2 de out. de 2011

Capitulo 10

Posted by sandry costa On 10/02/2011 No comments


NOITE TENSA


NESSIE



Bem, eu realmente estou confusa. Há dois minutos estávamos nos pegando desesperadamente, agora ele me pede calma... Como calma? Essa tarde ele me fez ter as sensações mais maravilhosas que eu poderia ter “eu acho”.

Meu inicio de dia foi um saco. A tarde foi esplendorosa. A noite começou bem, agora estou começando a duvidar de como ela vai terminar. Jake e essa sua negativa esta começando a me estressar.

- Jake... – sussurrei.

- Calma Nessie. É que eu te quero tanto... Mais eu tenho que fazer as coisas direito.

Eu ri das palavras dele.

- Como assim? Jake, agente não precisa casar pra transar. – bom, eu quero me casar um dia é claro, mais não precisa ser agora. Eu sei que Jake é o homem da minha vida e é com ele que eu quero passar toda minha eternidade.

- Eu sei. Eu sei. – ele se sentou ao meu lado no sofá. – E eu não quero transar com você pequena. Quero FAZER AMOR.

- Eu não sei transar muito menos fazer amor. Mais seja lá o que você queira fazer, eu também quero Jake. Eu to pronta.

- Sei que você esta pronta. Pude perceber isso hoje à tarde lá no quarto.

- Então Jake. Eu to pronta. Eu quero você. Me faz sua mulher. Faz amor comigo. – implorei.

        Ele me beijou. Um beijo calmo e delicado, cheio de amor.
Sinto que ele me ama. Mais por que não seguir até o fim.

- Eu faço. Mais primeiro, preciso te contar umas coisas antes. Fatos do meu passado. E depois, que eu contar se você quiser fazer amor, não vou negar.    

Bom, se eu já estava confusa antes, imagina agora. “eu preciso te contar”. O que ele tem de tão importante assim pra dizer? Que agonia!

Eu sei que posso descobrir isso em um segundo, basta ler sua mente. Mais eu não gosto de invadir a privacidade dos outros assim, e além do mais, agora eu estou até com medo do que possa ser.

Jake parece desesperado, como se sua própria alma dependesse desse segredo tão grande. Eu olhei seus olhos negros como a noite sem luar. Tinha medo neles. Medo. Mais medo de que?

- É tão grave assim? – arrisquei quebrando o silêncio que perdurava.

        Seu olhar baixou para meus lábios. Sua mão se estendeu até meu rosto, fazendo carinho ali. Eu fechei os olhos e descansei a cabeça na palma de sua mão. Meu coração martelava em meu peito acompanhando o ritmo do coração dele.

- Não meu amor. Não é nada grave pequena. É só uma sombra do meu passado que eu não quero que fique oculta aos seus olhos.

Abri meus olhos e ele me encarava. – Pode falar então. – falei baixinho. Ele pegou minhas mãos e beijou as duas de forma carinhosa. Respirou fundo e por fim disse:

- Eu fui apaixonado por outra mulher no passado. – suspirei com a notícia.

        Deus! “outra mulher”. “apaixonado”. Outra mulher, uma rival? Alguém que anda atrás dele por ai. Alguém que já esteve envolta por seus braços. Alguém que já ouviu “eu te amo” de sua boca. Boca. Alguém que já beijou seus lábios, aqueles lábios que me levaram aos Céus hoje e alguém que provavelmente já fez amor com ele. Será que ele ainda a ama? Será que eles ainda se vêem?

        Mais ele disse que “ME” ama. Não disse? Eu precisava ouvir isso, é tudo o que eu preciso ouvir.

- Jake, você me ama? – minha voz saiu tremula.

- É claro que sim. Eu Te Amo! E você é a pessoa mais importante pra mim. Eu Te Amo pela pessoa que você é não só por causa do imprint. – eu podia sentir a verdade em suas palavras. – Nessie, eu quero que você tenha absoluta certeza desse sentimento. Assim como eu tenho. Eu Te Amo. – nossa dizer eu te amo três vezes na mesma frase, é acho que ele me ama.

- Quem é? Quem é essa pessoa que abala tanto suas estruturas? Quem é a mulher que conquistou o coração de Jacob Black e jogou fora? Me diz por que eu preciso agradecer. – Jake sorriu quando eu disse aquilo. – Sim, eu quero agradecer por ela ter sido burra o suficiente e ter deixado você livre pra mim. 

- É alguém do nosso convívio. Nós somos amigos até hoje. E eu agradeço a Deus todos os dias por ter decidido ficar ao lado dela até o final, porque ela me deu o presente mais especial que eu poderia desejar. Ela é minha melhor amiga, Nessie. E quando ela disse não pra mim por amar outra pessoa, ela me deu você.

