23 de jun de 2010

Capitulo 3

Posted by sandry costa On 6/23/2010 6 comments

MEETING.



“O vento muda os ares de chuva;
com a tua chegada”
Camila Jabur.


Encostei meu Dodge próximo a uma das casinhas vermelhas, justamente a que estava abarrotada de gente na varanda. Entre meia La Plush, meu pai se destacava com um sorriso imenso em seu rosto cansado. Respirei fundo algumas vezes, tentando convencer a mim mesma tentar ser simpática. Assim que desliguei o carro, Embry saltou do carona e eu o imitei.
- Entrega pra você Geller! - o garoto seminu pra quem dei carona correu ao encontro do meu pai até a varanda. Eu caminhei devagar, sentindo os pingos gelados molharem meu rosto, e encarei meu pai que ainda conversava com Embry. Ele parecia mais velho, mas ainda tinha os mesmos traços de sempre, nunca deixara de ser bonito. Assim que nossos olhares se cruzaram ele me puxou para um abraço de urso, eu sabia que todos os olhares dali caiam sobre nós, e tentava não me importar com isso.
- Como você cresceu! - meu pai dizia coisas de pais enquanto encarava meu rosto com os olhos marejados. - Com quantos anos você está agora? Vinte?
- Dezessete! - retruquei incrédula. Ok, eu era mais desenvolvida do que as outras garotas da minha idade, mas vinte anos? Do meu próprio pai?! Ele riu da minha cara e depois passou a me apresentar a cada ser humano daquela varanda. Depois de uns 10 minutos de apresentações, Joseph me levou até o grupo mais afastado, no jardim, em que Embry havia se misturado quando chegou, dizendo que era com eles que eu iria mais conviver. Corri os olhos pela rodinha de rapazes e demorei alguns segundos pra certificar-me de qual deles era Embry Call, todos eram parecidos demais. Garotos morenos, cabelos raspados, sorrisos reluzentes e pouca roupa. Só alguns detalhes os diferenciavam, alguns eram mais fortes e altos, outros pareciam mais jovens, ainda na fase de desenvolvimento.
No segundo em que nos aproximamos, Joseph chamou a atenção dos garotos para nós, eu corei. Ainda não havia superado meu trauma com homens, mais precisamente com Tommy, e aqui estava eu, sendo o centro da atenção de olhares masculinos em plena fase hormonal.
— Garotos essa é Luh, minha filha. — meu pai acenou contente para os oito garotos que estavam abarrotados ocupando uma pequena mesa. — Estes são Sam, Jared, Quil, Paul, Seth, Collin, Brad e, bom acho que você já conhece Embry — continuou enquanto apontava para cada um conforme dizia os nomes. Eu sorri desajeitada e eles soltaram um coro de “Oi Luh” que parecia ensaiado.
— Vem, senta aqui. — Embry puxou uma cadeira da mesa do lado e a estacionou perto da dele. Olhei pra Joseph meio sem saber o que fazer.
— Bom, agora que você está em boa companhia eu vou ver umas coisas com o velho Black, ok querida? — e meu pai saiu porta adentro de casa, antes mesmo que eu pudesse responder. Encarei todos aqueles garotos me olhando e minha vontade era de girar nos calcanhares e sumir dali, coisa que eu teria feito se Embry não tivesse se levantado e me guiado até a cadeira ao lado da dele; me fez sentar e sentou - se ao meu lado em seguida.
— Isso mesmo, fique aqui Luh. Você não está em qualquer companhia, está na melhor companhia — Um dos garotos iniciou a conversa. Pelo que eu me lembrava da apresentação, este era Quil. Eu ri assim que o mais velho deles, o qual meu pai dissera que se chamava Sam, deu-lhe um tapa em sua cabeça, o repreendendo. Alguns deles nem se importavam com a confusão ou com a minha presença, apenas conversavam entre si.
— Deixe de ser presunçoso Quil. — Sam tinha o semblante sério. — Ao menos finja ser educado, Luh acabou de chegar.
— Eu já estou acostumada com esse tipo de figura, não se preocupem em me poupar. — fiz uma careta assim que a imagem de Tommy preencheu minha mente. Eles riram.
— Então quer dizer que você tem experiências com o sexo oposto? — Paul riu, enquanto tentava fazer uma cara sedutora.
