14 de dez. de 2010

Capitulo 16

Posted by sandry costa On 12/14/2010 4 comments


Sem chão


Kat

depois da festa do premio imprensa;
Olhei enquanto ele falava fluidamente e uma sensação diferente me invadiu quando todos o aplaudiram calorosamente. Ele desceu e veio na minha direção acenando discretamente para todos que o cumprimentava.
         -Não sabia que você era o renomado cirurgião Seth clearwater. E tenho a difícil missão de lhe fazer algumas perguntas. -Falei sorrindo achei que por me sentir tão próxima aquele homem teria alguma vantagem sobre os outros reportes, mas ele sorriu e me fez a pergunta que sinceramente eu estava louca pra ouvir.
         -E o que eu ganho com isso? - O ar de maldade em seu sorriso era fascinante, meu Deus como ele é atraente
         -Depende? O que você quer? – O seu sorriso aumentou. Ele estendeu a mão e pegou uma taça de champanhe de um garçom e me entregou.
         -À noite esta começando falamos nisso mais tarde. - Conversamos e dançamos, Seth é uma companhia agradável afinal não parece ser quem é tem uma humildade que admiro mais não compartilho nunca ouviria coisas que ele ouviu e me calaria.
         A noite passou rápida, quando pensei ter imaginado o nosso flerte ele me ofereceu uma carona e eu aceitei de bom grado.
         Kat. – Damon chamou enquanto saiamos, ele veio até nós com um sorriso no rosto. Enquanto olhava de um para o outro não acreditei que um dia tinha achado Damon meramente bonito.
         -Oii. – Falei observando Seth pelo canto do olho. Damon se aproximou para me beijar e senti a mão de Seth, possessiva, na minha cintura. Damon recuou encarando o Seth com cara de poucos amigos. Percebi que o Seth sempre muito calmo começou a tremer como eu quando confrontada. Sua mão em minha cintura estava instável e Damon no seu jeito muito playboy falou irônico.
          -Onde pensa que vai princesa? A festa ainda esta começando e podemos esticar até uma boate depois.
         -A nossa noite termina aqui, vamos Kateryne.
         -Desde quando você gosta de índio? – Damon perguntou ainda irônico. Eu percebi que isso não acabaria bem, nesse momento Seth não parecia em nada um cirurgião renomado.
         -Vamos. – Falei para Seth tentando evitar o pior.
         -Como? – Damon perguntou segurando meu braço.  Toda à calma que os olhos castanhos me passaram, no parque, se foi e pude ver de relance a sombra de uma raiva insana. Seth ergueu a mão envolvendo meu ombro me conduzindo para a porta. Antes que eu pudesse evitar Damon puxou o braço do Seth e deu soco em seu rosto. Tampei a boca para evitar um grito, e chamar mais atenção do que já tínhamos. Se não fosse um filete de sangue, que escorreu na boca de Seth, nunca diria que Damon o havia acertado, pois não vi como e nem mesmo quando. Só sei que no momento seguinte Damon estava inconsciente no chão e nos estávamos no carro em alta velocidade. Ele agora parecia um menino indefeso que fizera bobagem, não achei palavras, mas o silencio era confortável.
         O ar almiscarizado enchia o carro e percebi uma gota de sangue em seu smoking, quebrei o silencio.
         -Esta doendo muito? - Foi o bastante para apertar o botão da tagarelice, continuei.
         -Desculpa, não devia ter aceitado essa carona se eu tivesse negado nada disso teria acontecido, o Damon é um bêbado idiota. - Seth apenas mantia um sorriso no rosto e acenava com a cabeça hora negando hora concordando.
         -Você esta realmente bem?
Foi quando percebi que ele causa reações estranhas em mim, pois nunca me preocupei de verdade com alguém como agora e a vergonha por toda aquela cena me deixava vermelha. Desde que meus nervos andam a flor da pele, sei que estou mudando, mudanças pequenas.
Só que na presença desse homem me sinto errada, perco o controle e toda minha segurança e como se estivesse atravessando uma ponte velha que a qualquer momento fosse cair.
Pela primeira vez em toda minha vida, sinto que não me conheço, sinto que não posso confiar em meus movimentos e ações, pois me envergonhei pela primeira vez em 26 anos a necessidade de vê-lo feliz e intensa e isso me incomoda.
