16 de nov de 2011

Capitulo 30

Posted by sandry costa On 11/16/2011 2 comments


P.O.V – Hellena

Quando chegamos ao salão, todos viraram o rosto em nossa direção.
O salão estava lindo como nunca esteve. Flores floresciam em todo canto como que por mágica, fontes de vinho jorravam em copos e cantorias suaves disparavam de instrumento e de seus tocadores.
Nate me levou ate o centro da pista e juntos começamos a dançar aqueles passos complicados e elaborados de danças medievais. Gravar tudo aquilo era um saco, mas ele dançava tão bem, e a conduzia com tanta graça, que era quase impossível de errar algo.
Trocávamos de par em meio aos passos, e voltávamos a ficar juntos.
Quando finalmente paramos, fizemos reverencia e fomos conversar com os convidados. Logo nos perdemos um do outro, mas eu não ligava, estava entre minhas irmãs.
Minha taça de vinho nunca ficava vazia, e eu já não sabia diferenciar o sabor do vinho ou do sangue. Chegou a um ponto, onde todas as wisp cintilavam como um globo de espelho.
Conversava com algumas súcubos da terra quando Blake me puxou.
-Conversou com Trianna? – perguntou baixo.
-Mais ou menos... – franzi o cenho.
-E o que ela disse? – segurou meu cotovelo.
-Como assim? – enruguei as sobrancelhas mais.
-Hellena, ela é a mãe de Alec. – falou de olhos arregalados.
-Oh.

P.O.V – Alec Volturi.