- Calma ai, né. A mulher te da um pé na bunda por amar alguém e você agradece? Cruzes Jake. – isso é que é gostar de sofrer. Mais calma ai Nessie. Melhor amiga que já amava alguém. Só pode ser a... – Jake! Você era apaixonado pela Leah? Meu Deus. Jake. Só pode ser ela. É a única pessoa que me vem à cabeça.
  
 - A Leah? Não. Ela não. Credo, eu e a Lee. Ela é minha amiga sim, mais não é a MELHORamiga. – ele explicou.

- Ta bom. Mais Jake sua melhor amiga é minha... MÃE?! Melhor amiga. Disse não pra você. Já amava alguém e te deu um presente especial. – puxei minhas mãos das dele levantei bruscamente do sofá e fui parar do outro lado da sala.

- Sim. A Bells.

        Eu não acreditava no que tinha ouvido. Meu Jake já foi apaixonado pela minha mãe. É surreal.

- Não pode ser. Jake. É brincadeira. Diz que é brincadeira. – eu chorava copiosamente. Lágrimas pesadas rolavam por meu rosto. Eu preferia que fosse a Leah, como preferia.

- Não é brincadeira Nessie. Eu fui apaixonado pela Bells antes de você nascer. Quando ela era apenas namorada do seu pai. Ela nunca me correspondeu, não do jeito que eu gostaria. Mais nós já...

- TRANSARAM? – era pra ser um sussurro, mais saiu um grito.

- Não. Nunca. Nós nunca transamos. Mais nós nos beijamos algumas vezes.

- Eca. – eu limpei a boca com a parte interna do braço com força.

A imagem que eu podia ver em sua mente era torturante. Ele e minha mãe se beijando no alto de uma montanha coberta de neve, me fizeram sentir náuseas. Jacob se aproximava de mim. Eu levantei a mão fazendo-o parar. Suas mãos caíram ao logo do corpo. A frustração estampada em seu rosto. Ele também chorava.
       
Neste momento ouvimos um uivo de lobo na floresta. Parecia um chamado. Jacob andou até a janela e fez um sinal pro lobo que o aguardava do lado de fora.

- Era o Paul. – ele disse.

- Vai Jake. –eu disse. Ele tentou se aproximar de novo. – Não. Não se aproxime. Me dá um tempo Jake. Eu preciso digerir isso tudo. Vai ver o que está acontecendo.

- Nessie Eu Te Amo. Não duvide disso.

        Seus olhos estavam vermelhos mais não tinha lágrimas. Ele caminhou até a porta e a abriu. Já estava do lado de fora quando eu disse em sua cabeça “Nunca duvidei”. Ele voltou imediatamente até mim. Roçou seus lábios nos meus levemente e correu, no meio do caminho já se podia ver o grande lobo avermelhado correndo disparado pra dentro da floresta.

        Eu cai no chão da sala e chorei...



***



JULLY


        Sabe aqueles dias em que você não deveria ter saído de casa? Pois é pra mim, esse dia foi hoje. Nessie não quis ficar conosco na biblioteca como sempre fazíamos. Seth não veio à faculdade hoje por que era dia dele na ronda, não sei por que, pois a cidade me parece muito tranqüila. Mais eles acham que não devido ao crescimento populacional dos lobos, confesso que não entendo muito bem sobre o assunto. Enfim...

        Ai que merda! Porque essa caminhonete, sempre me abandona quando eu mais preciso? E agora, como eu vou embora?

        Virei à chave outra vez, nada! Que falta de sorte. Todo mundo já foi, só restou eu aqui. Arhhhh. Eu não vou ficar aqui, também não pretendo ir a pé pra casa. Peguei o celular e liguei pra primeira pessoa que me veio à mente. Com um pouquinho de sorte, a essa hora ele já estaria em casa.

Não demorou muito e pude ouvir seus passos apressados.

- Seth, cadê seu carro?

- Ta em casa.

- E como você vai me levar?

- Aonde você esta com a cabeça? – ele disse enquanto abria o capô do carro. – Esqueceu que eu trabalho numa montadora? E boa noite pra você também. Dormiu comigo hoje?

- Boa Noite! Petulante!

        Ele mexeu mais um pouco e fechou o capô. Não dava pra negar o talento daqueles meninos.

        Nessie era uma menina de sorte. Jake pegou uma oficina e transformou numa montadora que virou o sustento dos meninos da reserva. Apesar de Seth trabalhar na administração, ele também sabia da mecânica dos carros.

- Agora dê partida. – ele pediu. Eu virei à chave e surpresa! Funcionou. – Vai pra lá que eu dirijo.

- Cuidado com meu bebê. – ele riu um sorriso lindo que mexia comigo. Sorri de volta.

- Jully, esse seu carro ta um trapo. Devia me deixar dar um trato nele qualquer dia.

- É. Qualquer dia eu deixo. Seth! Olha pra estrada.

- O que? Acha que eu vou bater?

- É claro! Sou muito nova pra morrer.