_Quer ir pra casa? Diga-me onde fica, te levo.
_ não!  Respondi rápido demais - me leve a sua casa quero cuidar dessa ferida afinal a culpa foi minha
_não tenho uma casa no momento! – Seth sorriu torto - estou hospedado em um hotel você se importa?
_Com o que? - Perguntei confusa
_De entrar em um hotel comigo as três da manha?! - ele sorriu
_não! Não me importo. Digamos que isso é fichinha, próximo a coisas que já fiz! – ele alargou o sorriso e pisou fundo.
Bege eram as paredes do aconchegante quarto de hotel em que o Seth estava hospedado, diferente de seu estilo, aqui, tudo é muito moderno da tapeçaria aos quadros.
- gosta de arte? – perguntei observando os quadros na parede de toda a ante-sala.
_Não gosto! – eu sorri 
_e do que você gosta?
_de mulheres! - Ele sorriu e involuntariamente, pois a mão no rosto
Ai meu deus! Esqueci-me completamente do soco, pois ate machucado o Seth é um moreno lindo!
_me diz onde esta seu kit de primeiros socorros – exigi seria.
_no armário do balcão. – ele falou e se sentou num sofá de dois lugares branco que se encontrava de costas para o balcão. Encaminhei-me e peguei um algodão o molhei com água bem gelada para tentar reverter um pouco o inchaço de seus lábios e maxilar
 -Eu to bem! - Seth falou segurando minha mão – saro rápido! – seu rosto estava próximo, seu hálito tocou meu rosto provocando uma corrente elétrica por todo meu corpo, olhei dentro dos seus olhos e esqueci o que estava fazendo, aqueles olhos são como o céu à noite, e me causou a sensação de olhar para o infinito. Seth se aproximou sem quebrar o contato com meus olhos e senti meu coração acelerar, novamente não reconheci minhas reações, de repente Seth estava lento demais, estiquei-me acabando com a distância entre nós.
Seus lábios eram macios e quentes e quando tocou nos meus tudo parou em nossa volta e o que pensei q seria só mais uma transa, se tornou um momento mágico que podia acabar ali naquele beijo!  Já seria perfeito.  Bem, Pensando melhor, não! Quero mais...
Mais desse cheiro nebriante, mais desse gosto extasiante, quero mais do Seth e o fiz perceber o que queria, sem receio ou pudor acabei com a distância de nossos corpos, fiquei literalmente encima dele, naquele sofá que ficou pequeno para o tamanho de nosso desejo! Digo isso por que seu corpo estava quente e seu desejo por mim era real e quase tangível. Finalmente ele parou de lutar contra algo que o mantinha longe de mim e vencemos juntos, nos movemos juntos.
O quarto do Seth é simplesmente aconchegante, como acabei aqui não me pergunte, ele simplesmente me beijou e o desejo me incendiou seu cheiro almiscarizado me deixou em um estado de êxtase, e em toda parte pude sentir o Seth, meu corpo pedia por ele. E ele como um legitímo cavalheiro, me levou ao extremo de meus limites.
Os lenços de seda, de uma cama grande demais, encontravam-se enrolados em nossos corpos nus, quando ele sussurrou “não saia daqui”! - me encontrava deitada completamente nua sobre aquele corpo, e me movi na intenção de levantar.
E que corpo! Todos aqueles músculos se contraiam de desejo, de prazer...
_preciso ir! Já esta quase amanhecendo! - ele pegou meus cabelos e virou meu rosto para encarar meus olhos.
_o que você quer para ficar aqui, assim, encaixada em mim ate depois do amanhecer. – sua voz estava carregada de desejo.
_me responderia algumas perguntas? - falei lembrando-me de minha verdadeira função essa noite!
Seth pensou um pouco e disse.
_o que você quiser desde que fique aqui. – sorri e ironizando disse - preciso trabalhar ate aqui Seth! Vejamos...
_Essa foi à melhor transa que já teve?
_Isso é profissional? Sua revista è sobre sexo?
_Não é pro meu ego mesmo! - Respondi me envergonhando de querer saber se agradei bom melhor que a velha pergunta “foi bom pra você?”
