Sem chão
Kat
Kat
depois
da festa do premio imprensa;
Olhei
enquanto ele falava fluidamente e uma sensação diferente me invadiu quando
todos o aplaudiram calorosamente. Ele desceu e veio na minha direção acenando
discretamente para todos que o cumprimentava.
-Não sabia que você era o renomado
cirurgião Seth clearwater. E tenho a difícil missão de lhe fazer algumas
perguntas. -Falei sorrindo achei que por me sentir tão próxima aquele homem
teria alguma vantagem sobre os outros reportes, mas ele sorriu e me fez a
pergunta que sinceramente eu estava louca pra ouvir.
-E o que eu ganho com isso? - O ar de
maldade em seu sorriso era fascinante, meu Deus como ele é atraente
-Depende? O que você quer? – O seu
sorriso aumentou. Ele estendeu a mão e pegou uma taça de champanhe de um garçom
e me entregou.
-À noite esta começando falamos nisso
mais tarde. - Conversamos e dançamos, Seth é uma companhia agradável afinal não
parece ser quem é tem uma humildade que admiro mais não compartilho nunca
ouviria coisas que ele ouviu e me calaria.
A noite passou rápida, quando pensei
ter imaginado o nosso flerte ele me ofereceu uma carona e eu aceitei de bom
grado.
Kat. – Damon chamou enquanto saiamos,
ele veio até nós com um sorriso no rosto. Enquanto olhava de um para o outro
não acreditei que um dia tinha achado Damon meramente bonito.
-Oii. – Falei observando Seth pelo
canto do olho. Damon se aproximou para me beijar e senti a mão de Seth,
possessiva, na minha cintura. Damon recuou encarando o Seth com cara de poucos
amigos. Percebi que o Seth sempre muito calmo começou a tremer como eu quando
confrontada. Sua mão em minha cintura estava instável e Damon no seu jeito
muito playboy falou irônico.
-Onde pensa que vai princesa? A festa ainda
esta começando e podemos esticar até uma boate depois.
-A nossa noite termina aqui, vamos
Kateryne.
-Desde quando você gosta de índio? –
Damon perguntou ainda irônico. Eu percebi que isso não acabaria bem, nesse
momento Seth não parecia em nada um cirurgião renomado.
-Vamos. – Falei para Seth tentando
evitar o pior.
-Como? – Damon perguntou segurando meu
braço. Toda à calma que os olhos
castanhos me passaram, no parque, se foi e pude ver de relance a sombra de uma
raiva insana. Seth ergueu a mão envolvendo meu ombro me conduzindo para a
porta. Antes que eu pudesse evitar Damon puxou o braço do Seth e deu soco em
seu rosto. Tampei a boca para evitar um grito, e chamar mais atenção do que já
tínhamos. Se não fosse um filete de sangue, que escorreu na boca de Seth, nunca
diria que Damon o havia acertado, pois não vi como e nem mesmo quando. Só sei
que no momento seguinte Damon estava inconsciente no chão e nos estávamos no
carro em alta velocidade. Ele agora parecia um menino indefeso que fizera
bobagem, não achei palavras, mas o silencio era confortável.
O ar almiscarizado enchia o carro e percebi uma gota
de sangue em seu smoking, quebrei o silencio.
-Esta doendo muito? - Foi o bastante
para apertar o botão da tagarelice, continuei.
-Desculpa, não devia ter aceitado essa
carona se eu tivesse negado nada disso teria acontecido, o Damon é um bêbado
idiota. - Seth apenas mantia um sorriso no rosto e acenava com a cabeça hora
negando hora concordando.
-Você esta realmente bem?
Foi
quando percebi que ele causa reações estranhas em mim, pois nunca me preocupei
de verdade com alguém como agora e a vergonha por toda aquela cena me deixava
vermelha. Desde que meus nervos andam a flor da pele, sei que estou mudando,
mudanças pequenas.
Só
que na presença desse homem me sinto errada, perco o controle e toda minha
segurança e como se estivesse atravessando uma ponte velha que a qualquer
momento fosse cair.
Pela
primeira vez em toda minha vida, sinto que não me conheço, sinto que não posso
confiar em meus movimentos e ações, pois me envergonhei pela primeira vez em 26
anos a necessidade de vê-lo feliz e intensa e isso me incomoda.
_Quer
ir pra casa? Diga-me onde fica, te levo.