- Sabe que isso não vai acontecer. Eu posso dirigir de olhos fechados ou dirigir e te beijar ao mesmo tempo. – ele disse isso olhando nos meus olhos sem olhar nem uma vez pra estrada. – Mais vou olhar pra frente se te tranqüilizar.

- Obrigada.

        Chegamos à minha casa rapidamente e eu o convidei a entrar.

- Podemos pedir uma pizza. Se você não tiver nenhum compromisso. – sugeri. Ainda não era muito tarde e eu estava faminta.

- Eu adoraria.

        Entreguei o telefone e o número da pizzaria pra ele enquanto me jogava no sofá tirando os sapatos.

- Como foi seu dia? – ele perguntou.

- Estressante. Estou esgotada.
       
Seth se moveu para a beirada do sofá e pegou meu tornozelo, colocando-o em seu colo.

- Seth...

- Fique quieta e relaxe. – ele ordenou, massageando meu pé. Gemi cansada, fechando os olhos. Seth pegou o outro pé se dedicando à massagem.

        As mãos de Seth eram fortes e enviavam correntes elétricas pela minha perna.

- Preciso fazer uma faxina nessa casa. – disse tentando quebrar o clima.

- Deixa pra amanhã. Hoje você precisa descansar.

        Abri os olhos e ele sorriu de forma tão adorável que me senti esmoecer. Então as mãos dele subiram por minhas pernas, e eu senti uma onda de desejo arremessar-se como uma flecha até o centro do meu corpo, que fervia enquanto ele movia as mãos pra cima e pra baixo.

- Seth. Você está tentando me animar?

- Suas pernas... são divinas! – ele se inclinou pra frente, deixando que meus pés deslizassem para o chão, enquanto levava as mãos pela minha panturrilha.

- Elas vêm até aqui em cima. – eu disse imaginando por que não estava me esquivando ou protestando. Mais eu sabia. Estava tão interessada nele que, quando suas mãos passaram por baixo de minha saia, eu só queria que ele me tocasse.

- Vem cá. – ele falou e roçou sua boca na minha.

        Deixei escapar um pequeno som que ele engoliu. Minhas mãos hesitaram acima das coxas dele, desejando tocá-las. Minha hesitação o excitou ainda mais, e no momento em que eu finalmente as deixei cair sobre as pernas dele, Seth estremeceu de desejo.

- Oh, Deus! – ele falou.

        Mergulhando a boca na minha. Sua língua separou-me os lábios, enquanto seus dedos apertavam minhas coxas. Minha respiração se tornou ofegante e Seth me segurou pela cintura, sua intenção era me colocar em seu colo, quando a campainha tocou. Era a pizza.

- Preciso atender.


SETH

        Fechei os olhos por um segundo revivendo os momentos. Estava excitado, pronto pra fazer amor e pensei que jamais tinha desejado tanto uma mulher quanto desejava Jully.

        No momento em que a porta se abriu e o cheiro de pizza invadiu a casa, eu salivei. A única coisa que me fazia perder o foco, em quase qualquer ocasião, é a comida.

        Nos sentamos no chão da sala e devoramos aquela maravilha da cozinha italiana. Quer dizer, eu comi a maior parte, por que ela só beliscou alguns pedaços.

        Já estávamos há alguns minutos só nos encarando, sem dizer nada. Eu via um brilho em seus olhos. Ambos estávamos envoltos naquela bolha de sedução. Mais aparentemente, ela não quer dar o braço a torcer. Tudo bem tem toda essa história sobre eu ser lobo, e que a qualquer momento, eu posso dar de cara com meu imprint. Mais isso não quer dizer que eu não posso gostar de alguém e viver um romance tórrido. Afinal, o imprint não é uma regra.

- Já está tarde Seth, acho melhor você ir.

- Não quer mesmo que eu te ajude com isso?

- Não precisa. Eu dou um jeito sozinha.

        Me levantei e caminhei até a porta que ela gentilmente abriu.

- Jully, está livre no sábado? – ela piscou repetidas vezes e assentiu. – Então, a Emily está planejando um piquenique. Queria que você fosse comigo.

- Não sei Seth, talvez.

- Com certeza a Nessie e o Jake iram.

- Talvez. Depois eu respondo.

- Claro. – me aproximei com intenção de beijá-la novamente, mais ela virou o rosto fazendo com que eu beijasse sua bochecha. – Não precisa fugir de mim. Eu não sou o lobo mal. – falei sussurrando em seu ouvido e a senti estremecer.

- É complicado Seth.

- Eu sei. Mais eu quero descomplicar e preciso que me ajude. – falei enquanto dava leves beijos em seu pescoço.

        Minha mão procurou sua cintura e a outra puxou delicadamente seu rosto para que ficasse a centímetros do meu. Não estava forçando, ela poderia recuar se quisesse. Mais não o fez. Ela soltou o ar que estava segurando, fechou os olhos e ofereceu os lábios...

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