_Ah! Então sim, foi à melhor que já tive! – Seth sorria debochadamente!
_sei!- meu sorriso compartilhou do seu deboche e isso pareceu deixá-lo mais excitado, ele me atirou na cama invertendo as posições. Beijou o nódulo da minha orelha e sussurrou. – próxima?! – suas mãos faziam o caminho da perdição composto por joelho, e coxas parte interna, sua boca o da felicidade do pescoço ao umbigo indo e voltando em beijos molhados. Confesso que era impossível pensar muito.
Só que evitei ceder precisava de informações, meu emprego estava em jogo! Beijei seus lábios e senti sua reação mudar convenceu-se que vencera como estava errado. O virei gentilmente e pulei da cama e de seus braços peguei meu caderninho na bolsa e comecei.
_Então onde o renomado cirurgião se formou? – falei me sentando em uma cadeira acolchoada próxima, com a perna direita apoiada na cama meus cabelos cobrindo meus seios, ele se enrolou mais nos lençóis e revirou os olhos
_ Você não vai desistir. Vai? – neguei com a cabeça e alarguei o sorriso – então vamos La! – ele jogou a as mãos para o alto em sinal de rendição!
E ali conheci um novo Seth! O garoto humilde que nasceu e foi criado em La Push, uma reserva indígena na parte sudoeste do condado de Clallam, que perdeu o pai cedo, e mesmo sendo o mais novo, sempre cuidou da mãe e da irmã que lutaram para hoje ele ser quem é!
Falou dos amigos, dos irmãos indignas. E a cada nova situação de seu passado os olhos de Seth brilhavam, não sei dizer por que, mas estava emocionada com à historia de vida de Seth apesar de nunca poder imaginar como são as dificuldades de um povo como o dele
Ele me contou que acabara de se formar e todo seu sucesso foi devido a uma única cirurgia que para a medicina atual parecia loucura, mas pra ele não, e a cada nova frase mais eu me encantava por aquele homem.
_Você vive com quem atualmente? – lhe perguntei curiosíssima.
_Quer saber se sou casado Kat?!- Ele sorriu torto me fazendo perder uma batida de meu coração – não se preocupe! Ainda não encontrei a mulher que poderá saber meus segredos!- Ele ria abertamente – e ainda é cedo!
A propósito qual é sua idade? –foi ai que senti algo diferente no olhar dele, depois de um momento ele respondeu.
_vinte e cinco. E você?! – eu subi na cama e engatinhei em sua direção, deixei minha mão repousar sobre aquele abdômen definido o acariciando.
_É indelicado perguntar a idade de uma mulher doutor! – ele tomou meus lábios e recomeçamos a nos amar.
Meu telefone tocou, Seth estava no banheiro, e deveria ser um pouco mais que seis da manha.
Minha mãe me ligou outras nove vezes não atendidas desde  das cinco. Estranhei! O que estaria acontecendo?! Atendi
_Hi! Bom dia my mother! Estava radiante há tempos não tinha uma noite como aquela!
Kat! – a voz de minha mãe não era mais que um sussurro e mudei toda a minha postura!
_O que houve mãe você esta bem? Por que essa voz? Mãe ta me ouvindo – do outro lado da linha eu só podia ouvir a respiração debilitada de minha mãe
_Mãe não brinca assim comigo! Responda o que ta havendo?
_Kat... Soco...rro... E tudo ficou silencioso!
_Mãe! Mãe! Mãe! Ai meu deus! Mãe – espera! já chego ai! Droga!
Seth me encarava apático!  - desliguei o telefone e comecei a me vestir o mais rápido possível.
_O que houve Kat? – Seth demonstrava preocupação
_Não sei. É algo com minha mãe!  - o desespero já tomava conta de mim às lagrimas já escoriam pelo meu rosto.
_Vamos! eu te levo! Seth acenou cumplicimente
_Desculpa Seth, mas vou recusar sua carona, tenho que ir sozinha, meu numero esta na sua cabeceira, me liga! – falei já da sala sem permitir que ele insistisse.
Sim! eu sabia que tinha algo haver com as visões e não queria que ninguém soubesse disso! Mesmo sendo o Seth!
***
Quando entrei na mansão, poucos minutos depois, a encontrei abandonada onde estariam os empregados? e a bia, enfermeira pessoal de minha mãe, que deveria ter dormido aqui?
