19 de jan de 2011

capitulo 14

Posted by sandry costa On 1/19/2011 4 comments


 Pov Nessie

         - Nessie... Nessie, acorda... – alguma voz chata me chamava.
         - Ah, deixa eu dormir! – coloquei meu travesseiro na cabeça.
         - Acorda Ness!
         Eu sentei irritada e vi que era Nahuel que me chamava.
         - Er, bom dia – falei.
         Ele sorriu e sentou na beirada da cama.
         - Boa tarde dorminhoca – ele sorria – Seu pai ligou e pediu pra eu acordar você, eles já devem estar chegando.
         - Onde eles estavam?
         - No colégio.
         Puts, hoje era sexta ainda.
         - Mas por que eles não me chamaram? – perguntei.
         - Você chegou meio indisposta e estava dormindo que nem uma pedra então... Resolveram deixar você em casa.
         Notei que de alguma forma eu estava com um pijama e meu cabelo parecia um monte de feno.
         - Bom, eu vou tomar um banho... – falei.
         - Ah sim – ele se levantou e foi até a porta – Preparei algo pra você comer depois.
         - Obrigado – sorri.
         Ele assentiu e saiu do meu quarto.
         Eu me deixei cair na cama pensando na noite de ontem, em Jacob, em Nathan, em tudo que eu fiz.
         Não poderia mais continuar desse jeito, eu tinha que tomar uma decisão e teria que ser o mais rápido possível, eu não agüentaria viver com Jacob querendo mais que amizade, a noite passada foi à prova perfeita de que uma hora ou eu ou ele iria estourar e nada poderia mudar.
         Fui até meu criado mudo verificar onde meu celular estava e vi um bilhete com meu nome em baixo dele.
         Eu abri curiosa.

         Nessie, eu tive que ir para La Push por alguns dias, problemas do bando.
         Eu não te deixei ok? Voltarei o mais rápido que eu puder.
         E me desculpa por tudo aquilo ontem, eu que fui um idiota na verdade, mas você sabe como eu sou...
         Enfim, já estou com saudade, me ligue.

         Jacob.

