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8 de dez. de 2010

Posted by sandry costa On 12/08/2010

11 de set. de 2010

Capitulo 32

Posted by sandry costa On 9/11/2010


Promeça.

“Eu quero reconciliar a violência no seu coração
Eu quero reconhecer que a sua beleza não é só uma máscara
Eu quero exorcizar os demônios do seu passado
Eu quero satisfazer os desejos secretos do seu coração”

Muse- Undisclosed Desires


- Quando eu estava na escola, no dia em que fui embora, recebi uma mensagem da Gabi dizendo que era pra mim ir pra casa pois o assunto era urgente.- Começou Melanie se lembrando dos fatos.- Quando eu cheguei lá, meu primo e minha tia também estavam. Gabi disse que os Volturi tinham ligado, que havia uma mudança de planos. Acho que todos vocês sabem quais eram os planos originais.- Ela deu um meio sorriso sem humor.- As ordens eram pra eu ir para Volterra, pois Aro queria falar diretamente comigo. A muito contragosto meu, minha tia foi me acompanhando, meus primos também quiseram ir mais eu não deixei, com certeza Aro ia inventar mais uma desculpa para mantê-los lá. Quando cheguei, Aro me disse que não era preciso esperar mais tempo, já que eu faço 18 anos esse ano. Eu disse que queria mais tempo como humana e com a minha família e que ele tinha que cumprir o trato dele. Claro que eu joguei a falsa palavra dele na sua cara, pois ele tinha que manter as aparências para os guardas. Pra resumir a história, continua tudo a mesma coisa. – A sala estava silenciosa, ninguém tinha coragem de falar uma palavra. Melanie estava começando a ficar incomodada com o silencio.

- Acho que já os incomodamos demais.- Disse Anita a Carlisle .- Nós vamos pra nossa casa agora.

- Não incomodam de maneira nenhuma, e se precisarem de nossa ajuda pra qualquer coisa.- Carlisle se demorou mais nas palavras qualquer coisa.- Não exite em nos chamar.- Carlisle disse apertando a mão de Anita.

Olhei para Melanie e fiz um gesto com a cabeça para ela me seguir, fui para fora da casa e parei um pouco distante para que ficássemos a sós, ela veio atrás de mim um pouco depois.
- Quando você faz dezoito anos?- Perguntei uma coisa que não saia da minha mente desde que aquela conversa começou.

- Daqui a três meses.- Ela me respondeu triste.

- Tão pouco.- Eu disse baixo mas ela me ouviu, na minha voz já estava a saudade que ia me fazer.

- Nem me fale.- Sua voz saiu embargada e ma abraçou secando o inicio de suas lágrimas em minha camisa. Não podia acabar assim, tinha que ter algum jeito, se não que sentido teria nos amarmos? Acho que já falei que fazer pergunta retórica é uma idiotice. O amor não tem sentido algum.

- Eu vou pensar em um jeito, podemos ver outras opções..- Comecei a me desesperar e a falar coisas sem sentido. Mas ela logo me cortou.

- Que outras opções?- Seu rosto cético me encarou curioso.

- Eu..- Minha mente já estava desesperada, se agarrando a qualquer brecha que aparecesse.- Eu poderia ir com você.- Disse a encarando para ela ver que eu estava falando sério.

- Você só pode ficar estando doido!- Ela começou a ficar branca.- Nunca que eu iria permitir uma coisa dessas! Ta bebendo é?! Que eu saiba não é da sua natureza fazer isso, ou inventaram uma bebida especial para vampiros agora?!- Ela realmente estava muito brava comigo, podia ver medo e horror em seu rosto.

- Melanie, só me escuta ta bem não se zangue.- Pedi segurando seus ombros e a olhando intensamente, também não gostava da idéia de ir morar com os Volturi, mas se era a única saída que tínhamos, se era a única forma de ficarmos juntos, então eu iria com ela.- Loucura é você ir morar com os Volturi sozinha, se eu for eu posso te proteger e teremos mais tempo pra planejar ir embora, mas não vamos nos separa vamos ficar juntos.- Ela respirou fundo como se estivesse tentando explicar algo a uma criança.

- Eu não quero que você vire um monstro!- Ela disse com uma lágrima, nos olhos me encarando furiosa.- Muito menos por mim..- Ela passou as mãos e meu peito, estávamos muito perto, passei meus braços por seu ombro e encostamos nossas testas. Queria acalmá-la, e dizer que o que eu estava dizendo não era de todo ruim. Era a opção menos pior. Pelo menos pra mim.