Mãe! – comecei a gritar pela casa, mas nada de resposta, ela me ligou daqui, teria que estar aqui.
 Subi a escadaria principal e corri pelo longo corredor, rosa pastel do segundo andar, o quarto de minha mãe era bem no meio e tinha uma plaquinha de madeira com seu nome, aparentemente esculpido a mão.
Claire Prince
Assim que abri a porta do quarto dela, parecia que estava em um filme horrível aonde o final nunca chega. Minha mãe estava estirada no chão e ao seu redor havia muito sangue, começando pela cama deixando uma trilha que levava a ela. Tentou se arrastar provavelmente. Depois desse meu estado de transe, voltei à realidade. A adrenalina e o desespero começaram a tomar conta de mim, eu tinha que agir e fazer alguma coisa. "Mãe"! Gritei
Corri até ela, o terrível pensamento de que estava morta passou pela minha cabeça. Assim que cheguei ao seu lado, certo alivio me tomou pude ver que ainda respirava
Levantei-a fazendo um pouco de esforço pra tentar colocá-la em cima da cama novamente
Estava me sujando também, pois ainda saia sangue de seu nariz, e como eu tentava carregá-la de frente, ele vinha todo pra cima de mim.. Mas não me importava, nada importava naquele momento era a vida da minha mãe que estava por um fio.
Peguei o telefone, precisava de socorro imediatamente.
_Não Kat! – a frágil voz de minha mãe me chamou atenção ela voltava à consciência.
_Como não mamãe?! Ta acontecendo de novo! Precisamos de um medico! - teimei em digitar o numero da emergência e ela reuniu o pouco ar que tinha para falar novamente.
_Kat  preciso lhe contar o que vi!
_Agora não mamãe! Temos que estancar essa hemorragia, depois terá tempo!
_Não meu amor! Não temos tempo preciso que saiba. – ela tossiu e cuspiu uma quantidade de sangue apavorante, seus olhos perderam o foco. Estava acontecendo de novo ela estava vendo o futuro! Então vieram os gritos.
_ Minha loba branca!.... Não! Não! Afastem-se dela.... é só uma criança!    Malditos!
_Mamãe, por favor, me escute, concentre-se na minha voz, isso não ta acontecendo – mas não adiantava e o sangue escorria pelo seu nariz e ouvido, estava piorando... Peguei o telefone e falei com o medico que me deu cinco minutos para socorrê-la! E isso pareceu uma eternidade.
  _Kat!  - ela voltou a si - Foi a mesma visão da noite inteira! – ela engoliu em seco – Filha, te vejo sendo atacada por homens de olhos vermelhos, você é como seu pai... Tem mágica no sangue. – e seus olhos fecharam me deixando apavorada.
A sensação de impotência diante aquilo, eu não podia fazer nada, estava sendo inútil... “Mamãe não me deixe...” a sacudi e os seus olhos azulados tornaram a se abrir, suspirei aliviada.
_Quil eu te amo!  - ela nunca mencionou esse nome, já estava delirando!
_Kat chegou à hora, seja forte minha menina.
_Mãe porque os empregados não estão aqui? Você não podia ficar sozinha! Protestei
_Acalme-se, vai ficar tudo bem você é uma guerreira minha linda! Como o Quil! - Ela tentava sorrir maternalmente.
_Quem é esse Quil mamãe?! Pare de falar assim esta me assustando!
_Ele é o seu pai! Você não esta sozinha procure pelos Ateara! – isso foi um choque e minha mãe mais uma vez cuspiu sangue negro como a noite - me prometa Kat?! Procure pelos Quileuties..
_Não vou precisar procurar por ninguém, você ficara bem e vamos conversar!  - agarrei-me ao ultimo fio de esperança que me restava para toda aquela historia.
_Não minha loba! Prometa! - sua voz era quase inaudível – e queria que ela se calasse para poupar forças.
_Prometo mamãe! - E então seus olhos se fecharam e dessa vez não abriram mais, não importava o que eu fizesse...
Um vazio imenso se apossou de mim e o mundo parou de girar. Ela se fora... A única pessoa que me amou... acabara de me deixar... Para sempre!