_
não! Respondi rápido demais - me leve a
sua casa quero cuidar dessa ferida afinal a culpa foi minha
_não
tenho uma casa no momento! – Seth sorriu torto - estou hospedado em um hotel
você se importa?
_Com
o que? - Perguntei confusa
_De
entrar em um hotel comigo as três da manha?! - ele sorriu
_não!
Não me importo. Digamos que isso é fichinha, próximo a coisas que já fiz! – ele
alargou o sorriso e pisou fundo.
Bege
eram as paredes do aconchegante quarto de hotel em que o Seth estava hospedado,
diferente de seu estilo, aqui, tudo é muito moderno da tapeçaria aos quadros.
-
gosta de arte? – perguntei observando os quadros na parede de toda a ante-sala.
_Não
gosto! – eu sorri
_e
do que você gosta?
_de
mulheres! - Ele sorriu e involuntariamente, pois a mão no rosto
Ai
meu deus! Esqueci-me completamente do soco, pois ate machucado o Seth é um
moreno lindo!
_me
diz onde esta seu kit de primeiros socorros – exigi seria.
_no
armário do balcão. – ele falou e se sentou num sofá de dois lugares branco que
se encontrava de costas para o balcão. Encaminhei-me e peguei um algodão o
molhei com água bem gelada para tentar reverter um pouco o inchaço de seus
lábios e maxilar
-Eu to bem! - Seth falou segurando minha mão –
saro rápido! – seu rosto estava próximo, seu hálito tocou meu rosto provocando
uma corrente elétrica por todo meu corpo, olhei dentro dos seus olhos e esqueci
o que estava fazendo, aqueles olhos são como o céu à noite, e me causou a
sensação de olhar para o infinito. Seth se aproximou sem quebrar o contato com
meus olhos e senti meu coração acelerar, novamente não reconheci minhas
reações, de repente Seth estava lento demais, estiquei-me acabando com a distância
entre nós.
Seus
lábios eram macios e quentes e quando tocou nos meus tudo parou em nossa volta
e o que pensei q seria só mais uma transa, se tornou um momento mágico que
podia acabar ali naquele beijo! Já seria
perfeito. Bem, Pensando melhor, não! Quero
mais...
Mais
desse cheiro nebriante, mais desse gosto extasiante, quero mais do Seth e o fiz
perceber o que queria, sem receio ou pudor acabei com a distância de nossos
corpos, fiquei literalmente encima dele, naquele sofá que ficou pequeno para o
tamanho de nosso desejo! Digo isso por que seu corpo estava quente e seu desejo
por mim era real e quase tangível. Finalmente ele parou de lutar contra algo
que o mantinha longe de mim e vencemos juntos, nos movemos juntos.
O
quarto do Seth é simplesmente aconchegante, como acabei aqui não me pergunte,
ele simplesmente me beijou e o desejo me incendiou seu cheiro almiscarizado me
deixou em um estado de êxtase, e em toda parte pude sentir o Seth, meu corpo
pedia por ele. E ele como um legitímo cavalheiro, me levou ao extremo de meus
limites.
Os
lenços de seda, de uma cama grande demais, encontravam-se enrolados em nossos
corpos nus, quando ele sussurrou “não saia daqui”! - me encontrava deitada
completamente nua sobre aquele corpo, e me movi na intenção de levantar.
E
que corpo! Todos aqueles músculos se contraiam de desejo, de prazer...
_preciso
ir! Já esta quase amanhecendo! - ele pegou meus cabelos e virou meu
rosto para encarar meus olhos.
_o
que você quer para ficar aqui, assim, encaixada em mim ate depois do
amanhecer. – sua voz estava carregada de desejo.
_me
responderia algumas perguntas? - falei lembrando-me de minha verdadeira função
essa noite!
Seth
pensou um pouco e disse.
_o
que você quiser desde que fique aqui. – sorri e ironizando disse - preciso trabalhar
ate aqui Seth! Vejamos...
_Essa
foi à melhor transa que já teve?
_Isso
é profissional? Sua revista è sobre sexo?
_Não
é pro meu ego mesmo! - Respondi me envergonhando de querer saber se agradei bom
melhor que a velha pergunta “foi bom pra você?”
_Ah!
Então sim, foi à melhor que já tive! – Seth sorria debochadamente!
