5 de dez de 2011

Capitulo 35

Posted by sandry costa On 12/05/2011 No comments


P.O.V – Hellena
Meu corpo todo doía quando cheguei aos meus aposentos. Kenzi já me aguardava ansiosa e quicando na cadeira dela de emoção. Junto a ela estavam Blake, Trianna e Donna.
–E ai, como foi? – ela guinchou correndo ate mim.
–Ela foi maravilhosa. – Donna foi ate mim segurando meus ombros.
–Tenho certeza de que será a rainha mais poderosa e temida de todos os tempos. – Blake falou rindo sedutoramente.
–Temida não, por favor. - gemi deitando na cama.
–Estava incrível, você foi dura e gentil, assustadora e irresistível. Foi líder e soube impor respeito. – Donna começou a me ajudar a tirar a roupa sem me mexer muito.
–Acha que fui bem? – apertei os olhos e sorri.
–Melhor impossível. – Trianna sorriu.
–Agora deixem a princesa com as amigas. – meu novo braço direito beijou o topo da minha cabeça e levou Trianna consigo, deixando-me a sós com Blake, Kenzi e as meninas que já entravam.
–Soubemos que foi incrível. – Georgina bateu palmas.
–Foi rainha. – Quenn completou.
–Acordo selado. – murmurei de olhos fechados.
Todas se sentaram a minha volta enquanto Hoppe massageava meus pés com suas mãozinhas que pareciam serem feitas de água corrente, tão relaxante quanto.
–Estamos orgulhosas. – ela disse.
Contei os detalhes da reunião e durante bastante tempo conversamos apenas sobre isso, ate que resolvi tocar no assunto Alec, só que em outra perspectiva.
–Conversei com Trianna. – murmurei.
–Eu percebi. – Blake resmungou.
–Conta ai como foi o papo com a sogra. – Kenzi riu.
Todas a olharam de olhos arregalados.
–Ex. Ex sogra é claro. – falou envergonhada.
–Eu perguntei quem era o pai dele e ela me estarrou. – sussurrei.
–Ela nunca vai falar, nem sobre pena de morte. – Quenn revirou os olhos.
–Apenas quem sabe são ela e Desdêmona.
–Isso é um problema. – falei com a voz dolorida.
–Por quê? – todas perguntaram.
–Pretendo reconciliar os dois, e acho que ele vai querer saber quem é o pai... – respirei fundo. – Será que existe teste de DNA para vampiros? – me virei para Blake.
–Bom... Eu não estou muito conectada com as experiências das minhas irmãs, mas acho que ainda não... O DNA vampiro tem um ponto a mais se me entende.
–Não, mas tudo bem. Eu vou dar um jeito.
Todas me olharam quase que com medo, mas deixaram de lado e voltaram a tagarelar como sempre faziam. Comentavam sobre festas que teriam no mundo humano, nos tínhamos um informante por lá que nos deixava informadas sobre tudo que acontecia e tinha os convites para todo tipo de manifestação cultural do mundo.
Desliguei meus ouvidos daquela conversa frívola eu quase conseguia sentir os lábios doces e frios de Alec encostando-se à pele de minha mão. Segurei a mão beijada com a outra, esfregando meu dedo no local.
Ah Alec... Você realmente não existe.
–Muito bem Kenzi, assim. – eu e minha protegida andávamos de patins, treinando mais precisamente. Eu segurava suas mãos e andava de costas com ela me levando.
–O que você vai fazer em relação a ele?
Todas nossas conversas eram assim, em códigos e sem usar nome, apesar de o eleestar sendo bem obvio agora.
Respirei fundo.
–Não sei Kenzi. E não quero saber, vou deixar as coisas simplesmente acontecerem, mas não creio que vão acontecer agora, ainda mais no castelo. – revirei os olhos soltando de suas mãos e girando.
O único problema, e que eu não contava com uma parede de concreto bem no meio do meu caminho, e assim, eu bati nela com tudo, indo de encontro ao chão. Mas o segundo problema, e que a parede tinha mãos fortes e elegantes que me seguraram.
