhos. Menos tia Rose e Emmett, tia Alice e tio Jasper e vovó Esme e vovô Carlisle que viviam na casa grande.

Alguns meses mais tarde, um dia Stefan e Peter convidaram a mim e à Stella para irmos jantar fora. Nessa noite, eles nos pediram em casamento de uma forma super romântica.

Meses depois da organização, nosso casamento duplo chegou.

- Você tá pronta? – eu perguntei à Stella que estava usando o vestido da noiva da sua mãe (Mary). Eu estava usando o vestido de noiva da minha mãe (Nessie). Tínhamos decidido mostrar nosso amor por elas, dessa forma.

- Sim.

Ao som de “A Thousand Years” de Christina Perry, eu e Stella entrámos na passadeira vermelha com nossos pais nos dando o braço até ao altar.

(Nota da Autora: Para criar o clima da cena, clique aqui para ouvir a música.)

Nossos noivos estavam no altar nos esperando de terno. Esse era o momento mais esperado em toda minha eternidade. Eu tinha certeza absoluta que eu ia querer Stefan hoje e sempre.

A cerimónia foi conduzida num ritmo calmo e tudo o que nós queríamos era ficar um com o outro.

- Eu, Stefan Young Ateara, aceito você, Jess Cullen Black, como minha esposa para amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa eternidade. – Stefan proferiu enquanto colocava a aliança no meu dedo.

- Eu, Jess Cullen Black, aceito você, Stefan Young Ateara, como meu esposo para amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa eternidade. – eu jurei enquanto colocava emocionada a aliança no dedo de Stefan.

- Eu, Peter Young Ateara, aceito você, Stella Black Clearwater, como minha esposa para amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa eternidade.

- Eu, Stella Black Clearwater, aceito você, Peter Young Ateara, como meu esposo para amar e respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa eternidade.

- E assim vos declaro, marido e mulher e marido e mulher. Podem beijar as noivas! – o conservador declarou.

Stefan me beijou e Peter beijou Stella. Choveram aplausos sobre nós.

Ponto de Vista da Nessie

----2 anos depois----


- Jake, se controla. – eu pedi rindo – Assim vamos chegar atrasados no casamento do Bryan e da Camille!

- Ninguém ia sentir a nossa falta…podíamos ficar aqui e aproveitar o quentinho da cama…

- Não seja safado! Temos de ir.

- Temos mesmo? – ele olhou para mim sedutor. Assim ele ia conseguir me convencer…

- Jake! Você sabe que temos…

- Pronto, ok! Eu me rendo! Mas logo à noite você não me escapa, princesa. – ele disse e me beijou.

O casamento foi lindo e a surpresa da festa foi o anuncio oficial de que a Mia e o Matt estavam namorando. Matt tinha tido um imprinting com ela. Mia era parecida com a Maggie, sua mãe. Achava que elas eram tão iguais nalgumas coisas…

Melanie e Leo também estavam namorando.





Ponto de Vista da Bella

- Eu tou grávida. – Jess disse.

- Eu também. – Elena contou.

- Parabéns! – nós as abraçámos.

- E eu sei disso. – Alice disse – Você Jess, vai ter uma menina. Sarabella é seu nome. Não sei porquê, mas é esse o nome. E você Elena, vai ter um menino, Anthony é o nome dele mesmo. Minhas visões estão ficando melhores…

- Alice! Assim você conta tudo! – eu me queixei.

- Se acalma, Bellinha. Só mais uma coisa, eu acho que vossos filhos estão predestinados a se casar. Se o futuro não mudar, eles o irão fazer. – Alice contou mais sobre suas visões – Ah, e Sara e Stella, vai acontecer o mesmo com vocês, seus filhos vão ficar juntos… E com os filhos de Mia e Matt e Melanie e Leo também…

- Shuss! – nós a mandámos ficar de boca calada.

Minha filhinha Elena estava grávida. Eu ia ser avó novamente… Que alegria.

Mais tarde, eu e Edward fugimos da festa e fomos para o nosso chalé, só eu e ele.

Edward e eu fomos tomar banho juntos.

- Alguma vez nossa família vai parar de crescer? – eu perguntei a Edward que estava me abraçando.

- Não creio. Seremos sempre mais e mais, juntos e felizes por toda a eternidade. E tudo começou conosco.

- Você acha que nós fomos Predestinados a ficar juntos?