— Ahn, digamos que tive uma experiência catastrófica. O que me fez ficar de molho por um bom tempo. — expliquei enquanto mexia em um dos guardanapos que estavam sobre a mesa.
— E então veio parar em Forks! — Collin, um dos menores deduziu.
— É, mais ou menos isso. Na verdade estou aqui por livre e espontânea pressão do meu pai. — Era engraçado como todo aquele receio, aquela vergonha tinham desaparecido. Eu estava completamente à vontade com aqueles garotos, até mesmo pra conversar algo como o meu rompimento com Tommy, coisa que eu não troquei uma palavra com ninguém desde que aconteceu.
— Pode parecer estranho no começo Luh, mas você vai ver que as coisas por aqui não são tão monótonas o quanto parecem. — Sam sorriu pra mim e eu não pude deixar de sorrir de volta. Eles estavam sendo tão legais comigo, tão acolhedores. Eu aposto que não vai ser tão ruim ficar aqui quanto eu imaginava.
— Vocês me dão licença? — Um dos garotos que conversavam entre si, dirigiu a palavra a mim pela primeira vez. — Luh seria muito grosso da minha parte sair por um segundo? — Jared já se levantava da cadeira e seus olhos não estavam mais em mim, mas sim fixos em alguém parado na porta da frente. Assim que eu acompanhei seu olhar, vi uma garota morena, de olhos castanhos, não muito alta, nem muito baixa considerando os padrões normais, mas perto de Jared devia ser considerada anormal no quesito altura.
— Não se preocupe com isso Jared, tenho vários rapazes másculos aqui pra me darem atenção. — Fiz graça fazendo ele e os outros rirem, e então ele se dirigiu até a garota.
— Viu? Ele sim sabe ser educado. — Sam implicou brincalhão com Quil, que fez uma careta de reprovação.
— Tenho certeza que quando disse másculo, você se referiu a mim. — Seth que até então conversava com Jared, começou a tagarelar sobre os motivos de eu ter gostado mais dele do que dos outros. Eu só ria da cena, ele se gabando e os outros ralhando com ele. Seth era uma graça, não era tão alto nem forte quanto os outros, mas era visivelmente mais velho do que os dois menores. Eu fico um pouco perdida no quesito idade dentre esses brutamontes geneticamente modificados.
— Já chega! Nada de ficarem disputando ela, eu vi primeiro! A Luh é minha! Sam está de prova disso! — Embry falou mais alto fazendo o falatório se aquietar. Eu olhei pra ele incrédula, tentando segurar o riso.
— Não me meta nos seus casos amorosos Embry, tenho coisas mais importantes pra fazer. — Sam resmungou, apoiando o cotovelo na mesa e mexendo no copo a sua frente. Um segundo de silêncio se instalou entre nós, e meus olhos caíram sobre Jared e a garota se beijando romanticamente. Meu Deus, quanto amor, uns tem de menos, outros de mais. Fiz uma careta, que pensei ter passado despercebida.
— É, o amor esta no ar. — Embry sussurrou no meu ouvido e eu ri. Quando dei por mim, a mesa antes abarrotada de garotos, estava quase vazia. Além de Embry ao meu lado, só estavam Sam, Paul, e Quil conversando do outro lado da mesa. Encarei Embry e balancei a cabeça negativamente rindo.
— Quem é ela? — Perguntei ainda encarando a garota de cabelos escorridos. Ela e Jared não desgrudavam os olhos um do outro, mostravam uma conexão tão grande que chegava a me dar inveja por ter levado um chifre do meu ex-namorado.
— É a Kim, namorada do Jared. Eles não se desgrudam desde... sei lá desde quando, já faz bastante tempo. — Embry me explicou, e eu apenas assenti com a cabeça ainda encarando o casal que estava mais ao fundo. Foi então que uma voz afobada surgiu atrás de nós, chamando a atenção de todos.
— Finalmente encontrei vocês! Droga Sam! Passei na casa da Emily, esperando encontrar vocês lá, e cadê todo mundo? La Plush inteira está as moscas! — virei-me e dei de cara com mais um garoto da espécie de gigantes nativos. Mas esse se destacava. De uma forma absurda ele conseguia ser mais forte e mais alto do que todos os outros. Seu peito subia e descia rápido, enquanto ele falava ofegante, provavelmente pela corrida que fez até aqui.