         Eu sorri ao ler o papel, como ele podia ser tão perfeito? Será que ele não via que eu o amava e que sempre o perdoaria.
         Será que ele realmente não via que eu o amava do jeito que ele é, que eu vou estar sempre aqui no fim do dia esperando ele. Por que ele não podia ver isso?
         Suspirei e fui tomar um banho.
         Me sequei e coloquei um vestido azul claro de alçinha e minhas sapatilhas brancas, com um visual totalmente menina eu desci.
         Nahuel esquentava algo na panela que cheirava maravilhosamente bem.
         - Macarrão á carbonara? – perguntei enquanto ele mexia o molho.
         - Sim, eu lembro que você adorava quando comia no Brasil – ele sorriu.
         - Hmm, eu adoro sim, o cheiro está uma delicia! – elogiei – vou arrumar a mesa.
         Eu coloquei os pratos e os talheres.
         - Está pronto! – ele falou um tempinho depois e colocou as duas panelas na mesa.
         Eu me servi faminta e podia sentir ele me observando. Após algumas garfadas eu resolvi quebrar esse silencio incomodo que pairava sobre nós.
         - Então Nahuel, me conte... Como estão as coisas? Você já se resolveu com os Volturi?
         - Tudo vai muito bem, eu fiquei em Volterra por dois dias e já falei para eles que não pretendo me juntar a guarda e nem me tornar inteiramente vampiro.
         - E eles aceitaram na boa?
         - Eu não havia infringido nenhuma regra então não tem por que eles tentarem me castigar.
         - É verdade... – dei mais uma garfada – Mais eles cobiçam você.
         - Por causa do meu “dom” – pude sentir as aspas em sua frase – Mas não tenho nenhuma intenção de fazer parte da guarda deles.
         - Mas como funciona exatamente o seu dom? – Perguntei curiosa, afinal ele quase nunca falava disso.
         - Ah, é simples, eu posso incapacitar outro vampiro que tenha um dom, como Jane por exemplo, eu posso bloqueá-la ou dosar seu dom.
         - Dosar?
         - É, vamos ver outro exemplo... – ele pensou – Seu pai, eu posso impossibilitá-lo de ler minha mente e a de qualquer pessoa, mas também posso selecionar os pensamentos que ele poderá ver, então ele só saberá o que eu quero que ele saiba... E assim funciona com todos os outros.
         - Então no caso de Jane, você pode deixar a dor que ela infringe mais fraca?
         - Ou extingui-la, tem algumas coisas mais complicadas... E os Volturi acham que meu dom pode se expandir, por isso o interesse deles.
         - Se expandir?
         - É, se eu me tornar inteiramente vampiro.
         - Hmmm... – murmurei pensativa.
         - Mas vamos mudar de assunto – ele sorriu – como foi a festa ontem? Você parecia estar um pouco alterada...
         - É, eu bebi tequila...
         Ele riu.
         - A melhor parte é que nós mestiços não ficamos de ressaca.
         Eu ri junto com ele.
         - Com certeza essa é uma grande vantagem... Mas eu cometi uma burrada das grandes.
         - O que? – ele falou apreensivo.
         - Eu quase beijei o Jacob – Admiti.
         Eu sabia que eu podia conversar abertamente com Nahuel, afinal foi com ele que eu desabafei no Brasil, fora ele que me ajudou em minhas noites de insônia.
         - Mas você acha que isso é uma burrada?
         - Sim... Jacob não gosta de mim dessa maneira sabe, nós somos apenas amigos, e isso seria errado.
         - Bom, se ele não gosta de você dessa maneira ele vai entender e deixar isso pra lá – ele sorriu – Ele foi pra La Push não é?
         - Sim, ele me deixou um bilhete – Sorri.
         Nahuel me olhava daquele jeito admirado toda vez que eu sorria, eu corei levemente e olhei para meu prato.
         - Estava uma delicia.
         - Então já posso casar? – ele brincou.
         - Com toda certeza! – eu ri.
         Nós levantamos e ele insistiu em lavar a louça enquanto eu enxugava. Nós terminamos e resolvemos ver um filme.
         Estávamos vendo ‘A verdade nua e crua’ quando mamãe e o resto da família chegou.
         Nahuel e eu terminamos de ver o filme e eu joguei um pouco com meu tio Emmett como fazíamos antes.
         O final de semana passou lentamente já que Jacob não estava aqui, eu fui para Port Angeles com minhas tias fazer compras, mas nem isso me animava.
         Eu liguei para Jacob na segunda e ele me explicou que tinha uma pessoa nova em sua matilha então ele teria que ficar lá até quinta feira, que seria o dia da minha peça.
         Mas ele disse que chegaria a tempo de me ver no palco, e assim eu esperava.
         No colégio só falavam da minha ‘dança’ na festa, tiveram alguns meninos que filmaram e tudo mais, inclusive a parte que Jacob sai me carregando em seu ombro como um homem das cavernas, meu pai ficou muito estressado com os comentários e reprovou totalmente essa minha atitude, mas no fim os comentários cessaram e quarta estava tudo normal novamente.
         Agora eu me sentava com minha família, apesar de Nathan ter pedido desculpa e alegar que estava bêbado eu queria dar um ‘tempo’ em tudo aquilo, Lucy agora estava namorando com Jeremy então ficar perto daqueles dois era praticamente insuportável. Não que eu não gostasse deles, mas todos pareciam estar naquele clima de namoro e eu não me encaixava muito bem nisso, por que o único que eu queria como namorado não parecia demonstrar interesse então... Insuportável.