- Eu não acho. – ele disse – Eu tenho certeza! Predestinados a ficar juntos e a pertencer um ao outro para toda a eternidade. – ele afirmou.

- Por toda a eternidade… Eu te amo tanto… – eu disse.

- Eu te amo também. Porque nenhuma quantidade de tempo com você seria suficiente, mas vamos continuar com o para sempre! – Edward disse e me beijou.

Naquela noite, como tantas outras durante nossa eternidade, nos fundimos num só, porque era isso mesmo que nós eramos. Não dois, mas sim um. Separados não eramos nada. Juntos, eramos tudo e para toda a eternidade, para SEMPRE!
--------FIM---------

17 de nov. de 2011

Capitulo 29

Posted by sandry costa On 11/17/2011


Híbridas

Ponto de Vista da Caroline


Eu abri meus olhos e o mundo à minha volta tinha mudado. Me lembro de tar no carro da Sara, quando de repente aquele urso passou na frente do carro e…boom: tínhamos embatido na árvore…

- Caroline? Caroline! OMG! Emmett! – minha mãe reparou que eu tava abrindo os olhos.

- Carol! – meu pai me abraçou.

- Deus, o que é isso? – Sara gritou.

Foi ai que eu lembrei: Sara! Nahuel! Como eles estavam depois do acidente?

- Filha, tá doendo? – Alice perguntou. Sara não respondeu – Jasper, tá doendo algo nela? Se tiver, põe ela mais confortável.

- Não dói. – Sara disse se sentando.

- Carol, como você está querida? – minha mãe checou cada parte de meu rosto.

- Eu tou bem…mas o que é isso? Nossa, tá tudo tão diferente! – eu comentei.

- É…papai, eu nunca tinha visto essa quantidade de cicatrizes… – Sara adicionou. Era verdade…eu nunca tinha reparado nas cicatrizes que tio Jasper tinha.

- Carlisle!!!!! Bella!!!!! Edward!!!!! – tia Alice e minha mãe gritaram.

- Que foi? – eles chegaram em milésimos de segundo. Nossa! Eu tou contando os milésimos de segundo!

- Elas acordaram. Elas vêem melhor. Mas seu coração bate. Algo está muito errado! – mamãe explicou.

- O que elas têm? – meu pai perguntou.

- Vamos tentar descobrir. – vovô Carlisle disse.

Tentaram nos tirar sangue. Mas agulhas normais não funcionaram. Eu e Sara questionámos o que tinha acontecido e o que estava acontecendo agora, mas ninguém nos dizia.

Eu já estava me sentindo como um objeto de estudo.

- Rose, Alice, Jasper e Emmett, vossas filhas têm a mesma composição no sangue neste momento como a Nessie. E elas provavelmente estão ouvindo nossa conversa agora, porque ouvem, sentem, vêem muito melhor do que quando eram humanas.

- Isso quer dizer…

- Isso quer dizer que como Nahuel é um híbrido, metade humano, metade vampiro, elas são híbridas também. O poder do veneno dele é metade do nosso veneno. Mas isso é um caso raríssimo. Elas não são vampiras, mas também não foram concebidas na mistura de vampiro + humana. Elas simplesmente foram mordidas e transformadas em meias-vampiras.

- Isso quer dizer que são exatamente como a Nessie? Que o coração delas bate e tudo mais, mas são eternas? – Alice quis saber.

- Sim, em principio sim. Vocês sabem, isso não é uma ciência exata…

- Mas…

- Mas, eu acho que elas como já atingiram os 18 anos, não vão envelhecer mais e serão eternas. – vovô Carlisle disse e eu me abracei a Sara!!!

- Assim sendo…

- Sim, Rosalie. – tio Edward confirmou algo que minha mãe tinha pensado – Sendo como a Nessie, híbridas, elas provavelmente podem ser mães também.

- Isso é perfeito! – mamãe exclamou.

- Maravilhoso! – tia Alice acrescentou – Eu tou tão feliz!

- Meninas, podem sair dai. Nós sabemos que estão ouvindo. – tio Edward nos indicou.

- Ok, assumo que estávamos ouvindo. – Sara disse.

- Onde estão os outros? – eu perguntei.

- Foram caçar. Vosso cheiro a sangue ficou bem forte cá em casa ontem…

- Sangue… – eu e Sara repetimos meio que hipnotizadas ao mesmo tempo.

