30 de jun. de 2011

Posted by sandry costa On 6/30/2011


Posted by sandry costa On 6/30/2011


PERSONAGENS:


NESSIE: Adulta, vai pra fazer curso de arquitetura e design, conhece Jully, uma bruxa boa que tem uma irmã gêmea com alma negra. Namorada do Jacob, vai descobrir um novo poder.

JACOB: Adulto, esta no ultimo ano da faculdade de engenharia mecânica, é o Lobo Alfa, lindo e forte. Tem seu próprio negócio que esta crescendo.

SETH: Adulto amigo de Jake e Nessie, é o beta da matilha, lindo e ingênuo tem um rolinho com a Jully, mais ainda não teve sua impressão.

JULLY: Se torna amiga de Nessie na faculdade, é uma bruxa boa de sangue puro, tem um passado nebuloso e uma irmã gêmea do mal. Vai ser de muito valor nessa historia.

ANDREW: Guardião chefe dos Anciões do Tempo. Vem ate os Cullens pedir ajuda, é extremamente forte, nenhum dom pode contra ele, somente uma pessoa é capaz de derrotá-lo.

CLAIRE: Humana que será o receptáculo de um grande poder enviado a terra pelos Guardiões do Tempo.

JASON: Meio lobo meio vampiro, filho mais velho de Nessie e Jake, Vem do futuro, junto com Andrew para ajudar os Cullens. tem dom de ficar invisível inibir sua presença.

WANESSA: Aparece em sonhos ajudando a todos. Também é filha de Nessie e Jake. é uma apanhadora de sonhos a única com poder de transitar no mundo das almas e entre o tempo, foi ela quem mandou Jason, por isso só vai aparecer em sonhos. ela que passa informações do futuro junto com Andrew.
CAPITULO 01 – RETORNO

O que fazer quando sua vida vira de cabeça para baixo, quando vc deixa de ser criança e passa a ser adulto, com todas as dificuldades da vida, seus altos e baixos, o que fazer?   

Essa era a pergunta de um milhão de dólares...

Era fim de ano, eu tinha terminado o colegial, viajei alguns dias com meus amigos, no maior clima de despedida, todos já sabiam que eu me mudaria dia 15, embora eu estivesse morrendo de vontade de voltar a Forks, afinal, já se passaram 5 anos desde q nós nos mudamos, apenas mamãe, papai e eu, é lógico que meus tios e avós sempre vinha nos visitar, mais mesmo assim, essa casa não tinha cara de casa,

- hum to ficando maluca! Disse comigo mesma.

- não está não, filha. – meu pai disse entrando em meu quarto.
 eu estava sentada na minha poltrona na varanda do quarto, um turbilhão de sentimentos passava por mim.

- nessas horas, seu tio Jazz faz muita falta

- ai, paaaai!

- o q? é verdade, mais voltando ao assunto principal, eu também nunca achei essa casa muito aconchegante, sempre faltando algo.

Alguém.. suspirei

Meu pai me olhou nos olhos, mais não falou nada, Ele sabia o quanto eu sentia falta do Jake.

Ah o Jake!! O Jake era, era, o que ele era?
Nem sei mais.

Ele era como um protetor pra mim, um amigo fiel, companheiro, que sempre esteve ao meu lado desde que eu nasci, me viu falar, andar, tudo muito acelerado, pois eu crescia rápido.

Ate que meus pais, em uma reunião com toda a família, incluindo o Jake, o Seth e a Leah, resolveram que seria melhor sair por um tempo de Forks, tempo para que eu pudesse crescer, o tempo foi passando, ate que quando completei 10 anos de nascimento e 20 fisicamente, meu avô Carlisle constatou que eu tinha parado de crescer e teria aparência de 20 anos para sempre.

Estava tão entretida com meus pensamentos, que nem percebi que meu pai deixou o quarto. Esta seria a nossa última noite em Solna, cidadezinha no interior de Suécia, pela manhã, voltaríamos definitivamente para Forks...

- filha? Minha mãe me chamava. – acorda dorminhoca! Jah é dia,
temos que levantar, nosso vôo sai as 10h.

A claridade da manha entrava pela janela denunciando que eu não tinha escolha, me levantei, fui ao banheiro, tomei um banho, m arrumei e desci, parei na porta do quarto, olhei pra trás me lembrando de todos os momentos em que passamos juntos, eu e meu quarto!

- vamos filha, vc vai ter outro pra se deliciar. Meu pai falou da cozinha com um sorrisinho sapeca no rosto.