         Nesses dias eu estava conversando bastante com Nahuel e ele demonstrou ser um grande amigo apesar de alguns gestos que me deixavam constrangida, mas ele me respeitava e recuava rapidamente.
         O novo assunto no colégio agora era essa peça, nós ensaiamos bastante e o Sr. Priest queria tudo perfeito, apesar de alguns não saberem muito sua fala tudo estava correndo bem, nós nos vestiríamos com roupas da época e teríamos que nos portar como os jovens shakespearianos. Angelina ainda parecia insatisfeita com seu papel e sempre me olhava daquele jeito nojento.
         Ela veio me provocando todo esse tempo por causa do que aconteceu na festa, mas eu apenas a ignorava, eu não iria brigar, não iria perder meu tempo com ela, por cada vez ficava mais evidente que ela que se atirou para cima de Jake.
         Eu cheguei em casa pilotando a moto de Jake e logo subi para tomar um banho e secar meu cabelo, hoje seria a peça e todo o colégio e os pais dos alunos iriam assistir, eu ainda estava um pouco apreensiva com isso.
         Mas seria muito difícil eu errar uma fala ou algo assim, tentei respirar fundo e relaxar durante o banho, o que me ajudou bastante.
         Pelo menos Jacob estaria lá, eu sorri com esse pensamento, esse tempo longe dele me serviu de alguma coisa, eu conversei com minha mãe e finalmente falei o que estava me sufocando, admiti pra ela meu sentimento por Jake, a ligação que eu sentia com ele e ela me aconselhou como Lucy, a falar pra ele. E era isso que eu iria fazer, eu iria me arriscar e apostar todas as minhas fichas na sinceridade e eu queria que ele visse que eu poderia ser a garota ideal pra ele se ele quisesse.
         Sai do chuveiro com pressa, coloquei uma calça jeans preta, um moletom e meu all star.
         - Onde está a minha Julieta preferida?
         - Aqui Nahuel! – eu ri – Desculpa, mas eu já vou ter que ir, eles tem que me arrumar, eu vou me vestir com roupas da época e tudo mais.
         - Só queria te desejar sorte – ele sorriu – Eu vou lá ver também, acredito que você encantará a todos.
         - Estou contando com isso – sorri e peguei minha bolsa – até mais tarde!
         Dei um beijo em sua bochecha.
         - Até Nessie.
         Eu fui até a cozinha peguei uma maçã e já ia saindo quando meu pai veio até mim.
         - Então é hoje Nessie! – ele sorriu.
         - Sim! Vocês vão estar lá não vão?
         - Todos nós.
         - Espero realmente que gostem – sorri – Agora já vou indo papai, eles tem que fazer aquele penteados, eu tenho que colocar aqueles vestidos gigantescos e tudo mais.
         - Uma super produção.
         Ele riu e eu o acompanhei.
         - Quase isso – falei colocando o capacete.
         - Filha, vai com o Aston por que parece que vai chover.
         - Hmm, então eu só vou colocar a moto na garagem.
         - Pode deixar que eu mesmo faço isso, vá se preparar.
         - Obrigado pai! – beijei sua bochecha – eu amo você.
         - Eu também meu raio de sol, eu também – ele sorriu abertamente.
         Apertei sua bochecha e fui para o Aston Martin.
         A viagem foi bem mais curta do que quando eu ia de moto, comi minha maçã e quando eu cheguei metade das pessoas da peça já estavam lá.
         - Até que enfim Renesmee! – O Sr. Priest ralhou – Pensei que não chegaria nunca! Vamos, vamos, vá se arrumar que a sua roupa é a mais complicada.
         - Então começaremos na parte da festa mesmo?
         - Sim, você de anjo e ele de Frade ambos se conhecem, depois vamos para a parte da sacada, o casamento, morte de teobaldo, sua falsa morte a morte de romeu... Bom você sabe bem isso.
         - Sim.
         - Então corra já para o nosso camarim improvisado e arrase nessa peça.
         - Ok – sorri.
         Fui para a pequena sala onde quase todos estavam se arrumando, Angelina estava louca por que ela teve que usar peruca e estava ridícula. Eu ri disfarçadamente e m      e sentei enquanto as garotas me rodeavam e arrumavam meu cabelo, minha roupa, maquiagem e tudo mais.
         Uma hora depois eu já estava pronta, eu usaria na peça dois vestidos.
         Todos estavam prontos e a maioria do pessoal já estava chegando, havia bastante gente e eu não conseguia ver Jacob em lugar algum, meu coração se contorcia em meu peito e eu queria sair correndo daqui a todo vapor.
         - Você está nervosa? – Jeremy perguntou, ele estava vestido para peça assim como eu.
         - Um pouco – admiti – e você?
         - Também, mas eu apareço pouco então... – ele sorriu.
         - Sorte sua.
         Ele riu.
         - Você vai conseguir Ness, só respire fundo e faça igual você fez nos ensaios, então você deixará a platéia de queixo caído.
         - Ah, eu vou tentar – sorri – mas valeu.
         Nós ouvimos o nosso professor começar a fazer a introdução da peça e logo chegaria a hora.
         Um frio se instalou em minha barriga e instintivamente alisei minha fantasia.
         Eu estava com um vestido branco com detalhes azuis assim como os de minha asa, ele não era muito cheio e eu não usaria um corpete, ele tinha um ar mais angelical e delicado, era de alçinhas e acentuava-me um pouco.
         Elas deixaram meu cabelo solto, prendendo apenas duas mechas deixando meu rosto em evidência, a maquiagem era bem leve e eu estava corada então segundo a menina que me maquiava, ficou um contraste bom.