- Parece que alguém tem lição de casa para fazer. – tia Bella lançou o desafio para nossos pais.

- Bem, visto que são híbridas, provavelmente também gostam de sangue além de comida humana, certo? – tio Jasper nos perguntou.

- Eu não sei porquê, mas essa palavra, me deixa com água na boca. Portanto, assumo que sim, papai. – Sara assumiu com vergonha.

- Eu também…

- Não é preciso se envergonharem. Faz parte da nossa natureza. – tia Bella nos explicou.

- Claro, querida. – mamãe me abraçou.

- Quem quer ir caçar? – tia Alice perguntou com os olhos negros.

Foi ai que me lembrei, como estariam meus olhos? E minha figura? E minha silhueta? Mas, nada disso importava agora. Eu estava literalmente sedenta.

Somente uma pergunta eu tive de fazer antes de partirmos:

- O que aconteceu com o Nahuel? – eu perguntei receosa.

- Ele está bem. Ele vos transformou. Como ele é meio vampiro, como vocês agora, ele é o forte o bastante para sobreviver. Ficou com uns arranhõezinhos, mas nada de especial. – papai me explicou.

- Ah, ainda bem! – eu suspirei aliviada.

Nós partimos na minha primeira viagem de caça e eu aprendi tantas coisas do mundo até agora encoberto pelos meus pais.
-----7 horas depois-----


Ponto de Vista da Sara

Depois de caçarmos voltámos para casa. Não nos cruzámos com ninguém. Não o vi desde a minha festa e a troca dos presentes…Ele, o Embry…

Quando cheguei a casa, ele estava deitado no sofá chorando baixinho com a cara entre os braços entre as almofadas.

- Embry! – eu me sentei ao lado dele, e fiz carinho no seu cabelo.

- OMG, eu agora até sonho com a voz dela! – ele exclamou baixinho.

- Embry, sou eu, mesmo! – eu agarrei seu cabelo e suspirei no seu ouvido.

- Sara? – ele se virou e me olhou – Sara!!! – ele me abraçou e meu coração saltou completamente do meu peito. Começou batendo freneticamente.

- Eu tou aqui.

- Eu tou sentindo seu coração…mas você tá diferente, como é possível? – ele perguntou chorando e eu também.

- Vem comigo. – eu o puxei pela mão para um canto no imenso jardim.

O mais longe possível da casa, agora que eu tinha noção da capacidade de audição de um meio vampiro, imagina de um vampiro completo mesmo…

- Me explica como é possível? – ele me perguntou.

Nesse momento, eu estava sentada bem no colo dele, que por sua vez estava sentado num banco do jardim.

Ai, uma coisa que essa minha nova condição de meia-vampira não me ajudava em nada, era no blush (natural) na minha face. Minhas bochechas estavam queimando, imagino quão vermelhas elas deviam estar…

- Eu fiquei híbrida. Como a Nessie. Meia humana: quente, com pulsação, e meia vampira: eterna, jovem…

- Você é eterna como eu agora? – ele perguntou feliz.

- Sim. – eu confirmei.

- Eu te amo! – ele proferiu e me abraçou.

Eu chorei. Me ama como amiga de certeza.

- Porque está chorando? Tem algum machucado do acidente? – ele perguntou preocupado.

- Eu…tou…bem… – eu disse soluçando. Ele pegou no meu rosto e virou para o dele para ter contato visual com meus olhos.

- Sara, olha para mim. Eu te conheço desde que você era um bebê. Eu sei que algo está errado com você. – Embry disse.

- Pois…há algo errado comigo. Algo de muito errado... – eu chorei.

- Me conta. – ele pediu.

- Não. Você ia me odiar.

- Sara. – ele sussurrou firme – Me conta, por favor?

- Eu te amo…mais do que amigo, mais do que irmão…te amo como uma mulher pode amar um homem, Embry. – eu confessei e baixei minha cabeça com vergonha. Ele não ia querer falar comigo nunca mais, tenho certeza…

- Sara… – ele chamou com algo na voz. Não consegui identificar – Diz isso de novo?

- Para quê? Te amo, simplesmente. – eu sussurrei entre as lágrimas.