_sei!-
meu sorriso compartilhou do seu deboche e isso pareceu deixá-lo mais excitado,
ele me atirou na cama invertendo as posições. Beijou o nódulo da minha orelha e
sussurrou. – próxima?! – suas mãos faziam o caminho da perdição composto por
joelho, e coxas parte interna, sua boca o da felicidade do pescoço ao umbigo
indo e voltando em beijos molhados. Confesso que era impossível pensar muito.
Só
que evitei ceder precisava de informações, meu emprego estava em jogo! Beijei
seus lábios e senti sua reação mudar convenceu-se que vencera como estava
errado. O virei gentilmente e pulei da cama e de seus braços peguei meu
caderninho na bolsa e comecei.
_Então
onde o renomado cirurgião se formou? – falei me sentando em uma cadeira
acolchoada próxima, com a perna direita apoiada na cama meus cabelos cobrindo
meus seios, ele se enrolou mais nos lençóis e revirou os olhos
_
Você não vai desistir. Vai? – neguei com a cabeça e alarguei o sorriso – então
vamos La! – ele jogou a as mãos para o alto em sinal de rendição!
E
ali conheci um novo Seth! O garoto humilde que nasceu e foi criado em La Push,
uma reserva indígena na parte sudoeste do condado de Clallam, que perdeu o pai
cedo, e mesmo sendo o mais novo, sempre cuidou da mãe e da irmã que lutaram
para hoje ele ser quem é!
Falou
dos amigos, dos irmãos indignas. E a cada nova situação de seu passado os olhos
de Seth brilhavam, não sei dizer por que, mas estava emocionada com à historia
de vida de Seth apesar de nunca poder imaginar como são as dificuldades de um
povo como o dele
Ele
me contou que acabara de se formar e todo seu sucesso foi devido a uma única
cirurgia que para a medicina atual parecia loucura, mas pra ele não, e a cada
nova frase mais eu me encantava por aquele homem.
_Você
vive com quem atualmente? – lhe perguntei curiosíssima.
_Quer
saber se sou casado Kat?!- Ele sorriu torto me fazendo perder uma batida de meu
coração – não se preocupe! Ainda não encontrei a mulher que poderá saber meus
segredos!- Ele ria abertamente – e ainda é cedo!
A
propósito qual é sua idade? –foi ai que senti algo diferente no olhar dele,
depois de um momento ele respondeu.
_vinte
e cinco. E você?! – eu subi na cama e engatinhei em sua direção, deixei minha
mão repousar sobre aquele abdômen definido o acariciando.
_É
indelicado perguntar a idade de uma mulher doutor! – ele tomou meus lábios e
recomeçamos a nos amar.
Meu
telefone tocou, Seth estava no banheiro, e deveria ser um pouco mais que seis
da manha.
Minha
mãe me ligou outras nove vezes não atendidas desde das cinco. Estranhei! O que estaria
acontecendo?! Atendi
_Hi!
Bom dia my mother! Estava radiante há tempos não tinha uma noite como aquela!
Kat!
– a voz de minha mãe não era mais que um sussurro e mudei toda a minha postura!
_O
que houve mãe você esta bem? Por que essa voz? Mãe ta me ouvindo – do outro
lado da linha eu só podia ouvir a respiração debilitada de minha mãe
_Mãe
não brinca assim comigo! Responda o que ta havendo?
_Kat...
Soco...rro... E tudo ficou silencioso!
_Mãe!
Mãe! Mãe! Ai meu deus! Mãe – espera! já chego ai! Droga!
Seth
me encarava apático! - desliguei o
telefone e comecei a me vestir o mais rápido possível.
_O
que houve Kat? – Seth demonstrava preocupação
_Não
sei. É algo com minha mãe! - o desespero
já tomava conta de mim às lagrimas já escoriam pelo meu rosto.
_Vamos!
eu te levo! Seth acenou cumplicimente
_Desculpa
Seth, mas vou recusar sua carona, tenho que ir sozinha, meu numero esta na sua
cabeceira, me liga! – falei já da sala sem permitir que ele insistisse.
Sim!
eu sabia que tinha algo haver com as visões e não queria que ninguém soubesse
disso! Mesmo sendo o Seth!
***
Quando entrei na
mansão, poucos minutos depois, a encontrei abandonada onde estariam os
empregados? e a bia, enfermeira pessoal de minha mãe, que deveria ter dormido
aqui?