         Nathan me disse que eu realmente parecia um anjo, mas ainda sim eu estava apreensiva.
         No fundo eu queria apenas que Jake estivesse ali na platéia, que me esperasse e ouvisse tudo que eu tinha para falar.
         Suspirei profundamente, contei até cinco e me posicionei, vi quando Nathan vestido de Romeu entrou, e os outros personagens.
         Já era a parte da festa então entrei alegremente.
         Como era na peça eu encontrei Nathan e ele veio até mim que dançava ao lado de minha ama.
         - Se profano com minha mão por demais indigna esse santo relicário, a gentil expiação é esta: meus lábios, dois ruborizados peregrinos, estão prontos a suavizar com um terno beijo tão rude contacto.
         Me movi ao seu lado enquanto minha ama saia, deixei-o pegar minha mão.
         - Bondoso peregrino, injusto até o excesso sois com vossa mão, que mostrou devoção cortes; pois as santas tem mãos que são tocadas pelas dos peregrinos e enlaçar palma com palma é o ósculo dos piedosos portadores de palmas.
         Ele se aproximou como no texto.
         - Não tem lábios as santas e lábios também os piedosos peregrinos? – ele falou com um sorriso.
         - Sim, peregrino, lábios que devem usar na oração.
         - Oh! Então, santa adorada, deixai que os lábios façam o que as mãos fazem. Elas oram, acedei para que a fé não se mude em desespero!
         Sorri ao pensar em como aquela cantada do século XV era tosca.
         - As santa são imóveis mesmo atendendo às orações.
         - Então, não vos movais – ele falou chegando perto de mim – Enquanto recolho o fruto de minhas preces. Assim, mediante vossos lábios ficam livres de pecado!
         Ele me deu um selinho e eu sorri quando ele se afastou com uma cara tola, por que será mesmo que o Nathan insistiu tanto em ser o Romeu?
         Nessa parte olhei de soslaio para platéia, vi minha família e Nahuel sentados a frente, mas nada de Jacob.
         - Deste modo passou para meus lábios o pecado que os vossos contraíram.
         - Pecado de meus lábios? Oh! Culpa deliciosamente censurada ao pecador! Devolvei-me então meu pecado.
         - Beijais segundo as maneiras elegantes.
         E como já era esperando vi minha ama se juntar a nós novamente.
         - Senhora, vossa mãe está muito precisada de dizer-vos uma palavra. – minha ama falou.
         Então eu sai de cena e os deixei lá.
         Ouvi o narrador falar a parte do coro e os garotos do cenário arrumarem a escada para eu subir na falsa torre, onde era a sacada do ‘meu’ quarto.
         Ouvi Nathan pronunciar as falas de romeu e logo apareci na janela.
         - ... Olhai como apóia o rosto na mão! Oh! Fosse eu uma luva sobre aquela mão para que pudesse tocar naquele lindo rosto! – ele terminou sua fala.
         - Ai de mim! – falei com a minha voz de lamuria.
         Varri a platéia com o meu olhar e nada de Jacob ainda, meu coração acelerou involuntariamente.
         - Está falando. Oh! Fale, Fale de novo anjo luminoso!
         - Ó Romeu, Romeu! Por que és Romeu? Renega teu pai e recusa teu nome; ou, se não quiseres, jura-me somente que me amas e não mais serei uma Capuleto. – falei fazendo um fraco beiçinho.
         - Somente teu nome é meu inimigo. Tu és tu mesmo, sejas ou não um Montecchio. Que é um Montecchio? Não é mão, nem pé, nem braço, nem rosto, nem outra parte qualquer pertencente a um homem. Oh! Sê outro nome! Que há em um nome? O que chamamos de rosa, com outro nome, exalaria o mesmo perfume tão agradável; e assim, Romeu, se não se chamasse Romeu, conservaria essa cara perfeição que possui sem o título. Romeu, despoja-te de teu nome e, em troca de teu nome, que não faz parte de ti, toma-me por inteira! – terminei minha fala.
         - Tomo-te a palavra. Chama-me somente “amor” e serei de novo batizado. Daqui para adiante, jamais serei Romeu.
         Fingi levar um susto.
         - Que homem és tu, assim oculto pela noite, que surpreendes de tal modo meus segredos?
         Seguimos nossos diálogos e eu varria constantemente a platéia em busca do Jacob que não chegava nunca.
         - ... Perdoa, portanto, e não atribuas a leviano amor esta fraqueza minha, que de tal modo revelou a escura noite! – terminei minha fala.
         - Senhora, juro por essa lua que coroa de prata as copas destas arvores frutíferas...
         - Oh! Não jures pela lua, a inconstante lua que muda todos os meses em sua órbita circular, a fim de que teu amor não se mostre igualmente mutável. – falei.
         - Por que devo jurar?
         - Não jures de todo ou, se quiseres, jura pela sua graciosa pessoa que é o deus de minha idolatria e acreditarei.
         - Se profundo amor de meu peito...
         - Bem, não jures. Embora em ti esteja minha alegria, nenhuma alegria me causa o juramento desta noite; é por demais brusco, temerário, repentino, muito semelhante ao relâmpago que se extingue antes que possamos dizer: “Está relampejando!” Doce coração, boa noite! Este botão do amor, sazonado ao hálito ardente estio, talvez se haja convertido em bela flor, quando de novo voltar-mos a ver-nos. Boa noite! Boa noite! Que tão doce e calmo repouso alcance teu coração, como o que se alenta dentro de meu peito. – terminei de falar.