O cheiro de ovos invadia a cozinha, me fazendo salivar, depois de caçar, ovos era minha comida predileta, já que minha mãe me obrigava a comer.

- filha, vc Sabe que tem que comer comida humana também.

- ta pai! Eu sei. Me sentei e comi meus adoráveis ovos, um copo de suco de uva que eu também amava.

 Meu celular tocou.

- alo?
- Nessie, amiga, to ligando pra dizer q eu estou muito triste, e que vou guardar vc no meu coração pra sempre, amiga.
Lagrimas brotavam nos meus olhos, me contive, pois eu começasse a chorar não ia parar mais.

- Bita, não fica assim não, amiga, nos seremos amigas pra sempre, não importa aonde nós estejamos, ou quanto tempo ficaremos longe uma da outra, sempre, sempre seremos amigas.

- quando der vc vem me visitar?

- claro!

- combinado então, um beijo amiga boa viagem

- se cuida amiga. Eu disse melancólica.
    
Chegamos ao aeroporto, meu pai providenciou o chek in, embarcamos na primeira classe, a aeromoça veio até nós oferecendo bebidas,meus pais recusaram e eu pedi um suco de uva, mais não tinha, então aceitei o de laranja mesmo.

O vôo foi tranqüilo, antes da aterrissagem, minha mãe veio conversar comigo, com toda a correria da mudança, nós quase não tínhamos conversado  

- Nessie, querida tudo bem?

- tudo mãe, só um pouquinho nervosa.

- quer conversar? Mentalmente. Ela sorriu e piscou pra mim. – protegida.

Eu adoro o poder da minha mãe, ficar com seus pensamntos guardados só pra ela, diferente de mim, que se der bobeira, coloco meus pensamentos na cabeça de todo mundo. Conforme eu crescia e me desenvolvia, aperfeiçoei meu dom,  agora consigo fazer exatamente isso, coloco meus pensamentos na cabeça dos outro  deixo que elas vejam o que estou pensando, exatamente o contrario do que meus pais fazem.

Mãe, estou com medo! Medo do que posso encontrar, com saudades do jake.
Filha, nada mudou, Forks continua igual, e o Jake, soh esta um pouquinho mais responsável, vc jah sabe, a oficina.
Sei mãe, mais mesmo assim, ter que começar tudo do zero, fazer amigos novos, freqüentar a faculdade... suspirei
Mamãe, será que finalmente eu vou me apaixonar?
Claro que vai querida, sabe filha, na vida tudo tem sua hora, seu pai esperou mais de 90 anos ate me conhecer,e finalmente ser feliz. Algo me diz que a sua já esta chegando.

- meninas, apertem o cinto. Papai disse de seu banco, minha mãe saiu do meu lado e se sentou com ele. Logo depois ouvimos o piloto fazendo o mesmo pedido que meu pai.

Alice

* No dia anterior à viagem

- Gente, está tudo pronto.
- É claro que está Alice. Disse Carlisle

Realmente estava tudo pronto, já tinha organizado os quartos, Nessie ficaria com o antigo quarto do Edward, tinha absoluta certeza de ele não iria reclamar, afinal, tinha sido destinado a sua filhinha querida.

Era um quarto amplo bem arejado e iluminado, na janela, tinha uma cortina fina e delicada, uma enorme cama de casal no centro com uma colcha lilás de muito bom gosto, como tudo o que Alice sempre se propunha a fazer.

Edward e Bella ficariam com o quarto do fim do corredor, apesar de saber que eles prefeririam ficar no chalé, que obviamente eu tbm já tinha reformado.

- Carlisle, alguém precisa avisar que eles estão voltando.
- Sim, é verdade, já liguei mais o Jacob não estava ntão deixei recado com o Seth
- Ele não deve estar se contendo de tanta ansiedade.
- Ele não deve estar se contendo de vontade de dar uns pegas na Nessie, isso sim! Emmet disse em meio a risos.

Todos o ignoram.

- Vou ligar de novo. Disse Carlisle
- Não precisa, sinto cheiro de cachorro. Desta vez quem falou foi Rosalie.

Jacob

Troquei minha roupa atrás da casa dos Cullens e entrei pela sala.
- E ai Emm??
- Tudo bem cara. Ele disse e continuou sentado no sofá trocando os canais freneticamente.

Sentia cheiro de bacon, e fui em direção a cozinha, me deparei com Esmee e Carlisle.