Registrei no meu subconsciente a intervenção do Dr. e do resgate tardio e a remoção de um corpo sem vida em minha frente!
Acompanhei a ambulância que levava o corpo de minha mãe para o IML, ainda tinham que descobrir a causa da morte. Mas quando chegamos não suportei ficar um minuto sequer dentro daquele lugar. Senti que algo ia explodir dentro de mim, uma raiva incontrolável nascia dentro do meu coração, eu estava sufocando, queimando. Comecei a caminhar rápido pelas ruas, “Gente de mais!” pensei, minha raiva agora estava se direcionando as pessoas e eu não sabia o porque. Os barulhos do carros estavam absurdamente autos e automaticamente tapei com força meus ouvido, prosseguindo com a minha perturbadora caminhada pra deus sabe onde.  As buzinas dos carros, estavam me irritando, as conversas das pessoas estavam  me irritando. “Estou atrasado”, “Qual cor combina comigo?” , “ A reunião começa as nove.” Por que eu estava ouvindo tão nitidamente? Como se elas estivessem falando comigo... a minha raiva só aumentava , de repente eu estava lerda demais, ai eu comecei a correr. E corria sem parar e as pessoas me olhavam curiosas, algumas assustadas, mas eu não estava ligando, eu só queria fugir do barulho, esquecer da dor que estava me invadindo cada vez mais forte e a culpa ter deixado minha mãe de lado nos últimos anos. Agora a raiva estava direcionada pra mim. Por que eu tinha que ser uma filha tão relapsa? Por que eu tinha vergonha da minha mãe? Por que eu não cuidei do problema dela ao invés de mandarem outros fazê-lo e ignora - lá? É realmente quando uma vida escapa de nossas mãos que percebemos o quanto já fomos fúteis?
Eu já estava perto de uma estrada abandonada e deserta, já havia corrido por algumas horas, e por exaustão eu parei e me ajoelhei no meio da rua. As lagrimas secaram em meu rosto mais as imagens eram frescas e a fúria me invadiu,era mais forte q meu corpo podia suportar e de repente ele começou  a tremer
Minha pele estava quente, quente não, fervendo, juntei minhas mãos tentando fazê-las parar de tremer, mas nada funcionava, era só o que me faltava. Tentei levantar mas todos os meus ossos doíam, os tremores vinham cada vez mais forte e
quando pensei que fosse morrer senti um espasmo vindo do centro do meu corpo
era como se os meus ossos esticassem. Segurei minha cabeça com força tentando entender o que estava acontecendo
tantas vezes achei que minha mãe fosse louca, mas acho que a louca era eu, pois só assim explicaria tudo isso. pensar em minha mãe doía e aumentava o meu ódio e como se fossem ligados “ódio e tremor”, quanto mais meu ódio aumentava mais eu tremia mas de repente onde estavam minhas mãos tremulas, estava enormes patas brancas. Loucura, irreal, inacreditável, mas como não acreditar. Quando forcei meu corpo pra ficar de pé percebi que já estava e então eu comecei a correr, minhas... Patas? Impulsionavam o chão velozmente e na velocidade que eu corria era pra tudo estar borrado, mas eu conseguia distinguir cada arvore que passava por mim, cada animal por mais pequeno que fosse. Durante este trajeto perturbador passei por uma possa d’água, vi onde deveria estar a imagem de uma mulher, de mim, estava um enorme lobo branco, mas.. aquilo era eu? Eu era o lobo, ou melhor a loba? Como?! Não sabia ao certo como estava me sentindo, raiva, assustada, cheia de dúvidas, e medo? Sim eu estava com medo, comecei a correr mais rápido do que estava correndo como se tentasse fugir do lobo, de mim. A sensação de liberdade quase me fez esquecer tudo o que estava acontecendo, mas então tudo voltou. Minha mãe morta, meu pai  que agora eu sabia quem era, a fúria e... Isso, de repente tudo começou a rodar antes que tudo ficasse em silencio e escurecesse.