— Eu sei Jake, tentei te avisar que estaríamos na casa do velho Geller, mas você anda ocupado demais ultimamente. — Sam o confrontou em um tom reprovador.
— Bella está sozinha, ela precisa de mim Sam! Será que vocês não podem entender isso? — O outro cara, Jake, se aproximou um passo de Sam, que já estava de pé. Eu me encolhi na cadeira, tentando desaparecer, e no segundo seguinte, todos os outros rapazes que haviam sumido estavam ali em volta, se preparando pra se algo acontecesse.
— Agora Jacob! Ela está sozinha agora! — Paul havia se colocado entre Jacob e Sam e os dois tremiam de uma maneira que parecia que iriam cair mortos a qualquer momento. — Eu só quero ver quando ele voltar, — Paul riu sarcástico — ela vai sair correndo e então você vai...
— Cala-essa-boca-Paul! — Jacob o interrompeu entre dentes. Ele tremia, seus punhos estavam fechados ao lado do corpo, provavelmente tentando se controlar pra não começarem a brigar fisicamente. Eu assistia a cena incrédula, estava tudo tão bem, tão tranqüilo até esse Jacob chegar e criar toda essa confusão, tudo por causa de uma garota?
— Já chega, parem os dois, agora! — Sam falou em um tom que me fez arrepiar. Na mesma hora Paul, recuou um passo pra trás, ainda tremendo e de olhos fechados. Jacob, ao contrário não havia se mexido, só se contorcia cada vez mais, e agora ele estava tão estranho que sua coluna se curvava pra frente. Eu sentia que ele iria pular no pescoço do Paul a qualquer momento, isso se não caísse duro no chão antes.
— Seth! — Sam apenas chamou o garoto que estava ao meu lado, e não disse mais nada, trocaram um olhar significativo que eu mal prestei atenção. Meus olhos estavam saltados, com aquele garoto agindo estranho na minha frente. Senti uma mão no meu ombro e por reflexo não pude deixar de escapar um grito de pavor.
— Calma Luh, sou eu. — Seth me sorriu sem graça e pegou minha mão, me puxando. — Vem comigo — Ele me arrastava pra dentro da casa e eu não conseguia dizer nada, estava em estado de choque. Seth me deixou sentada na banqueta da cozinha, e impressionantemente a casa já estava vazia. Havia passado tanto tempo assim?
— Que tal um suco de laranja? — ele me ofereceu assim que tirou a caixa de suco da geladeira e colocou sobre a bancada. Logo em seguida pegou dois copos em um armário ao lado. Os garotos surtando e ele com cabeça pra tomar suco? Assim que ele encheu meu copo, eu apenas o peguei na mão e fiquei passando o dedo na borda, ainda tentando digerir aquela cena toda.
— O que foi Luh? — Seth me perguntou, enquanto virava o próprio copo e bebia o conteúdo em apenas uma golada. Eu abri a boca incrédula.
— O que foi? Eu que pergunto, o que foi aquilo lá fora? — minha voz saiu desafinada demais, eu estava confusa e achando que Seth queria tirar uma com a minha cara.
— Do que exatamente você está falando? — Ele franziu o cenho enquanto apoiava os cotovelos na bancada.
— Paul e o outro garoto sofrendo um ataque epilético na minha varanda, é disso que eu estou falando Seth! — confesso que falei um pouco alto me arrependendo em seguida. Talvez Seth não estivesse zoando com a minha cara, talvez ele só fosse um tanto lerdo demais.
— Ah, é disso? Não esquenta Luh, isso é normal por aqui, um dia você acostuma. — Ele riu me fazendo girar os olhos, garotos tinham o poder de serem extremamente estranhos com suas atitudes estúpidas e sem sentido. Bebi um gole do suco ao mesmo tempo em que minha cozinha se encheu de garotos sem camisa. Passei os olhos analisando discretamente os atributos de cada um, bom eu não reclamaria se eles andassem mais vezes assim.
— Está tudo bem Luh? — Sam se aproximou parecendo preocupado.
— Porque não estaria? — Sorri falsamente enquanto tomava mais um gole do suco. Se eles queriam fingir que isso era normal, ok, eu também sabia atuar. Sam pareceu acreditar, sorrindo de volta.
