18 de dez de 2011

Capitulo 19

Posted by sandry costa On 12/18/2011 1 comment


O Guardião dos Anciões do Tempo
Samara
O caminho que estávamos seguindo era pedregoso, úmido e escuro... estava arrependida de ter aceitado vir com esse homem que eu nem sei quem é. Nenhum dos meus poderes era páreo para ele, nada o atingia, e ele também não me atacava, dizia que eu era mais útil para ele viva! E que mesmo que quisesse me atacar, não lhe era permitido. Eu ainda não sabia quem ele era, o que queria e por que estava me “concedendo” esse poder...
– Chegamos.
– Onde estamos? Que lugar é esse?
– Vê aquela porta? – ele apontou uma enorme porta que parecia de pedra com uma fechadura esquisita. – Atrás dela você vai encontrar o que precisa para atingir seu objetivo e eu o meu! Mais antes de você abrir a porta eu preciso te dizer algumas coisas...
Então ele começou a falar sobre um ser milenar que possuía um poder inimaginável que tinha sido aprisionado pelos anciãos do tempo que dominavam o destino e que só poderia ser libertado por alguém com características de personalidades pré-determinadas... e eu me encaixava nas expectativas... que ele vinha acompanhando a mim e àquela que se diz minha irmã desde o nascimento. Que nós teríamos um único empecilho, e que este deveria ser destruído. – você está disposta a tudo para se tornar uma soberana? Até passar por cima de pessoas que te amam, pessoas que se voltarão contra você, pessoas que quando descobrirem o que aconteceu aqui, farão de tudo para te destruir?
Não havia duvidas, primeiro que se essas pessoas me amassem, não tentariam me impedir, e sim me apoiariam. Segundo “amor”, o que é isso? Um sentimento sem finalidade alguma que enfraquece as pessoas e as tornam irracionais. – Sim estou disposta.
– Mais uma coisa, não tem volta. Se você for aceita, o que bem provavelmente, acontecerá, não haverá como voltar atrás. Lility se apossará de seu corpo, sua memória, suas emoções... seus poderes hoje, não serão nada comparados, aos dela...
– Já disse que aceito! – respondi ficando irritada. – Só quero saber o que você ganha com tudo isso? – ele deu um sorriso de lado e me respondeu.
– Então tudo o que tem a fazer é colocar sua bela mãozinha naquele local e depois, todas as suas dúvidas serão sanadas.
Eu olhei para o local indicado e caminhei até lá. Era mesmo uma fechadura, onde meus cinco dedos da mão direita se encaixavam. Eu os coloquei como presumi que deveriam ficar. Uma amarra se prendeu ao meu pulso, mantendo minha mão naquela posição. De repente, senti uma pontada em cada dedo, como se uma agulha os furasse ao mesmo tempo. Gotas de sangue saiam de meus dedos, e essas gotas seguiam um caminho contra a gravidade, elas subiam para uma espécie de escultura em baixo relevo de um redemoinho, ou furacão como queiram... meu sangue se depositou naquela imagem e foi sugado para dentro da “porta”. O que prendia meu pulso se soltou e a fechadura começou a se mover, eu estava fincada no chão, não conseguia me mover. Momentos depois a porta se abriu em um pequeno espaço para que alguém passasse por ela. Meus pés se moveram sem que eu sequer pensasse. Assim que passei pela porta, a mesma se fechou.
Lá dentro a principio, não conseguia distinguir nada, havia muita luz e aos poucos essa luz foi se dissipando até se resumir em um forte ponto que flutuava no centro da sala. Passei a ouvir uma voz feminina imponte em minha cabeça.
“Finalmente a humana escolhida! Tenho te esperado por milénios... eu sou Lility e você é meu receptáculo.”
Num movimento rápido, toda aquela luz se apossou de mim. E eu senti como se tivesse duas consciências, a minha e a dela. Mais a minha era fraca, muito fraca.
“Enquanto você não aprender a dominar todo meu poder, vou dividir a consciência com você humana, e quando essa etapa tiver sido alcançada, será só você...”
***
Narração 3ª pessoa
Na residência dos Cullens...
Um vulto parou na frente deles, era um homem realmente muito bonito. Uma figura que passava segurança e tranquilidade a todos. Ele não pisava ao chão, flutuava no ar era uma visão encantadora.
Edward e Nessie tentaram ler seus pensamentos mais não conseguiram. Os lobos num instinto de se proteger tentaram se transformar e também não conseguiram. Nenhum dos presentes conseguiu fazer nada, levantar uma mão para atacar ou ao menos dizer qualquer coisa.
