3 de jun. de 2011

Capitulo 7

Posted by sandry costa On 6/03/2011 2 comments


Conversa de Genro e Sogro 


Edward.


Minha sogra Renee Swan, era bonita. Ela sempre se pareceu um pouco com Bella. Mas a morte de Bella lentamente a abatera. Seu rosto se tornara tenso, seus traços quase rígidos, e seus olhos pareciam bolinhas de gude. 
A Casa dos Swan sofrera poucas mudanças desde oitos anos atrás. As paredes brancas, o tapete liso com cores em tons de cinza claro e escuro, a lareira de pedra, a mesa de centro de vidro que quase todos os dias era enfeita por vasos de flores artificiais ou pratarias. As duas mesinhas redondas de vidro em cada lado do sofá com abajures que custaram em media mais do que a mesa. Havia a TV de 50 polegadas que foi a única coisa que evoluirá no decorrer dos anos nesta casa. 
Minha sogra estava sentada no mesmo sofá em que Bella e eu havíamos namorado tantas vezes. Sorri por um momento e pensei: “Ah, se esse sofá falasse!” Mas aquele móvel ecoava muito mais do que recordações. Bella e eu havíamos nos sentado ali para abrir as castas de aceitação na faculdade. Ali assistimos agarradinhos a vários filmes que ela julgava romântico. Fazíamos o dever de casa, eu ereto e Bella com a cabeça em meu colo. Eu dizia a ela que queria ser médico e ela dizia que queria se formar em direito e trabalhar a favor das crianças. Bella não conseguia tolerar a idéia de ver crianças sofrendo. 
Lembro-me de um estagio que ela fez durante as férias de verão após nosso primeiro ano de faculdade. Ela trabalhou para uma instituição que recolhia crianças moderadoras de rua nos piores lugares de Nova York. Acompanhei-a certa vez no nosso carro. Bella encontrou uma prostituta de 14 anos que estava tão largada que se sujara toda. Recuei enojado, a sujeira me causava repulsa. Eu a ajudei, mas logo depois recuei. 
Isabella nunca recuava. Esse era seu dom natural. Ela apanhava as crianças com as mãos, as carregava. Ela limpou aquela menina, cuidou dela e conversou com ela a noite inteira. Olhava as crianças bem nos olhos. Realmente acreditava que todos eram bons e dignos. Eu invejava sua ingenuidade. 
Sempre me perguntei se ela morrera do mesmo jeito, não acho que não. Creio que Laurent conseguira acabar com sua ingenuidade. 
Renee estava sentada com as mãos no colo. Ela sempre gostou bastante de mim, embora em nossa juventude tanto meus pais como os de Bella tivessem se preocupado com nossa intimidade. Eles queriam que brincássemos com outras crianças. Que fizéssemos novas amizades coisas que não fazíamos. 
Charlie, o pai de Bella ainda não havia chegado em casa então eu e minha sogra jogamos conversa a fora. Falamos de tudo menos de Bella e eu permanecia com os olhos focados em Renee por que sabia que na lareira estava retratos de Bella com o sorriso lindo.
Ela esta viva...
Minha consciência queria me dizer algo, queria que eu acreditasse naquilo, mas não conseguia acreditar naquilo. 
Renee e eu conversamos sobre o tempo. Falamos sobre meus pacientes. Conversamos sobre minha família e então ela me pegou de surpresa.
- Você esta namorando alguém? – Ela perguntou me olhando nos olhos. Era a primeira vez que ela me fazia uma pergunta pessoal então que tipo de resposta ela queria ouvir? 
- Não – foi tudo que respondi ate ela continuar me olhando. – Saio com algumas amigas de vez em quanto – confessei. 
- Tudo bem – ela disse com um movimento de cabeça. – você deve – completou. 
- Sinto falta dela. 
Eu não planejara dizer aquilo. Queria ficar na minha e prosseguir com nossas conversas seguras como sempre. Ergui o olhar para Renee, ela parecia triste e grata. 
- Sei como você se sente Edward. – Disse ela. – mas não deve se sentir culpado por sair com outras pessoas, você ainda tem uma vida. 
- Eu não me sinto. – respondi – quer dizer não é bem isso. 
Ela cruzou as pernas e se inclinou na minha direção. 
- Então é o que?
Eu não conseguia falar. Bem que queria. Para o bem dela, achava justo saber. Ela me olhou com aqueles olhos e a necessidade de falar sobre a filha tão à tona, tão dolorida. Mas eu não conseguia falar então balancei a cabeça negativamente. 
Ouvi um barulho de chave na porta. Ambos viramos de repente, endireitamos – nos, como amantes pego de surpresa em flagrante. Charlie Swan empurrou a porta com o ombro gritou o nome da esposa. Entrou na sala com um suspiro sincero e largou sua maleta em qualquer lugar. Sua gravata estava frouxa, a camisa, amarrotada, as mangas, arregaçadas ate os cotovelos. Ao nos ver sentado no sofá soltou outro suspiro, desta vez mais profundo e com certo toque de desaprovação. 