Quil abriu o armário e retirou um pacote de pão de forma, enquanto Brad e Collin reviravam a geladeira, definitivamente eles estavam a vontade. Embry sentou ao meu lado e sorriu enquanto enrolava uma mecha do meu cabelo entre os dedos. Eu não pude deixar de desviar os olhos do seu peito desnudo. Senhor perdoai-me pelos pecados carnais.
— Não tem problema se fizermos um lanche não é mesmo Luh? — dei graças aos céus quando Quil chamou minha atenção e eu por reflexo desviei meus olhos de Embry. Sam fazia um sanduiche de cinco andares, com vários molhos que os menores tinham achado na geladeira. Estes dois já comiam pão com manteiga de amendoim e Quil brigava com Seth pela caixa de suco de laranja.
— A casa é de vocês, porque minha não é. — ri com minha resposta idiota e então voltei minha atenção pra Embry que agora fitava Seth e Quil na briga pelo suco.
— E você não vai comer? Aproveita que a comida é do Joseph! Se fosse minha eu não deixaria vocês criarem esse estrago na cozinha. — Sorri assim que Embry me mostrou a língua, emburrado. Agora Quil mostrava seu bíceps, fazendo pose de vitorioso por ter pegado o resto da laranjada.
— Vou sim, assim que você fazer um lanche pra mim. — ele ficou presunçoso e eu ri sarcástica.
— Espere sentado Embry, de pé você pode cansar. — fitei minhas próprias unhas as analisando. Quanto tempo que eu não dava um jeito nelas mesmo? Estavam deploráveis.
— Qual é o problema? — resmungou enquanto se levantava e puxava o pacote de pão de cima da bancada. — Pra você ver como eu sou um cara legal eu vou fazer um pra mim e um pra você.
— Ok, o meu com muita mostarda. — comentei vitoriosa, e ele retorceu o rosto em uma careta.
Provavelmente uns quinze minutos depois disso eu estava jogada no sofá assistindo desenho animado, com os garotos espalhados pelo chão ainda comendo sanduíches. Eles pareciam um poço sem fim! Ouvi um barulho da porta se abrindo e virei pra fitar meu pai entrando por ela.
— Mas olha só, a festa continua. — Joseph riu animado, e bagunçou meus cabelos, me fazendo mostrar a língua pra ele. Eu nem tinha percebido que meu pai havia saído. Esses garotos me mantêm entretida, isso é fato. Alguns “Hey Joseph!” “Sr. Geller” e “E ai?” puderam ser ouvidos da parte dos gigantes no chão. Fiquei de joelhos no sofá, me empoleirando no encosto para observar melhor meu pai.
— Aonde você foi pai?
— Fui levar o Billy pra casa. — respondeu enquanto se dirigia até a cozinha. Eu assenti e voltei minha atenção pra televisão assim que lembrei que Billy Black era aquele senhor na cadeira de rodas, que por sinal era bom de papo.
— Hora de ir. — Sam se levantou e colocou o prato no braço do sofá, logo que mais um episódio de Pernalonga e Patolino terminou. Os rapazes o imitaram e eu bocejei de sono, só agora havia notado o quão cansada eu estava. Levantei acompanhando-os até a porta, e ganhei um beijo no rosto de cada um. Embry ficou por ultimo e não vou fingir que não percebi que ele demorou mais no beijo do que os outros garotos.
— A gente se vê, Luh? — Ele ainda estava na soleira da porta, e o brilho da lua iluminava seus cabelos negros.
— Lógico. — Sorri simpática e ele assentiu.
— Vamos Embry! — Brad gritou e os outros fizeram o mesmo. Ele assentiu com a cabeça e me lançou um ultimo olhar antes de seguir os rapazes em direção a uma pequena trilha que levava até as outras casas da reserva.
Fechei a porta e me espreguicei, arrastando meus pés até a cozinha, querendo conversar um pouco com o velho Joseph. Entrando lá o encontrei em meio à bagunça deixada pelos garotos, e devorando um sanduiche exatamente igual ao de Sam, de cinco andares.
— Cuidado, não vai se engasgar pai. — eu ri e ele apenas resmungou, dando mais uma dentada no lanche. Segui sem vontade até a pia onde os pratos usados já estavam empilhados e comecei a ensaboá-los.