- Não virarei um monstro, assim como você também não vai virar.- Sussurrava pra ela, com medo dela se irritar.- Ficaremos juntos, nos protegendo.- Beijei vagarosamente sua testa.- É assim que tem que ser.- Esperei outra reação exagerada, mas não veio. Ela se acalmou, e me abraçou mais apertado.

- Te peço pelo o amor de tudo que é mais sagrado pra você.- Ela se distanciou um pouco para me fitar.- Se você me ama mesmo, vai me prometer que nunca se juntará aos Volturi, nem por mim, nem por ninguém.

- Melanie..- Tentei falar para ela ver meu ponto de vista mas foi em vão, ela botou as mãos ao lado do meu rosto e me olhou, parecia que estava vendo dentro da minha alma. Que eu não tinha.

- Me prometa.- Ela exigiu. Não tinha como eu dizer não a ela. Estava completamente dominado por está mulher, mesmo que ela estivesse só me pedindo eu atenderia.

- Está bem.- Eu disse, me conformando com a minha primeira derrota em uma discussão de relacionamento, mesmo assim achava que poderia convencê-la.. mais tarde. Ela deu um meio sorriso convencida e me dei um Celinho.

- Você precisa caçar.- Ela disse passando a mão pelas minhas olheiras. Fechei os olhos me arrepiando com seu toque. Não tinha me lembrado da cede até que ela mencionou, realmente minha garganta estava ardendo demais, e era muito perigoso pra ela.

- Tem razão, sua família só está esperando você.- Eu disse sorrindo pra ela. Nos beijamos mais uma vez e voltamos pra casa. Assim que chegamos sua família se despediu mais uma vez de nós e foram pra sua casa.

-Eu vou caçar.- Disse sem nenhuma animação.

- Vou com você.- Edward se pronunciou, não me importei afinal estava com saudades de meu irmão. Ela sorriu com meu comentário e pensou o mesmo de mim.

Corremos pela floresta, até acharmos um rebanho de antílopes, e nos saciamos pelo menos com três cada um. Quando acabamos nos recostamos numa árvore, no começo ficamos em silencio, mas depois Edward falou.

-Pelo que eu li na mente da tinha dela, a coisa foi mais barra pesada do que ela disse.- Sabia que Melanie editava seus pensamentos pra mim, mas já que Edward viu, ele me falaria.

- Como assim?- Perguntei.

- Eles a ameaçaram, usando você.- Edward me explicou. Então era por isso que ela não me queria perto dos Volturi. Aqueles desgraçados! Um ódio imenso se apoderou de mim, eu queria matar a primeira coisa que eu visse. Mas senti as mão de Edward em meu ombro que me acalmaram... um pouco.

- Você não pode fazer nada.- Ele disse calmo e aquilo me entristeceu.- Não a faça sofrer mais ainda, a escute e não faça nenhuma besteira.

- Não me peça isso, queria ver se fosse você em meu ligar.- Disse meio áspero.

- Tem razão.- Ele disse.- Mais com esse ódio não vai conseguir pensar direito, e vocês dois podem morrer.

Não estava com nenhum animo de continuar aquela conversa. Mas não podia deixar de ver que Edward tinha razão.

- Vamos embora.- Apenas disse.

- Você que sabe.- Ele me entendeu, sabia que por mais nervoso que eu estivesse, não faria nada que poria Melanie em risco.- Só tome cuidado.

- Sempre tomo.- Aquela sempre eram as palavras que eu e Edward trocávamos quando finalizávamos uma conversa, era até meio cômico. Fomos pra casa em silencio, e eu inutilmente tentando pensar em um jeito de fazer ela ficar.

Fanfic escrita por Babi

9 de set. de 2010

Capitulo 31

Posted by sandry costa On 9/09/2010


Tensão.