- Filho. Disse Esmee sempre carinhosa. – Estou cozinhando pra você.
- Wou, obrigado, não precisava se incomodar. Disse sem graça, apesar de estar morrendo de fome, pra meu desgosto, o estômago roncou alto com o cheiro da comida.

Esmee terminou e me serviu um enorme prato d comida que eu devorei, quando terminei, percebi que eles m olhavam.
- O que? Perguntei – Estava com faminto.
Ambos riram.
-Tudo bem filho, eu não me importo, disponha sempre que precisar.
-Eu sei, por isso que venho aqui sempre que tenho um tempo livre.
-Ah! Por isso nosso futuro sumiu. Alice falou entrando pla porta da cozinha.
-fala ai fadinha. Por que, convenhamos, Alice não anda, ela flutua por ai, m pergunto como os humanos nunca percebem isso.
- Que isso, é pra mim???
- Hum, não, u trouxe pra Nessie.
- Por que? Não vai ao aeroporto conosco?
- Não. Disse meio triste
- Você está triste. Disse Jazz entrando na cozinha.
- Nossa Jazz, descobriu a América! Emm disse rindo da sala. Jazz apenas deu de ombros.

Expliquei porque não iria com eles ao aeroporto,  Alice estava me puxando escada a cima, quando u vi Rosálie se jogando no sofá ao lado do Emm.
- Perdeu alguma coisa cachorro??
Eu parei no meio da escada, Alice no topo.
- Uma LOIRA e uma MORENA se jogam do 20º andar, quem chega primeiro? Rose me fuzilou com os olhos, e isso me incentivou a continuar. – A morena, por que a loira para de andar perguntando o caminho.
Emmet soltou uma gargalhada estrondosa, todos riram com ele. Rose voou em minha direção, se u fosse um pouquinho mais lento, ela me pegava.

Alice correu comigo até o quarto, quando ela abriu a porta, dei de cara com um super quarto, muito maneiro, tinha uma big cama com um lençol marrom, uma escrivaninha d madeira, TV, som, a janela era coberta com uma pesada cortina. Alice observava minha cara de bobo.

-Eu não sabia se ia gostar, mais pela cara, acho que sim.
- Claro Alice, a Nessie vai adorar o quarto.
- Não Jake, o da Nessie é aquele. Ela apontou pra o quarto em frente ao meu.
- Hâ!?, você... quer.... dizer.... esse quarto. Gaguejei.
- Sim, Jacob, é seu. Carlisle disse
- Já que a Nessie vai voltar pra casa, pensamos que talvez você quisesse ficar próximo. Alice se explicou.
- Você também é como um filho pra mim agora Jake. Esmee falou tocando em meu braço.
- Muito obrigado. Falei emocionado. – mais duvido que o Edward vai me deixar dormir aqui. Ri sem graça.
- Eu torço por isso cachorro fedorento. Nem preciso dizer quem falou.
- Eu vou deixar isso no quarto da Nessie  vou pra casa.
- você pode ficar aqui se quiser.
- Eu si que posso Esmee, mais eu realmente preciso ir, minhas coisas pra viajem estão em casa e um vôo sai bem cedinho.
- Claro querido,fique a vontade.

Assenti com a cabeça,  fui em direção ao quarto dela, dei uma olhada, reparei que na parede tinha um mural com fotos de toda a família. Me surpreendi quando vi uma foto minha sozinho e outra com Seth e Leah, sorri e deixei um presente de boas vindas em cima da mesinha.

- Estou indo. Falei do segundo andar, entrei no meu quarto novamente, nossa MEU QUARTO, na casa de vampiros, em outra época soaria estranho, mais não agora.
- Tenha cuidado. Esmee sempre maternal.
Sai pela janela, e antes de tocar o chão já Ra um grande Lobo avermelhado, não pensei em mais nada, apenas corri, até chegar em casa.

***
                A aterrissagem foi tranqüila, fomos os primeiros a desembarcar, pegamos nossas malas  fomos pra a saída.

Eu estava ansiosa, um coração batia acelerado, não queria admitir, mais o que eu queria era vê-lo, meu pai m olhou e sibilou um “calma”, minha mãe apertou um pouco minha mão que segurava a dela.