- Não chora. – ele pediu e virou meu rosto para o dele. Nossos rostos se aproximaram instintivamente como se tivessem feito isso durante toda a vida. – Eu te amo. – ele disse com nossos narizes se roçando e sua respiração embatendo na minha face.

Aquelas 3 palavras, 7 letras foram tudo o que eu sempre quis ouvir. Seus lábios e os meus se tocaram e deslizaram uns sobre os outros com um amor que eu sempre quis imaginar ser possível.

Ali, nos seus braços, o mundo poderia acabar. Eu estava feliz. Ele, super carinhoso, quando nosso beijo terminou, colocou algumas mechas do meu cabelo loiro e colocou atrás de minha orelha.

Seus olhos e mãos percorreram toda a minha face com carinho e amor (eu acho), que me deixou completamente rendida. Fechei meus olhos e senti o momento, simplesmente.

- Sara Elisa Whitlock Cullen, aceita namorar comigo? – ele perguntou ao fim de um tempo abraçados.

- Com todo o meu amor por você Embry Call, sim, eu aceito! – eu aceitei o pedido que esperei sempre.

Ele me beijou e me pegou ao colo. Depois, ele me rodopiou no ar. Nada importava à nossa volta. Só eu e ele. Ele e Eu. NÓS!

Parecia irreal quando dito em voz alta que depois de tanto tempo esperando, finalmente éramos um do outro, hoje e para sempre.

- Vamos entrar? – ele perguntou sem grande vontade.

- Tem de ser, não é mesmo? – eu repliquei.

Demos as mãos e juntos caminhámos todo o jardim até a sala onde encontrámos minha família que tinha ouvido tudo, provavelmente, com sorrisos na cara.

- Vocês ouviram? – eu perguntei quase certa.

- Sim. – Carol me respondeu.

- Oh…assim não vale!

- Parabéns! – eles nos abençoaram com sua aceitação e eu fiquei feliz por isso. Até papai deu um abraço a Embry…(é de estranhar!).

Todas as minhas dúvidas foram embora. Agora, ele era meu e eu dele, e toda minha família aceitava com satisfação isso.

----4 meses depois -> 25 de Dezembro de 2028----


Ponto de Vista da Carol


- Carol, acorda. – Nahuel me beijou a face.

- Bom-dia, amor! – eu disse ainda de olhos fechados. Ele me beijou.

- Sabe que dia é hoje? – ele me perguntou. Eu sabia o que ele queria ouvir…

- Dia de natal. – eu dei a resposta obvia, mas não a que ele queria ouvir…

- Só?

- Hum… – eu me fiz de difícil, fingindo que não lembrava que dia era hoje.

- Faz um esforço. – ele pediu.

- Claro que eu sei que dia é hoje, bobinho! Nós fazemos 3 meses de namoro hoje. – eu o beijei.

- Você lembrou. – ele disse super amoroso.

- Claro que lembrei. – eu assinalei convicta.

- Tenho um presente para você. – ele me disse e tirou de seu bolso um medalhão com um coração partido em dois, mas encaixado.

- É lindo… – eu comentei.

- Essa metade é para você. A outra é para mim. Porque nosso coração não é mais completo quando estamos afastados um do outro. – ele explicou e eu chorei com a emoção – Não chora…

- Eu…amei! – eu o abracei e ele colocou o medalhão da metade do coração em mim, fechando bem atrás do meu pescoço – Obrigada.

- De nada. – ele sorriu.

- Também tenho algo para dizer. – eu falei.

- Tem? – ele perguntou.

- Tenho.

- Fala.

- Eu tou…eu tou…

- Você tá…? – ele perguntou sem entender.

Eu peguei em sua mão e coloquei no meu ventre. Ele olhou para mim surpreso com um ar de incredulidade.

- Tá? – ele perguntou.

- Sim. – eu assenti. Ele sorriu e me abraçou forte.

- Oh meu deus! Melhor presente de natal e de aniversário do nosso namoro era impossível! – ele me beijou.

“Tio Edward e/ou prima Nessie, se ouviram isso, por favor não contem. Deixem isso ser nós a contar!!!”– eu pedi em pensamento.

Meu mundo estava definitivamente rodando no sentido certo agora. Híbrida, eterna, com o amor da minha vida e grávida.

Agora só faltava contar para minha mãe, meu pai e a restante família…mas como iriam eles reagir?

Que medo!!!

- Vamos, temos de falar isso para a família. – eu assegurei o Nahuel.