Mãe! – comecei a
gritar pela casa, mas nada de resposta, ela me ligou daqui, teria que estar
aqui.
Subi a escadaria principal e corri pelo longo
corredor, rosa pastel do segundo andar, o quarto de minha mãe era bem no meio e
tinha uma plaquinha de madeira com seu nome, aparentemente esculpido a mão.
Claire Prince
Assim que abri a porta do
quarto dela, parecia que estava em um filme horrível aonde o final nunca chega.
Minha mãe estava estirada no chão e ao seu redor havia muito sangue, começando
pela cama deixando uma trilha que levava a ela. Tentou se arrastar provavelmente.
Depois desse meu estado de transe, voltei à realidade. A adrenalina e o
desespero começaram a tomar conta de mim, eu tinha que agir e fazer alguma
coisa. "Mãe"! Gritei
Corri até ela, o terrível
pensamento de que estava morta passou pela minha cabeça. Assim que cheguei ao
seu lado, certo alivio me tomou pude ver que ainda respirava
Levantei-a fazendo um
pouco de esforço pra tentar colocá-la em cima da cama novamente
Estava me sujando também,
pois ainda saia sangue de seu nariz, e como eu tentava carregá-la de frente,
ele vinha todo pra cima de mim.. Mas não me importava, nada importava naquele
momento era a vida da minha mãe que estava por um fio.
Peguei o telefone,
precisava de socorro imediatamente.
_Não Kat! – a frágil voz
de minha mãe me chamou atenção ela voltava à consciência.
_Como não mamãe?! Ta
acontecendo de novo! Precisamos de um medico! - teimei em digitar o numero da
emergência e ela reuniu o pouco ar que tinha para falar novamente.
_Kat preciso lhe contar o que vi!
_Agora não mamãe! Temos
que estancar essa hemorragia, depois terá tempo!
_Não meu amor! Não temos
tempo preciso que saiba. – ela tossiu e cuspiu uma quantidade de sangue
apavorante, seus olhos perderam o foco. Estava acontecendo de novo ela estava
vendo o futuro! Então vieram os gritos.
_ Minha loba branca!....
Não! Não! Afastem-se dela.... é só uma criança! Malditos!
_Mamãe, por favor, me
escute, concentre-se na minha voz, isso não ta acontecendo – mas não adiantava
e o sangue escorria pelo seu nariz e ouvido, estava piorando... Peguei o
telefone e falei com o medico que me deu cinco minutos para socorrê-la! E isso
pareceu uma eternidade.
_Kat!
- ela voltou a si - Foi a mesma visão da noite inteira! – ela engoliu em
seco – Filha, te vejo sendo atacada por homens de olhos vermelhos, você é como
seu pai... Tem mágica no sangue. – e seus olhos fecharam me deixando apavorada.
A sensação de impotência
diante aquilo, eu não podia fazer nada, estava sendo inútil... “Mamãe não me
deixe...” a sacudi e os seus olhos azulados tornaram a se abrir, suspirei
aliviada.
_Quil eu te amo! - ela nunca mencionou esse nome, já estava
delirando!
_Kat chegou à hora, seja
forte minha menina.
_Mãe porque os empregados
não estão aqui? Você não podia ficar sozinha! Protestei
_Acalme-se, vai ficar
tudo bem você é uma guerreira minha linda! Como o Quil! - Ela tentava sorrir
maternalmente.
_Quem é esse Quil mamãe?!
Pare de falar assim esta me assustando!
_Ele é o seu pai! Você
não esta sozinha procure pelos Ateara! – isso foi um choque e minha mãe mais
uma vez cuspiu sangue negro como a noite - me prometa Kat?! Procure pelos
Quileuties..
_Não vou precisar
procurar por ninguém, você ficara bem e vamos conversar! - agarrei-me ao ultimo fio de esperança que
me restava para toda aquela historia.
_Não minha loba! Prometa!
- sua voz era quase inaudível – e queria que ela se calasse para poupar forças.
_Prometo mamãe! - E então
seus olhos se fecharam e dessa vez não abriram mais, não importava o que eu
fizesse...
Um vazio imenso se
apossou de mim e o mundo parou de girar. Ela se fora... A única pessoa que me
amou... acabara de me deixar... Para sempre!
Registrei no meu
subconsciente a intervenção do Dr. e do resgate tardio e a remoção de um corpo
sem vida em minha frente!