- Como vai você Edward? – perguntou ele. 
Apertamos as mãos. Seu aperto sempre era rude e firme demais. Renee pediu licença e abandonou as pressas o aposento. Charlie e eu trocamos amabilidades e o silencio se instalou. Ele nunca se sentiu à vontade comigo. Eu sentia que ele me via como uma ameaça, agora para que eu não sabia. Com os anos, conseguimos lutar contra o ressentimento e forjamos uma espécie de amizade. Ate a morte de Bella. Ele me culpa pelo o que aconteceu. 
Claro que nunca disse isso, mas posso ver em seus olhos. Charlie era um homem robusto, forte. Ele sempre fizera Bella se sentir incondicionalmente segura. Charlie tinha esse tipo de aura protetora. Nenhum mal aconteceria com Bella enquanto Charlie estivesse por perto. Por que ele não estava no lago aquele dia? 
Acho que nunca consegui fazer com que Bella se sentisse tão segura assim. 
- Como anda o trabalho? – perguntou Charlie. 
- Bem – respondi – E o seu?
- Faltam dois anos para me aposentar. 
Assenti com a cabeça e caímos em novo silencio. No percurso até lá, eu decidi não contar nada sobre o que vi no computador. Não pelo fato daquilo parecer loucura, não pelo fato de que se abririam velhas feridas e doeria profundamente nos dois. A verdade era que eu não tinha a mínima idéia do que estava acontecendo e eu decidi levar a serio aquele ultimo e-mail. Não confie em ninguém. Não conseguia imaginar o que estava acontecendo nem por que, mas todas as suposições que se fazia pareciam assustadoramente frágeis. 
Mesmo assim certifiquei-me que Renee não estaria ouvindo. Então, aproximei-me mais dele e disse em voz baixa:
- Posso fazer uma pergunta?
Ele não respondeu, em vez disso me olhou. 
- Quero saber como você a encontrou.
-Como a encontrei?
-Quer dizer, quando você entrou no necrotério. Quero saber o que viu. 
Algo aconteceu em seu rosto, como minúsculas explosões demolindo sua estrutura. 
-Pelo amor de Deus, por que você quer saber isso?
- Andei pensando a respeito – inventei – Com o aniversário do primeiro beijo e tudo. 
Ele se levantou de repente e esfregou as palmas das mãos nas pernas. 
- Aceita um drinque?
-Claro.
-Qual?
-Qualquer um.
Ela caminhou ate o bar que tinha próximo à lareira. Mantive os olhos baixos.
- Charlie? – tentei.
Ele abriu a garrafa. 
- Você é médico – disse ele, apontando para mim com o copo na mão – Você já viu pessoas mortas. 
-Sim
-Então você sabe como é. 
Claro que eu sabia.
Ele trouxe a bebida. Peguei-a com uma rapidez exagerada e tomei um gole. Ele me observou e em seguida, levou o copo à boca. 
- Sei que nunca lhe perguntei sobre os detalhes Charlie. 
- Você não quer saber os detalhes Edward. 
- Ela foi espancada?
Ele examinou a bebida.
- Por que você esta fazendo isso?
- Preciso saber – mantive o olhar firme.
- Havia ferimentos sim.
- Onde?
- Edward...
- No rosto?
Seus olhos se reduziram, como se tivesse visto algo inesperado.
- Sim.
- No corpo também? 
- Eu não olhei o corpo – ele respondeu – mas sei que a resposta seria sim. 
- Por que você não olhou o corpo?
- Eu estava lá como pai e não como investigador. – Disse
- Foi fácil? – perguntei.
- Fácil o quê? 
-Identifica-la. Quer dizer, você disse que o rosto estava machucado. 
Seu corpo enrijeceu, Eu deveria ter seguido meu plano, deveria ter ficado calado.
- Você quer realmente saber isso tudo?
Não, pensei, mas assenti com a cabeça. 
Ele desistiu da bebida, cruzou os braços e começou a fala:
- O olho esquerdo de Bella estava inchado, O nariz estava quebrado e achatado. Havia um corte que atravessava a testam provavelmente feito por uma faca. A mandíbula tinha sido arrancada da articulação e a letra L estava marcada na bochecha direita. Ainda dava para sentir o sentir o cheiro da pele queimada. 
Senti meu estomago embrulhar.
Os olhos de Charlie se fixaram nos meus. 
- Quer saber qual foi a pior parte Edward?
Olhei para ele e esperei. 
- Mesmo assim não levou tempo nenhum - ele disse – Eu soube exatamente que aquela era minha filha, Bella. 





2 comentários:

Ah mel dels... vc sempre deixa a gente com o gostinho de quero mais.. isso é maldade puraa!!!

Eu amo essa fic!

nossa agora voce pegou pesado com o pobre do Charlie...
querida voce esta de parabens pela fic, pois voce esta conseguindo fazer um trabalho brilhante
beijusss

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