“A verdade é dura como o diamante e macia como a flor de pessegueiro”
                                                                                                                       Gandhi

Pietro
Durante o vôo Melanie ficou dormindo, ela se remexia muito talvez estivesse tendo um pesadelo, chegou uma hora que ela começou a falar no começo era uns balbucios sem sentido, mas depois ela chamou uma nome, Elena, apesar de não conhecer ninguém com esse nome, ele me lembrava alguma coisa só não sei o que. Como que por extinto inconsciente eu botei a mão em meu cordão. Um pouco de duvida e perguntas começaram a surgir na minha mente mas logo deixei pra lá, tinha coisas mais importantes pra resolver.
Quando estávamos quase chegando, senti que ela iria acordar e resolvi lhe roubar um  beijo, afinal posso ser um vampiro mais sou homem antes disso, e Melanie tinha os lábios mais lindo do mundo.
- Bom dia.- Eu disse.
- Bom dia.- Ela respondeu , olhando a sua volta.- Já estamos chegando?-  perguntou.
- Já.- Eu respondi. Ela voltou a se recostar  em meu colo, mas a senti meia tensa e muito pensativa.
- O que foi?- Perguntei preocupado.
- Não é nada, são só bobagens.- Mesmo que só bobagens estivessem a incomodando, eu queria saber.
- Bobagens?- Perguntei insistindo.
- Sim, eu estava pensando na Gabi e no Diego.- Ela respondeu, apesar de convincente eu ainda tinha as minhas dúvidas sobre isso, afinal ela costuma mentir para me proteger.
Der repente lembrei do nome que ela falou enquanto estava dormindo, e resolvi perguntar.
- Melanie, quem é Elena?- Ela ficou meio tensa mas depois relaxou.
- Elena?- Perguntou desentendida.
- Sim, Elena, você disse esse nome enquanto estava dormindo, quem é?- Refiz a pergunta.
- Eu disse?- A sua cara era de pura inocência, mas no fundo eu sabia que ela conhecia a tal Elena.- Eu não sei quem é, deve ser um nome qualquer de algum livro que eu li, geralmente eu falo nomes enquanto eu to dormindo.
- Umm.- Disse inconformado, ela e suas manias de mentir, acho que estou a ponto de explodir a qualquer minuto com ela, mas sei que não vou fazer isso. Só queria que ela confiasse em mim, eu nunca faria algo que a prejudicasse, pelo contrário. Talvez se ela se abrisse mais comigo, nós encontraríamos uma solução.
- Pietro, você confia em mim?- Ela me perguntou olhando nos meus olhos. Eu respirei fundo e respondi.
- Confio, só não acho que você confie em mim.- Eu disse de um modo que não a magoasse mas também, queria expor a minha sinceridade. Ela me pareceu triste na hora e isso era o que eu menos queria.
-As vezes, eu sei que eu tenho que mentir mas acredite em mim.- Ela disse olhando nos meus olhos, com uma intensidade e amor, que me fez perceber que não era direito meu duvidar dela.- Não é porque eu não confie em você, não há pessoa em que eu mais confie no mundo, é o homem que eu amo.- Ela botou as mãos no meu rosto e o afagou, senti um arrepio percorrer todo meu corpo.- É porque não é seguro saber.
Suas palavras me fizeram compreender o que ela estava querendo me dizer a respeito de segurança. É por que Aro não podia saber, e mais cedo ou mais tarde eu ia me encontrar com ele.
O avião aterrissou finalmente e nós descemos, quando chegamos no saguão, finalmente eu pude conhecer a usa tia.
- Olá Pietro, finalmente tenho o prazer de te conhecer.- Ela estendeu a mão pra mim com simpatia. E estendi a minha mão com o mesmo entusiasmo que ela.
- O prazer é meu.- Respondi tentando mostrar o mesmo entusiasmo.
- Melhor irmos andando, vocês podem se conhecer melhor em casa.- Disse Melanie nos puxando.