Logo os avistamos, Alice, Jazz, Rose e Emm. Meus tios prediletos!! (e únicos!).
Corri e os abracei...
- Mais e o Jake porque não veio?
- Teve um compromisso de trabalho. Meu pai se adiantou.
- De trabalho, poxa!
- Ah! vamos Nessie, agente aqui e vc só pensando no Jacob, aposto uma corrida que ele preferia estar aqui do que nessa reunião. Tio Emm disse brincalhão como sempre.
- Eu sei tio,, mais topo a corrida mesmo assim. Respondi em meio a gargalhadas enquanto ele me tirava do chão e rodopiava, como quando eu era pequena.

Rapidamente, chegamos na enorme casa dos Cullens, nossa como era linda.
- Tinha esquecido como esse lugar é mágico. Falei enquanto abraçava vó Esmee e vô Carlisle.

Ficamos conversando, Durant toda a tarde, m encheram de perguntas sobre como tinha sido a Scola, os amigos  até se eu já tinha me apaixonado. Essa minha mãe respondeu:

- Minha pequena nesse sentido não deu trabalho.
- É verdade, Nessie parece saber muito bem o que quer. Meu pai concordou.
- É Nessie parece com a Bella, quando botou o Edward na cabeça, ninguém conseguiu tirar. Falou vó Esmee.
- Dá pra para de falar de mim, eu ainda estou aqui!!
Todos riram da minha cara.

Porém, era verdade, nunca tive uma paixonite aguda, sempre achei que o amor da minha vida estaria em Forks, ou em La Push. Eu pensei.

- E está filha.
- Pai, esse pensamento era só meu. Ralhei de volta. – se eu não estivesse tão cansada, eu seria capaz de brigar, mais agora, só quero banho e cama.
- É claro um amor. Tia Rose se adiantou. – Vem vou te levar ao quarto.      
- Você vai adorar. Tia Alice disse com um grande sorriso nos lábios.

Cheguei ao quarto e fiquei completamente deslumbrada. Não havia outra palavra para descrever meu estado de topor, minha emoção.
- Ali é o closet, depois é o banheiro, tem tudo o que você precisar...
- Obrigada tia. Dei um beijo m sua bochecha e ela saiu fechando a porta atrás d si.

Caminhei até o banheiro, passando pelo closet, todas aquelas roupas, sapatos e as bolsas, só mesmo tia Alice pra cuidar de tudo.
Abri a porta do banheiro, todo branco e iluminado, com um enorme tapete no meio em forma de coração vermelho. Toalhas, xampu, maquiagem, 2 ou 3 embalagens do meu perfume favorito. A banheira mais parecia uma piscina.
Me despi e entrei no boxe, me enfiei debaixo da água quente, deixando que ela escorresse por todo meu corpo.
Terminei o banho, sequei meus cabelos, escovei os dentes, me cobri num roupão branco e fofinho e voltei pro quarto.
A cama já estava arrumada, pronta pra eu dormir, sabia que tinha sido meu pai a arrumá-la, ele tinha essa mania, assim como minha ma costumava fazê-la pela manhã, apesar de eu sempre brigar com ela por causa disso. Sorri com minhas lembranças.
Sentei na cama meio triste, pois não tinha visto o Jake ainda...
Depois desses anos todos, certo que eu sempre vinha nas férias, mais o novo Jake, estava sempre trabalhando, estudando, me dava atenção sempre que podia, uma coisa eu tinha que admitir, ele realmente estava mais maduro, mais homem, tinha seu próprio negócio que estava crescendo esse era o motivo pelo qual ele não pode vir nos receber, ele estava em Seattle, fechando um negócio com um grande distribuidor para a oficina.
        Foi quando uma caixinha em cima da mesa m chamou atenção. Fui até ela  senti meu coração acelerar, embaixo tinha um cartãozinho branco escrito com uma letra impressa:

“ PEQUENA”   

        Abri a caixinha e tinha uma linda corentinha em ouro branco, daquelas em que o coração s abre, e dentro tinha duas fotos, uma minha e outra dele, Jake, Meu Jacob.
        Coloquei a corentinha em meu pescoço, lugar de onde ela nunca mais vai sair, reparei que tinha um papel dobrado dentro, eu o peguei e abri, nele estava escrito:
       
Tem uma coisa que preciso lhe dizer. . .

