A conversa.
EDWARD
Sai do consultório muito preocupado. Perguntas sem respostas inundaram minha mente. Quem teria mandado o E-mail? Alice? Não Alice é minha amiga, minha melhor amiga, ela jamais faria isso comigo. Eu tinha certeza que só uma pessoa podia ter me mandado aquela mensagem. Bella, o Deus! Será que era da Bella? Não podia ser.
Entrei em meu carro e dirigi o mais rápido possível para casa. Minha cabeça is explodir a qualquer momento. Calma Edward mantenha a calma. O aniversário do nosso primeiro beijo era só amanhã. Eu teria que esperar até as 18h15m de amanhã.
Deixei meu carro estacionado na rua. Eu ainda tinha que ir à casa da Alice, Luke me esperava. Entrei em casa e fui direto para o banheiro, eu precisava relaxar. Precisava de um banho.
Chloe, minha cachorra correu em minha direção, abanando o rabo antes mesmo de eu subir as escadas. Afaguei-a atrás de suas orelhas caídas. Ela ficou quieta por alguns instantes e depois começou a olhar para porta.
-Agora não Chloe, quem sabe mais tarde. – Disse subindo as escadas.
Chloe é uma Collie. Bella e eu a compramos logo depois do casamento. Bella adorava cachorros. Eu não, mas agora adoro.
Fiquei uns 40 minutos em baixo do chuveiro. A água quente fez com que meus músculos relaxassem. Eu me permiti esquecer meus problemas por apenas 40 minutos, só 40 minutos. Sai do banheiro fui até o closet. Parei na porta e minha respiração acelerou. A roupa de Bella penduradas e dobradas perfeitamente como ela deixou há oito anos atrás ainda continuavam ali. A solidão daquele quarto, daquela casa. Era tudo horrível para mim. Mas sabem o porquê eu não me mudo? Porque a cada canto dessa casa, existe algo da Bella, e essa é a única forma que eu tenho de sentir que ela esta perto de mim.
Troquei-me rapidamente e fui até a cozinha a caixa eletrônica estava com mensagens. Fiquei com medo de ouvir, mas lembrei que poderia ser a Alice. Apertei o botão e ouvi as mensagens.
“Oi Edward é a Alice, queria saber que horas você vai vim estou preparando o jantar, beijos.”.
“Tiooooooooo, mamãe disse que você vai me levar no parque, to te esperando heim, vê se não demora.” Essa eu tive que ri, só podia ser o Luke.
“Querido, aqui é Esme, você desapareceu, estou preocupada filho. Ligue-me mais tarde.” Dei um suspiro e apertei o botão, as mensagens haviam acabado. Eu tinha que ligar para Esme, ela realmente estaria preocupada, mas deixarei isso para mais tarde.
Sai de casa, fechei a porta e fui para o carro. Eu precisava de um tempo, e acho que meu sobrinho iria me divertir hoje.
***
Cheguei à casa da Alice, uma casa bem maior que a minha e muito mais bonita.
Adivinha quem estava me esperando na porta? Ele mesmo, o próprio. Luke Brandon Cullen o melhor sobrinho do mundo.
-Tioooooooooo. – Ele gritou e veio correndo em minha direção. Abri meus braços e ele pulou no meu colo.
-Tio que bom te ver. – Ele disse sorrindo.
-Também é bom te ver pequeno. – Disse retribuindo o sorriso.
-Vem a minha mãe ta te esperando. – Ele disse.
Coloquei-o no chão e ele foi me puxando até a porta. Entrei e a fechei logo em seguida.
-Edward. – Alice veio me cumprimentar com um beijo na bochecha.
-Vem Edward, eu estou acabando de fazer o jantar. Fique a vontade. – Alice me tratava como se eu fosse uma visita e eu já me sentia uma pessoa de casa. Ela sempre foi assim, todos que chegassem a sua casa seriam bem recebidos.
Sentei-me no sofá e ao lado de Luke que assistia aos filmes da Disney.
-Achei que ia me esperar para assistir garotão. – Disse bagunçando seu cabelo.
-Eu ia, foi por isso que eu tentei ajudar a mamãe na cozinha, mas ela não deixou então eu não consegui te esperar. – Ele disse com um sorriso sapeca.