Senti  uma brisa insuportavelmente quente passar pelo meu rosto, o gosto de areia seca na minha boca só fazia me lembrar o quanto estava com sede, a luz agora era muito intensa mesmo com os olhos fechados, era fácil deduzir que estava de dia, a mesma brisa que passou pelo meu rosto agora passava pelo meu corpo, consegui senti-la diretamente na minha pele como se eu estivesse nua... Nua!? Levantei rápido demais e uma tontura me atingiu, fechei os olhos de novo não me acostumando com a intensa claridade, aos poucos fui abrindo devagar olhei pros lado e vi que estava no meio do deserto, debaixo de um sol escaldante, sentia o suor escorrer pela minha nuca. Olhei pra mim de novo, é realmente eu estava nua mas como isso aconteceu? Como vim parar aqui? Por que eu estou assim? As lembranças da noite anterior me invadiram e como se tomasse consciência de que o que aconteceu ontem foi real lembrei da dor da perda da minha mãe, uma lágrima saiu de meus olhos sem eu perceber, lembrei do desespero e comecei a senti-lo novamente, as lembranças foram passando e imagens de uma loba branca vieram a minha mente, imagens de mim virando uma loba. Não era um sonho ou melhor pesadelo, isso não podia ser real! Mas então como eu vim parar aqui? Alias onde é “aqui”? Nada disso estava fazendo o menor sentido. Me levantei devagar ainda meio zonza, uma coisa que ainda estava a mesma que a de ontem era a terrível sensibilidade no ouvido, podia ouvir os pequenos animais do deserto, pequenas protuberâncias de riachos  que se formavam ao longe, a rodovia com poucos carros passando. “Poderia ir a rodovia e pedir ajuda” mas logo desisti da idéia pois como iria pedir ajuda neste estado? Mas ainda sim como sair daqui? O desespero logo voltou e meu coração começou a acelerar, tive que respirar fundo várias vezes pra me acalmar e nessa de ficar respirando fundo senti um cheiro de maneira diferente –Legal, ironizei, agora alem de ouvir alem do normal, também posso cheirar alem do normal? Estou virando um cachorro literalmente-, madeira velha, morta me virei na direção deste cheiro já imaginando o que poderia ser. Vi bem ao longe uma casa, será que era seguro ir até lá? A única coisa que eu pensei era que ali parada eu não poderia mais ficar. Fui em direção a está casa torcendo pra que quem morasse nela fosse mulher ou estivesse vazia.  Quanto mais perto eu chegava, mas devagar eu andava tentando analisar o aspecto da casa, ela parecia vazia, parecia que foi abandonada há muito tempo. Subi os degraus da varandinha, e a cada passo que eu dava a madeira rangia. Fiz um pouco de força pra abrir a porta mas eu consegui entrar, a casa realmente estava em um estado deplorável, suja cheia de teias a muitos poucos móveis. Fui em direção ao que um dia já foi uma cozinha com a vã esperança de que tivesse água, abri a geladeira e me deparei nada mais do que nada, estava completamente vazia, tentei ver se saia água da torneira, mas também não saia nada. Então fui tentar resolver meu segundo problema, roupas. Fui nos quartos e não encontrei nada, estava tudo completamente vazio, voltei a sala e tentei pensar em um jeito de pelo menos tapar minhas partes intimas, olhei pro sofá e vi que ele era coberto por uma colcha leve e empoeirada. Em meu estado normal eu nunca imaginaria fazer o que eu estava prestes a fazer mas eu não estava no meu estado normal. Peguei a colcha e sacudi o máximo que pude pra depois enrolá-la em meu corpo como se fosse uma canga de praia amarrando ao redor do pescoço, ela não era longa ia até a altura das colchas mas era melhor do que sair pelada. Antes de sair vi um jornal velho de 1985, peguei pra saber mais ou menos onde eu estava, o nome da cidade era Phoenix, tentei lembrar a onde era Phoenix... Eu já ouvi o nome dessa cidade em algum lugar, olhei pro jornal de novo pra procurar por mais informações, logo ao lado do nome da cidade vinham as siglas CA, eu estava na Califórnia?! Como eu vim parar do outro lado do país? Comecei a ficar nervosa de novo e taquei o jornal longe, sai da casa e bati a porta com força demais. Por pouco a casa não desmorona. Voltei para o deserto e comecei a caminhar em direção a rodovia, pensei que ela estaria perto pelo fato deu conseguir ouvir os carros mas eu me enganei, andei por três horas até conseguir ver ela de longe. Continuei andando mas uma meia hora  até que cheguei a beira da estrada e vi que um carro se aproximava, fiz sinal pra ele parar e rezei internamente pra primeiro ele parar e segundo, que não fosse nenhum caminhoneiro tarado. A minha primeira reza foi atendida, ele parou. A segunda, bem... a segunda foi pior do que eu esperava. Me aproximei correndo da caminhonete pra pedir ajuda mas quando cheguei lá não tinha só um caminhoneiro tarado, tinham pelo menos quatro e bêbados.