- Vamos. – ele me pegou ao colo e me carregou até à sala.

- Mãe, pai, família!!! – eu chamei todos para os reunir.

- Carol? – mamãe perguntou chegando. Eu ainda estava no colo de Nahuel.

- Nós temos uma novidade para contar. – eu afirmei e suspirei longo.

- Têm? – mamãe perguntou abraçada com papai.

- Temos. – nós concordámos em coro.

- Botem logo para fora. – papai nos incentivou.

- Eu estou grávida. – eu confessei de uma vez, não contendo a excitação por dentro.

- GRÁVIDA??? – mamãe e papai perguntaram em coro.

- Sim.

- Oh meu amor! – mamãe veio me abraçar.

- Nahuel, seu desgraçado vem aqui já! – papai disse com um ar ameaçador.

- PAI! – eu o chamei à razão e abracei forte o Nahuel, o protegendo. Papai nunca seria agressivo comigo na frente, com a possibilidade de me magoar.

- Esse safado…ele e a minha menina…

- Bem feito, Emmett! – tio Edward riu alto. Papai sempre gozou com tio Edward e com Jacob…e agora era com ele.

- Papai, eu tive tanta culpa nisso como ele. – eu avisei.

- Emm, se acalma. – mamãe o chamou à razão – Carol, me abraça! – mamãe pediu e eu a abracei. Ela soluçava sem lágrimas…

- Mas…

- Mas nada, Emm. – minha mãe afirmou – Um dia isso ia acontecer. Ai, meu bebê, minha pequenina princesa vai ser mãe…

- Vou, mãe. – eu disse com as lágrimas quase a transbordar.

- Parabéns, maninha! – Sara disse vindo me abraçar.

- Isso é o meu sonho, Emmett. – mamãe explicou tentando o acalmar – Você sempre soube. 
Eu sempre me queixei de ser vampira porque não podia ser mãe e tivemos nosso milagre com a Carol. E meu sonho de ter filhos e netos a correr pela casa vai se tornar real. Que mais poderia eu pedir? – mamãe admitiu sua felicidade. Abracei ela.

- Te adoro, mamãe.

- Eu também, bebê. – ela me abraçou forte e depois fez um carinho no meu ventre.

- Papai? – eu perguntei com cautela.

- Ai…ser pai é difícil…Ver você crescer é ainda mais… – ele confessou – Parabéns, filha. Sua tarefa difícil vai começar agora. – ele me abraçou e beijou também.

- Parabéns aos papais! – a família nos parabenizou.

- Já que tamos numa de anunciar novidades, eu também tenho algo para contar. – Sara disse.

- Tem? – tio Jasper virou para ela preocupado – Não diga! Você também tá grávida?

- Não!!! Eu não tou grávida. – Sara respondeu.

- Então, qual é a novidade? – ele perguntou.

- Eu já sei! – tia Alice saltou de felicidade.

- Isso é injusto, Alice! – tio Jasper disse.

- Eu e Embry, nós vamos casar. – Sara contou.

- Parabéns Sara! – eu fiquei contente por ela.

- Casar? Não é cedo ainda para isso? – tio Jasper perguntou.

- Não. Eu tenho certeza que é isso que eu quero. – Sara confirmou.

- Parabéns aos noivos! – as restantes pessoas da família disseram.

- Não é tarde, nem é cedo. É agora mesmo! – Nahuel se ajoelhou – Caroline Mel Hale Cullen, aceita casar comigo?

- Claro que aceito! – eu o beijei.

- Que posso eu fazer mesmo? – papai se resignou.

- Eu acho que tá na hora mesmo. – David se ajoelhou – Elena Swan Cullen, você é sagrada para mim, você aceita casar comigo?

- Casar? – Elena perguntou surpresa – Sim, claro que sim! SIM, SIM, SIM! – ela saltou para o colo dele.

- Tá vendo, você também tem a sua dose. – tio Emm gozou com tio Edward que estava fixo na cena.

- Parabéns, filha! – tia Bella a abraçou e beijou com carinho.

- É…parabéns! – tio Edward aceitou.

- Casamento triplo então! – tia Alice pulou de contente.

- Sim, casamento triplo! – eu aceitei.

- Sim. – Elena e Sara concordaram e os rapazes também.

Noiva, eterna e grávida…como minha vida podia ser melhor?