23 de dez. de 2010

Capitulo 4

Posted by sandry costa On 12/23/2010 4 comments



Esconde - Esconde






Existe idade apropriada para amar? Eu creio que não. Assim como também não há a pessoa apropriada. Simplesmente acontece. Eu amava Edward Cullen. Meu desejo era sair andando com ele por ai de mãos dadas e tomar soverte sentados no banco do parque.


Vocês podem até dizer: espera ai, ela faz isso quase todos os dias!


Faço mesmo. Mas nesse momento Edward só é o meu melhor amigo, eu queria fazer isso com o Edward meu namorado.


Que bobo, uma criança de dez anos pensar essas coisa. Se tivesse uma velha me escutando batia na minha bunda com o cinto do meu pai, dizendo que eu estava muito saidinha.


Não posso mandar no meu coração. Nem posso ficar envergonhada de algo tão puro, sem malicia e cheia de carinho.


Mas como fazer para saber se ele sente algo por mim?


Eu pensava nessas coisas enquanto Carlisle terminava de pontear minha cabeça. Edward em momento algum soltou minha mão.


- Bella? – Carlisle me chamou. – Acabei o serviço por aqui. Eu quero que você passe mais uns minutos deitada aqui e se levante aos poucos. Enquanto isso Esme vai resolver a documentação. Certo?


- Eu fiquei careca? – Não deu tempo de conter minha pergunta. Todos riram.


- Não Bella. Não tem um fio de cabelo fora do lugar. Todos estão nessa cabecinha e vão ficar por um bom tempo. – Ele riu docemente e saiu com a mulher da sala.


Quando olhei para Edward vi que ele soltara minha mão e olhava pro chão, corando furiosamente.


Eu assim que assimilei o motivo também baixei a cabeça corando mais do que ele.


- Bells. – Eu levantei a cabeça para olhá-lo. – Me desculpe...


- Tudo bem Edward. - Ele deu um sorriso amarelo.


- Bells. Eu fui um idiota. Eu só queria te proteger do chato do James.


- Claro Edward. Você só tem que pedir desculpas.


- Desculpa...


- Não há mim. Ao James. Você foi mal educado com ele.


- Eu não pedir nada para ele. – Ele fez um beicinho.


Eu revirei os olhos, resolvi que era melhor começa a me levantar.


Me sentei devagar, minha cabeça um pouco zonza, Edward me ajudou. Senti uma descarga elétrica passar pelo meu corpo quando ele tocou nas minhas costas.


Fiquei sentada esperando a Esme vir nos pegar. Na verdade eu me sentia estranha, eu não era mais a mesma Bella. Não sei explicar como, talvez o porquê...


Esme veio feliz por me ver melhor e me levou para casa. Renné quase teve um troço quando soube da noticia e Charlie revirou os olhos com a histeria dela.


Ele me chamou com um dedo e eu sentei no mesmo degrau da escada que ele.


- Como você se sente minha filha?


- Bem. Foi só uma queda. Típico de mim.


Ele riu, pegou minha cabeça e mexeu nos meus cabelos, a fim de ver os pontos que Carlisle fizera.


Depois disso fui para o meu quarto dormir.


Os dias se passavam seguindo o mesmo ritmo. Edward parecia ter esquecido o que ocorreu no parque, Carlisle tirou meus pontos uma semana depois, e eu resolvi evitar brincar de corda por um tempo.


Edward começou a treinar bateria e a mãe dele não agüentando os barulhos dele treinando, fez uma sala de música com um dos quartos de hospedes que havia na casa.


No dia que ficou pronto Edward me chamou para ver. Era lindo.


As paredes eram brancas, com a pintura de uma partitura amarelada nas paredes do fundo e na parede ao redor algumas notas musicais. Esme também colocou tudo o que um banda simples poderia precisar, por sinal tudo o que o Edward tocava, com exceção do teclado que ele ainda iria ter aulas, tinha violão, guitarra, bateria e um pandeiro roxo, que notei ser de Alice, ela com certeza aprontaria algo.