Luke era a réplica perfeita do Jasper, só que em tamanho menor. Ele era loiro como o pai, tinha os olhos castanhos claros como à mãe e a educação dos dois. Luke era uma criança diferente. Ele falava,”por favor,” quando ia te pedir algo e dizia “obrigado” quando fazíamos algo para ele ou lhe dávamos algo. Ele definia isso como “as palavrinhas mágicas”. Era bom ter sua companhia, era confortável estar ao lado daquele pequeno garoto.
-Tio, posso te perguntar uma coisa? – Luke disse sentando em meu colo.
-Depende.
-É serio
-Então pergunte.
-Se o meu pai e minha mãe se separarem você me adota? – Por essa eu não esperava. O que é que o Luke queria agora? Como assim? Alice e Jasper se separando. Confesso que fiquei em choque com essa hipótese.
-Porque você diz que seus pais vão se separar? – Perguntei.
-Ontem à noite eu ouvi uma coisa. – Ele disse quase em um sussurro e olhou na direção da cozinha, para ver se Alice não estava vindo.
-Que coisa? – Perguntei curioso.
-Os meus pais brigando. – Ele abaixou a cabeça. – A mamãe disse que ele não tinha mais tempo para mim e que ele só se preocupava com o trabalho, então eu ouvi meu pai dizendo que se ela continuasse com isso ele iria pedir o divorcio. – Eu estava pasmo diante daquilo. Luke era uma criança muito esperta e ele sabia o significado da palavra divorcio.
-Luke seus pais não vão se divorciar. – Eu disse tentando acalma-lo pois o pequeno já chorava no meu colo.
-Promete tio. – Ele disse com os olhos marejados
-Prometo garotão. – Disse o abraçando e afagando seus cabelos.
-Pronto gente o jantar esta pronto. – Alice disse entrando na sala toda sorridente.
-Que bom eu estou morrendo de fome. – Disse
-Ótimo Edward. Luke vá lavar as mãos para jantar. – Luke assentiu e desceu do meu colo cabisbaixo.
-Alice será que podemos conversar antes de jantar? – Perguntei.
-É melhor jantarmos e depois conversamos. – Ela disse me rebocando para a sala de jantar.
***
Jantamos em silêncio, bem eu e a Alice, pois o Luke não parava de falar sobre a fase do vídeo game que ele havia passado. O jantar estava agradável, Alice sabia cozinhar muito bem e sua companhia assim como a do Luke era confortável.
-Amor porque você não vai assistir TV enquanto eu e seu tio Edward conversamos? – Alice disse quando terminamos de jantar.
-Está bem mãe. – Luke se levantou da cadeira e correu em direção a sala.
-Você não vai vim tio? – Ele gritou.
-Já estou indo. – Gritei de volta.
Enquanto Alice tirava os pratos da mesa e os lavava eu continuei sentando esperando que ela terminasse.
-Pode dizer o que você quer Edward. – Ela disse de costas para mim lavando os pratos na pia.
-Preciso conversar com você. – Eu disse.
-Pode falar. – Ela ainda continuou de costas.
Inclinei-me na cadeira e dei uma olhada para a sala para certificar que Luke não nos ouviria.
-Que historia é essa de que você quer se divorciar do Jasper? – Fui direto ao ponto. Ela ficou rígida e em silêncio por alguns minutos.
-Não sou eu que quero me divorciar é ele. – Ela apenas disse isso.
Levantei-me da cadeira e encostei-me na pia com os braços cruzados sobre o peito a encarando.
-Foi o Luke não foi? – Ela perguntou com a cabeça baixa.
-Foi. Ele me pediu para adotá-lo se vocês se divorciarem.
Ela me olhou incrédula e com uma expressão envergonhada.
-Escuta Alice. – Comecei a encarando. – Não vai adiantar você culpar o Jasper por ele não passar muito tempo com o Luke. Quando você se casou com ele você sabia que iria ser assim, então não o culpe.
-Mas...
-Sem, mas. – Eu a interrompi. – Eu não acho que Jasper é um mau pai Alice, mas é o trabalho dele. Jasper é empresário, ele viaja o mundo, mas sempre que pode esta com o Luke. Semana passada os dois não foram para a praia? Então Alice, Jasper ama o Luke ele só não tem muito tempo. – Eu disse com calma para que ela entendesse o lado do Jasper.