Quando tudo parece não ter mais sentido,
Eis que Deus nos manda um anjo,
pra ficar no nosso pé!
Pra nos dar um colo, quando uma nuvenzinha escura,
Quer ameaçar chover dentro de nós.
Pra puxar nossas orelhas, quando caminhamos
Em caminhos tortos,
E com carinho nos levam na direção certa.
Pra sorrir conosco, comemorar nossas conquistas
E nos motivar a continuar caminhando.
Ainda têm a missão de abrir nossos olhos
E nossos ouvidos, para vermos e ouvirmos,
Tudo de bom que temos a nossa volta.
A esse anjo,
Deus chamou de Renesmee,
E colocou em nossas vidas para nos mostrar
Que as coisas não são tão ruins quanto possam parecer
E que, mesmo que seja difícil
Esse anjo sempre vai dar um jeitinho
De nos fazer sentir melhor
E de nos mostrar que por mais tristes
Que possamos estar, sempre vai ter alguém
Que nos ama....

Obrigado por vc existir...Obrigado por fazer parte de minha vida....Obrigado por tudo.
Seu Jacob.


        Senti lágrimas rolarem por meu rosto. A última frase na folha era:
PS: Desculpa não ter podido ir te buscar no aeroporto.

        Sim, a frase era essa, mais a voz que a disse atrás de mim, fez todos os pelos do meu corpo arrepiarem.
Era ele, era o Jake, meu Jake.






N/A: UM GOSTINHO DO PROXIMO CAPITULO

        Em câmera lenta, ela se virou em minha direção, lágrimas cobriam seus olhos, ela voou para meus braços.
- Pequena...

Capitulo 16

Posted by sandry costa On 6/30/2011


POV Edward


Desliguei o carro e encarei Bella. Ela arqueou as sobrancelhas enquanto mordeu os lábios e olhava ao redor.

- Eu preferia ter ido a um motel. Edward, não quero transar no mato!

- Bella! – Soltei meu sinto e sai do carro – Não vou transar com você no mato.

- Sei...

- é sério!

- Ok.

Rolei os olhos. Dei a volta no carro e abri a porta para ela sair.

- Vem... – Segurei a mão dela e sai guiando-a. – Quero te mostrar um lugar.

- Um motel no meio do mato?

A encarei incrédulo. Qual era o problema daquela mulher? Ela achava mesmo que eu transaria com ela no meio do mato?

- Não há nenhum motel aqui, não vamos transar no mato.

- Então o que estamos fazendo aqui?

Soltei a mão dela e coloquei a mão no bolso, apertando a caixinha que estava ali.

Aquilo parecia pesar toneladas!

- Da para parar com as perguntas? Poxa, confie em mim, vem.

Felizmente, Bella calou a boca. Fizemos uma pequena trilha, passando pelo meio da reserva. Logo foi possível ver a areia branca da praia.

- Eu não sabia que aqui tinha praia... – Minha professora parou ao meu lado. Ela me olhou rindo – Deus! Nunca transei na praia!

Ri. Ela era mesmo impossível.

Tirei meus chinelos, Bella fez o mesmo com sua sapatilha.

- Bom, quase ninguém gosta de vir aqui, a água é muito gelada e não, não vamos transar, mas se você quiser podemos fazer o que desejar.. – Falei, enquanto a puxava pela mão – Eu vinha aqui com James e a galera.

- O que vinham fazer aqui?

Apertei meus lábios.

- Beber, jogar conversa fora...

Sentei-me na areia e a puxei para se sentar ao meu lado.

- Aqui é lindo. – Ela suspirou – Mas porque realmente me trouxe aqui?

Mastiguei meus lábios e cocei a nuca. Encarei minha mão enquanto formulava o que dizer.

- Eu andei pensando muito sobre a gente... – Comecei. Ergui o rosto para olhá-la. Bella me encarava atentamente. Peguei a mão dela. – Eu realmente tenho um carinho enorme por ti, mas acho que não podemos continuar as...

- Ok, eu já entendi. – Ela se levantou pegando a bolsa – Não precisava gastar seu tempo me trazendo em um lugar bonito para dizer que não quer mais nada comigo, podia ter me poupado e ti poupado.

- Ei, espera. – Me levantei agarrando o pulso dela – Você nem me deixou terminar de falar.

- Eu já ouvi isso varias vezes sei que você ia completar a frase com um “foi bom o que passamos juntos, mas acho que não da mais”. – Coloquei a mão na barriga e joguei minha cabeça para trás gargalhando. – Está rindo do que idiota?

- Bella... eu... – Respirei fundo – Eu não ia falar nada disso. Vem cá. – Tirei a bolsa da mão dela e joguei na areia. Sentei-me na areia e a puxei junto. – Eu só acho que estou pronto para dar um passo a frente e que não podemos mais ficar assim, sem uma definição para nosso relacionamento, sabe, andei pensando no que minha mãe me disse. Mulheres não gostam de ser enroladas e, bem, eu te vejo todos os dias, querendo ou não, podemos nos considerar namorados já que agimos como namorados, mas acho melhor deixar isso oficializado.