Não deu outra. Logo ela veio com a idéia de formar uma banda. Idéia a qual neguei veemente. Os palcos me assustavam e com Alice não havia limites. Após muita insistência e bicos dos dois, aceitei que poderíamos brincar de ser uma banda, mas sem shows fora. Somente nós três. Eles concordaram alegremente.


Estávamos a uma semana do natal e o clima entre as pessoas era perfeito. Todos se tratando bem e com simpatia, aquele clima era muito agradável para mim. Só em ver os enfeites natalinos já ficava contente. Eu amava o natal.


Eu estava novamente na casa de Edward junto com os irmãos dele e os gêmeos Hales. Tínhamos acabado de travar uma guerra de neve, mas cansados sentamos em um batente de cimento que separava o jardim que brincávamos e o jardim onde Esme plantava flores.


Eu estava sentada entre Edward e Emmet. Ninguém falava nada, estávamos pensando em outra brincadeira. Alice de repente se deitou no chão e começou a mover os braços e as pernas para fazer um anjo de neve. Todos nos vestíamos calças e blusas de moletom bem grosso, mudando as cores e os cachecóis. Os meus era violeta, de Alice era rosa, de Rose era vermelho, Jasper vestia azul, Emm usava cinza e Edward verde escuro.


Ajeitei o meu gorro na cabeça e coloquei as luvas que havia tirado para conseguir juntar mais neve.


- Vamos brincar de pega- pega? – Edward deu a idéia. Eu fiz uma careta.


Emm e Rose de repente trocaram um olhar, que eu vi pelo canto do olho, e sorriram de um jeito matreiro.


- E que tal esconde- esconde? – Emm falou. Todos gostaram da idéia e eu não falei nada, desconfiada, tentado entender o que o Emm aprontava.


Tiramos a sorte e ficou decidido que Jasper contaria. Eu corri para uma árvore do outro lado do lago, de onde eu poderia ver tudo e não seria vista. Parei encostada na árvore e estiquei o pescoço para ver o que o Jasper fazia. Quando virei levei um susto, mas antes que eu pudesse gritar minha boca foi tapada.


- Quieta Bells. Se você gritar vão nos descobrir aqui.


- E o que você faz aqui? – perguntei para o Edward quando ele liberou minha boca para falar.


- Não tenho culpa se veio se esconder no mesmo local que eu.


- Engraçadinho. Ficam só os dois a vigiar.


Jasper terminou de contar e saiu procurando. Mas sem se distanciar.


- A regra de não poder guardar caixão esta valendo? – Perguntei ao Edward.


- Lógico. Se ele passar mais dois minutos ali ou pegar alguém ele conta de novo.


Esperamos até que Jasper saiu. Logo Edward me puxou pela mão, me levando pelo caminho oposto ao que eu havia ido. Quando estávamos bem próximos, Edward me puxou para detrás de outra árvore. Nessa hora Jasper apareceu e correndo foi na direção oposta.


Edward me puxou de novo e logo nos batemos na árvore que Jasper contara e gritamos os nossos nomes. Jasper apareceu logo depois assustado.


- Droga. Não consigo achar ninguém. – Soltou um muxoxo e saiu correndo outra vez.


Edward foi se sentar no batente eu o acompanhei.


Dez minutos depois Alice aparece correndo, com Jasper na sua cola. Jasper a puxa pela cintura e a gira colocando ela para trás, mas ela logo se recupera e passa dele novamente e com uma pirueta ela bate na arvore gritando o nome dela. Ela olhou para Jasper e fez uma careta depois foi se sentar com a gente, que, por sinal, nos acabávamos de rir da cena.


Jasper voltou a procurar Emm e Rose.


Como ele demorava muito começamos a brincar com as pedrinhas que havia ali, pegávamos cinco, colocando quatro no chão e jogávamos uma para cima tentando pegar as outras quatro sem deixar nenhuma pedra cair.