Droga. Inferno!
Praguejava mentalmente andando de um lado para o outro já em minha casa. Não havia mais nada a ser feito, a não ser voltar para Volterra, minhas férias já estavam acabando.
O pior de tudo seria suportar Jane.
Peguei todas as minhas roupas e levei para o lado de fora, repeti os gestos das súcubos e queimei-as. Não sei por quanto tempo fiquei parado olhando o fogo consumir-las, mas quando me dei conta, já estava anoitecendo.
Era melhor de correr a noite, menos cansativo.
Dei uma ultima olhada na casa, e parecia que seria a ultima vez que eu a veria. Tranquei as portas e janelas e tomei a direção para minha cidade natal.
A viagem foi lenta e dolorosa, e quando finalmente cheguei em Volterra, contornei os guardas e entrei pelos subterrâneos, a entrada dos prisioneiros.
Tentei a todo custo passar sem ser notado na recepção, mas a mulher que ficava atrás do balcão – que não faço idéia de seu nome, nem mesmo me importo qual seja – se levantou e veio correndo em minha direção.
-Sr Volturi. – ela murmurou pondo as mãos em meu ombro. Seus dedos acariciavam a capa de lã escura quase que com devoção.
Encarei-a friamente, minha boca presa em uma fina linha. Senti meus olhos reluzirem e ficarem vermelhos enquanto meus caninos ardiam em brasas, o pescoço liso e fino dela estava a alguns palmos de distancia.
Ela sorriu e ofegou vendo meus olhos.
Segurei sua mão de dedos finos e comecei a conduzir-la pelos corredores procurando algum lugar sossegado. Entramos em um corredor lateral e que não cheirava a nenhum vampiro por perto.
Encostei-a na parede sem conseguir tirar os olhos ou a atenção de sua veia que pulsava assim como seu coração, e que ficava mais exposta conforme eu me aproximava mais.
Coloquei minha boca exatamente acima da onde o sangue pulsava com mais força e mais fluidez. Entreabri os lábios e finquei meus dentes em sua fina pele.
Senti seu sangue jorrar de sua veia indo diretamente para minha boca, banhando minha língua e descendo por meu pescoço, se espalhando por meus músculos e esquentando meu corpo.
Minha garganta fazia movimentos contínuos juntamente com os dela. Suas mãos se apoiaram em meu próprio pescoço e ela inclinava seu corpo para trás, tendo apenas minha mão sustentando-a na cintura.
Sons guturais saiam de minha boca, e ela ofegava de olhos entreabertos.
Comecei a sentir seu corpo ficar cada vez mais fraco, e o sangue começar a ficar ralo. Ouvi seus batimentos desacelerando e a vida saindo de seu corpo, mas antes que ela morresse, senti outro tipo de fome.
Afastei minha boca de seu pescoço e deixei-a a centímetros da dela, puxei o ar com força, e de dentro de seu delicado corpo despontou um fio azul de luz e de vida.
Ela já não tinha mais tanta anima dentro do corpo, mas o que tirei dela foi suficiente. Sobrava apenas um pouco mais de sua vida, quando alguém me puxou pelos ombros.
A mulher caiu no chão de olhos fechados, e morta.
-Alec. – Marcus disse com a voz serena atrás de mim.
Passei as costas de minha mão em minha boca limpando o que restava do sangue dela.
O ancião olhou o corpo da secretaria de modo desinteressado.
-Que pena, ela trabalhava bem. – falou sem emoção.
Virou o rosto para mim.
-Há quanto tempo não se alimentava plenamente?
-Há bastante tempo. – murmurei com a voz rouca.
-Vou me livrar desse corpo, e conversamos mais tarde.
Dei-lhe as costas indo em direção ao meu quarto.
Jane não parecia estar por perto, e nem em lugar nenhum, mas pelo aroma do ambiente, ela estivera bastante em meu quarto.
Deite-me na cama, e fiz uma coisa que não fazia há muito tempo. Dormi.
O sono foi profundo e relaxante. Não acordei hora nenhuma, apenas quando Marcus surgiu e me despertou.
-Precisamos conversar não acha? – ele se sentou na poltrona e voltou a me encarar fixamente.
-Não. – respondi grosseiro.
-O que aconteceu?
-Ela simplesmente foi embora. – dei de ombros como se não me importasse tanto quanto eu me importava.
-Ah, ela voltou para o mundo oculto? – ele falou quase rindo.
-Qual a graça nisso? – estreitei os olhos.
-Prepare as malas Alec, você foi escolhido como o porta-voz dos Volturi, no outro mundo. – arqueou as sobrancelhas.
-O que? – me levantei sentando na cama.
-Foi feita a votação hoje pela manha. Com a guerra que esta por vir, precisamos de alguém para manter laços com as súcubos. E quem melhor que você, que por acaso tem a simpatia da realeza?
Respirei fundo e apertei meus olhos.
-Quem concordou com isso?
-Todos, foi quase unanimidade. Sabe como é, todos tem medo das súcubos, e você parece ser um dos únicos que pode estar em segurança entre elas, que mantém o foco.
-Ah claro. São todos uns vigliacchi. – rosnei irritado saindo da cama.
-Achei que gostaria de receber a noticia, já que a sua amada esta lá agora!
-O problema Marcus, é que brigamos antes que ela fosse. E agora acho que ela me odeia.
-Ah meu jovem... Ninguém passa a se odiar apenas por um empecilho fraco e estúpido. – meneou a cabeça para os dois lados.
-Porque quer tanto que fiquemos juntos?
-Porque nada se repete duas vezes, e se ela se repete, é para que aprendemos a concertar nossos erros. Uma vez eu errei Alec, e não quero errar novamente.
-Que erro?
-Prejudiquei quem se amava muito, e não quero isso novamente.
Franzi o cenho sem entender muito o que ele falava, mas como eu sempre fazia quando Marcus começava a ter alucinações, ignorei o que ele dizia e respirei fundo.
-Por isso Jane sumiu? – perguntei fracamente.
-Ela foi uma das poucas que votou contra.
-Quem mais votou contra?
-Corin.

P.O.V – Hellena

-A mãe de Alec? Por que ninguém me contou isso? – rosnei.
-Achávamos que você sabia.
Bufei revirando os olhos.
Antes que eu pudesse responder, alguém foi anunciado, e dessa vez, toda a conversa parou para ouvir quem quer que fosse parado na porta de nosso salão.
-Ah minha deusa... – Blake sussurrou.
Segui o caminho de seus olhos e encontrei um homem de beleza única e excepcional no fim da linha.
-Antonie, o príncipe íncubo.
Por um instante, seus olhos de um azul profundo como nenhum outro, se encontrou com os meus. Meu peito deu uma guinada, mas não tinha nada a ver com atração, sedução, paixão a primeira vista. Era apenas... Medo.

2 comentários:

Só quero ver o que vai acontecer no próximo.
O que vai dar dessa loucura toda.
Por favor não demore muito para postar o próximo capítulo.
Bjs
Aline

Eu tbm quero so ver como vai ser agora.
Sem contar que mal posso esperar pra ver
o Alec junto de Helenna

Postar um comentário

Não esqueça de comentar, isso incentiva os escritores e também a mim que tento agradar a vocês.