         Passei novamente os olhos pela platéia e mais uma vez vi que Jake não estava lá.
         - Oh! Queres deixar-me assim tão insatisfeito?
         - Que satisfação podes ter esta noite?
         - A troca de meu com teu fiel juramento de amor.
         Outra cantada do século XV, bom traduzindo, ele queria sexo.
         - Já te entreguei o meu, antes que pedisses e quisera fazer-te de novo meu juramento.
         Continuamos com nosso antigo dialogo, e eu imaginava se fosse Jacob ali em baixo na minha janela, se fosse os seus lábios carnudos pronunciarem aquelas palavras, se fosse a sua pele morena contrastando com a camisa branca e seus olhos negros que me fitassem.
         Suspirei.
         - Três palavras, querido Romeu, e ainda boa noite! Se teus pensamentos amorosos são honestos e teu fim o matrimônio, envia amanhã, por intermédio de uma pessoa de que procurarei mandar-te, uma palavra dizendo onde e a que horas queres que se verifique a cerimônia e colocarei minha sorte a teus pés, seguindo-te pelo mundo como meu dono e senhor.
         Nessa hora minha ama começa a me chamar.
         - Já vou! – me virei novamente para Romeu – Mas, se tuas intenções não são boas eu te suplico.
         A ama me chama de novo.
         - Já vou logo! – me virei novamente para Romeu – Que cesses teus galanteios e me deixes só com minha dor. Amanhã, enviarei alguém.
         - Que assim seja minha alma tão feliz!
         - Mil vezes boa noite!
         Trocamos mais algumas falas e eu sai.
         Eu já estava ficando preocupada com Jacob, será que ele não ia vir nunca?
         Eu tremi, e enquanto trocava de vestido me contestava se eu realmente deveria falar com ele.
         - Você está arrasando! – Lucy comentou enquanto me ajudava a trocar o vestido – É sério, já tem gente chorando na platéia!
         - Obrigado Lucy! – sorri – agora deixa eu ir lá!
         Segui o roteiro da peça tão linda e triste, já tinha me casado com Romeu e o mesmo já tinha matado meu primo e fora banido de Verona, agora eu iria tomar a pequena poção para não e casar com Paris.
         - Daí-me, daí-me! Oh! Não me faleis de pavor! – falei pegando a pequena poção da mão do ‘padre’.
         - Toma; agora parte. Sê forte e feliz em tua resolução. Vou agora mesmo enviar um frade à Mântua com cartas minhas para teu senhor.
         - Amor, daí-me força e a força me socorrerá! Adeus, querido padre!
         Sai de cena enquanto esperava a minha outra vez de entrar.
         Me posicionei para entrar no palco, olhei para platéia e meu coração acelerou.
         Ele estava lá, Jake estava lá me olhando com um sorriso tímido em seus lábios.
         Terminei minha fala e logo já vi nathan entrar vestido de Romeu e eu fiquei paralisada.
         - ... Ó meu amor! Minha esposa! A morte que sugou todo o mel de teu doce hálito, nenhum poder ainda teve sobre tua beleza! Ainda não fostes vencida! A insígnia da beleza ostenta ainda o carmim em teus lábios e em tuas faces e o pálido estandarte da morte ainda não foi aqui desfraldado! Ah querida Julieta por que ainda és tão bela? Terei que acreditar que o fantasma incorpóreo da morte está amoroso e que o monstro magro e detestável te guarda nas trevas, reservando-te para ser teu amante? Oh! Olhos, olhai uma derradeira vez! Braços, daí vosso ultimo abraço! E vós lábios! Portas da vida, com um legitimo beijo selai o pacto infindo com a morte devoradora!  - ele me deu um selinho e tomou a água que tinha dentro do vidrinho – Assim morro com um beijo!
         Ele caiu do meu lado e eu levantei, olhei mais uma vez para Jake que agora estava com a expressão fechada. Respirei fundo e pronunciei as palavras que serviam de epitáfio para Romeu.
         Só que assim que eu encostei meus lábios nos de Nathan ele praticamente me agarrou saindo completamente do roteiro da peça, notei um murmurinho por toda a platéia, o que esse idiota está fazendo?
         Sua língua agora invadia meus lábios rudemente e eu não conseguia afastá-lo gentilmente e se eu fosse rude provavelmente ele voaria do palco, meu lado mais fraco já estava ficando mais apreensiva e eu comecei a empurrá-lo com um pouco mais de força, será que ele não percebia que Romeu e Julieta não faziam sexo no túmulo?
         Sem querer agüentar mais nenhum minuto eu o empurrei com força e ele caiu cambaleante me olhando assustado, meu braço onde ele segurava ficara vermelho e a minha nuca onde ele impôs maior força doía.
         Olhei para minha família, papai olhava com um olhar mortal para Nathan assim como todos os outros, o senhor Priest estava prestes a ter um síncope enquanto olhava para Nathan.
         Vi Angelina na lateral do palco sorrir satisfeita, então era essa vaca que estava por trás disso?
         Trinquei meus dentes e todo esse movimento eu fiz em menos de dois segundos.
         Quando meus olhos pararam em Jake, vi que ele me olhava como se eu fosse uma ET, seu olhar torturado me partiu o coração, me fez sentir suja, como se eu tivesse traído ele na frente de toda aquela platéia, meus olhos se encheram de lágrimas quando eu vi ele me lançar um ultimo olhar e sair quase correndo daquele lugar.
         Eu não via opções, eu não deixaria Jacob partir, não hoje, mas nunca.