-Acontece que ele gosta do trabalho e o coloca acima de tudo, a cima do próprio filho e esposa. – Ela disse se virando para a sala onde Luke jogava vídeo game.
-Mas creio que como um bom casal vocês devem conversar e de preferência longe do Luke. – Disse para ela.
-Você tem razão. – Ela concordou comigo. – Eu Jasper precisamos mesmo conversar e chegaremos a uma solução juntos. – Ela disse com um sorriso.
-Isso mesmo. – Disse a abraçando. Ficamos assim abraçados como amigos por um longo tempo até que o telefone tocou. Alice olhou para mim, eu dei de ombros. Alice pegou o telefone a atendeu.
-Sim?
-Dr. Edward Cullen está? – Perguntou uma voz masculina.
-Quem é?
-Agente Eric do FBI, por favor, gostaria de falar com Edward Cullen.
-Ele não está.
-Eu sei que está, estou na frente de sua casa e o carro dele esta aqui então, por favor.
Alice tirou o telefone do ouvido e me entregou.
-Quem é? – Não pude contar a curiosidade na minha voz.
-Agente Eric do FBI. –Eu pude perceber o medo em sua voz.
Há oito anos eu não o via. Desde o incidente no lago eu nunca mais ouvir falar do agente Eric, só me lembrava das vezes que ele me visitou no hospital com uma expressão de dúvida.
O que ele poderia querer depois de tanto tempo?
Peguei o telefone e coloquei no ouvido.
-Alô
-Dr. Cullen, que bom que pegou o telefone eu achei que teria que entrar a força na casa de sua cunhada.
-O que posso ajudá-lo Eric? – Perguntei tentando ser educado, já Alice me fitava com curiosidade e fitava a janela da cozinha olhando para o lado de fora. Percebi que tinha uma viatura da policia estacionada atrás do meu carro.
-Será que eu posso conversar com você Dr. Cullen.
Não respondi, desliguei o telefone e fui abrir a porta da sala e como esperava agente Eric estava ali parado diante da porta.
-Dr. Cullen. – Ele estendeu a mão em um cumprimento.
-Agente Eric – Estendi minha mão também.
-Não vai me convidar para entrar? – Ele perguntou e eu dei passagem para que ele entrasse.
-Como vai senhorita Alice. – Eric cumprimentou Alice que não gostou nem um pouco de sua visita.
-Isso é uma visita social? – Ela perguntou.
-Creio que não Alice, será que podemos conversar? – Ele a olhou e depois seu olhar veio até mim.
-Claro, sente se, por favor. – Alice disse educadamente.
Notei que Luke não estava mais na sala. Isso seria ótimo, ele não precisava ouvir as conversas dos adultos.
-O que ouve Agente Eric? – Alice perguntou.
-Bem vocês devem ter ouvido os noticiários na TV, viram que foram encontrados dois corpos perto do lago Esme.
Eu não havia visto o noticiário, mas sabia que Alice havia visto.
-e daí? – Perguntei
-Eles estavam perto de sua propriedade.
-A propriedade não é minha e sim dos meus pais.
-Mas a propriedade esta sob sua responsabilidade? – Ele perguntou.
-Não, está sob minhas responsabilidades – Manifestou-se Alice.
Eric a fitou por poucos segundos e depois me fitou.
-Mas o que os corpos têm a ver com isso? Eles não estavam em nossa propriedade estavam? – Perguntei curioso.
-Na verdade eles estavam em um terreno a oeste. – Ele nos informou.
-Então o que você quer aqui? – perguntei.
-Vocês se incomodariam de dizer quando estiveram pela ultima vez no lago?
-Estive lá no mês passado - Disse Alice.
Mas seus olhos estavam em mim e não em Alice.
-E você Edward?
-Há oito anos. – Respondi. Ele balançou a cabeça como se esperasse essa resposta.
-Como disse antes, nos encontramos dois corpos perto do lago Esme.
-Vocês já os identificaram? – Perguntou Alice.
-Ainda não.
-Não é estranho? – Eu perguntei.
Eric refletiu por um momento e depois disse:
-Sabemos que ambos são do sexo masculino, adultos, altos e fortes. Estávamos examinando os registros de pessoas desaparecidas para ver se os identificamos, eles são muito antigos.
-Quanto tempo? – Perguntei.
-Uns sete ou oito anos. – Ela afirmou.