- O que você está... falando?

Senti minhas bochechas corarem enquanto vasculhava meu bolso.


POV Bella


Ok, eu tinha certeza que Edward havia batido o carro.

Isso era a única explicação para aquilo.

Eu esta morta, ou isso tudo é um sonho.

- Está... – Observei ele mexer no bolso enquanto corava – Aqui.

Mordi os lábios vendo-o erguer no ar uma pequena caixinha preta de veludo.

- Isso é o que eu estou pensando?

- Se você tiver pensando que isso aqui é um motel, não, não é um motel.

Ajoelhei-me na areia observando ele abrir a pequena caixinha.

- Acho que não da pra gente transar ai. – Fiz uma piada tosca, tentando descontrair.

Na verdade, eu estava tremendo por dentro.

Ele realmente ia fazer o que eu estava pensando... OMG!

- Eu adoro esse seu jeito. - O garoto abriu a caixinha e sorriu para mim - Então... Topa?!

- O que?

- Isso.

Edward pegou a aliança e a ergueu.

- Isso o que?

- Bella...

- Vamos Edward, eu não entendi.


POV Edward


Maldita hora que eu decidi dar um passo a frente.

Ela queria mesmo ouvir aquela frase inteira?

- Ah... você sabe o que isso significa, não preciso desenhar.

- Vamos lá Ed, são apenas três palavrinhas...

Ela parecia se divertir com toda a situação.

- Pra que dizer? Você já sabe quantas palavras são e quais são...

- Mas desse jeito não tem graça.

Deitei-me na areia fitando o céu.

Porque era tão difícil dizer aquelas três palavras? Tudo bem que a palavra “namorar” sempre me assustou um pouco. Ok, na verdade – como um galinha, um ex-galinha – a palavra namorar sempre me assustou, muito.

Mas eu realmente gostava de Bella, era algo que eu nunca havia sentido nem vivido. Eu não podia deixá-la livre para outros caras, para Jacob Black.

- Vamos lá gatinho... – Minha professora escorregou a mão por meu peito – Prometo que não vou dizer não.

- Eu sei que você não vai dizer não, afinal, eu sou gostoso.

Ela riu deitando-se ao meu lado.

- Qual é o seu medo?

- Eu não sei talvez eu não esteja pronto ou talvez eu tenha medo de que o que há entre nós dois mude. Mas por outro lado, sou egoísta o suficiente querendo que você fique comigo e não com um cara mais maduro e que tenha barba.

- Depois eu é que sou absurda! – Ela rolou os olhos rindo e puxou os anéis da minha mão – Que tal fingirmos que esses anéis são meus e eu sou o garoto da relação.

- Homem – A corrigi – O homem da relação.

- Ok, que seja. – Ela pigarreou enquanto colocava seu corpo sobre o meu – Bella quer namorar comigo? Prometo não te levar para transar no mato, e prometo também te fazer ter orgasmos múltiplos.

Ela fez uma péssima imitação da minha voz, o que me fez rir.

Enlacei o pescoço dela, como ela fazia comigo, e distribui beijos por seu rosto.

- Oh sim Edward! – Afinei minha voz – Como eu poderia não aceitar? Você é suuupeer gostoso e muito bom de cama, eu não perderia a chance de ser sua primeira namorada.

- Ei! – Ela socou meu ombro – Eu não falaria assim...

- Eu também não prometeria te levar para o mato, já que nem se quer passou pela minha cabeça fazer isso.

Ela riu do seu jeito lindo. Pegou minha mão direita e colocou a aliança. Minhas mãos tremeram um pouco quando repeti o ato.

- Ok, você tem que me fazer ter orgasmos múltiplos, prometeu tem que cumprir.

- Não. – Corrigi – Foi você quem prometeu.

- Mas eu era você ora!

- Que tal deixarmos isso para mais tarde? – Me sentei, fazendo-a se sentar também. Bella girou em meu colo e pousou as costas em meu peito. Beijei seu ombro enquanto enlaçava sua cintura, entrelacei nossos dedos e fitei o anel de prata no dedo dela e no meu – Uau...

- Eu sei – Ela suspirou – O pôr-do-sol está lindo.