POV Jacob

         Hoje eu voltaria para Oregon, finalmente ver a minha Nessie de novo, eu prometera a ela que chegaria a tempo de ver a sua peça e agora eu corria a todo vapor, me animando mais ainda lembrando do telefonema que Bella havia me dado.
         Eu já havia dito para ela que eu iria finalmente admitir tudo que eu sentia para Nessie, que eu já não agüentava mais vê-la e não poder tocá-la, ter ciúmes dela e não poder fazer nada por ser um simples amigo.
         Eu deixaria as minhas incertezas de lado, engoliria meu orgulho e falaria com ela, explicaria sobre o impriting e sobre como meu sentimento por ela era diferente, era além de todas essas ligações míticas de lobisomens.
         Bella pareceu não tão satisfeita mas mesmo assim me falou que toda a família lá já havia conversado e que eles aceitariam numa boa se nós dois ficássemos juntos, o que me deu mais esperanças ainda de que tudo acabasse bem, de que Nessie fosse finalmente minha.
         Minha, somente minha.
         Meu coração acelerou consideravelmente e mesmo estando em minha forma de lobo eu me senti radiante com aquelas palavras que rodeavam minha mente.
         Me lembrei de como Nessie se encaixava perfeitamente em meus braços, de como ela cresceu todo esse tempo, de como as coisas tinham mudado entre nós, do seu beijo doce e quente. Estremeci ao lembrar da nossa dança naquela maldita festa, do seu gosto, do seu cheiro delicioso, da sua pele macia... Eu teria que falar com o meu anjo, eu teria que correr esse risco.
         Quinze minutos depois eu estava na casa deles em Oregon, entrei e fui logo para o banheiro tomando um banho rápido, me vesti e coloquei minha jaqueta de couro já que o tempo estava duvidoso, provavelmente choveria e eu estaria de moto.
         Sem nem comer nada corri para a garagem, subi em minha moto e fui a todo vapor para a Oregon High School, na metade do caminho começou a chuviscar, mas mesmo assim não reduzi minha velocidade, cheguei no colégio e todos já estavam lá dentro, entrei rezando para que a peça ainda esteja sendo apresentada.
         No momento em que entrei vi Nessie no palco, minha boca secou e eu pude sentir um sorriso tímido em meus lábios enquanto a via contracenar com aqueles outros adolescentes, a beleza da minha garota ofuscava qualquer um que estivesse naquele palco, vestida do jeito que ela estava, ela realmente parecia um anjo.
         Eu senti meu coração bater felizmente como há tempos ele não fazia.
         Vi quando ela ficou paralisada no que era para ser o seu túmulo, ela fazia toda a cena ser tão real e convincente, tão diferente daquele maldito loiro do seu lado que agora dera um selinho nela.
         Agora eu sabia por que ele insistia tanto em ser o Romeu, respirei profundamente tentando ao máximo não ir lá no palco e quebrar a cara desse loiro.
         É uma peça, uma encenação. Só isso, controle-se. recitei mentalmente.
         Mas todo meu controle se perdeu quando eu vi ele a agarrar naquela merda de palco, toda a alegria que percorria meu corpo se dissipou em dois segundos, ela parecia correspondê-lo sem nenhum problema no começo, será que essa peça foi modificada? Pelo o que eu saiba o romeu não surge dos mortos tentando violar a Julieta.
         Eu me senti um completo idiota por estar aqui e achar que essa merda toda poderia ser resolvida facilmente, com as palavras certas. Me senti ridículo por achar que Nessie realmente me corresponderia. Eu não entendia por que aquele gosto amargo da traição envolvia minha boca, ela não era minha namorada.
         Não, ela não era.
         O tremor de minhas mãos passou para todo meu corpo, eu vi ela se afastar daquele pivete e concentrar suas duas esferas verdes em mim, lancei meu ultimo olhar de amargura e sai antes que eu invadisse aquela porra de palco e socasse aquele imbecil.
         Eu precisava descontar tudo que eu estava sentindo em algo. Eu passei a mão por meu cabelo, eu não choraria, por Deus eu não faria mais papel de otário, eu sairia daqui sem nem olhar para trás.
         Ness queria ficar com ele? Que fique, mas eu quebraria minha promessa antes de quebrar a cara do seu novo namorado, eu não agüentaria ficar aqui e assistir outro cara colocar as mãos nela.
         Eu já atravessava estava no fim do estacionamento indo para saída quando eu senti alguém correndo atrás de mim.
         Nessa hora eu já estava ensopado, a chuva havia aumentado e eu duvidava que fosse um humano correndo até mim.
         Parei de andar, mas não me virei para olhá-la, eu sabia quem era eu reconheceria esse cheiro a quilômetros.
         - Jacob! – pude ouvir seus passos se cessarem – Por favor.
         - O que foi Renesmee? – falei rispidamente ainda de costas.
         - Olha pra mim Jacob, por favor, eu preciso – ela soluçou e eu senti meu coração se retorcer – E-Eu preciso falar com você!
         Eu sabia que sua imagem agora acabaria com qualquer intenção que eu tinha de ir embora, infelizmente era assim, eu não conseguia segurar o impulso de dar a Nessie tudo o que ela quiser é maior.
         Me virei lentamente olhando-a, ela parecia uma princesa saída de um conto de fadas, aquele vestido antigo e o seu cabelo – agora molhado – ainda caia em suaves ondas, as gotas de chuva misturavam-se com suas lágrimas, ela estava corada e seus lábios entreabertos assumiram um tom esbranquiçado.
         - O que você quer? – falei soando rude.
         - Você vai embora de novo? – ela me olhou apavorada e tudo que eu quis foi abraçá-la – A-Aquilo que você viu foi...
         - Eu não tenho nada haver com isso – eu a interrompi – Eu sou só seu amigo Renesmee.
         Eu sabia que estava sendo cruel com ela, mas só existia um jeito, uma maneira.
         - M-Mas...
         - Não me peça pra ficar aqui e cumprir promessas Renesmee – falei secamente – Eu suportei coisas demais e eu que digo, por favor não me peça pra ficar aqui e assistir toda essa merda, por que eu não vou agüentar.
         Suas lágrimas aumentaram e eu me segurei ao máximo para não ir até ela e limpar todas elas.
         Por que diabos tinha que ser assim? Xinguei mentalmente todos os palavrões que eu conhecia.
         - N-Não J-Jacob – ela falou entre soluços – E-Ele e a A-Angelina... Aquilo não tava no roteiro.
         - E de novo eu te pergunto – falei agora mais comovido – O que isso tem haver comigo?
         - E-Eu pensei que... – ela falou olhando para suas mãos.
         Seus lábios tremeram mais uma vez.
         - Pensou que eu assistiria tudo e ficaria contente? – falei ainda rude – Que eu aprovaria seu novo namorado e ficaria sendo seu amiguinho pro resto da vida?
         - Ele não é meu namorado! – ela falou agora mais brava.
         - Amigos é que vocês não são Renesmee, por que amigos não beijam na boca outros amigos.
         - Você me beijou! – ela jogou na minha cara – E mesmo assim se intitula como um amigo!
         Eu abaixei minha cabeça não suportando seu olhar acusatório.
         - Um erro – sussurrei em um fio de voz.
         Sem agüentar me virei novamente, eu não iria chorar aqui, que merda eu não iria!