Quando saímos do aeroporto, nossa família inteira estava no estacionamento para nos receber incluindo os primos de Melanie, que por sinal saiu correndo para os receber. Diego foi o primeiro que ela abraçou e depois de uma rodopiada no ar, foi abraçar Gabriela. Anita que estava do meu lado também saiu para abraçar os filhos.
Eu, antes de ir abraçar minha família analisei o rosto e mentes de cada um, todos preocupados e aliviados inclusive Rosalie. Incrível como em menos de uma década já os considero como minha família, Alice, Bella e Rosalie, minhas irmãs. Emmet, Jasper, Edward e até Jacob, meus irmãos. Renesmee minha sobrinha e finalmente Esme e Carlisle, minha mãe e meu pai. Nenhum cargo a menos que estes, nenhum sentimento menor do que estes. São como a família que não me lembro se tive, e que farei parte mesmo não estando com eles.  minha baixinha foi a primeira a me abraçar, Nessie era o xodó da casa e sempre a mais amada por todos, inclusive eu.
- Tio, você quer me matar do coração! Eu quase tive um infarto quando eu soube que você tinha ido pra Volterra!- Ela como sempre, tão preocupada com todos, por que seria diferente comigo?
- Eu estou vivo, ou melhor quase, não estou baixinha?- Disse tentando fazer graça.
- Mesmo assim, fiquei muito preocupada.- Ela reafirmou, fomos abraçados até o resto da família, pelo canto do olhos percebi que Melanie ainda estava matando as saudades dos primos.  Quando chegamos, tirei meus braços do de Nessie, e veio Alice para me abraçar e em seguida me deu um tapa bem forte no braço, não doeu mais foi incômodo.
- Isso é por você me deixar louca de preocupação sem me dar nenhuma notícia.- Eu ri um pouco da sua falsa raiva, depois ela me abraçou forte de novo.- Não faça mais isso.
- Prometo evitar.- Falei pois isso era provavelmente inevitável.
Abracei todos os meus irmãos e meus pais, com muitas saudades, quando sentimos Melanie e sua família se aproximar, abrimos mais a roda para todos podermos nos falar. Fui logo pro seu lado e a abracei pela cintura.
- Você deve ser a Anita?- Disse Carlisle estendendo a mão.
- Sou sim.- Respondeu Anita no mesmo tom simpático que falara comigo.
- Eu sou Carlisle, e esta é a nossa família.- Ela deu um oi amistoso pra todos.
- Melhor conversarmos em casa, estamos chamando um pouco a atenção.- Disse Bella se referindo as pessoas no estacionamento.
Cada um estava com seu carro aqui então ficamos bem distribuídos. Fui no carro de Alice e Jasper junto com a Melanie. Anita foi com Carlisle e Esme e Diego e Gabriela com Emmet e Rosalie, Bella e Edward foram no Volvo com Nessie e Jake.
Quando chegamos em casa, logo cada um foi ficando tenso a sua maneira. Todos estavam curiosos. Percebi que o motivo da tensão era Curiosidade. Sobre o quê? Ah! Sim, Melanie  não explicou o que tinha acontecido em Volterra. Como não tinha perguntado antes? Uma coisa tão essencial e eu me esqueci. Comecei a ficar tenso também, mas não esperamos por muito tempo.
- Acredito que devo a vocês uma explicação do que aconteceu .- Melanie disse olhando nos meus olhos, depois os desviou para olhar os outros. Carlisle que respondeu.
- Dei que deve ser difícil pra você, e se estiver disposta a contar, gostaríamos muito de ouvir.-  Todos agora a olhavam, uns com olhar de compaixão. Outros de dúvida, alguns indiferentes, mas o meu com certeza era angustia e preocupação. Melanie tomou fôlego e começou.
- É difícil sim, não vou mentir.- Uma pausa e mais uma tomada de fôlego.- Mas esconder isso, é uma coisa que não posso mais.
Por que esses momentos da vida, são os que mais demoram pra passar?