- Quer carona gatinha?- O que estava dirigindo falou.
- Não, obrigada eu me enganei.- Dei meia volta e comecei a andar rápido, mas para o azar da minha sorte ou a sorte do meu azar, eles desceram do carro.
-Qual é nós só queremos nos divertir um pouco.- Um outro falou. Comecei a correr, mas para meu desespero eles também. Como eu estava exausta e cansada eles me alcançaram rapidamente, só senti a dor de levar um puxão nos cabelos logo em seguida.
- AH!- Gritei tentando me soltar.
- Você chamou vadia, agora agüenta.- Ele beijou meu pescoço e começou a passar a mão em meu corpo. A raiva que nasceu no meu coração ontem, começou a crescer de novo hoje.
- Divide ela com a gente Carl.- Falou um terceiro, logo o outro me empurrou e esse que estava na frente me agarro.
- Me larguem!!- Gritei sentindo meu coração acelerar, aquilo estava acontecendo de novo.
- Vamos gatinha selvagem eu sei que você quer- Eles riam e pareciam estar se divertindo com a minha raiva, esse que tinha me agarrado tentou me beijar agarrando minha cabeça com força e sua mão foi para minha bunda dando um aperto. Aquilo foi o fim, naquele momento só conseguia pensar em Seth, não poderia deixar eles me tocarem porque de alguma forma inexplicável, senti que meu corpo pertencia a ele. Empurrei o Homem que me agarrava com uma força sobre humana e comecei a rosnar.. eu estava rosnando? Sim estava parecia uma coisa natural como se eu sempre o tivesse feito, virei e encarei os outros homens a raiva começou a tomar conta de mim de novo, minha respiração estava muito acelerada, como se eu estivesse tento um ataque de asma, meu coração.. esse só faltava saltar pela boca, não agüentava mais me segurar, finalmente eu explodi.
Eu era aquele lobo de novo, e meu rosnado era ensurdecedor, vi o medo estampado nas caras de cada um, estavam apavorados. Um deles começou a correr e eu fui atrás, naquela hora eu não estava em mim, só era um animal agindo por extinto, revidando quando era atacado.A cena que veio a seguir foi realmente violenta, os deixei completamente desfigurado e só seria possível o reconhecimento do corpo se fizessem exame na arcada dentária, matei um por um e não me arrependo se não fosse eu ali seria outra garota inocente.
 Quando acabei com o ultimo, voltei para o deserto seguindo um cheiro familiar... era o meu cheiro, eu tinha deixado um rastro poderia facilmente segui-lo pra poder voltar pra casa, tomei um susto ao perceber o quanto eu tinha corrido segui o trajeto de volta exatamente por dois dias, e realmente evitei pensar que eu estava fazendo isso em forma de loba. Quando eu finalmente estava em Nova Iorque, de volta aquela estrada velha onde eu tinha me transformado pela primeira vez, percebi que não poderia continuar como loba dali, estava em uma cidade grande onde provavelmente,se alguém visse algo como eu chamaria até a SWAT. Pensei em como eu poderia voltar ao normal e de repente eu era humana de novo, bom pelo menos voltar ao normal era fácil, só que eu estava nua, perfeito. Andei pelos cantos e pulei a janela da primeira casa que apareceu, estava em um escritório andei e abri a porta bem devagar, pude ouvir uma família jantando a dois cômodos da onde eu estava, era a oportunidade perfeita. Subi as escadas a abri a porta do primeiro cômodo que vi, felizmente era de uma garota dava pra ver pela decoração. Abri a porta do guarda roupa e peguei uma calça jeans e uma blusa de uma banda de rock qualquer, tratei de me apressar pois podia ouvir a família saindo da sala de jantar, me vesti fui em direção a porta. Ouvi passo subindo as escadas, porta nem pensar, então fui em direção as janelas mas era muito alto pra pular só que não dava mais tempo alguém estava abrindo a porta, sem nem mesmo pensar eu me joguei, na verdade foi até fácil pois a única coisa que aconteceu foi eu flexionar os joelhos e bater com os pés na grama fazendo apenas um baque surdo como barulho. Melhor, nada de osso quebrado, pelo menos isso.
