29 de dez de 2011

Posted by sandry costa On 12/29/2011 1 comment


P.O.V – Hellena
Os dias seguintes foram confusos e muito estressantes.
Todos discutíamos bastante táticas de batalha e o que faríamos quando fossemos lutar contra as súcubos. E acima de tudo, quando e onde aconteceria tudo isso.
Não havia uma idéia própria para o que faríamos, mas eu tinha certeza que um ataque surpresa nos daria mais vantagem e chance de conseguir algo, apenar das súcubos sempre estarem prontas para tudo.
Proteger a casa estava deixado todas nos exaustas e tínhamos de revezar a hora da alimentação para que a casa nunca ficasse sem no mínimo duas de nos.
Alem de que, abrir um portal para o outro mundo e segurar-lo a tempo de passar tantos imortais chamaria bastante atenção e consumiria grande parte da energia, mas agora podíamos contar com a ajuda das bruxas.
Os presentes estavam menos desconfiados e passavam a colaborar melhor conosco, devo admitir que haviam muitos vampiros que sabiam bastante sobre táticas de batalha, mas acontecia que cada um tinha uma espécie de tática, e isso nos fazia brigar a atrasar os preparativos.
Alec não veio mais falar comigo sobre o pai dele, nem mesmo chegava a cruzar o olhar com o meu, e isso era ate bom dado a época, eu precisava de total atenção na liderança.
As discussões recomeçaram sobre como atacar as súcubos de surpresa, e tudo levava ao mesmo ponto: O Armageddon. Era a única fora de um ataque inesperado. Ninguém seria louco e estúpido suficiente para atacar o lugar mais bem protegido da galáxia. Nos sim.
Suspirei parando de rodar pela sala e pegando folhas de papel em cima de uma mesa, estranhamente a discussão parou e todos começaram a me olharem.
P.O.V – Alec Volturi
Não éramos muitos, não diria poucos, mas de longe muitos.
Hellena estava com o rosto abatido, fundas e longas olheiras.
Vestia-se com roupas escuras, que combinavam totalmente com seu humor soturno. Suas quatro amigas - que nunca desgrudavam de perto dela, como se com medo que Hellena desfalecesse no minuto seguinte - se vestiam de modo parecido.
Por onde quer que ela fosse as quatro iam atrás, seguindo seus passos e cada respiração que dava.
Renesmee me encarava abertamente, enquanto seu cão de guarda contornava sua cintura com os longos braços, sempre com uma carranca em seu rosto.
Hell parou perto de uma grande mesa, tirou uma folha de papel, e mais outras. Uniu todas as folhas, fazendo uma grande como um cartaz, pegou uma caneta e começou a rabiscar loucamente.
Todos pararam para ver-la inclinada sobre o papel.
Ela parava, pensava, voltava a desenhar.
Quando finalmente parou de rabiscar, sua mão estava manchada de preto, e um longo e rebuscado desenho se marcava ali. Parecia um mapa de algo, muito grandioso e cheio de passagens por dentro.
–Aqui esta. – ela disse.
–O que? – um incubo se inclinou sobre as folhas, era o único incubo presente no momento. Seus cabelos loiros caiam sobre seu rosto, e os olhos azuis cintilavam. – Isso é mesmo o que estou pensando? – voltou a fitar Hellena.
–Isso mesmo Zack, acho que nossa princesa achou a solução. – Georgina se esticou junto a Zack, sorria para o desenho. – É uma idéia louca, mas acho que pode funcionar.
–Podem falar de um jeito que todos entendam? – Renesmee chiou.
–Espere. – Carlisle olhou o desenho mais de perto. – É um mapa interno do Armageddon? – voltou os olhos dourados para Hellena.
–Isso mesmo. – ela concordou cruzando os braços.
–Vocês confiam a nos o interior do castelo de vocês? – Bella perguntou.
–E o que isso quer dizer? – Edward ecoou.
–Vamos invadir o Armageddon? – uma bruxa arregalou os olhos.
–Correto. – Hellena levou as folhas ate o chão, onde todos podiam visualizar bem o desenho. Sentou-se e cruzou as pernas.
–É loucura. – uma voz grossa e pouco articulada disse perto de mim, eu conseguia sentir a respiração quente e pesada do lobisomem nas minhas costas.
–Esta sugerindo que invadamos o castelo mais bem protegido e arquitetado de todos os tempos onde moram as criaturas mais poderosas e imortais que existem? – a mesma bruxa perguntou sarcástica, Aisla era o nome dela.
–O castelo praticamente tem vida própria. – o lobisomem disse novamente, coisa que eles não costumavam fazer.
–Não mais. – Blake suspirou.