Alice e eu nos olhamos e depois o encaramos.
-Vocês acham que pode haver mais corpos. – Ela perguntou.
-Nunca se sabe senhorita.
-Então você veio aqui para pedir nossa permissão para escavar o terreno do lago Esme? – perguntei.
-Também.
Esperamos que ele continuasse. Ele pigarreou e me fitou.
-Edward, o seu tipo sanguíneo é B positivo certo? – Ele perguntou.
Abri a boca para falar, mas Alice me impediu.
-O que isso tem haver com os corpos? – Ela perguntou.
-Encontramos uma coisa no local onde estavam os copos.
-Que outra coisa? – Perguntei me encurvando para frente do sofá.
-Isso é confidencial.
-Então trate de dar o fora. – ordenei.
Eric não pareceu surpreso com minha explosão.
Ele se reclinou no sofá e continuou a conversa.
-Eu sei que o assassinato de sua esposa foi levado à justiça e sei que deve ser doloroso tocar nesse assunto. – Ele disse.
-Há oito anos você pensou que eu a tinha matado.
-Não é verdade. Você era o marido. Nesses casos, as chances de um envolvimento de um membro da família são...
-Talvez se você não tivesse perdido tempo com isso a tivesse encontrado viva. – O interrompi nervoso. Eu não estava nos meus melhores dias.
-Minha função era explorar as possibilidades. – Ele afirmou.
-Que diabos você quer aqui agente?
Ele se levantou e disse:
-Quero um exame de sangue seu Edward. – Respondeu ele.
-Por quê?
-Quando sua mulher foi raptada você foi atacado.
-E daí. – Me mostrei desinteressado.
-Foi atingido por um instrumento duro.
-Você esta cansado de saber disso. – Alice que estava quieta se manifestou.
Eric ajeitou a gravata que usava e começou a andar de um lado para o outro.
-Quando encontramos os copos achamos um taco de beisebol.
De repente eu tive um horrível dor de cabeça. Era só essa que me faltava.
-Um taco? – Indaguei.
Eric afirmou com a cabeça.
-Junto com os corpos e sabe o que é mais interessante nisso? – Ele se voltou para nos. – Existia sangue ressecado no taco tipo B positivo. – Ele se virou para mim. – Seu tipo sanguíneo não é mesmo?
***
Recapitulamos tudo: O aniversário do primeiro beijo, a marca na árvore, o som da porta do carro, minhas frenéticas e patéticas tentativas de chegar à margem.
-Você se lembra de ter caído no lago? – Eric perguntou.
-Sim.
-Aí você perdeu os sentidos na água?
Confirmei com a cabeça.
-Você diria que o lago tinha quanto metros de profundidade?
-Você não verificou isso há oito anos atrás? – Indaguei.
-Colabore comigo Edward.
-Não sei, era bem fundo.
-Tudo bem, depois disso você se lembra do que?
-Do hospital. – Respondi.
-Nada entre o momento em que atingiu a água e que acordou no hospital?
-Nada.
-Você não se lembra de ter saído da água? Não se lembra de ter caminhado até a cabana? Sabe, você fez tudo isso. Quando te encontramos você estava no chão da cabana e o telefone estava fora do gancho.
-Eu sei, mas não me lembro.
-Você acha que esses dois homens são vitimas de... – Ela hesitou – Laurent?
Alice pronunciou Laurent rapidamente. O simples ato de dizer o seu nome dava calafrios.
-Não sabemos direito. As únicas vítimas conhecidas de Laurent foram mulheres. Ele nunca escondeu um corpo antes. E a pele dos homens apodreceu então não podemos saber se foram marcados com a letra L. Marcados. Senti minha cabeça girar e girar, fechei os olhos com força e algo veio em minha mente. Sim, agora fazia sentido o porquê do e-mail.













4 comentários:
nossa !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! essa fic esta cada vez melhor e mais surpreendente.
amando tudo e vc esta de parabens
beijusss
Meu. =O Tipo, que nossa, que incrivel, que foda, que misterioso!
Amei! *-*
Amei mesmooo *-*
By: Aya
Curiosa essa fic, vou acompanhar
bjs
Ain tomara qeu a bella esteja viva
nos tadinho do ed ele ta sofrendo tanto
e tipo muitas surpresas em
amei
beijosss
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