31 de out de 2011

Capitulo 34

Posted by sandry costa On 10/31/2011 1 comment



POV Edward

Tudo era cinza.

O ar de Forks, geralmente doce e frio, parecia pesado com uma grande massa cinza que travava na garganta da gente. O tempo parecia não correr. Não havia sons de animais.

Eu estava só no meio da estrada que dividia Forks e Port Angeles.

O que eu fazia lá?

Eu não tinha ideia. Tentei descobrir tentando caminhar em frente. Rumo a Port Angeles.

Era o que minha intuição dizia. A resposta está em Port Angeles.

O vento assobiava... Gélido... Parecia cantar...

A música era sombria... Como se cantasse para a morte.

Apressei o passo.

Um arrepio passou pelo meu corpo.

Então algo mudou.

Não sei o que era ou como. Mas estava vindo. Eu sentia alguém ia morrer.

Eu corri.

Corri como nunca corri em toda minha vida. Queria está o mais longe possível da coisa que se arrastava ferozmente procurando uma vitima. Esse vítima era eu. Quem mais poderia ser? Só eu estava naquela estrada. Eu. Sozinho.

Uma vibração. Parecia que o ar de repente ficou quente e rarefeito. Um zumbido vinha ao longe. Estava mais perto.

Eu poderia imaginar seus olhos vermelhos ferozes e a boca aberta com dentes afiados em busca de sua caça. Tentei correr mais rápido. Minhas pernas queriam fraqueja, mas eu não permitir. Eu tinha que fugir.

Pareceu então que o tempo retrocedeu. Quando eu finalmente cheguei ao começo de Port Angeles o tempo pareceu virar contra mim e antes que eu conseguisse chegar ao meu destino a fera me alcançou.

Era o fim, pensei. A fera passou por mim me derrubando, mas ao contrário do que pensei ela não me matou.

Passou direto como se tivesse decidida a fazer algo.

Eu não era sua vítima.

Mas quem seria?

Me levantei e mesmo sentindo minhas pernas doendo tentei correr. Não devia estar longe.

O inimigo parecia gargalhar ao ver meu desespero e meu pânico, minhas pernas fraquejavam.

Quando eu cheguei perto da praia escutei o grito.

O grito aterrorizado. O som e o cheiro de pneus de carro encheram o ar e então veio o cheiro de sangue.

O que me deixou assustado não foi a sequencia de eventos. Eu travei após escutar o grito.

Aquele grito. Era apavorante. Arrepiou todo o meu ser, entrou fundo dentro das minhas entranhas e lá se estalou. Seus ecos poderiam ser ouvidos a quilômetros de distancia.

E eu sabia aquém pertencia aquele grito.

Eu nunca o ouvira. E jamais gostaria de ouvir. Mas reconheci.

Estarei mentindo se eu disse que nunca ouvir uma proporção menor daquele grito. Sim eu já ouvi. Na época eu nem imaginava a quem pertencia ou que eu ia conhecê-la pouco tempo depois em um banco do parquinho chorando, ou que ela ia ser a pessoa que eu mais amaria na vida.

Desesperado, corri feito um louco atrás daquele som. Meu corpo esqueceu a dor. Tudo o que importava era ela.

Enquanto eu corria notei manchas vermelhas espalhadas pelo chão. Poças maiores de acordo que eu me aproximava do lugar.

Sangue.

Então eu a vi. Deitada no chão. Ao seu redor um rio de sangue se espalhava por suas vestes brancas. Seus cabelos espalhados completamente molhados. Cortes se espalhavam por todo o seu corpo. Sua pele corada como um pêssego estava gélida, fria... Bella estava morta.

NÃO! Aquilo simplesmente não podia. Peguei nos meus braços seu corpo, sem me importar com o sangue que me sujava. O sangue dela. Um dor infinitamente horrível me transpassou.

- BELLA! – chamei-a. Como se meu chamado pudesse trazer a vida aquela mulher que era mais do que tudo minha vida.

Mas era em vão.

Bella se fora. Para sempre.







Pim... Pim... Pim...

O despertador do celular soou vibrando em cima da cama me fazendo levar um susto. Era segunda-feira e finalmente as aulas iriam recomeçar. Graças ao dia de sol que fez no sábado derretendo boa parte da neve e possibilitando o concerto da fiação da escola tirando os alunos do risco de choque ou algo assim.

Passei algum tempo atordoado. Meu coração batia acelerado doendo de uma forma inexplicável. Lágrimas e suor escorregavam pelo meu corpo.

Um arrepio tomou conta de mim e tudo o que eu queria era esquecer aquele pesadelo e correr para os braços de Bella. Queria provar para minha mente louca que nada daquilo fora real.

Me arrumei rapidamente desci para tomar café antes dos meus irmãos.

Eu ia pegar Bella hoje. Tomei um café da manha agradável na companhia da minha mãe e após escovar novamente os dentes e pegar minha mochila sai de casa. Dirigi como um louco como se minha vida dependesse disso. Eu só queria vê-la.

Bella já devia estar me esperando, pois assim que buzinei ela saiu de casa me entorpecendo com sua beleza. De repente a dor foi afogada e o pesadelo não passou disso: um pesadelo.