–A “vida” do castelo provem da união dos cinco elementos. – Hellena disse passando as mãos por seus longos cabelos. – Não existe mais o quinto elemento.
–Elas sabem disso? – perguntei.
–Não. Apenas as do quinto elemento sabem, e eu contei para Blake e as meninas. – me fitou. – O castelo esta igual a ultima vez que estivemos lá, nada mudou.
–Ok. Temos um mapa e sabemos como entrar... – a bruxa continuou.
–O problema não é entrar querida, - Quenn sibilou. – O problema é sair.
–E para entrar, teremos de matar. Matar súcubos. – Hoppe olhou para a princesa, como que esperando a resposta dela.
–Não. Não mataremos. – ela disse por fim.
–Não a como sobrevivermos se deixarmos todas vivas! – Blake gritou.
Hellena levou à mão a ligação das sobrancelhas, como se estivesse com dor de cabeça. Apertou os olhos e depois relaxou.
–Blake, quando saiu do castelo, você disse que foi ao cofre da terra não é? – se voltou para a irmã de espécie.
–Sim. – moveu a cabeça.
–Você pegou odol? – a menção aquela palavra deixou todos retesados. Blake olhou para Hellena como se dissesse para manter segredo. A princesa continuou a lhe encarar.
–Sim. – repetiu dando-se por vencida.
–Traga a bolsa. – a súcubo subiu as escadas e voltou com a rapidez imortal. Abriu a mochila e dentro dela estava cheio de pequenos vidros com o liquido avermelhado. Hellena pegou um deles e levantou-o contra a luz.
–Afaste isso de mim. – a bruxa deu um passo para trás.
–Odol é uma substância muito difícil de produzir. – continuava a olhar o brilho vermelho contra a luz, ele lançava jatos de cores por toda a sala, como se a própria luz viesse dele.
–Não conte para eles, isso é uma das únicas coisas que nos mata. – Hoppe disse de olhos desconfiados.
–Não saberão como fazer mesmo. – Hellena deu de ombros. – Requer o sangue de todo e qualquer imortal que existe, e um pouco de veneno de lobisomem, tudo feito sobre medida. – apertou o frasquinho na mão e guardou de volta. – Mataremos apenas as corrompidas, as que não têm mais volta.
–Corrompidas? – a voz de Georgina tremeu. – Dacra foi corrompida.
Todas súcubo baixaram os olhos.
–Não há mais volta para ela Georgie. – Quenn abraçou o corpo da amiga. – Ela precisa ser purificada.
–Eu sei... Mas... – ela começou a soluçar.
–Tire Georgina daqui. – Hellena pediu com os lábios cerrados.
Abaixou os olhos novamente, e respirou fundo. Hoppe e Blake continuaram ao seu lado. Voltou às orbes castanhas para nos, sua expressão era de pura raiva.
–Quem matar uma súcubo que não esta corrompida será morto da forma mais dolorosa e lenta possível quando isso acabar, e acreditem, tenho meios de descobrir quem fizer isso. – sibilou.
–E as que não estiverem corrompidas e quiserem nos matar? – Jane estreitou os olhos. Ela não estava há muito tempo entrenós, preferia ficar no esconderijo Volturi ao lado de Aro, mas hoje havia vindo especialmente para tramar a invasão.
–Blake me ajudara a diluir o odol com água, assim ele não matara mais poderá deixar-las inconscientes. – olhou para a irmã. – Quantos trouxe?
–Todos, não eram muito mesmo. – deu de ombros.
Ela se voltou para o mapa e começou a nos explicar minuciosamente, com a ajuda de Blake, mostrando passagens, saídas, formas de entrar em salas, salas secretas, onde cada súcubo ficava, e onde Katherine estaria.
Conforme explicavam tudo e elaboravam um plano, novos imortais iam se aproximando, íncubos chegaram, outros vampiros Volturi apareceram, os Denali surgiram, e bruxas também. Em pouco tempo a casa estava com mais de cem imortais.
Eu podia ver o suor escorrendo do pescoço de Blake e Hellena pelo esforço de tentar esconder todos nos com a magia. Ela poderia pedir ajuda das bruxas, mas eram orgulhosas demais para isso.
Elas separavam entradas, funções, e suas estratégias eram palpáveis.
Hellena subiu em uma cadeira chamando a atenção de todos os presentes.
Passou tudo que já havia nos dito sobre súcubos corrompidas ou não, as que estivessem marcadas para morrer não teriam o colar no pescoço, e se tivessem, ele não brilharia.
–Precisaremos de armas, muitas armas. – uma bruxa do mundo oculto falou, tinha cabelos brancos como a neve, e eu suspeitava que fosse da água.
–Armas? – Felix que havia chegado há pouco tempo zombou.