Autora Babi

6 de set. de 2010

Capitulo 30

Posted by sandry costa On 9/06/2010


 Elena

- Não tenha medo criança, não vou machucar você.- Ela disse calma, voltando a fitar o piano, na minha cabeça vieram mil perguntas e eu não sabia por onde começar. Eu estava sonhando? Bom só podia pois a única coisa que me lembro são os braços de Pietro me envolvendo. Mesmo assim era tão real estar ali. Ali onde? Resolvi começar por está pergunta.
- Onde eu estou?- Perguntei olhando ao meu redor, o quarto onde ela estava, era muito parecido com o quarto em que eu me deparei, quando acordei neste lugar.
- Dentro de um avião provavelmente.- Ela disse despreocupada, me dando uma resposta vaga. Aquilo me irritou um pouco.
- Que lugar é este?- Bom, teria como ela me responder com alguma coisa vaga?
- Esse castelo pertenceu a família Fiorenza Muriaço, era uma das mais importantes na Itália na Década de 40. Fica em Roma.
- Por que eu estou aqui, o que essa família tem haver comigo?- Perguntei impaciente, estava cassada de joguinhos. Mesmo assim ele me respondeu paciente.
- Você vai saber de tudo minha criança. No tempo certo.- Ela voltou a me fitar, com um olhar terno. Me senti um pouco culpada por tratá-la com impaciência.- Por que você não se senta um pouco, não gosto de conversar com as pessoas em pé.- Ela apontou pra uma cadeira que estava perto dela, quase em frente. Me aproximei devagar sem encontrar outra opção como alternativa.
- Bom,- Comecei, incomodada com o silencio.- é meio frustrante, ficar as cegas em uma situação como esta, então porque você não me fala o que você tem pra falar, e ai agente quebra um pouco o gelo.- Falei de um modo bem casual. Quis mostrar que não gosto de rodeios sem ser mal educada- É meio injusto você saber o meu nome e eu não saber o seu.- Continuei.
-Desculpe, que indelicadeza a minha, meu nome é Elena.- Ela falou sorrindo.- Você é meio impetuosa não é Melanie? Isso é bom.- Ficamos mais um pouco em silencio, durante esse tempo não tirei os olhos de seu colar. As vezes olhava para seu rosto familiar, mas não sei de onde. Ela viu que eu olhava o seu colar e abaixou o rosto pra encará-lo também.
- É de família.- Ela disse, na mesma hora fiz uma cara interrogativa, aquele era o colar de Pietro não podia ser dela a menos que... Ela interrompeu meus pensamentos e falou -Todos os Muriaço tem um.
- O meu amigo- Não ia falar meu namorado pareceu não ser o correto no momento.- Ele tem um.- Disse tentando esconder um pouco da ansiedade na voz.
- Pietro.- Ela respondeu calma.- Sim eu sei.- Fiz uma cara de espanto na hora, como ela sabe dele, quem é essa mulher?- Ele é meu filho.- Ta agora bem que eu poderia acordar né? Acho que esse lance com os Volturi ta me deixando meio leza da cabeça porque até com o fantasma da minha sogra eu to sonhando. Bem que eu achei ela familiar de mais.
- Como assim ele é seu filho?- Perguntei saindo dos meus pensamentos malucos.- O que está acontecendo?Você está morta? Por que aparece pra mim e não pra ele?- Minhas perguntas tinham um tom de histeria na voz. Ela me interrompeu achando um pouco de graça na forma como eu falava.
- Sim eu morri, não é natural um humano viver mais de um século não acha? E bem que eu queria aparecer pra ele mas, ele não dorme.- Ela riu mais um pouco.- Porem o que eu tenho a falar não é mesmo pra ele é pra você.- Fiquei um pouco séria tentando assimilar as coisas, ela me deu um tempo pra me acostumar com a idéia depois continuou.- Proteja meu menino Melanie, ele corre perigo.- Meus nervos começaram a entrar em conflito, COMO ASSIM ELE CORRE PERIGO?!
-Como assim perigo, chega de falar assim, me explique de uma vez o que está acontecendo?-Pedi meia grossa mas o que eu podia fazer? Ela estava falando do amor da minha vida.
- Eu não posso falar,alem de não ter mais tempo,- Agora seus olhos eram suplicantes.- Por favor o proteja, me prometa isso.
- Eu prometo.- Isso com certeza eu podia fazer.- Mas por favor me diga como?- A implorei do mesmo modo.
- Não tenho tempo você já vai acordar. Sei que é confuso mas você precisa ir a Itália quando for a sua hora, precisa ficar com os Volturi, lá você vai descobrir.- Ela disse começando a ficar distante, reparei que estávamos nos separando.
- Não espera!- Comecei a gritar.
- Procure por Gianna...- Sua voz era distante, não a via mais. Logo em seguida acordei.
  - Bom dia- Ouvi a voz mais linda do mundo me acordar com um beijo.
- Bom dia.- Respondi olhando em volta. Ainda estávamos no avião e o sol estava nascendo.- Já estamos chegando?- Perguntei.
- Já.- Ele disse passando a mão em meus cabelos. Voltei a me recostar em seu colo com o pensamento distante. Quem era Gianna? Aquilo tudo mesmo aconteceu? Meu Pietro estava em perigo? Eu só sabia que faria de tudo pra salvá-lo, mesmo que isso signifique me juntar aos Volturi.

Autora Babi

4 de set. de 2010

Capitulo 29

Posted by sandry costa On 9/04/2010


  Meu amor, deixe-se pra traz.

Melanie.

