17 de nov de 2011

Capitulo 29

Posted by sandry costa On 11/17/2011 No comments


Híbridas

Ponto de Vista da Caroline


Eu abri meus olhos e o mundo à minha volta tinha mudado. Me lembro de tar no carro da Sara, quando de repente aquele urso passou na frente do carro e…boom: tínhamos embatido na árvore…

- Caroline? Caroline! OMG! Emmett! – minha mãe reparou que eu tava abrindo os olhos.

- Carol! – meu pai me abraçou.

- Deus, o que é isso? – Sara gritou.

Foi ai que eu lembrei: Sara! Nahuel! Como eles estavam depois do acidente?

- Filha, tá doendo? – Alice perguntou. Sara não respondeu – Jasper, tá doendo algo nela? Se tiver, põe ela mais confortável.

- Não dói. – Sara disse se sentando.

- Carol, como você está querida? – minha mãe checou cada parte de meu rosto.

- Eu tou bem…mas o que é isso? Nossa, tá tudo tão diferente! – eu comentei.

- É…papai, eu nunca tinha visto essa quantidade de cicatrizes… – Sara adicionou. Era verdade…eu nunca tinha reparado nas cicatrizes que tio Jasper tinha.

- Carlisle!!!!! Bella!!!!! Edward!!!!! – tia Alice e minha mãe gritaram.

- Que foi? – eles chegaram em milésimos de segundo. Nossa! Eu tou contando os milésimos de segundo!

- Elas acordaram. Elas vêem melhor. Mas seu coração bate. Algo está muito errado! – mamãe explicou.

- O que elas têm? – meu pai perguntou.

- Vamos tentar descobrir. – vovô Carlisle disse.

Tentaram nos tirar sangue. Mas agulhas normais não funcionaram. Eu e Sara questionámos o que tinha acontecido e o que estava acontecendo agora, mas ninguém nos dizia.

Eu já estava me sentindo como um objeto de estudo.

- Rose, Alice, Jasper e Emmett, vossas filhas têm a mesma composição no sangue neste momento como a Nessie. E elas provavelmente estão ouvindo nossa conversa agora, porque ouvem, sentem, vêem muito melhor do que quando eram humanas.

- Isso quer dizer…

- Isso quer dizer que como Nahuel é um híbrido, metade humano, metade vampiro, elas são híbridas também. O poder do veneno dele é metade do nosso veneno. Mas isso é um caso raríssimo. Elas não são vampiras, mas também não foram concebidas na mistura de vampiro + humana. Elas simplesmente foram mordidas e transformadas em meias-vampiras.

- Isso quer dizer que são exatamente como a Nessie? Que o coração delas bate e tudo mais, mas são eternas? – Alice quis saber.

- Sim, em principio sim. Vocês sabem, isso não é uma ciência exata…

- Mas…

- Mas, eu acho que elas como já atingiram os 18 anos, não vão envelhecer mais e serão eternas. – vovô Carlisle disse e eu me abracei a Sara!!!

- Assim sendo…

- Sim, Rosalie. – tio Edward confirmou algo que minha mãe tinha pensado – Sendo como a Nessie, híbridas, elas provavelmente podem ser mães também.

- Isso é perfeito! – mamãe exclamou.

- Maravilhoso! – tia Alice acrescentou – Eu tou tão feliz!

- Meninas, podem sair dai. Nós sabemos que estão ouvindo. – tio Edward nos indicou.

- Ok, assumo que estávamos ouvindo. – Sara disse.

- Onde estão os outros? – eu perguntei.

- Foram caçar. Vosso cheiro a sangue ficou bem forte cá em casa ontem…

- Sangue… – eu e Sara repetimos meio que hipnotizadas ao mesmo tempo.

- Parece que alguém tem lição de casa para fazer. – tia Bella lançou o desafio para nossos pais.

- Bem, visto que são híbridas, provavelmente também gostam de sangue além de comida humana, certo? – tio Jasper nos perguntou.

- Eu não sei porquê, mas essa palavra, me deixa com água na boca. Portanto, assumo que sim, papai. – Sara assumiu com vergonha.

- Eu também…

- Não é preciso se envergonharem. Faz parte da nossa natureza. – tia Bella nos explicou.