Fazia mais de uma hora que Jasper procurava, então decidimos ajudar. Não nos dividimos, resolvemos fazer uma busca minuciosa. Procuramos nos arredores do jardim e então procuramos na casa.


Nada na cozinha, na sala, nos quartos, nem nos banheiros, nem na sala de música, nada no escritório, nem no quarto de brinquedo, nada na biblioteca, nem na garagem.


Então eu tive um lampejo de idéia.


- Alguém conferiu o porão?


- Não! – responderam.


Fomos para a porta de segurança que ficava do outro lado da casa. Edward e Jasper abriram e entramos em silencio. O sol entrou clareando levemente o local.


Com os olhos vasculhei as formas na escuridão até que vi algo se mexendo no canto mais afastado. Andamos lentamente até lá. Alice escondida atrás de Jasper com medo de ser um monstro.


Ouvimos um estalo. Nenhum de nós fazia som algum. O barulhinho aumentou. Quando estávamos bem próximos do que se mexia Edward acendeu uma lanterna, que eu não tinha o visto pegar, e iluminou Rose e Emm numa cena no mínimo constrangedora.


Eles estavam no meio de um amasso enorme, sentado no chão do porão. Eles pareceram não notar a gente ou a luz que os iluminavam. Estavam absortos demais. Emm segurava Rose com força. Uma mão na coxa dela e a outra na cintura. Ela estava com uma perna em cima da dele, quase subindo no colo dele, as duas mãos na nuca dele.


Edward pigarreou, fazendo os dois se separam rapidamente, com um barulho de desentupidor enorme.


Eu sentia minha pele pegando fogo, só de pegar aquele flagrante deles. Alice e Jasper estavam sem jeito e Edward parecia que ia rir a qualquer momento.


Rose e Emm, não sabiam onde enfiar a cara. Eles estavam muito vermelhos.


- Então... – Edward quebrou o silencio constrangedor. – Jasper, você não tinha que bater o nome deles lá na árvore?


Jasper, que queria sair dali, puxou Alice pela mão e saíram correndo do local.


Eu também queria sair, mas eu não conseguia mover meus pés dali, e eu acho que o Edward não queria ficar só.


- Algum comentário de vocês dois?


Silêncio.


- Bem... Então eu acho que meu irmão deveria ter uma conversinha com papai. Quanto a Rosalie devia ter uma com a mãe dela... Eu não irei dizer nada sobre o que ocorreu aqui... Mas espero que se informem antes de aprontar alguma besteira... Lembrem-se vocês tem somente dez anos de idade. – Edward apertou minha mão. – Vamos Bella.


Quando finalmente saímos de lá eu me virei para Edward.


- Não acha que pegou pesado com os dois não?


- Acho. – ele disse sincero. – Mas também não foi legal inventar uma brincadeira para depois fazerem aquilo... Não foi justo... Se eles quisessem se agarrar por ai, saísse ou algo do tipo. Sem contar que a cena em si... Argh...- ele estremeceu – É algo que eu definitivamente pretendo esquecer.


- E a parte da conversa?


- Pra eles se prevenirem... Nós estudamos na escola essas coisas, mas quando os pais falam é melhor...


- Vocês não tiveram essa conversa? Eu a tive quando eu tinha quatro anos...


- Na verdade já... Bem... Eu não... Pedi ao papai pra me dispensar... Muito constrangedor... E eu tenho consciência... Mas com quatro anos? Não é muito cedo?


- Não para Renné... – Falei revirando os olhos.


Ele riu.


- Acho que está na hora de eu ir pra casa.


- Vou te deixar.


Fomo até a garagem onde eu guardei a minha bicicleta. Edward pegou a dele.


O caminho foi rápido, ficávamos apostando corridas e Edward sempre vencia. Quando chegamos a casa escutei o barulho de algo quebrando, depois gritos.


Nós largamos as bicicletas na calçada e fomos até a porta.


Aparentemente Charlie e Reneé estavam tendo uma briga feia.


Senti o meu coração apertar.


- Bella? Você quer voltar? – Edward estava preocupado.


- Não. Eu acho. Vou entrar.