Pov Nessie 
        
         A chuva pareceu aumentar e Jacob me dava as costas agora.
         Eu não podia deixar ele ir.
         Se ele fosse agora ele levaria meu coração e tudo de mim, Jake era a parte boa de minha vida e que se ferre tudo isso! Eu não deixaria de novo o meu lobo ir embora.
         Ele podia achar que aquele beijo fora um erro, ele poderia achar que nathan era meu namorado, ele podia até achar que aquilo não tinha nada haver com ele, mas eu tinha que colocar isso tudo pra fora de uma vez e se ele partisse dessa vez seria com a certeza de que deixaria para sempre um coração quebrado que jamais haveria concerto.
         Engoli meu choro, engoli também todo o meu orgulho e fui novamente atrás dele.
         - Nada que você diga agora vai me impedir de ir Renesmee – ele se virou para mim e falou naquele mesmo tom duro.
         Se eu não tivesse visto por um segundo se quer a dor em seus olhos eu não faria isso, se eu não tivesse visto o seu olhar triste e arrependido antes dele se tornar frio eu nunca teria criado essa maldita coragem e saído da minha bolha.
         A chuva agora havia cessado um pouco, mas ainda caia insistente, obstinada, assim como eu, obstinada a ser insistente e egoísta.
         - Nem que eu amo você? – falei em um fio de voz.
         Segurei minhas lágrimas até aquele ponto, de ali em diante eu não conseguia mais.
         Agora eu já havia falado, eu não poderia voltar atrás, aquelas três ridículas palavras já haviam saído de meus lábios e seria tudo ou nada.
         Assisti sua expressão mudar e aquele turbilhão de sentimentos invadir seu olhar, eu engoli seco, suei frio, senti minhas mãos gelarem.
         - O-O q-que? – ele gaguejou.
         E por um segundo eu considerei a idéia de sair correndo e me enterrar no buraco mais fundo que eu avistasse.
         Mas isso não traria Jacob para mim, isso não me faria feliz, eu não podia ser covarde pra sempre e ocultar meus sentimentos.
         Por deus eu queria que Jacob soubesse o quanto eu o amo, eu queria que ele enxergasse que eu poderia ser a garota ideal pra ele, que eu o amo por ele ser quem é, que eu amo os seus defeitos e admiro suas qualidades, que nunca ninguém mudaria isso.
         Nós tivemos anos para construir esse amor e agora ele era sólido como rocha dentro de mim, eu sabia que jamais amaria alguém desse jeito e que se eu o deixasse partir sem saber seria como assinar minha sentença de morte.
         Por que eu não queria uma vida sem Jacob do meu lado, eu não sabia como viver sem o meu sol particular, sem suas mãos calorosas afagando minha bochecha, sem seu sorriso, sem sua voz, sem seu cheiro. Por deus eu não conseguiria ter uma vida, eu apenas existiria por incontáveis anos sem nenhum propósito, sem nenhum tipo de vida. Por que eu só consideraria vida aquilo que eu poderia ter ao lado desse homem em minha frente.
         Sem conseguir me conter, me aproximei dele e o senti recuar.
         Meu coração estava em pedaços, eu mal conseguia sentir meus pulmões.
         - V-Você está falando isso para eu ficar Renesmee – ele falou ainda chocado – Você não tem idéia do que essas palavras podem significar.
         Eu solucei e ao mesmo tempo me irritei com suas palavras, eu estava aqui me humilhando na sua frente e ele ainda achava que eu não sabia o que isso significava?
         O que ele queria a mais? O que faria acreditar que eu o amo? Por que diabos ele ainda duvidava de mim?
         Ele se virou novamente e eu não consegui agüentar, toda a raiva que estava dentro de mim explodiu, eu queira gritar! Chorar! E socar tudo ao mesmo tempo.
         - QUE DROGA JACOB BLACK! Será que é tão difícil assim ver que eu AMO VOCÊ! Será que é tão difícil assim de perceber o por que de eu não querer que você vá? O que mais você quer que eu fale? Quer que eu me humilhe mais um pouco? Pois bem, se isso te faz feliz, EU AMO VOCÊ! Felizmente eu me apaixonei pelo meu melhor amigo que é CEGO a ponto de não ver, a ponto de ainda duvidar de mim!
         Ele se virou tão rápido que eu mal vi, sua expressão era de extremo choque, de admiração e de amor.
         Ele abria a sua boca sem proferir som algum.
         - O que mais você quer Jacob Black?
         Ele ainda me fitava de boca aberta.
         Eu me aproximei dele e agora ele não recuava, ele parecia estar congelado.
         A chuva ainda caia e agora eu estava mais que ensopada.
         Fitei seu rosto, seus olhos negros que cintilavam agora, seus lábios carnudos entreabertos, sua bochecha que agora parecia estar vermelha, seus cabelos pretos agora ensopados.
         Ele poderia achar aquele beijo um erro, ele poderia discordar com o que eu havia dito, mas eu falei e agora que todas as cartas estavam expostas na mesa, que o meu amor havia sido exposto, que o meu orgulho havia sido ferido, cabia a ele tomar a decisão.
         Eu esperava uma reação dele, mas ele continuava parado me olhando como se eu fosse uma miragem. E eu não conseguiria resistir por muito tempo, eu o queria, por Deus como eu o queria.
         - E-Eu...
         Sua voz estava deliciosamente rouca e eu não pude mais me conter.
         Corri em sua direção sem realmente me importar se ele iria ou não me aceitar em seus braços, se ele iria ou não me corresponder. Ele precisava acreditar em mim, ele precisava saber que para mim ele era mais que um amigo. Mais que qualquer namorado. Ele era parte de mim, parte essa que eu não deixaria se perder.