Uma parte de mim já esperava aquele tipo de pergunta, mas cedo ou mais tarde ele ia fazê-la. Na verdade eu ainda estava surpresa por ele ter ido atrás de mim. A minha parte racional me dizia que aquela foi uma atitude burra e impensada da parte dele, que ele poderia ter morrido por minha causa. Mas a parte emocional, e essa é a que no momento me domina, estava feliz por que isso era uma prova de que por mais que eu não mereça, ele ainda consegue me amar.
Contar... Por que eu não fiz isso mesmo? Ah! Sim, eu não queria por ele e sua família em perigo, mas não adiantou nada no final das contas não é? Acabei por me envolver demais com ele e isso sim foi o que estragou tudo. Talvez se eu tivesse contado antes de nos apaixonarmos, ele teria ficado longe de mim, teria pensado “Aquela garota é encrenca” e não teria vindo falar comigo. No final de tudo como sempre, eu sempre acabo tomando as decisões erradas. Sempre.
- Não sabe que seu silencio é uma tortura pra mim?- Perguntou ele com os olhos angustiantes. Não tive coragem de encará-lo, ainda não sabia o que responder. Ele gentilmente botou as mãos em meu rosto e o levantou para que pudesse olhar em meus olhos.
- Eu..- Me perdi naqueles olhos amendoados, mas ele ainda estava esperando uma resposta.
- Você..- Me incentivou a continuar. Tentei abaixar minha cabeça em vão, suas mãos eram fortes demais. Fechei os olhos por um momento. Sua anciosidade pareceu aumentar.
-Você contaria?- Disse calma e pausadamente, queria que ele raciocinasse, que visse do meu ponto de vista. Ele pareceu pensar por um minuto e tirou as mãos do meu rosto, caindo pelos meus braço e parando em minha volta. Abri os olhos para ver sua expressão, ver se eu tinha chegado onde queria. Seu rosto ainda era implacável pareceu ponderar por um breve segundo mais ainda achava que a razão estava do lado dele.
- Mesmo assim você deveria ter contado.- É, ele ainda achava estar certo, e talvez estivesse mesmo.
- Tem razão.- Disse desviando os olhos dos seus.- Eu deveria ter contado.- Um misto de dúvida apareceu em seu rosto. Ele não estava acreditando que eu concordaria tão fácil, mas talvez soubesse que o meu ponto de vista fosse diferente do seu.- Talvez se você soubesse, pensaria melhor antes de me pedir em namoro.- Não disse com desdém, apenas aleguei um fato, porém ele logo me cortou.
- Não é verdade.- Ele passou o dedo numa lágrima que começava a se formar.- Te amaria mesmo que isso tivesse sido escolha sua.- Ele disse sussurrando para que só eu pudesse escutar.- O que eu quis dizer é que se tivesse me contado antes eu te protegeria, te impediria de ir.
- Como?- Perguntei com um jeito cético.
- Eu não sei, daria o meu jeito mas te protegeria.- Apesar de não saber o que fazer ouve firmeza em sua voz. Esse era o meu medo, não queria imaginar ele enfrentando os Volturi por minha causa. Se ele morre-se por minha culpa, jamais me perdoaria e daria um jeito de ir depois dele.
- Essa é a questão.- Eu disse, mas pela sua cara ele não tinha entendido aonde eu queria chegar.
- Que questão?- Ele perguntou como se estivesse perdido.
- Você me proteger.- Em minha garganta já se formava um nó, eu tinha tão pouco tempo com ele.- Você não faz idéia de como fazer não é?- Dele só vinha o silencio.- É porque não tem saída, se houvesse algum outro modo eu e minha família já haveríamos descoberto. Só pensamos nisso há cinco anos. A única opção que resta, seria uma luta que já esta perdida. Primeiro, porque a razão supostamente está do lado deles, já que eu fiz um acordo por que minha tia quebrou uma lei. Então as testemunhas também estariam do seu lado. Segundo- Essa parte eu disse mais convicta.- E não permitiria, que você, a minha família e a sua travassem uma batalha por minha causa, nunca. Mesmo se ganháramos, o que já seria um milagre, pessoas morreriam e a culpa disso tudo seria minha. Pior,  você pode morrer.- Fiz mais uma pequena pausa para respirar e continuei.- E então terá lutado em vão, por que eu iria logo depois de você.
- Não diga uma besteira dessas.- Ele disse um pouco frustrado, tanto por ver que eu tinha razão mesmo ele não querendo, quanto ao fato, sim isso era uma fato mais que real, de que eu morreria se ele morre-se.