- Não! – Me levantei, pulando no mesmo lugar – Tipo... Eu to namorando, eu to namorando!

- Se você ficar saltitando como um viadinho, juro que termino o que acabou de começar. – Parei de pular e fiz bico. Ela suspirou – Ok pule, mas não se acostume, está bem?

Voltei a pular.

[...]

POV Bella


Apoiei minha cabeça no ombro dele enquanto andávamos pela beira da praia. Já se passava das 19h00min, o sol já havia se posto e agora a lua começava tomar o céu.

- Não há perigo em deixar seu carro lá no meio do mato?

Ele negou com a cabeça rindo.

- Não. Aliás, ali não é “meio do mato”, é uma reserva.

- Mas tem mato.

- Ok Bella, não quero ter minha primeira discussão contigo sobre mato e reserva.

- Tem razão namorado. – Suspirei – Edward, e seus pais?

Ele sorriu.

- Sabe, está faltando menos de três meses para os fins da escola. E menos de dois para que minhas aulas com você acabem.

- Vai contar para eles sobre nós quando minhas aulas contigo acabar?

- Exatamente. – Ele sorriu – Se importa?

- Claro que não, eu posso esperar.

Andamos mais um pouco, e alguns metros a frente encontramos um grupo de garotos e garotas, eles riram próximos a uma fogueira.

- Legal, um mini-luau.

- Bella. – Edward apertou minha cintura – Vamos embora.

- Por quê?

Ele não respondeu, apenas girou meu corpo e me forçou a andar.

- Ei, vocês ai! – Um rapaz se levantou e começou a vir em nossa direção.

- Edward, acho que estão falando com a gente.

- Bella, continue andando.

- Mermão, porque você e sua mina não se juntam a nós? – Insistiu o garoto.

- Não obrigada. – Edward murmurou sem olhar para trás.

- Edward? É você?

- Merda... – Meu namorado praguejou baixinho e me olhou cabisbaixo. Depois entrelaçou nossas mãos e se virou com um sorriso para o rapaz – Ei James é você?

- Sim. Não me reconheceu?

- Não.

Esse era o tal James? O mesmo das drogas?

- E ai, não vai me apresentar à mina?

- Essa é Bella, minha... Minha namorada.

O rapaz arregalou os olhos olhando para as nossas mãos depois caiu sentado na areia rindo.

Ele estava... bêbado?

- Ok... esse é o acontecimento do ano. Edward Cullen namorando? – Ele se levantou da areia e virou-se para o grupo de garotos que nos encaravam – GALERA, VEM CÁ, VOCÊS PRECISAM OUVIR ESSA! EDWARD CULLEN ESTÁ NAMORANDO!

Rolei os olhos enquanto o resto do grupo de aproximava.

- James, sinto muito, mas precisamos ir.

Eu comecei a gostar daquilo quando vi as meninas que estavam no vestiário.

- Não amor, deixe-me conhecer seus amigos.

- Mas Bella...

- Edward.


POV Edward


- Edward namorando? Ok, eu sou seu fã mulher. – Taylor brincou.

- Bom, esses são Taylor, James, Caio e Mike. Essas são Tânya, Victoria, Kate e Irina. Pessoal, essa é minha namorada, Bella.

- Namorada até quando? – Tânya rolou os olhos – Você nunca fica com uma garota mais do que um dia e...

- Estamos juntos desde aquele dia da boate. – Cortei a ruiva. – Quando eu te dispensei, lembra?

Ela engoliu em seco olhando Bella de cima a baixo.

- Se juntem a nós. – James convidou.

- Desculpem, mas Edward e eu temos algumas coisas para fazer... – Minha namorada piscou para eles – Tchau garotos, tchau garotas.

Enquanto nos afastávamos, pude ouvir James comentar.

- Sério agora eu entendo o porquê de quase não vermos mais Edward, com uma gostosa dessas...

Voltamos até aonde havíamos deixado o carro.

Levei Bella para casa.

- Está entregue namorada. – Sorri para ela.

- Obrigada Edward. – Ela soltou o cinto.

Fiz o mesmo e me inclinei, capturando a boca dela. Deixei a ponta da minha língua escorregar por entre os lábios dela. Sua mão subiu pelo meu braço até minha nuca, massageando o local.

- Você precisa mesmo ir? – Bella mordeu meu lábio inferior – Poderia jantar comigo.

- Me desculpe, mas prometi para dona Esme que estaria lá para jantar com ela e com meu pai.

- Ok, te vejo amanhã pela manhã.