- Claro, querida. – mamãe me abraçou.

- Quem quer ir caçar? – tia Alice perguntou com os olhos negros.

Foi ai que me lembrei, como estariam meus olhos? E minha figura? E minha silhueta? Mas, nada disso importava agora. Eu estava literalmente sedenta.

Somente uma pergunta eu tive de fazer antes de partirmos:

- O que aconteceu com o Nahuel? – eu perguntei receosa.

- Ele está bem. Ele vos transformou. Como ele é meio vampiro, como vocês agora, ele é o forte o bastante para sobreviver. Ficou com uns arranhõezinhos, mas nada de especial. – papai me explicou.

- Ah, ainda bem! – eu suspirei aliviada.

Nós partimos na minha primeira viagem de caça e eu aprendi tantas coisas do mundo até agora encoberto pelos meus pais.
-----7 horas depois-----


Ponto de Vista da Sara

Depois de caçarmos voltámos para casa. Não nos cruzámos com ninguém. Não o vi desde a minha festa e a troca dos presentes…Ele, o Embry…

Quando cheguei a casa, ele estava deitado no sofá chorando baixinho com a cara entre os braços entre as almofadas.

- Embry! – eu me sentei ao lado dele, e fiz carinho no seu cabelo.

- OMG, eu agora até sonho com a voz dela! – ele exclamou baixinho.

- Embry, sou eu, mesmo! – eu agarrei seu cabelo e suspirei no seu ouvido.

- Sara? – ele se virou e me olhou – Sara!!! – ele me abraçou e meu coração saltou completamente do meu peito. Começou batendo freneticamente.

- Eu tou aqui.

- Eu tou sentindo seu coração…mas você tá diferente, como é possível? – ele perguntou chorando e eu também.

- Vem comigo. – eu o puxei pela mão para um canto no imenso jardim.

O mais longe possível da casa, agora que eu tinha noção da capacidade de audição de um meio vampiro, imagina de um vampiro completo mesmo…

- Me explica como é possível? – ele me perguntou.

Nesse momento, eu estava sentada bem no colo dele, que por sua vez estava sentado num banco do jardim.

Ai, uma coisa que essa minha nova condição de meia-vampira não me ajudava em nada, era no blush (natural) na minha face. Minhas bochechas estavam queimando, imagino quão vermelhas elas deviam estar…

- Eu fiquei híbrida. Como a Nessie. Meia humana: quente, com pulsação, e meia vampira: eterna, jovem…

- Você é eterna como eu agora? – ele perguntou feliz.

- Sim. – eu confirmei.

- Eu te amo! – ele proferiu e me abraçou.

Eu chorei. Me ama como amiga de certeza.

- Porque está chorando? Tem algum machucado do acidente? – ele perguntou preocupado.

- Eu…tou…bem… – eu disse soluçando. Ele pegou no meu rosto e virou para o dele para ter contato visual com meus olhos.

- Sara, olha para mim. Eu te conheço desde que você era um bebê. Eu sei que algo está errado com você. – Embry disse.

- Pois…há algo errado comigo. Algo de muito errado... – eu chorei.

- Me conta. – ele pediu.

- Não. Você ia me odiar.

- Sara. – ele sussurrou firme – Me conta, por favor?

- Eu te amo…mais do que amigo, mais do que irmão…te amo como uma mulher pode amar um homem, Embry. – eu confessei e baixei minha cabeça com vergonha. Ele não ia querer falar comigo nunca mais, tenho certeza…

- Sara… – ele chamou com algo na voz. Não consegui identificar – Diz isso de novo?

- Para quê? Te amo, simplesmente. – eu sussurrei entre as lágrimas.

- Não chora. – ele pediu e virou meu rosto para o dele. Nossos rostos se aproximaram instintivamente como se tivessem feito isso durante toda a vida. – Eu te amo. – ele disse com nossos narizes se roçando e sua respiração embatendo na minha face.

Aquelas 3 palavras, 7 letras foram tudo o que eu sempre quis ouvir. Seus lábios e os meus se tocaram e deslizaram uns sobre os outros com um amor que eu sempre quis imaginar ser possível.