Acompanhei a ambulância
que levava o corpo de minha mãe para o IML, ainda tinham que descobrir a causa
da morte. Mas quando chegamos não suportei ficar um minuto sequer dentro
daquele lugar. Senti que algo ia explodir dentro de mim, uma raiva
incontrolável nascia dentro do meu coração, eu estava sufocando, queimando.
Comecei a caminhar rápido pelas ruas, “Gente de mais!” pensei, minha raiva
agora estava se direcionando as pessoas e eu não sabia o porque. Os barulhos do
carros estavam absurdamente autos e automaticamente tapei com força meus
ouvido, prosseguindo com a minha perturbadora caminhada pra deus sabe
onde. As buzinas dos carros, estavam me
irritando, as conversas das pessoas estavam
me irritando. “Estou atrasado”, “Qual cor combina comigo?” , “ A reunião
começa as nove.” Por que eu estava ouvindo tão nitidamente? Como se elas
estivessem falando comigo... a minha raiva só aumentava , de repente eu estava
lerda demais, ai eu comecei a correr. E corria sem parar e as pessoas me
olhavam curiosas, algumas assustadas, mas eu não estava ligando, eu só queria
fugir do barulho, esquecer da dor que estava me invadindo cada vez mais forte e
a culpa ter deixado minha mãe de lado nos últimos anos. Agora a raiva estava
direcionada pra mim. Por que eu tinha que ser uma filha tão relapsa? Por que eu
tinha vergonha da minha mãe? Por que eu não cuidei do problema dela ao invés de
mandarem outros fazê-lo e ignora - lá? É realmente quando uma vida escapa de
nossas mãos que percebemos o quanto já fomos fúteis?
Eu já estava perto de uma
estrada abandonada e deserta, já havia corrido por algumas horas, e por
exaustão eu parei e me ajoelhei no meio da rua. As lagrimas secaram em meu rosto mais as imagens eram
frescas e a fúria me invadiu,era mais forte q meu corpo podia suportar e de
repente ele começou a tremer
Minha pele estava quente, quente não, fervendo,
juntei minhas mãos tentando fazê-las parar de tremer, mas nada funcionava, era
só o que me faltava. Tentei levantar mas todos os meus ossos doíam, os tremores
vinham cada vez mais forte e
quando pensei que fosse morrer senti um espasmo
vindo do centro do meu corpo
era como se os meus ossos esticassem. Segurei minha
cabeça com força tentando entender o que estava acontecendo
tantas vezes
achei que minha mãe fosse louca, mas acho que a louca era eu, pois só assim
explicaria tudo isso. pensar em minha mãe doía e aumentava o meu ódio e como se
fossem ligados “ódio e tremor”, quanto mais meu ódio aumentava mais eu tremia
mas de repente onde estavam minhas mãos tremulas, estava enormes patas brancas.
Loucura, irreal, inacreditável, mas como não acreditar. Quando forcei meu corpo
pra ficar de pé percebi que já estava e então eu comecei a correr, minhas...
Patas? Impulsionavam o chão velozmente e na velocidade que eu corria era pra
tudo estar borrado, mas eu conseguia distinguir cada arvore que passava por
mim, cada animal por mais pequeno que fosse. Durante este trajeto perturbador
passei por uma possa d’água, vi onde deveria estar a imagem de uma mulher, de
mim, estava um enorme lobo branco, mas.. aquilo era eu? Eu era o lobo, ou
melhor a loba? Como?! Não sabia ao certo como estava me sentindo, raiva,
assustada, cheia de dúvidas, e medo? Sim eu estava com medo, comecei a correr
mais rápido do que estava correndo como se tentasse fugir do lobo, de mim. A sensação
de liberdade quase me fez esquecer tudo o que estava acontecendo, mas então
tudo voltou. Minha mãe morta, meu pai
que agora eu sabia quem era, a fúria e... Isso, de repente tudo começou
a rodar antes que tudo ficasse em silencio e escurecesse.
Senti uma brisa insuportavelmente quente passar
pelo meu rosto, o gosto de areia seca na minha boca só fazia me lembrar o
quanto estava com sede, a luz agora era muito intensa mesmo com os olhos
fechados, era fácil deduzir que estava de dia, a mesma brisa que passou pelo
meu rosto agora passava pelo meu corpo, consegui senti-la diretamente na minha
pele como se eu estivesse nua... Nua!? Levantei rápido demais e uma tontura me
atingiu, fechei os olhos de novo não me acostumando com a intensa claridade,
aos poucos fui abrindo devagar olhei pros lado e vi que estava no meio do
deserto, debaixo de um sol escaldante, sentia o suor escorrer pela minha nuca.