Como ela conseguia ficar ainda mais bonita? Ela usava uma saia jeans com uma legue e botas, blusa de manga preto e provavelmente havia outra blusa branca por baixo pois as mangas longas envolvia os braços de Bella, mas ela não estava gorda. As blusas abraçavam perfeitamente suas curvas deixando-a esbelta e para terminar uma boina de tricô creme. Ela parecia ter saído de algum seriado da TV.

Quando ela se juntou a mim dentro do carro não resistir e a agarrei pela cintura trazendo-a para meu colo e a beijando intensamente.

- Bom dia para você também, Edward. – Ela disse rindo quando o beijo terminou e me deu mais um selinho.

- Bonita assim? O dia promete ser muito bom... – Murmurei fazendo-a corar.

- Dormiu bem? – ela perguntou mexendo nos cabelos próximos a minha nuca.

- Não muito bem. – falei. – Minha cama fica fria sem você.

Ela riu.

- Você anda muito mal acostumado, Cullen. – Ela disse no meu ouvido.

- Eu não tenho culpa se minha namorada provocadora me acostumou mal. – sussurrei.

Ela se afastou.

- É melhor irmos. Nesse ritmo não vamos a lugar nenhum.

Eu selei nossos lábios e esperei ela se acomodar no banco passageiro antes de partir.

Chegamos à escola poucos minutos antes da aula começar e o estacionamento estava lotado. Por sorte consegui uma vaga não muito distante da saída.

Bella ontem me dissera que estava nervosa para voltar para a escola e que tinha medo de como seria a reação das pessoas. Bella nunca fora realmente popular os que a anotavam era porque tinham algum interesse seja na sua inteligência para que ela passasse respostas das provas ou pela sua beleza de meninos que queriam transar. Achavam que ela seria uma transa fácil, como nos filmes onde a menina CDF que só anda com roupas sem graça e mal é notada faria de tudo para ficar com um atleta. Poucos eram os que viam Bella por sua completude.

Bem eu nunca imaginaria o que aconteceria quando a nova Bella descesse do carro. Foi digno de uma foto ou de quem sabe um filme romântico idiota.

Quando Bella desceu do carro quando abri a porta do passageiro o estacionamento, antes cheio de barulho de conversas dos outros alunos, silenciou por completo. Todos viraram o rosto como se fossem peças de dominó e se focaram na dama que estava em pé ao meu lado.

Então, começaram os burburinhos.

“Essa é a Bella?”

“Ela voltou da Itália?”

“Ela está com o Edward?”

“Ela está bonita...”

“Gostosinha...”

“Onde tudo isso se escondia?”

“O Cullen largou a Tania por ela?”

“Ele largou a Denali faz um ano e a Swan só apareceu agora...”

“O que fizeram com a feiosinha?”

O povo daqui ainda era horrível. Bella nunca foi feia... E quem o Mike pensava que era para chamá-la de gostosinha?

Bella ficou vermelha, mas logo Alice, Rose, Emmett e Jasper chegaram para socorrer, rodeando Bella e abraçando-a dando bom dia. Ficamos algum tempo conversando e logo tive que ir com Bella a coordenação para pegar os horários.

A Senhora Cooper nos saudou e após perguntar a Bella como havia sido a temporada na Itália disse que o diretor queria conversar com nós dois.

O Senhor Scott era um diretor agradável, era careca e bigodudo e tinha sempre um sorriso que ao mesmo tempo transparecia severidade e bondade. Ele adorava ajudar quem se esforçava e odiava aluno irresponsável.

Ele nos esperava sentado em sua mesa.

- Bella! É um prazer revê-la! Edward! Como foram de férias?

- Ótimo. – respondemos.

- Bella, é incrível vê-la aqui novamente. Sentimos sua falta. Como foi a experiência da Itália?

- Foi maravilhosa. – Bella disse. – realmente aprendi muito.

- Sim. Isso é realmente estupendo. E o seu currículo? – falou mexendo nos papéis a sua frente. – É incrível. Você teve muitas experiências lá.

- Creio que sim. – Bella murmurou com um pequeno sorriso e bochechas vermelhas.

- Se manter as suas notas e tirar uma boa nota no exame de admissão não terá faculdade que não a queira. Você é uma forte concorrente a bolsa desse ano. Junto, é claro a Família Cullen e Hale. Um grupo de alunos perfeito os seis, eu diria. Pretendo conversar com todos, mas resolvi começar por vocês dois. – Então a carreira que Bella pretende seguir...

- Medicina. – ela respondeu.

- Isso é fabuloso. – O diretor exclamou praticamente pulando da cadeira. – Bem, Edward já está nas cadeiras certas para fazer uma ótima prova de medicina. Então nada mais juntos que a dupla incrível faça todas as cadeiras juntos, certo?

Eu e Bella trocamos um sorriso e concordamos.

Depois de mais alguns minutos de conversa o diretor nos liberou.

- Isso é incrível! – Bella disse quando estávamos indo para a nossa aula de química avançada, os corredores estavam vazios, as aulas já haviam começado. – Teremos todas as aulas juntas. Não preciso temer os olhares de ninguém se eu estiver ao seu lado.

Eu ri e a abracei.

- Sempre estarei ao seu lado, amore mio. – Sussurrei no seu ouvido. Estávamos na frente da sala agora. – Pronta?

Bella assentiu e nós entramos.

1 comentários:

o que era mais legal nas suas fics era a sua pontualidade de postagem. Mas agora vc passa um tempam sem postar!!!! buaaa

Lupimix

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