O bom era que eu já sabia onde estava, o ruim era que o ataque de pânico que estava me dando ontem estava acontecendo de novo, o barulho da cidade estava me irritando, procurei me acalmar e involuntariamente pensei em Seth .. eu precisava velo. Fui em direção ao seu hotel cada vez mais ansiosa pra chegar. Quando finalmente passei pelo saguão da entrada fui até a recepção pra poderem liberarem minha entrada.
- Dr. Seth Clearwater por favor.- Disse ao recepcionista , que me olhou com uma cara de poucos amigos, imaginando provavelmente que eu so uma maluca pedindo esmola pois eu estava parecendo uma mendiga.
- Qual o seu nome?- Ele perguntou.
- Katherine Price.- Respondi, estava ficando impaciente de novo e o jeito arrogante do recepcionista não estava ajudando, ‘Tenha calma” eu repetia pra mim mesma, não podia virar um lobo enorme no meio do hotel.
- Só um momento.- Ele pegou o telefone e digitou o numero da suíte de Seth. Só dois toques e ele atendeu.
- Clearwater.- Ele atendeu, sua voz fez meu coração acelerar, dessa vez por um outro motivo. Por que eu não me surpreendi com o fato de também poder escutar uma conversa pelo telefone?
- Dr. tem uma jovem aqui chamada Katherine Price desejando velo, é pra mandar subir?- O recepcionista perguntou esperando por uma resposta negativa.
-Imediatamente!- Seth respondeu, ou melhor gritou com o recepcionista. Sorri internamente com sua resposta apressada.
- Sim senhor.- Ele respondeu tremulo. Desligou i telefone e se voltou pra mim.- Ele mandou subir.- Eu sorri cinicamente e me virei.- Ei moça, ele está na sui...- Nem deixei terminá-lo, o cortei voltando a ficar impaciente.
- Eu já sei.- E continuei andando. Entrei no elevador e apertei o numero de seu andar e esperei pelo que pareceu ser uma eternidade, as portas se abriram e fui em direção ao seu quarto, bati na porta sentindo o cansaço me tomar de novo. Seth abriu na mesma hora.
- Kat!- Ele me abraçou com força.- Onde você esteve?! O que aconteceu?!- Ouvir sua voz mesmo que preocupada, foi como me sentir em casa e aquele nervosismo passara era como se adrenalina fosse embora de uma hora pra outra do meu corpo, e aquela exaustão voltou a tomar conta de mim.
- Seth..- respondi num sussurro fraco, então eu desmaiei. 


'Pessoal, lá vamos nós com mais uma promoçao, nós os autores de Destino Cruzado, iremos fazer uma promoçao em DC. Iremos fazer perguntas no final dos capitulos de Destino Cruzado e quem acertar mais irá ganhar um livro, então leiam e comentem. Beijos'

4 comentários:

Adorei o titulo migahs e a parte da Babi esta perfeita! San vc esqueceu de dizer que escrevemos juntas as três! kk
axo que nem precisa! amo escrever com vcs! bjusss e ja to com sds!

valeu mari
na vdd quem escreveu foi vc e a babi kk, eu so pus o nome do cap kkkkkkkkkk
parabens as duas, exclente cap

bjao

Meninas vcs se superaram de vez parabens.
Ai o meu DR:voltou
gente o q aconteceu pra Claire ter ido embora de la push
ai curiosidade mata e eu to infartando pois sei q vai demorar pra ter outro cap com o meu DR:Seth
amo demais essa fic uma das melhores q já li na vida.
Marilan Babi vcs sao um gênio e San vc é sem comentarios tudo estava perfeito ate as mortes,menos a da mãe da Kat
valeu garatas beijos
parabens
da amiga de vcs todas

Sem palavras o capitulo esta simplesmente perfeito!
Eu to amando cada vez mais *-*

Beijos!

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