–Para atingir alguma coisa de longe, nada melhor do que flecha. – mostrou um arco de madeira brilhante. – Envenenada é claro. E para poder matar alguém de verdade, vai precisar colocar o odol em algo, uma faca, ou um lenço embebedado.
–E o mesmo modo para deixar alguém inconsciente também. – Hoppe acrescentou. – Um corte é suficiente. E para usar um lenço, precisaram de luvas, bem grossas.
A súcubo do espírito suspirou, apertou o colar em seu pescoço.
–Vamos Blake, precisamos dividir todo o veneno, e diluí-lo. – desceu da cadeira e começou a abrir passagem entre os imortais ate o lugar onde ficava a cozinha.
–Agora, precisamos que vocês saiam daqui, estão chamando a atenção de imortais a mais de mil quilômetros. Vão treinar, aprender a lutar, e quem sabe, manejar uma faca. – Blake zombou seguindo Hellena.
–São apenas vocês cinco de súcubo? – um vampiro nômade perguntou. –Estamos arriscando nossas vidas ficando do lado da resistência, mas seria bom saber quantas temos ao nosso lado.
–A algumas infiltradas no castelo, mas convosco, só nos quatro. Agora vão, se dispersem, estão me deixando com dor de cabeça. – Hoppe foi atrás das duas.
Pouco a pouco, todos foram saindo, se transformando em o que eram, correndo pela floresta, procurando esconderijos ate à hora da luta, procurando parceiros. Fiquei parado olhando todos saírem, e quando a sala estava vazia, fui ate a cozinha.
–Não pode entrar aqui gracinha. – uma bruxa estava parada na porta, seus olhos eram nevoentos, e o rosto marcado de cicatrizes. – Aisla me pediu para barrar qualquer um.
–Hellena esta me chamando. – disse rígido.
A bruxa me olhou desconfiada e depois entrou, deixou a porta entreaberta, e pude ver as três súcubo na companhia da líder bruxa, usavam grossas luvas e tinham o máximo de cuidado com a substância acida.
Tubos e provetas alem de todo tipo de material de laboratório, se misturavam com copos e panelas, a cozinha havia virado um próprio laboratório.
Aisla ergueu seus olhos verdes, e vi Clarisse trabalhando ao seu lado, até ela tinha que usar luvas para mexer com aquilo.
–O que quer Volturi? – se aproximou.
–Falar com a princesa. – Aisla virou o rosto para Hellena. Ela me encarou como quem diz que não, mas suspirou e saiu da cozinha/laboratório.
Segurou minha mão e me levou para fora de casa, andamos pela floresta ate encontrarmos um córrego que cortava a floresta, lobos lutavam entre si, mas ao nos verem, saíram ganindo.
–Alec... Não torne tudo que esta acontecendo mais difícil... Por favor. – ela parou de frente para mim, os olhos suplicantes. – Eu te amo tanto, mas isso é maior que nos dois.
–A espíritos aqui?
Fitou-me com visual surpresa. Olhou em volta, como que procurando algo.
–Em qualquer lugar a espíritos.
–Mas os que estão aqui... Como eles são?
–Eles... São guerreiros, de todas as épocas. Gregos, romanos, vikings. De varias espécies, homens, mulheres, vampiros... Todos estão ansiosos com a luta, e lamentando pelas que eles perderam. Dizem que estamos fazendo o certo, e que torcem por nos. – engoliu em seco.
–Radamante esta aqui?
–Ela sempre esta por perto, a espera de sua filha.
Estiquei meus dedos e toquei seu rosto. Hellena fechou os olhos, e uma lagrima caiu dele.
–Estou com tanto medo Alec, não me deixe com mais. – pediu. – Não quero te perder, e farei de tudo para que isso não aconteça, mas não torne o meu dever mais pesado do que ele já é.
–Não sei quanto tempo temos mais... Por favor, me de esse único minuto junto de ti. – segurei seu rosto, e trouxesse ela para mais perto de mim, beijando seus lábios e abraçando seu corpo.
Ela retribuiu meus beijos, e me abraçou junto de si.
–Quando o cisne deixa de ser branco, ele vira o que? – perguntei baixo.
–Eu não sei Alec, eu não sei...

1 comentários:

De vez em quando a vida leva um jeito diferente e para fingirmos que não sabemos de nada desse rumo fingimos que não sabemos das coisas mais obvias... E para evitar isso só há uma maneira: estar perto de quem a gente ama, o fingimento vai acontecer, mas sempre estaremos bem pois estaremos perto deles. Por isso, Hellena, não devia brincar com o Alec deste jeito, mesmo que não queiras e seja só acidentalmente, querendo ou não vocês sempre irão se amar e o cisne seja branco ou negro smpre existirá em nossas vidas tomando rumos inimaginaveis.

Débora

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