Ali, nos seus braços, o mundo poderia acabar. Eu estava feliz. Ele, super carinhoso, quando nosso beijo terminou, colocou algumas mechas do meu cabelo loiro e colocou atrás de minha orelha.

Seus olhos e mãos percorreram toda a minha face com carinho e amor (eu acho), que me deixou completamente rendida. Fechei meus olhos e senti o momento, simplesmente.

- Sara Elisa Whitlock Cullen, aceita namorar comigo? – ele perguntou ao fim de um tempo abraçados.

- Com todo o meu amor por você Embry Call, sim, eu aceito! – eu aceitei o pedido que esperei sempre.

Ele me beijou e me pegou ao colo. Depois, ele me rodopiou no ar. Nada importava à nossa volta. Só eu e ele. Ele e Eu. NÓS!

Parecia irreal quando dito em voz alta que depois de tanto tempo esperando, finalmente éramos um do outro, hoje e para sempre.

- Vamos entrar? – ele perguntou sem grande vontade.

- Tem de ser, não é mesmo? – eu repliquei.

Demos as mãos e juntos caminhámos todo o jardim até a sala onde encontrámos minha família que tinha ouvido tudo, provavelmente, com sorrisos na cara.

- Vocês ouviram? – eu perguntei quase certa.

- Sim. – Carol me respondeu.

- Oh…assim não vale!

- Parabéns! – eles nos abençoaram com sua aceitação e eu fiquei feliz por isso. Até papai deu um abraço a Embry…(é de estranhar!).

Todas as minhas dúvidas foram embora. Agora, ele era meu e eu dele, e toda minha família aceitava com satisfação isso.

----4 meses depois -> 25 de Dezembro de 2028----


Ponto de Vista da Carol


- Carol, acorda. – Nahuel me beijou a face.

- Bom-dia, amor! – eu disse ainda de olhos fechados. Ele me beijou.

- Sabe que dia é hoje? – ele me perguntou. Eu sabia o que ele queria ouvir…

- Dia de natal. – eu dei a resposta obvia, mas não a que ele queria ouvir…

- Só?

- Hum… – eu me fiz de difícil, fingindo que não lembrava que dia era hoje.

- Faz um esforço. – ele pediu.

- Claro que eu sei que dia é hoje, bobinho! Nós fazemos 3 meses de namoro hoje. – eu o beijei.

- Você lembrou. – ele disse super amoroso.

- Claro que lembrei. – eu assinalei convicta.

- Tenho um presente para você. – ele me disse e tirou de seu bolso um medalhão com um coração partido em dois, mas encaixado.

- É lindo… – eu comentei.

- Essa metade é para você. A outra é para mim. Porque nosso coração não é mais completo quando estamos afastados um do outro. – ele explicou e eu chorei com a emoção – Não chora…

- Eu…amei! – eu o abracei e ele colocou o medalhão da metade do coração em mim, fechando bem atrás do meu pescoço – Obrigada.

- De nada. – ele sorriu.

- Também tenho algo para dizer. – eu falei.

- Tem? – ele perguntou.

- Tenho.

- Fala.

- Eu tou…eu tou…

- Você tá…? – ele perguntou sem entender.

Eu peguei em sua mão e coloquei no meu ventre. Ele olhou para mim surpreso com um ar de incredulidade.

- Tá? – ele perguntou.

- Sim. – eu assenti. Ele sorriu e me abraçou forte.

- Oh meu deus! Melhor presente de natal e de aniversário do nosso namoro era impossível! – ele me beijou.

“Tio Edward e/ou prima Nessie, se ouviram isso, por favor não contem. Deixem isso ser nós a contar!!!”– eu pedi em pensamento.

Meu mundo estava definitivamente rodando no sentido certo agora. Híbrida, eterna, com o amor da minha vida e grávida.

Agora só faltava contar para minha mãe, meu pai e a restante família…mas como iriam eles reagir?

Que medo!!!

- Vamos, temos de falar isso para a família. – eu assegurei o Nahuel.

- Vamos. – ele me pegou ao colo e me carregou até à sala.

- Mãe, pai, família!!! – eu chamei todos para os reunir.