— E então, se divertiu com os garotos hoje? — pude ouvir só a voz dele, já que estava de costas. Coloquei um pouco mais de detergente na esponja.
— Aham, eles são divertidos. — sorri sincera mesmo sabendo que meu pai não poderia enxergar. Eu realmente havia gostado deles, são garotos diferentes dos que eu já conheci em Phoenix.
— E o Sr. Black está bem? Prometi que jogaria uma partida de xadrez com ele, mas quando dei por mim todos já haviam ido embora — comentei já enxaguando os pratos ensaboados.
— Ele comentou comigo, disse que teria que ficar para outro dia. Parece que aconteceu uma confusão com Jacob, o filho dele. — Fiz uma careta assim que ouvi o nome do garoto. Jacob, o encrenqueiro defensor daquela santa Bella. Não era possível que alguém tão estúpido seja filho do Billy.
— É eu vi. Ele quase pulou no pescoço do Paul. Tirando a parte do ataque epilético, ele é um garoto estranho. — resmunguei e ouvi meu pai engasgar. Soltei o prato dentro da pia e virei para encará-lo. Ele tossia descontrolado. Me aproximei dando dois tapas em suas costas até ele retomar o juízo.
— Você viu? Eles brigando? — Joseph me perguntou depois de tomar um gole do leite que havia em seu copo. Meu pai estava com uma cara estranha, isso é suspeito.
— Na verdade não, Seth teve uma sede repentina e me puxou pra cá, pra tomar um suco. — Sua cara de preocupação se desfez, e eu franzi o cenho. Tá certo que eles são grandalhões mas não seria a primeira vez que eu presenciaria uma briga, meu pai acha que eu tenho o que, dez anos? Na verdade ele pensa que eu tenho vinte, mas enfim. Voltei até a pia e liguei a torneira para enxaguar os dois últimos pratos que ainda restavam.
— Tá tudo bem pai? — desliguei a torneira e puxei o pano de prato para secar as minhas mãos.
— Está sim filha, só acho perigoso você ficar no meio dessas brigas, só isso. — Ele agora guardava o pacote de pão no armário.
— Tá ok então, agora eu vou tomar um banho e vou dormir. — Me aproximei dele e soltei um beijo estalado em sua bochecha. Ele me abraçou e murmurou um “durma bem” em resposta.
Subi as escadas olhando a janela do andar de cima, que ficava ao fim do corredor. Não chovia mais, e o céu estava estrelado, sinal de que não choveria amanhã também. Poxa, chuva cadê você? Segui até a primeira porta a esquerda e entrei no quarto, minha mala já estava sobre a cama, provavelmente meu pai a tirou do porta-malas do Dogde e a colocou ali para mim.
Meu quarto estava exatamente como eu me lembrava: As paredes brancas, a cama encostada na parede, uma escrivaninha pequena ao lado do guarda-roupa, e uma estante para os meus livros. Era pequeno, mas extremamente confortável. Puxei meu pijama e a nécessaire do fundo da mala, depois eu colocaria tudo no lugar, segui até o banheiro. Tomei uma ducha rápida, e sai de lá com uma toalha branca secando meus cabelos úmidos. Bocejei mais uma vez, o sono já estava chegando.
Fui até a janela e a abri, deixando a brisa da noite invadir o lugar, joguei a toalha em algum canto do chão, e repeti o movimento com a minha mala de viajem. Puxei o lençol e me deitei, aconchegando-me na fronha do travesseiro, sem me importar se meu cabelo úmido molharia o lugar ou não. O cansaço foi me entorpecendo, minhas pálpebras se fecharam automaticamente. O sono me tomou, mas antes de adormecer profundamente eu pude jurar que ouvi um uivo solitário.


Fanfic escrita por Ravenna

6 comentários:

karaka vc escreve super bem eu ja amo sua fic parabens vc merece posta mais por favor beijos :G

nossa parabenss, to adorandoo essa fic, continua assim tá ficando lindaa! bejuss

ui o embry ta caidinho por ela kkk
parabens:q

to muito curiosa plz continua postando ta ficando ótimo

Nossa ta muito show! :i Linda mesmo jah to amando ela!

continuaaaa!

By: Aya/Bruh...

adorei!! A RESERVA esta toda trabalhada no romance, Embry caidinho pela luh muito fofo...

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