- Me liga.


- Certo.


Eu peguei a bicicleta que estava na calçada e entrei na garagem, entrei pela porta de lá.


A porta da garagem dava para um corredor, no final era a sala de estar e a escada para o segundo andar.


Meus pais discutiam na sala.


- Claro não né Renné. Você desconfia de tudo, quando na realidade você não sabe de nada! – Charlie vociferava nervoso.


- Eu preciso ler algo que está escrito na sua testa? – Mamãe estava histérica andando de um lado para o outro. – Acha que eu sou burra?


- Desde quando você é a imaculada? – Renne fez cara de que não entendeu.


- O que você quer dizer com isso? – Ela começou a ficar ofendida.


- Entenda como quiser. Estou farto dos seus dramas. Estou farto de seus ciúmes, de suas desculpas de todas as noites, de suas contas, de tudo. – Charlie resolveu se exaltar.


- Quem devia estar farta sou eu. Você só aceita as coisas se for do seu jeito sempre. Não gosta de ouvir minhas opiniões, não sabe nada sobre o meu dia, nada sobre os meus problemas. Você simplesmente não me ouve. – Agora os dois estavam exaltados.


Resolvi que o melhor era ir pro meu quarto. Subi o mais rápido possível. Minha cabeça girava, eu não entendi o real motivo daquela discussão. Também não vi o que havia quebrado.


Eles nunca haviam brigado antes. Nunca tinha visto sequer uma discussão deles.


Eu me sentia arrasada com aquilo. Eu amava demais os dois para vê-los brigarem.


A chuva começou a cair com força.


Eu estava encolhida na cama, embaixo do edredom grosso. Eu escutava algumas partes da briga que ainda ocorria lá embaixo. A parte que eles mais se exaltavam.


- Como você quer que eu fique bem? Você pensa que é homem solteiro, que pode chegar em casa e simplesmente passar a noite sentado em um sofá assistindo basebol? Nós precisamos de um homem na casa e não um verme.


- AGORA CHEGA! Reneé, se você pensa que eu vou ficar aqui ouvindo os seus insultos e suas lamurias, está enganada! Eu vou embora agora!


Meu corpo tremeu. Eu ia ficar sem pai. Meu pai ia me deixar. E tudo o que ele disse? Que ele me amava que eu era o tesouro dele. E agora o que se faz sem um pai?


Comecei a chorar desesperadamente quando ouvi a porta bater no andar de baixo. Senti que uma parte do meu coração ia junto com Charlie. Me levantei e fui até a janela, a tempo de ver a viatura virar a esquina e ir embora.


Senti meu corpo desfalecer, minha cabeça doía.


Fui para a cama e fiquei chorando. Renné não veio onde eu estava. Ela devia estar no andar debaixo chorando também.


Foi quando eu senti o vento se intensificar, entrando no meu quarto. Eu não entendi, eu não havia aberto a janela, muito menos a varandinha. Então o vento cessou.


Eu não conseguia controlar o meu choro, estava com medo. De repente senti alguém me abraçar. Pensei que fosse minha mãe, mas o cheiro dele invadiu minhas narinas.


- Edward?


- Shh, Bella! Estou aqui com você.


- Como você entrou aqui?


- Pela varandinha. – Ele riu. – Não ia deixar você sozinha. Nunca farei isso.


Ele me abraçou com mais força e logo fiquei mais calma. Então adormeci.

4 comentários:

Nossaa Rose e o Emmett sao bem safadinho heim kkkk' Eu to amando a fanfic! esta incrivel *-*

Beijos!

ola!!
comecei ler sua fic hoje e estou simplismente amando!!
mas não consigo ler o cap 4! esta como se naum tivesse nada escrito! e agora hein??
rsrs

ola!!
comecei ler sua fic hoje es estou simplismente amando!!
mas não consigo ler o cp 4! esta como se naum tivesse nada escrito1 e agora hein??
rsrsr
bjs!!
gabi

oie, arrumei o cap
bjs e boa leitura

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