Olhei pra mim de novo, é realmente eu estava nua mas como isso aconteceu? Como
vim parar aqui? Por que eu estou assim? As lembranças da noite anterior me
invadiram e como se tomasse consciência de que o que aconteceu ontem foi real
lembrei da dor da perda da minha mãe, uma lágrima saiu de meus olhos sem eu
perceber, lembrei do desespero e comecei a senti-lo novamente, as lembranças
foram passando e imagens de uma loba branca vieram a minha mente, imagens de
mim virando uma loba. Não era um sonho ou melhor pesadelo, isso não podia ser
real! Mas então como eu vim parar aqui? Alias onde é “aqui”? Nada disso estava
fazendo o menor sentido. Me levantei devagar ainda meio zonza, uma coisa que
ainda estava a mesma que a de ontem era a terrível sensibilidade no ouvido,
podia ouvir os pequenos animais do deserto, pequenas protuberâncias de riachos que se formavam ao longe, a rodovia com
poucos carros passando. “Poderia ir a rodovia e pedir ajuda” mas logo desisti
da idéia pois como iria pedir ajuda neste estado? Mas ainda sim como sair
daqui? O desespero logo voltou e meu coração começou a acelerar, tive que
respirar fundo várias vezes pra me acalmar e nessa de ficar respirando fundo
senti um cheiro de maneira diferente –Legal, ironizei, agora alem de ouvir alem
do normal, também posso cheirar alem do normal? Estou virando um cachorro
literalmente-, madeira velha, morta me virei na direção deste cheiro já
imaginando o que poderia ser. Vi bem ao longe uma casa, será que era seguro ir
até lá? A única coisa que eu pensei era que ali parada eu não poderia mais
ficar. Fui em direção a está casa torcendo pra que quem morasse nela fosse
mulher ou estivesse vazia. Quanto mais
perto eu chegava, mas devagar eu andava tentando analisar o aspecto da casa,
ela parecia vazia, parecia que foi abandonada há muito tempo. Subi os degraus
da varandinha, e a cada passo que eu dava a madeira rangia. Fiz um pouco de
força pra abrir a porta mas eu consegui entrar, a casa realmente estava em um
estado deplorável, suja cheia de teias a muitos poucos móveis. Fui em direção
ao que um dia já foi uma cozinha com a vã esperança de que tivesse água, abri a
geladeira e me deparei nada mais do que nada, estava completamente vazia,
tentei ver se saia água da torneira, mas também não saia nada. Então fui tentar
resolver meu segundo problema, roupas. Fui nos quartos e não encontrei nada,
estava tudo completamente vazio, voltei a sala e tentei pensar em um jeito de
pelo menos tapar minhas partes intimas, olhei pro sofá e vi que ele era coberto
por uma colcha leve e empoeirada. Em meu estado normal eu nunca imaginaria
fazer o que eu estava prestes a fazer mas eu não estava no meu estado normal.
Peguei a colcha e sacudi o máximo que pude pra depois enrolá-la em meu corpo
como se fosse uma canga de praia amarrando ao redor do pescoço, ela não era
longa ia até a altura das colchas mas era melhor do que sair pelada. Antes de
sair vi um jornal velho de 1985, peguei pra saber mais ou menos onde eu estava,
o nome da cidade era Phoenix, tentei lembrar a onde era Phoenix... Eu já ouvi o
nome dessa cidade em algum lugar, olhei pro jornal de novo pra procurar por
mais informações, logo ao lado do nome da cidade vinham as siglas CA, eu estava
na Califórnia?! Como eu vim parar do outro lado do país? Comecei a ficar
nervosa de novo e taquei o jornal longe, sai da casa e bati a porta com força
demais. Por pouco a casa não desmorona. Voltei para o deserto e comecei a
caminhar em direção a rodovia, pensei que ela estaria perto pelo fato deu
conseguir ouvir os carros mas eu me enganei, andei por três horas até conseguir
ver ela de longe. Continuei andando mas uma meia hora até que cheguei a beira da estrada e vi que
um carro se aproximava, fiz sinal pra ele parar e rezei internamente pra
primeiro ele parar e segundo, que não fosse nenhum caminhoneiro tarado. A minha
primeira reza foi atendida, ele parou. A segunda, bem... a segunda foi pior do
que eu esperava. Me aproximei correndo da caminhonete pra pedir ajuda mas
quando cheguei lá não tinha só um caminhoneiro tarado, tinham pelo menos quatro
e bêbados.