- Mais é a verdade.- Ficamos em silencio, durante um tempo, ainda estávamos de frente uma para o outro nos olhando, tentando memorizar cada parte de nossos corpos e fazer aquele momento durar para sempre. Logo eu idiota como sempre, tive que bocejar e estragar o nosso momento.
- Você deve estar cansada.- Ele me puxou para seus braços e me aninhou em seu peito, deixei ele me levar sem relutar. Estava muito cansada pra negar seu colo frio e aconchegante. Meu paraíso particular.- Durma .- Ele disse beijando meus cabelos.- Ainda temos muito o que conversa, mas não vale se você não estiver consciente.- Dei uma risada sem humor e ele também. Aos poucos o sono foi me levando até que dormir e fui parar em outro lugar.
Meu amor, deixe-se para trás
A batida dentro de mim
O deixa cego
Eu estava em uma cama, dentro de um quarto enorme e espaçoso, a cama era grande e imponente. Parecia antiga. Levantei devagar olhando o espaço ao meu redor. O quarto também parecia antigo. Estava em um castelo eu tinha certeza, na janela o sol estava se pondo.
Meu amor, você é a favor da paz
Você estava tão tentando
À liberação
Levantei e percebi que estava com uma camisola branca de ceda que se arrastava até os meus pés. Percebi que o que tinha me acordado era o som de uma alguém que estava cantando em algum lugar por aqui e estava tocando piano também.
Você deu tudo
Para o chamado
Você se arriscou e
Caiu por todos nós
Andei lentamente pelo quarto até que passei em frente a um espelho enorme, eu estava um pouco diferente mais ainda era humana. Só os meus cabelos estavam maiores do que de costume e mais cacheados nas pontas. No meu pescoço estava o cordão de Pietro. O toquei meio hesitante me perguntando como aquilo foi parar ali.
Você veio atenciosamente
E, em seguida fielmente
Você me ensinou a honra
Você fez isso por mim
Fui em direção a porta e sai do quarto, parei em um corredor que era sem fim tanto do lado esquerdo quanto do direito. Mas a música estava vindo do lado direito então resolvi ir nessa direção.
Esta noite você vai dormir para sempre
Você vai esperar
Por mim, meu amor
Quanto mais eu andava mais a música parecia perto, só que eu nunca conseguia chegar nela.Todas as salas que eu tentava abrir estavam trancadas. O chão estava gelado, olhei pros meus pés, eles estavam descalços. Continuei andando, até que me deparei com uma sala que a porta estava entre aberta. Notei que a porta era diferente das outras, essa era branca sem nenhum detalhe e as outras eram marrons todas entalhadas de uma maneira puramente medieval.
Agora eu sou forte
Você me deu tudo
você deu tudo o que tinha
E agora eu estou em casa
Resolvi entrar, afinal não tinha mais pra onde ir. Me deparei com uma mulher de cabelos castanhos claros. Suas feições eram estranhamente familiar mas eu tinha certeza de nunca tê-la visto. Me lembraria se tivesse visto alguém tão bonita.
Meu amor, deixe-se para trás
A batida dentro de mim
O deixou cego
Ela continuava cantando, e deu um singelo sorriso como se soubesse que eu estava ali escutando. A música começou a fazer sentido pra mim, falava de mim, de Pietro, de nós. Comecei a apreciá-la, não tive coragem de interrompe-la.
Meu amor, veja o que você pode fazer
Estou consertando
Eu estarei com você
A música parecia mais um adeus de mim pra ele, tive vontade de chorar mas me controlei pra não fazê-lo.
Você pegou minha mão
Adicionou um plano
Você me deu seu coração
Pedi-lhe para dançar comigo
Minha respiração estava descompassada, não conseguia tirar os olhos da estranha mulher. Meus ouvidos só conseguiam ouvir sua voz.
Você amou honestamente
Fez o que você poderia liberar

Agora eu sou forte
Você me deu tudo
Você deu tudo o que tinha
E agora eu estou em casa

Meu amor, deixe-se para trás
A batida dentro de mim
Eu estarei com você
Ela parou de cantar e o som do piano foi diminuindo gradativamente. Ela ainda olhava o piano, depois de minutos que pareceram horas pra mim ela se virou e me encarou. Mas a única coisa que eu conseguia ver foi o colar em seu pescoço.
Igual ao meu, igual ao de Pietro, instintivamente botei a mão no colar.
- Olá Melanie.- Disse ela feliz com um sorriso terno no rosto.
Quem seria essa Mulher?