- Bella, amanhã cedo não vou poder te ver, lembra que eu comentei que terei meu primeiro jogo como técnico?

- Sim. – Ela riu apertando minha bochecha – E eu estarei lá.

- Vai mesmo? Sabe que não precisa se preocupar...

- Não tenho nada para fazer amanhã cedo. Te encontro lá.

- Não. – Apertei meus lábios contra os dela – Eu passo aqui para te pegar. É isso o que os namorados fazem certo?

- É. – Ela concordou me beijando mais uma vez – Essa é uma das coisas que o namorado faz...

- Por favor... não faça assim... eu realmente preciso ir. – Apertei meus olhos com força.

Droga, ela me deixava tão louco...

- Tudo bem. – Bella se afastou e abriu a porta – Mas amanhã à noite eu vou querer você todo para mim.

- Sim senhora.

Ela me mandou um beijo e fechou a porta. Abaixei o vidro e a observei caminhar para dentro de sua casa.

Namorados deviam esperar sua namorada entrar em casa né?

[...]

Assim que cheguei em casa, pude ouvir risadas vindo da sala de jantar.

Garoto você é hilário!

É, eu saibo.

Conte mais uma.

Ok, eu conhecia aquela voz infantil.

O Justin Bieber decidiu pular de pára-quedas, qual é o nome da música?

Entrei no cômodo e vi Derick sentado á mesa entre meus pais.

- Borboletas? – Meu pai chutou.

- Não! Garota radical! – O garoto começou a rir. Meus pais franziram a testa, confusos – Qual é, vai dizer que nunca ouviram banda cine? Aposto um beijo que você me quer...

- Boa noite... – Cumprimentei, sentando-me a mesa.

- Oh querido, que bom que chegou, só faltava você para começarmos jantar. – Minha mãe se levantou, me deu um beijo e foi em direção a cozinha – Vou servir o jantar.

- Eai. – Sorri para Derick – Errou de casa?

- Não, sua mãe me chamou encher o bucho. Né Tio Carl?

- Sim garotão.

Rolei os olhos rindo.

- Mas me conta treinador... – O garoto quase se deitou na mesa – A gostosa gostou do anel? Ela aceitou namorar com você?


- Na verdade eu até me esqueci de perguntar se ela gostou, e sim, ela aceitou a namorar comigo.

- Yay! Bate aqui. – Ele ergueu a mão, e eu bati – Sou teu fã, quando crescer quero ter uma namorada igual a tua.

- Estou surpreso... – Meu pai balbuciou – Você está mesmo namorando?

Ergui minha mão, exibindo o anel de prata.

- OMG! – Fechei minha mão quando vi minha mãe correndo em minha direção – Meu bebê está usando uma aliança?

- Mãe...

- Sim, é uma aliança. – Derick deu um sorriso torto – Bonita né? Fui eu quem escolhi.

[...]

- Seu pai sabe que você vai dormir aqui? – Perguntei, enquanto jogava um travesseiro para o garoto.

- Sabe. – Deu de ombros se ajeitando no colchão no chão – Na verdade ele nem liga muito...

- Hm... – Fechei os olhos suspirando. Eu realmente estava cansado. Não que meu dia tivesse sido agitado, mas minha mãe me cansou.

Você tem que trazer sua namorada para eu e seu pai conhecermos.

Ela repetiu essa frase a cada colherada que dava.

- Boa noite treinador.

- Boa noite Derick. – Abri os olhos vendo o garoto rodar pela cama – Algum problema ai?

- Isso aqui é duro! É assim que recebem uma visita na sua casa? Tem uma beira ai pra mim?

- Não!

- Qual é, ela é de casal.

- Exatamente, não somos um casal.

- Pensei que você me amasse...

Cerrei os olhos observando-o atentamente. O garoto colocou um bico nos lábios.

- Ok, você venceu. – Gemi.

- Yay!

Rolei para o lado dando espaço para ele se acomodar ao meu lado.

- Deixe-me impor algumas regras... – Passei a mão por meus cabelos. – Nada de jogar as pernas, nada de abraçar, nada de roncar, muito menos fazer xixi. – Ele riu assentindo. – Agora tente dormir, amanhã acordamos bem cedo.

- Aham...

Derick fechou os olhos e se encolheu. Apaguei o abajur, joguei o edredom sobre o garoto.

Virei-me para o outro lado e voltei a fechar os olhos.

E não demorou muito para que eu pegasse no sono.