- Quer carona
gatinha?- O que estava dirigindo falou.
- Não, obrigada
eu me enganei.- Dei meia volta e comecei a andar rápido, mas para o azar da
minha sorte ou a sorte do meu azar, eles desceram do carro.
-Qual é nós só
queremos nos divertir um pouco.- Um outro falou. Comecei a correr, mas para meu
desespero eles também. Como eu estava exausta e cansada eles me alcançaram
rapidamente, só senti a dor de levar um puxão nos cabelos logo em seguida.
- AH!- Gritei
tentando me soltar.
- Você chamou
vadia, agora agüenta.- Ele beijou meu pescoço e começou a passar a mão em meu
corpo. A raiva que nasceu no meu coração ontem, começou a crescer de novo hoje.
- Divide ela com
a gente Carl.- Falou um terceiro, logo o outro me empurrou e esse que estava na
frente me agarro.
- Me larguem!!-
Gritei sentindo meu coração acelerar, aquilo estava acontecendo de novo.
- Vamos gatinha
selvagem eu sei que você quer- Eles riam e pareciam estar se divertindo com a
minha raiva, esse que tinha me agarrado tentou me beijar agarrando minha cabeça
com força e sua mão foi para minha bunda dando um aperto. Aquilo foi o fim,
naquele momento só conseguia pensar em Seth, não poderia deixar eles me tocarem
porque de alguma forma inexplicável, senti que meu corpo pertencia a ele.
Empurrei o Homem que me agarrava com uma força sobre humana e comecei a
rosnar.. eu estava rosnando? Sim estava parecia uma coisa natural como se eu
sempre o tivesse feito, virei e encarei os outros homens a raiva começou a
tomar conta de mim de novo, minha respiração estava muito acelerada, como se eu
estivesse tento um ataque de asma, meu coração.. esse só faltava saltar pela
boca, não agüentava mais me segurar, finalmente eu explodi.
Eu era aquele
lobo de novo, e meu rosnado era ensurdecedor, vi o medo estampado nas caras de
cada um, estavam apavorados. Um deles começou a correr e eu fui atrás, naquela hora
eu não estava em mim, só era um animal agindo por extinto, revidando quando era
atacado.A cena que veio a seguir foi realmente violenta, os deixei
completamente desfigurado e só seria possível o reconhecimento do corpo se
fizessem exame na arcada dentária, matei um por um e não me arrependo se não
fosse eu ali seria outra garota inocente.
Quando acabei com o ultimo, voltei para o
deserto seguindo um cheiro familiar... era o meu cheiro, eu tinha deixado um
rastro poderia facilmente segui-lo pra poder voltar pra casa, tomei um susto ao
perceber o quanto eu tinha corrido segui o trajeto de volta exatamente por dois
dias, e realmente evitei pensar que eu estava fazendo isso em forma de loba.
Quando eu finalmente estava em Nova Iorque, de volta aquela estrada velha onde
eu tinha me transformado pela primeira vez, percebi que não poderia continuar
como loba dali, estava em uma cidade grande onde provavelmente,se alguém visse
algo como eu chamaria até a SWAT. Pensei em como eu poderia voltar ao normal e
de repente eu era humana de novo, bom pelo menos voltar ao normal era fácil, só
que eu estava nua, perfeito. Andei pelos cantos e pulei a janela da primeira
casa que apareceu, estava em um escritório andei e abri a porta bem devagar,
pude ouvir uma família jantando a dois cômodos da onde eu estava, era a
oportunidade perfeita. Subi as escadas a abri a porta do primeiro cômodo que
vi, felizmente era de uma garota dava pra ver pela decoração. Abri a porta do
guarda roupa e peguei uma calça jeans e uma blusa de uma banda de rock
qualquer, tratei de me apressar pois podia ouvir a família saindo da sala de
jantar, me vesti fui em direção a porta. Ouvi passo subindo as escadas, porta
nem pensar, então fui em direção as janelas mas era muito alto pra pular só que
não dava mais tempo alguém estava abrindo a porta, sem nem mesmo pensar eu me
joguei, na verdade foi até fácil pois a única coisa que aconteceu foi eu
flexionar os joelhos e bater com os pés na grama fazendo apenas um baque surdo
como barulho. Melhor, nada de osso quebrado, pelo menos isso.