         Ele pareceu descongelar e abriu seus braços. Sem pensar duas vezes pulei nele, enlaçando sua cintura com minhas pernas, senti seus braços quentes me sustentarem, seu abdômen se chocar contra mim, meu coração estava acelerado assim como o dele. Minha respiração era rarefeita assim como a sua, agora ele estava um pouco abaixo de mim, eu toquei seu rosto ignorando as gotas de chuva que caiam insistentes, passei a mão por seu cabelo molhado, inspirei seu cheiro amadeirado que ficava ainda melhor na chuva.
         Com meu dedão eu toquei seus lábios, tentando memorizá-los pelo resto de minha vida, segui caminho por seu maxilar chegando ao seu pescoço e logo depois sua nuca, com minhas duas mãos entrelacei meus dedos em suas madeixas escuras colando finalmente seus lábios nos meus.
         Os seus lábios eram urgentes, mas os meus eram mais. Eu queria mais, eu queria que isso durasse para sempre, seu hálito era deliciosamente viciante, seu calor me envolvia por completo, se antes eu sentia um corrente elétrica percorrer meu corpo agora eu me sentia a fonte da própria energia. Todos os lugares em que nossa pele se tocava parecia queimar, eu explorava toda sua boca sem inibições, sem objeções, nossas línguas travavam uma batalha deliciosa, havia mais que amor em tudo isso.
         Nós parecíamos ter os dois extremos, ao mesmo tempo em que havia aquele amor doce e sincero, havia também uma chama ardente que nós ligava, que exigia cada vez mais de nós dois, um magnetismo que fazia com que tudo se completasse com ele ao meu lado.
         As borboletas estavam frenéticas em meu estômago, e eu estava perdendo todo o meu ar, mas preferia morrer aqui antes de ter que me separar dos braços que eu tanto ansiei nas minhas noites mais escuras.
         Se esse beijo não o fizesse acreditar que eu estava totalmente entregue a ele, nada mais faria. Disso eu estava certa.
         Ele interrompeu arfando nosso beijo, seu nariz ainda tocava o meu.
         Eu olhei em seus olhos e ele fez o mesmo, eu me derreti diante a tanta paixão que seus olhos negros me transmitiam.
         - S-Se isso não te fazer acreditar, eu não sei mais o que fazer. – murmurei a milímetros de sua boca.
         - Você não sabe o quando eu sonhei com esse momento Ness – sua voz rouca acariciava meu apelido.
         Meu coração inflou tanto que parecia esmagar minhas costelas, eu sentia o meu ar rarefeito comprimir meu diafragma e temia acordar a qualquer hora.
         Isso só poderia ser um sonho.
         Jacob me amava.
         Ele me amava.
         - Por que... – eu tentei falar, mas ele me interrompeu selando novamente nossos lábios.
         O beijo tinha o mesmo toque de urgência, de amor, de paixão.
         Dessa vez eu o interrompi sem ar.
         Ele me colocou no chão lentamente e tocou minha bochecha com tanta ternura que me fez querer chorar.
         Senti sua outra mão em minha cintura e novamente seu calor me envolveu completamente.
         - Por que eu era um idiota Nessie – ele falou a centímetros de mim, seus olhos negros colados nos meus. – Por que eu tinha medo de perder você.
         A emoção em suas palavras era tão forte que me fez arrepiar, que fez minhas cordas vocais se congelarem.
         - Por que... – ele se aproximou e roçou seu nariz no meu lentamente – Eu sempre amei você.
         Sem que eu percebesse uma lágrima solitária rolou por minha bochecha, aquilo não poderia ser mais perfeito.
         - Por que, eu me sinto ligado a você de um jeito – ele roçou seus lábios no canto dos meus – tão forte que o simples pensamento de perder você me faz querer morrer.
         Eu não me assustei com suas palavras, por que eu sentia exatamente o mesmo. Eu nunca recuaria diante a tal compromisso, por que eu sabia que eu iria querer Jacob para sempre, eu sabia que não existiria vida para mim sem ele.
         - Eu amo você Renesmee Cullen – ele roçou seus lábios levemente nos meus – Eu amo você como nunca irei um dia amar outro alguém. Só você, eternamente você.
         Eu não consegui segurar, deixei as lágrimas caírem por todo meu rosto sem me importar, eu não conseguia proferir nenhum som sequer então eu colei seus lábios nos meus novamente.
         Jacob me amava.
         A realidade desse momento ainda que surreal me invadiu.
         Ele me amava.
         Ele me queria.
         E dessa vez, nada disso era um sonho.

4 comentários:

Estou sem palavras diante de tanto
romantismos, nossa eu quero mais e
mais esta tão perfeito, que fiquei
triste quando vi que tinha acabado
o capitulo, por favor eu te emploro
posta logo o proximo capitulo urgente.

bjs

QUERO MAIS!!!!
Amei!! Tbm fiquei mto triste quando vi que tinha acabado.
Amei a sua fic!!! Vc é d+++.
Eu não via a hora de Nessie e Jake se entenderem...
eles merecem!!!

Nossa esse capitulo ficou perfeito, teve tanto sentimento. Fiquei emocionada, eu quero mais capitulos.
esta perfeito.
beijos

UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU
ahh eu to feliz
feliz
feliz
muuuuuito feliz
PARABÉNS
eu não via a hora dos dois se acertarem
muiiiito bom mesmo
parabéns,de novo
amei o cap
o meu preferido até aqui
Beeeijos
viu, se eu demorar um pouco pra comentar a fic
liga não é
que as vezes fica corrido demais e não da tempo de eu ler
mas pode ter certeza
que eu sempre vou recuperar o que perdi
Beeeeios

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