– Humanos... não veem que não há necessidade de me atacar? Eu só permiti que visualizasse minha chegada vidente por que queria que todos estivessem aqui... – o visitante disse. – A você jovem – se referia a Jason. – Foi permitido vir ao passado única e exclusivamente por que Lility ficou completamente fora de controle, e desse modo a humanidade estaria arruinada. Não que eu me importe com vocês que receberam a dádiva do livre arbítrio e essa terra maravilhosa que lhes fornece tudo, e o que vocês fizeram com ela? A destruíram somente. Mais a humanidade não pode ser destruída assim, Ele não permitiu. E concede a vocês mais uma chance. Os problemas dos humanos, só os humanos podem resolver, nós só podemos orientá-los. E essa é a minha missão.
“Meu nome é Andrew. Sou o guardião dos anciões do tempo. Existo desde sempre, posso fazer qualquer coisa, menos atentar contra vocês. Também não tenho obrigação de protegê-los, essa missão é dos anjos. Fui mandado para orientá-los, como já havia dito. Vocês não são os únicos seres mágicos que existem, e nem serão os últimos a existir.” Ninguém entendia o que se passava naquele momento. Anciões do Tempo? Era uma noticia que nenhum deles tinha ouvido falar, desde o mais velho Carlisle, até Edward, que já esteve na mente de muitas pessoas tinham ouvido falar nesses seres. Jully parou de sentir o que Samara sentia agora tudo estava calmo novamente. E o guardião continuava a falar...
“Como bem sabem, em tudo existe o bem e o mal... Antes dEle criar os homens a sua imagem e semelhança, seu planeta era habitado por dois poderes iguais e diferentes ao mesmo tempo. De um lado, Lility a lua negra, um poder macabro forjado no lodo e na lama. Do outro lado a Fênix, um poder benevolente forjado na luz e no amor. Esses poderes são a origem desses extremos.
Quando Ele disse “haja luz”, esses poderes foram contidos e deixaram de habitar esse espaço livremente. O poder de Lility foi aprisionado em um local onde nenhum humano conseguiria chegar. E o poder de Fênix foi guardado junto aos Anciãos. Mais Lility deixou sua essência, sua maldade pairava no ar até que a primeira mulher se deixou influenciar pela primeira vez e levou o homem consigo para fora do paraíso. Em contra partida, Fênix também deixou sua essência, que se manifestou na atitude do homem em perdoar a mulher por seu ato de pecado...”
Um poder existe para anular o outro, seja para o bem, seja para o mal. Nunca houve um humano em toda sua história que fosse capaz de despertar e absorver o poder de Lility até alguns anos atrás...
Duas crianças nasceram. Crianças especiais com características especiais. Uma ardilosa e traiçoeira, a outra ingênua e amorosa. Essa criança traiçoeira e ardilosa, em sua vida adulta poderia muito bem despertar o poder de Lility, e a outra, seria o receptáculo da Fênix, se ela o desejasse. Por que a Fênix escolhe seu vaso. E foi isso o que acabou de acontecer, Samara como vocês a conhecem, guiada infelizmente por um de nós, chegou até o calabouço de Lility e foi aceita por ela. Não tem como mudar isso. Mais vocês tem como impedi-la. Alias, vocês devem impedi-la, essa é a segunda chance de vocês, a primeira foi desperdiçada, quando Samara a matou jovem. – ele disse se voltando para Julliana. – Você deveria ser o receptáculo da Fênix, mais nesta nova chance, a Fênix não escolheu você.
Existe outro vaso. Outra pessoa que pode receber a Fênix. Uma mulher pura de bom coração para encarar essa missão árdua. Eu sei quem é, mais se eu disser fica muito fácil. Lembrem só os humanos podem resolver seus problemas, eu sou só um conselheiro. Mais posso dar uma dica: o novo vaso é uma simples humana e pode ser identificada por uma marca.
Eu preciso partir, mais manteremos contato, se realmente precisarem de mim, podem me chamar, mais eu só virei se for de extrema importância. Cinco semanas é o tempo que vocês têm para achar o novo vaso, destruir Samara e aprisionar Lility novamente. Caso contrário jovem, seu mundo continuará o mesmo e sua vinda até aqui terá sido em vão...
Continua...

1 comentários:

Eu sempre achei que a Samara era meio louquinha, mas a este ponto é demais. Na real ela parece mais uma psicopata tentando matar a irmã (se bem que se ela conseguisse matar ñ seria tão ruim, só pra Julliana ñ provar o gostinho de ser deixada pelo Seth, essa cena vai ser intensa pra ñ dizer cômica. Pq tipo kde a amor avaçalador e único que os dois sentiam, deve ter ido pro escaço, qm é q vai saber).
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Débora

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