O bom era que eu
já sabia onde estava, o ruim era que o ataque de pânico que estava me dando
ontem estava acontecendo de novo, o barulho da cidade estava me irritando,
procurei me acalmar e involuntariamente pensei em Seth .. eu precisava velo.
Fui em direção ao seu hotel cada vez mais ansiosa pra chegar. Quando finalmente
passei pelo saguão da entrada fui até a recepção pra poderem liberarem minha
entrada.
- Dr. Seth Clearwater por favor.- Disse ao recepcionista , que me olhou com uma cara
de poucos amigos, imaginando provavelmente que eu so uma maluca pedindo esmola
pois eu estava parecendo uma mendiga.
- Qual o seu
nome?- Ele perguntou.
- Katherine
Price.- Respondi, estava ficando impaciente de novo e o jeito arrogante do
recepcionista não estava ajudando, ‘Tenha calma” eu repetia pra mim mesma, não
podia virar um lobo enorme no meio do hotel.
- Só um
momento.- Ele pegou o telefone e digitou o numero da suíte de Seth. Só dois
toques e ele atendeu.
- Clearwater.- Ele atendeu, sua voz fez
meu coração acelerar, dessa vez por um outro motivo. Por que eu não me
surpreendi com o fato de também poder escutar uma conversa pelo telefone?
- Dr. tem uma
jovem aqui chamada Katherine Price desejando velo, é pra mandar subir?- O
recepcionista perguntou esperando por uma resposta negativa.
-Imediatamente!- Seth respondeu, ou
melhor gritou com o recepcionista. Sorri internamente com sua resposta
apressada.
- Sim senhor.-
Ele respondeu tremulo. Desligou i telefone e se voltou pra mim.- Ele mandou
subir.- Eu sorri cinicamente e me virei.- Ei moça, ele está na sui...- Nem
deixei terminá-lo, o cortei voltando a ficar impaciente.
- Eu já sei.- E
continuei andando. Entrei no elevador e apertei o numero de seu andar e esperei
pelo que pareceu ser uma eternidade, as portas se abriram e fui em direção ao
seu quarto, bati na porta sentindo o cansaço me tomar de novo. Seth abriu na
mesma hora.
- Kat!- Ele me
abraçou com força.- Onde você esteve?! O que aconteceu?!- Ouvir sua voz mesmo
que preocupada, foi como me sentir em casa e aquele nervosismo passara era como
se adrenalina fosse embora de uma hora pra outra do meu corpo, e aquela
exaustão voltou a tomar conta de mim.
- Seth..-
respondi num sussurro fraco, então eu desmaiei.
'Pessoal, lá vamos nós com mais uma promoçao, nós os autores de Destino Cruzado, iremos fazer uma promoçao em DC. Iremos fazer perguntas no final dos capitulos de Destino Cruzado e quem acertar mais irá ganhar um livro, então leiam e comentem. Beijos'










4 comentários:
Adorei o titulo migahs e a parte da Babi esta perfeita! San vc esqueceu de dizer que escrevemos juntas as três! kk
axo que nem precisa! amo escrever com vcs! bjusss e ja to com sds!
valeu mari
na vdd quem escreveu foi vc e a babi kk, eu so pus o nome do cap kkkkkkkkkk
parabens as duas, exclente cap
bjao
Meninas vcs se superaram de vez parabens.
Ai o meu DR:voltou
gente o q aconteceu pra Claire ter ido embora de la push
ai curiosidade mata e eu to infartando pois sei q vai demorar pra ter outro cap com o meu DR:Seth
amo demais essa fic uma das melhores q já li na vida.
Marilan Babi vcs sao um gênio e San vc é sem comentarios tudo estava perfeito ate as mortes,menos a da mãe da Kat
valeu garatas beijos
parabens
da amiga de vcs todas
Zê
Sem palavras o capitulo esta simplesmente perfeito!
Eu to amando cada vez mais *-*
Beijos!
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