Scusa senorita. – o terceiro ponto de toda essa historia, era que a parede falava um italiano perfeito, lindo e sexy. Mas o que mais me chocou nessa parede, foram os olhos. Olhos verdes e penetrantes, do verde mais verde e belo que já vi em toda a minha vida, que de tão escuros, chegavam a serem pretos.
–Isso já esta ficando repetitivo. – a parede disse com a voz bela, melódica e galanteadora, sempre com suas três qualidades e mais um monte delas atrás. – Sempre se batendo em mim não é Hellena?
Como na primeira vez que eu vi o paraíso no fundo desses olhos, eu pensei e acho ate que murmurei. O aperto em meus pulsos pareceu tão excitante e convidativo, que eu me soltei.
Nossa, que fome. Ou melhor, que fogo.
–O problema é você, sempre no meu caminho. – resmunguei.
–Sou eu sempre no seu caminho, ou você no meu? – ergueu uma sobrancelha escura como os cabelos e os olhos, assim como os cílios grossos.
–Pare de me confundir tão cedo. – desviei o olhar para onde Kenzi devia estar, mas ela havia evaporado como fumaça sobre o vento, aah, você me paga!
–Eu estava pensando sobre ontem...
–Espero que tenha a jóia, senão, nada feito. E vale ressaltar que sim, essa é uma desculpa para manter-lo longe. – usei minha voz mais antipática e maldosa para ver se ele ia embora, não foi.
–Que pena, pois eu tenho a jóia. – sua expressão foi divertida.
Droga, agora ele me pegou.
–Eu não estava falando serio, foi brincadeira, pare de me dar presentes. – falei com a voz cansada voltando às vistas para ele, mas tomando o cuidado de não cruzar com seus olhos.
–Já havia comprado há algum tempo, já que não deve ter mais tempo para devolver. – prensou os lábios fingindo decepção.
Puxei o ar com força.
–Olha Alec, eu...
Ele me interrompeu pondo um dedo a meio milímetro de distancia da minha boca, e fez um chiado baixinho com a boca, pedindo silêncio de um jeito que me deixou tonta.
Que droga, porque eu tenho que ser tão caída por ele. Porque ele tem que ser tão irresistível?
Tirou do bolso uma corrente de prata, fina como um fio de cabelo, e na ponta dela, havia um lindo ponto de luz, que mais lembrava uma gota, apesar de não ter essa forma exata.
Era igual ao colar que eu tinha, que fora dado por minha mãe.
As palavras hostis morreram em minha boca, a única coisa que eu consegui dizer foi: “isso é um diamante?”.
–É sim. – ele sorriu estonteantemente. – Vire para eu por.
Eu devia dizer que não, que era caro e precioso demais, mas eu não pude, não consegui de jeito nenhum, a única coisa que eu consegui fazer, foi ficar de costas e tirar o cabelo de meu pescoço.
Ele envolveu meu pescoço com a corrente e fechou atrás.
–Pronto. – murmurou com a boca próxima ao meu ouvido.
Não me virei, apenas fiquei passando o dedo pela pedra preciosa.
–Não devia me dar algo tão caro. – disse baixinho.
–De que vale ter tanto dinheiro, quando não se tem com quem gastar?
Revirei os olhos.
–Pode não ter o mesmo valor que o outro tinha para você, mas eu gostaria que usasse.
Sua boca estava próxima ao meu pescoço agora.
Começou a traçar os caminhos de minha pele com sua boca, e antes que fosse mais adiante, eu me virei.
–Pare. – ordenei.
–Você quer que eu pare? – ele ergueu as sobrancelhas de um modo sarcástico e sedutoramente irresistível.
–Sim. – disse de lábios cerrados.
–Ok. – levantou as duas mãos em sinal de rendição girando e me dando as costas, começou a andar e sumiu.
Ah meu deus... Fala serio!

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