- Carol? – mamãe perguntou chegando. Eu ainda estava no colo de Nahuel.

- Nós temos uma novidade para contar. – eu afirmei e suspirei longo.

- Têm? – mamãe perguntou abraçada com papai.

- Temos. – nós concordámos em coro.

- Botem logo para fora. – papai nos incentivou.

- Eu estou grávida. – eu confessei de uma vez, não contendo a excitação por dentro.

- GRÁVIDA??? – mamãe e papai perguntaram em coro.

- Sim.

- Oh meu amor! – mamãe veio me abraçar.

- Nahuel, seu desgraçado vem aqui já! – papai disse com um ar ameaçador.

- PAI! – eu o chamei à razão e abracei forte o Nahuel, o protegendo. Papai nunca seria agressivo comigo na frente, com a possibilidade de me magoar.

- Esse safado…ele e a minha menina…

- Bem feito, Emmett! – tio Edward riu alto. Papai sempre gozou com tio Edward e com Jacob…e agora era com ele.

- Papai, eu tive tanta culpa nisso como ele. – eu avisei.

- Emm, se acalma. – mamãe o chamou à razão – Carol, me abraça! – mamãe pediu e eu a abracei. Ela soluçava sem lágrimas…

- Mas…

- Mas nada, Emm. – minha mãe afirmou – Um dia isso ia acontecer. Ai, meu bebê, minha pequenina princesa vai ser mãe…

- Vou, mãe. – eu disse com as lágrimas quase a transbordar.

- Parabéns, maninha! – Sara disse vindo me abraçar.

- Isso é o meu sonho, Emmett. – mamãe explicou tentando o acalmar – Você sempre soube. 
Eu sempre me queixei de ser vampira porque não podia ser mãe e tivemos nosso milagre com a Carol. E meu sonho de ter filhos e netos a correr pela casa vai se tornar real. Que mais poderia eu pedir? – mamãe admitiu sua felicidade. Abracei ela.

- Te adoro, mamãe.

- Eu também, bebê. – ela me abraçou forte e depois fez um carinho no meu ventre.

- Papai? – eu perguntei com cautela.

- Ai…ser pai é difícil…Ver você crescer é ainda mais… – ele confessou – Parabéns, filha. Sua tarefa difícil vai começar agora. – ele me abraçou e beijou também.

- Parabéns aos papais! – a família nos parabenizou.

- Já que tamos numa de anunciar novidades, eu também tenho algo para contar. – Sara disse.

- Tem? – tio Jasper virou para ela preocupado – Não diga! Você também tá grávida?

- Não!!! Eu não tou grávida. – Sara respondeu.

- Então, qual é a novidade? – ele perguntou.

- Eu já sei! – tia Alice saltou de felicidade.

- Isso é injusto, Alice! – tio Jasper disse.

- Eu e Embry, nós vamos casar. – Sara contou.

- Parabéns Sara! – eu fiquei contente por ela.

- Casar? Não é cedo ainda para isso? – tio Jasper perguntou.

- Não. Eu tenho certeza que é isso que eu quero. – Sara confirmou.

- Parabéns aos noivos! – as restantes pessoas da família disseram.

- Não é tarde, nem é cedo. É agora mesmo! – Nahuel se ajoelhou – Caroline Mel Hale Cullen, aceita casar comigo?

- Claro que aceito! – eu o beijei.

- Que posso eu fazer mesmo? – papai se resignou.

- Eu acho que tá na hora mesmo. – David se ajoelhou – Elena Swan Cullen, você é sagrada para mim, você aceita casar comigo?

- Casar? – Elena perguntou surpresa – Sim, claro que sim! SIM, SIM, SIM! – ela saltou para o colo dele.

- Tá vendo, você também tem a sua dose. – tio Emm gozou com tio Edward que estava fixo na cena.

- Parabéns, filha! – tia Bella a abraçou e beijou com carinho.

- É…parabéns! – tio Edward aceitou.

- Casamento triplo então! – tia Alice pulou de contente.

- Sim, casamento triplo! – eu aceitei.

- Sim. – Elena e Sara concordaram e os rapazes também.

Noiva, eterna e grávida…como minha vida podia ser melhor?

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